segunda-feira, 31 de julho de 2017

Cada vez mais os marxistas (liberais nos EUA) tripudiam em cima da covardia dos ocidentais

Olha esta:

Britânico é condenado por posse de boneca sexual com formato de criança. 

Enquanto condenam um pobre coitado que tem em casa uma boneca com formato de criança, regulamentam, no Canadá, (aquele país governado por um cara com complexos de Electra e Édipo em relação a Trump), o sexo com animais; o mesmo país que, através do seu complexado PM, quer receber todos aqueles que professam a religião que permite a pedofilia; por exemplo, permitindo o casamento entre ´pedófilos’ de 64 anos com crianças de 10, 12 anos...

E esta, talvez mais perigosa do que a primeira! Esta na França, do Macron, Salvador da Galáxia!




Les auteurs des propos racistes ne pourront plus être élus
(Autores de ‘palavras racistas’ inelegíveis)

Já pensou em uma ONG psolista com este poder: o de apontar e denunciar palavras (ou gestos) ‘racistas’?

Mortos e vivos

João Pereira Coutinho

Qualquer tentativa de manipular os números, ou até de os “tratar” com critérios bizarros (mortes diretas, mortes indiretas) esbarra com coisas básicas, como indenizações devidas (e não recebidas)


NOS DIAS SEGUINTES à tragédia de Pedrógão Grande, um amigo jornalista, que andou pelo terreno, dizia-me que o número final e oficial de mortos – 64 – não correspondia à verdade. Pelos seus cálculos, o horror atingia outras proporções. “Três dígitos”, suspeitava ele.

Lembro-me de rir. E de pensar: em ditadura, é fácil controlar a realidade. Basta ter uma polícia política e uma máquina eficaz de censura para manter o rebanho na linha.

Em democracia, a dificuldade aumenta. As pessoas falam. E, ponto crucial, as famílias sabem quem perderam. Qualquer tentativa de manipular os números, ou até de os "tratar" com critérios bizarros (mortes diretas, mortes indiretas) esbarra com coisas básicas, como indemnizações devidas (e não recebidas). Para usar as palavras de Talleyrand, ocultar a verdade de uma tragédia como Pedrógão não é apenas um crime; é um erro. E uma confissão de estupidez que está para lá do meu entendimento.

Aliás, continua a estar. Mas as notícias dos últimos dias têm provocado tremores no meu optimismo antropológico. Tudo começou com a 65ª vítima: uma senhora que fugia do inferno e foi mortalmente atropelada. Não está na lista. Porquê? Segundo os "critérios", não morreu queimada nem asfixiada (palavra de honra). O meu coração parou: querem ver que eu sobrestimei a inteligência dos nossos governantes?

ESPERO QUE NÃO.
Mas, a título de hipótese, o que poderia levar um governo, qualquer governo, em qualquer parte do mundo civilizado, a cometer semelhante torpeza?

A BBC Brasil ‘rides again’


Vale a pena ir a eleições?

Moiani Matondo


Os mais recentes acontecimentos são desanimadores quanto à possibilidade de as próximas eleições gerais em Angola serem livres e justas. Parece, que mais uma vez, haverá um mero ato simbólico em que o vencedor é conhecido desde o início e os partidos da oposição fazem de “imbecis úteis”, para usar as palavras aparentemente usadas noutro contexto por Lenine.

Com a União Europeia, o governo angolano recusou-se a assinar um Memorando de Entendimento para proceder à observação das eleições, alegando as velhas justificações soberanistas e neocolonialistas. O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, disse: “É assim que o continente funciona em matéria de eleições. E não esperamos que alguém nos vá impor à sua maneira de olhar para as eleições e nos dar alguma lição, como também não pretendemos dar lições em termos de eleições.” É este argumento de que em África a cultura é diferente que justifica a corrupção, o tratamento desigualitário das mulheres e tantos outros atropelos aos direitos humanos. Mas, pergunta-se, porque hão de ser diferentes as eleições em África? Por que razão são os próprios dirigentes africanos que passam a si mesmo atestados de menoridade?

Afastado o perigo de ter uma Ana Gomes, deputada do Parlamento Europeu, a vigiar e denunciar as fraudes eleitorais, o regime conta também com as empresas que prestam serviços técnicos para controlar as votações. Houve muito barulho na CNE devido a essas contratações, mas tudo foi silenciado. A Indra e a Sinfic continuam como responsáveis técnicas das eleições.

Charada (392)

Passei 
Um terço
da metade
do mês de junho
surfando no Baleal.
Quantos dias 
eu surfei?

QUIZ: Barroco

“Barroco” é um termo que surgiu com um sentido...

Nave, arco-cruzeiro e capela-mor da Igreja de São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro. Foto: Enrique Lopez Tamayo Biosca

A  – Técnico
– Depreciativo
C  – Musical 
D  – Taxonómico

Uma crônica sem aproveitamento algum

Helena Matos

O aproveitamento político é de facto o nosso maior problema. Falimos várias vezes, morreram dezenas de pessoas num incêndio florestal, mas o que é isso quando comparado com o aproveitamento político?

