quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quer conhecer o caráter de alguém? Dê-lhe poder!

Cristina Miranda

Digam lá o que disserem, o caso CGD está a ser espantosamente revelador. É uma autêntica injeção contra anos de falsas teorias de que a esquerda é moralmente, eticamente e politicamente superior à direita. Num espaço de apenas um ano, com elas todas no governo graças a esta aliança inédita de Costa com comunistas e radicais de esquerda, podemos testemunhar que esta governação opaca, onde não faltaram mentiras, maroscas, ilegalidades, inconstitucionalidades e abusos de poder, já ultrapassou a média anterior. E não vai ficar por aqui…

Incapazes de admitir os erros, assim que são apanhados em flagrante, contorcem-se todos como minhocas desprovidas de espinha dorsal, mas pouco se ralando com isso. Mantêm a postura com a maior cara de pau, sem complexos por não serem sequer convincentes. E ainda acrescentam mais umas quantas mentiras para povo ignorante comer. Afinal, mentir em governação não é crime a não ser nos países desenvolvidos. Por isso, estão safos. E depois, quando se tem um Presidente da República a defender o indefensável por estar metido até ao pescoço nas mentiras do governo, melhor ainda. É ele próprio a encerrar o assunto “morto” por diversas vezes, mas que não consegue enterrar. A não ser a ele próprio…

Junte-se ainda a prestação deprimente de Mariana Mortágua, a tal menina tão tenaz a crucificar banqueiros em CPIs e Galamba, o eterno boy contorcionista do PS, que numa tentativa desesperada de branquear as culpas de Centeno, Marcelo e Costa, “eutanasiaram-se” ao vivo e a cores, em direto na TV. Incrível. Um momento épico digno de registo para memória futura. Para não falar de Estrela Serrano que veio colocar a cereja no topo do bolo afirmando taxativamente que Domingues foi útil na capitalização da CGD junto da UE, logo, usá-lo desta forma era perfeitamente aceitável. Assim sendo, a culpa é de quem se pôs a jeito. E afirma-o com toda a clareza sem medo… simplesmente assustador.

Assim, como se não bastasse a incapacidade de gerir o país com políticas responsáveis, acrescenta-se a falta de carácter e qualidade humana de todos os protagonistas desta criação a que lhe chamaram e bem, geringonça. O problema é o rasto destrutivo que deixa na sociedade. Porque não se limitam a gerir mal: provocam falências. Não se limitam a mentir: destroem a credibilidade de um país inteiro quer internamente, quer perante o exterior. Não se limitam a usar o poder: amordaçam todos (cidadãos, comunicação social, oposição) os que puserem em causa seus lugares.

Agora, e por muito que tentem, jamais poderão esconder que as belas teorias marxistas apenas escondiam, aqui como noutros lugares do Mundo, a sede de poder que depois de saciada, provocou amnésia nas mentes brilhantes dos defensores do povo para transformar a governação numa ditadura de esquerda.

Já dizia Abraham Lincoln e muito bem: “… se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder”.
Fact check!
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 20-2-2017

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