sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Cabeludo de não saber

Vanderlei dos Santos Rocha

Pois,
Adoro ver as pessoas citarem personagens da história como se fossem deuses mortais ou ídolos de ideologias baratas.

Dois personagens da história nunca escreveram nada, talvez porque não sabiam escrever, ou nunca existiram. Jesus Cristo e Sócrates têm suas vidas cantadas e enaltecidas, o segundo por Platão, o primeiro por diversos ditos apóstolos, que não conseguem contar metáforas ou histórias parecidas.

Falar de Sêneca que foi conselheiro do aloprado imperador Nero.

Gandhi cujas amizades nazistas não são comentadas.

Karl Marx que copiou as comunas das reduções jesuíticas católicas do século XV.

Não vejo um muçulmano radical ter as atitudes de Saladino, hoje esses agem como a Igreja católica durante a inquisição e as cruzadas.

Não vejo, e acho engraçado que vira e mexe na bosta todo mundo cita Hitler.

Qual a história da ascensão de Hitler ao poder?

Berlim, Jogos Olímpicos, agosto de 1936
Ninguém se interessa.

Criticam seus erros, claro que que são terríveis, mas esquecem justamente de todo o processo de sua ascensão.

As multas impostas e os acordos pós primeira guerra impuseram ao povo alemão pobreza, fome e exílio na Europa.

Os judeus tinham permissão para viajar para onde queriam.

A maioria dos judeus trabalhava em bancos e instituições públicas, ou tinha seus próprios negócios de exploração.

A Alemanha estava proibida de ter acesso irrestrito ao petróleo e outros benefícios dos países vizinhos.

Um empregado alemão necessitava de um carrinho de mão para carregar seu salário.

Nota de 100 milhões de marcos, Alemanha, 1923

Não havia bens disponíveis no mercado.

Em 1923 os preços aumentaram 452.998.200 vezes.

Para imaginar, digamos que um litro de leite de dois reais, custasse um ano depois 905.996.400,00 reais.

A Alemanha sobreviveu baseada nos sistemas FAIR TRADE.
Chegou um dia que a passagem de bonde custava um bilhão de marcos.

Hjalmar Schacht [foto] salvou a Alemanha.


Passaram a usar o carvão como fonte de gasogênio.

Construíram empresas sólidas.

TECNOLOGIA, SEM PEDIR NADA A NINGUÉM.

SANÇÕES CRIMINOSAS:

Um povo morrendo de fome e frio.
Algum filho de uma puta vai dizer que isso não inocenta Hitler, mas inocenta um povo.

Quando a Alemanha seguia seu rumo Hitler era a salvação.

Usou os judeus como escudo.

Fizeram aviões mais modernos, submarinos e navios com alto poder ofensivo, tanques de guerra poderosos, sem o auxílio de ninguém.

Teriam a bomba atômica primeiro que o chamado primeiro mundo.

Agora no Brasil, durante nossa época mais brilhante economicamente, colocamos como PRESIDENTE um HITLER ÀS AVESSAS.

UM HITLER QUE DESTRUIU O PAÍS.

SEM NACIONALISMO, SEM PATRIOTISMO, UM IDIOTA QUEBROU O PAÍS, SEGUIDO CEGAMENTE POR SERES HUMANOS IMBECIS POLITICAMENTE CORRETOS.

O PECADO DE HITLER foi ORIGINAL, o pecado da mula nordestina de Garanhuns foi mortal.

Deixem os americanos decidirem o que é melhor para eles, já que aqui nós escolhemos sempre o que é pior para nós. Eu costumo afirmar a lei de Emílio (meu avô): “O que a boca fala o cu paga.”

Hjalmar Schacht é o pai falecido do plano real de 1994.

Eu me sinto cansado de FDM ou favores de merda.

Não quero fila especial, ou passagens de coletivos gratuitas, quero saúde e segurança, e poder retirar os muros e as cercas eletrônicas de nossas casas.
Título e Texto: Vanderlei dos Santos Rocha, 2-2-2017

8 comentários:

  1. Extraído do artigo A hiperinflação alemã, 1914-1923:

    Durante todo o período da inflação, a explicação mais popular para a depreciação monetária era aquela que jogava a culpa em um desfavorável balanço de pagamentos, cujo culpado era, por sua vez, o pagamento de reparações e outros ônus impostos pelo Tratado de Versalhes. Para a maioria dos escritores e políticos alemães, os déficits do governo e a inflação do papel-moeda não eram as causas, mas, sim, as conseqüências da depreciação externa do marco.