“Costa lamenta aproveitamento político de mortes em Pedrógão”; “Marcelo contra aproveitamento político das vítimas de Pedrógão”; “Pedrógão Grande: Bloco acusa PSD de aproveitamento político”

De repente o país descobriu que o seu maior problema não é o falhanço da proteção civil. Muito menos o roubo em Tancos de material que começou por ser de guerra, depois passou a material obsoleto e agora é de guerra novamente. Nada disso, mas mesmo nada se compara com o transcendente problema do aproveitamento político.

O aproveitamento político é de facto o nosso maior problema. Falimos várias vezes, morreram dezenas de pessoas num incêndio florestal; o SNS gasta consigo mesmo o que devia gastar com os utentes; a polícia é chamada às escolas públicas porque sendo os alunos oficialmente todos iguais uns são mais iguais que os outros; o Governo (de Portugal não o do Qatar) considera que pode estar numa situação de pobreza severa alguém que é proprietário de uma viatura no valor de 25 mil euros e como tal reunir as condições para receber RSI… mas o que é isso quando comparado com o aproveitamento político?

Só por absoluta má fé não se percebe esta evidência. Por exemplo, o que é estar cercado pelo fogo e perceber que os bombeiros não conseguem comunicar entre si porque o SIRESP falhou comparado com o aproveitamento político subjacente a declarar que o SIRESP não funciona? Está bem, não funciona, mas há que falar nisso? De facto só uma alma mal-intencionada não percebe que o aproveitamento político é um problema para não dizer um crime face à minudência de o SIRESP não funcionar.

Absolutamente determinada a expurgar os meus textos de qualquer aproveitamento político passei algumas horas a tentar perceber quando e como acontece o aproveitamento político. Dada a complexidade do tema creio até que mais cedo ou mais tarde será criado um Alto Comissariado para o Combate ao Aproveitamento Político que obviamente elaborará um questionário-teste que rapidamente nos dirá se estamos ou não diante de um caso de aproveitamento político.

Esta espécie de teste é urgente porque de modo algum se pode deixar ao arbítrio de cada um decidir nesta matéria. Por exemplo, uma pessoa mal informada sobre a natureza transcendente do aproveitamento político, pode fazer um juízo de valor menos abonatório da eurodeputada Marisa Matias.

Considera a eurodeputada Marisa Matias que no caso das vítimas de Pedrógão a lista dos mortos não deve ser pública “por respeito às vítimas”. Ora uma pessoa não devidamente esclarecida sobre os meandros do aproveitamento político até podia pensar que a eurodeputada quer é respeito pelo seu sossego pois não é para todos (e todas, como diria a senhora eurodeputada) apoiar um governo que se confronte com tal lista. Para mais a senhora eurodeputada faz campanha (política, claro) por essa Europa fora ao lado do espanhol Pablo Iglesias cujo Podemos transformou a Lei da Memória Histórica numa agência de desenterramentos dos mortos da Guerra Civil. Em que ficamos – perguntará o tal mal informado – os mortos afinal são para ser assinalados ou escondidos? E o que é respeito em Portugal – a omissão – é crime em Espanha? Como se percebe isto do aproveitamento político tem muito que se lhe diga.

Não caia nessa! STF não 'liberou roubo de celulares que custem menos de R$ 500'


Último Segundo

Como se fosse em um telefone sem fio, decisão do STF tomada em maio, sobre um caso específico, sofreu alterações até chegar ao texto que vem sendo compartilhado no Facebook e no WhatsApp; entenda a confusão


Se liga, que o tal 'perdeu playboy' pode dar cadeia, sim. Uma mensagem que circula pelas redes sociais anunciando que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria "liberado" o roubo de celulares que custassem menos de R$ 500 é falsa.

"Para conhecimento. O ' perdeu playboy ' tá liberado. Quem rouba celular que custa menos que 500 reais não é preso, nem em flagrante, decide STF. E se custar mais de 500 reais, é solto na audiência de custódia. Bom, nós estamos nas mãos dos bandidos deste País", afirma a mensagem.

No entanto, o conteúdo desse texto não traduz a realidade. Abaixo disso, ele é uma interpretação errônea de uma decisão do STF sobre um caso em específico, ocorrido em Minas Gerais.

No caso, o STF decidiu, em maio, pela extinção de uma ação em que um homem havia sido condenado a um ano de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de uma multa, devido ao furto de um celular, em 2011. Vale lembrar que furto é diferente de roubo.

Na época, a vítima havia informado que o celular teria lhe custado R$ 90.

No decorrer do processo, o criminoso foi absolvido em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), com base no princípio da insignificância ou da bagatela, em razão do baixo valor do celular furtado.

A colheita

Tudo que é semeado com amor pode prosperar, quando depositamos em nossas ações a bondade, a paciência, a tolerância e a compreensão, mais adiante colheremos a paz e o amor.

