sábado, 11 de março de 2017

[Para que servem as borboletas?] A vida que passa

Valdemar Habitzreuter

Não sou o verdugo que pensas
Sou o presente muito estimável
Se passo não o faço por vias tensas
És tu que me olhas de modo fatigável.

Ó homem, dê-me razões de tua desdita!
Sou a jovem cobiçada por todo vivente
Enamora-te de mim e sem medo acredita
Passar, passar é um processo fulgente.

Mil luzes te indicam: viver é transitar
Solta-te e entrega-te à vida, a tua amada
Pelos confins do tempo com ela passear
Verás o fulgor da felicidade desejada.

Acorde, sou a esplendorosa com graça
Quero ver-me em ti amada e festejada
Dê mil vivas a mim, sou a vida que passa!

Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 10-3-2017

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