    A vasta popularidade dessa explicação, que responsabilizava totalmente os vitoriosos aliados pelo desastre alemão, trouxe implicações agourentas para o futuro. Sua simplicidade tornou-a atraente para a massa de pessoas economicamente ignorantes, cujo nacionalismo extremado sempre faz com que idéias como intrigas e conspirações estrangeiras pareçam muito palatáveis. Os intelectuais e os líderes políticos que propalaram ativamente essa doutrina estavam plantando as sementes do vendaval que viriam a colher uma década mais tarde.

    Durante aqueles anos sinistros, a Alemanha na realidade obteve gratuitamente do exterior grandes quantidades de matérias-primas e comestíveis. De acordo com várias estimativas oficiais, indivíduos e bancos estrangeiros compraram pelo menos 60 bilhões de cédulas de marcos que o Reichsbank havia lançado no exterior. Na época, uma cédula de um marco valia 0,25 de uma cédula de marco-ouro (cédula de marco conversível em ouro). Mas a depreciação do marco para um trilionésimo do seu antigo valor anulou o valor de todas as cédulas de marco em posse dos estrangeiros (que podem ser encaradas como títulos de reivindicação sobre bens alemães). Dessa forma, os estrangeiros sofreram perdas de aproximadamente 15 bilhões de marcos-ouro, ou algo como $3,5 bilhões de dólares americanos, quantia essa oito vezes maior do que a que a Alemanha havia pagado em moedas estrangeiras por conta de reparações.

    Mas mesmo que fosse verdade que um fardo excessivo havia sido imposto à Alemanha pelos Aliados, não haveria necessidade para qualquer depreciação monetária. Ambos os fenômenos são inteiramente independentes. Se há encargos excessivos sobre um governo, sejam eles encargos domésticos ou estrangeiros, aquele governo precisa ou aumentar impostos, ou pedir empréstimos, ou cortar outras despesas. Se os pagamentos de reparação forem excessivos, pode haver necessidade de impostos bem maiores sobre a população, ou empréstimos maiores para o governo - o que iria reduzir a oferta de poupança para a indústria e o comércio -, ou dolorosos cortes nos serviços e empregos públicos. O padrão de vida das pessoas que assim forem oprimidas provavelmente irá decair - a menos que a redução da burocracia libere novas energias produtivas. Mas o valor do dinheiro não será afetado pelo fardo da reparação, a não ser que a produtividade econômica seja debilitada pela maneira como os fundos serão arrecadados.

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    1. Uma vez que o governo tenha atingido o superávit orçamentário necessário, o pagamento das reparações torna-se uma simples questão de troca. O Tesouro compra, do seu Banco Central, a quantia necessária de ouro ou de moeda estrangeira e a entrega para o governo destinatário. A perda de ouro ou de moeda estrangeira vai necessitar, então, de uma correspondente redução de papel-moeda (se quisermos manter a paridade cambial típica do padrão-ouro), o que por sua vez tende a abater os preços dos bens. Um preço menor dos bens estimula mais exportações ao mesmo tempo em que desestimula importações, isto é, gera aquilo que é chamado de "balanço de pagamentos favorável", ou um novo influxo de ouro e moeda estrangeira. Ou seja, desde que o banco central se abstenha de inflar e depreciar a moeda, não tem como haver escassez de ouro ou de moeda estrangeira. Mas as autoridades monetárias alemãs negaram fragorosamente esse raciocínio econômico. Ao contrário, elas preferiram se queixar contra os excessivos fardos impostos à Alemanha e o desfavorável balanço de pagamentos gerado por eles. Em 1923 essas autoridades acrescentaram ainda um outro fator: a ocupação francesa do distrito de Ruhr. O Departamento Central de Estatística colocou dessa maneira:
      A causa fundamental do desarranjo do sistema monetário alemão é o desequilíbrio do balanço de pagamentos. A desordem das finanças nacionais e a inflação são por sua vez as conseqüências da depreciação da moeda. A depreciação da moeda desordenou o equilíbrio do Orçamento e estabeleceu - como uma necessidade inevitável - uma discrepância entre receita e despesa, o que provocou o levante.

      Novamente cito o Dr. Helfferich:

      A inflação e o colapso do câmbio são filhos dos mesmos pais: a impossibilidade de se pagar os tributos impostos sobre nós. O problema de se restaurar a circulação não é um problema técnico ou bancário; é, em última análise, o problema do equilíbrio entre os encargos e a capacidade de a economia alemã suportar esses encargos.

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    2. Mesmo os economistas americanos fizeram eco à teoria alemã. O professor Williams apresentou a seguinte ordem causal: "Pagamentos de reparação, taxa de câmbio em depreciação contínua, aumento dos preços de importação e exportação, aumento dos preços domésticos, déficits orçamentários seguidos e, ao mesmo tempo, um aumento na demanda por crédito bancário; e finalmente um aumento na emissão de papel-moeda."

      O professor Angell sustenta que "A realidade do tipo de análise que parte do balanço de pagamentos e do câmbio e vai até os preços gerais e o aumento da emissão de papel-moeda parece estar definitivamente aceita."

      A culpa é dos especuladores

      Quando todas as outras explicações se exaurem, os governos modernos normalmente caem em cima do especulador, que é apontado como o responsável por todos os malefícios sociais e econômicos. O que a bruxa era para o homem medieval, o que o capitalista é para socialistas e comunistas, o especulador é para a maioria dos políticos: a encarnação do mal. O especulador é considerado como alguém imbuído de um egoísmo cruel e caprichoso capaz de destruir a economia nacional, os planos do governo e, no caso da inflação alemã, a moeda nacional. Não importa o quão flagrantemente contraditória essa explicação possa ser, ela é a mais popular entre autoridades governamentais que buscam uma explicação conveniente para os fracassos de suas próprias políticas.

      As mesmas autoridades que negaram a existência de qualquer inflação deploraram a depreciação causada pelos especuladores, ou culparam os fardos das reparações impostas pelos Aliados enquanto simultaneamente denunciavam os especuladores pela depreciação. O Dr. Havenstein, o presidente do Reichsbank, abraçando ansiosamente toda teoria concebível que pudesse isentar de culpa as suas políticas, também apontou o dedo para os especuladores. Perante uma comissão parlamentar, ele deu seu testemunho: "No dia 28 de março começou o ataque contra o mercado de câmbio. Em várias classes da economia alemã, daquele dia em diante, a idéia era visar apenas o interesse pessoal e não as necessidades do país."

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  2. Hjalmar Schacht economista responsável pelo fim do processo de hiperinflação alemã em 1923, presidente do Banco Central Alemão e Ministro da Economia do III Reich, adotando as políticas de déficit público que seriam teorizadas por Keynes em seu livro Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936).

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  3. No tempo de Hitler, os alemães viveram melhor do que os outros europeus! No tempo do comunismo, a Alemanha comunista viveu melhor do que a União Soviética e os outros países comunistas! Hoje no capitalismo globalizado, a Alemanha é a maior economia da Europa e os alemães vivem melhor do que os outros europeus! Para a inveja dos Panacas com as suas teorias de blá, blá, blá de incapazes, corruptos e ladrões "democratas" e parasitas comunistas miseráveis!!!

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    1. Ops!
      "No tempo do comunismo, a Alemanha comunista viveu melhor do que a União Soviética"?!

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    2. Deutsche Arbeiterpartei (DAP) ou Partido dos Trabalhadores Alemães FUNDOU Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), ou simplesmente partido Nazista. A liderança do tal ficou com Hitler, Esser, Rudolf Hess, e Rohm, NO DIA 24 DE FEVEREIRO DE 1920, NO AUGE DA CRISE ALEMÃ.
      PARTIDO TRABALHISTA NÃO LEMBRA NADA PARA NÓS, QUE TAL O SINDICATO SOLIDARIEDADE POLONÊS FILIADO AO Polska Partia Robotnicza, PPR.
      SIC... TWICE...

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  4. https://youtu.be/-UQQL9GV9po

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