Mas quando semeamos a discórdia, a maledicência, a raiva e a mágoa, com certeza colheremos amargura e desilusão. Devemos estar atentos ao que estamos plantando para mais adiante não cobrarmos do Alto algo que não somos merecedores de receber.

Façamos uma semeadura onde nossa colheita possa ser farta de bons sentimentos e acontecimentos em nossa jornada. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 31-7-2017

domingo, 30 de julho de 2017

"Will someone please tell me why it is that ever since Donald Trump became president, you Democrats have lost your minds?"


Campismo selvagem

Alberto Gonçalves

Ano após ano há dois rituais infalíveis: um é o acampamento de Verão do Bloco de Esquerda, o outro é a minha crônica a pretexto. A rapaziada do BE não desiste. Eu não resisto. Tudo ali é engraçado.

Ano após ano, por esta altura, há dois rituais infalíveis: um é o acampamento de Verão do Bloco de Esquerda, o outro é a minha crônica a pretexto. A rapaziada do BE não desiste. Eu não resisto. Tudo no “evento” é engraçado, a começar pelo nome. Não sei se por fina ironia ou grosso analfabetismo, o “evento” chama-se Liberdade, o que produz o delicioso efeito de um “workshop” do Ku Klux Klan subordinado ao tema Tolerância. E daqui para a frente é sempre a descer. Ou a subir, se atendermos exclusivamente ao potencial cômico da coisa e, sobretudo, se esquecermos que a coisa influencia o governo da nação.



Um artigo babado no “Público”, também recorrente a cada final de julho, é naturalmente a melhor fonte de informação disponível. O título do artigo só não é todo um programa porque o programa do acampamento é assaz vasto, mas dá uma ideia bastante aproximada da toleima em jogo: “Os jovens do Bloco vão dançar contra o racismo e estudar ‘O Capital’”. Notaram a diferença? Jovens menos “conscientes” poderiam estudar o racismo e dançar contra “O Capital”. Ou estudar matemática e tocar clarinete a favor do pastel de nata. Ou simplesmente ir à praia e dormir o dia inteiro.

Não é o caso de Izaura Solipa, menina que pertence à organização e, suponho, usa pseudónimo (no ano passado, a cicerone do “Público” fora a militante Ana Rosa, “de voz serena, mas segura, e uns olhos castanhos rasgados”). Para a Izaura, “um político que não pense verdadeiramente nas relações todas que existem, como lemos o mundo, como intervir no mundo, em todos os espaços e esferas que frequentamos, um político que não tenha essa reflexão vai ter sempre um lado insuficiente”. A Izaura, que pensa nas relações todas, lê o mundo todo e intervém em todos os espaços e esferas, não corre risco de insuficiência. Nem ela, nem os 150 felizardos que, a troco de meros 40 euros, acorrerão este fim-de-semana a Oliveira do Hospital. Para quê?

O excomungado Leonardo Boff divulgou foto anterior a 2013 para culpar governo atual pela fome

mrk

O perfil de Twitter do “frei” excomungado Leonardo Boff é sempre um show de bizarrices e de endosso ao que há de pior na humanidade.

Assim, podemos dizer que ele manteve o padrão ao divulgar a seguinte imagem, dizendo que “a nova política social de Temer começa a produzir cenas como essa, de doer o coração”.



Mas usuários do Twitter (como lembra o Implicante) apontaram a mutretagem ao lembrar que a foto dos garotos ronda as redes sociais pelo menos desde 2013:

Ao que parece, aliás, a imagem tem a ver com algo ocorrido no Oriente Médio, e não no Brasil.

Alertado por um seguidor, Boff insistiu na mentira:

O comunismo, assim como o nazismo, deve ser proibido no Brasil?

Os blogueiros da Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino, Alexandre Borges e Leandro Narloch discutem a proposta de lei do deputado Eduardo Bolsonaro

A foice e o martelo, símbolo inconfundíveis do comunismo: peso equivalente à suástica nazista? Foto: Natalia Kolesnikova/AFP

O Brasil deve proibir o comunismo? O projeto de lei do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) deseja alterar a Lei Antirracismo para criminalizar a apologia ao comunismo. Segundo a proposta, quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos ou propaganda que utilizem a foice e o martelo ou quaisquer outros meios de divulgação favoráveis ao comunismo poderá ser punido com reclusão de dois a cinco anos e multa, a mesma pena atualmente aplicada para a apologia ao nazismo.

Mas será que realmente o comunismo é equiparável ao nazismo? Neste podcast os blogueiros da Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino, Alexandre Borges e Leandro Narloch, além de Elton Barz, vice-presidente estadual (PR) do Partido Comunista do Brasil discutem o tema.


Título e Texto: Gazeta do Povo, 30-7-2017

sábado, 29 de julho de 2017

O rei sanguinário e o holocausto africano

Alberto José

Em 1835, de uma “ninhada” de dezesseis irmãos, nasceu Leopoldo II [imagem], que recebeu o nome Leopoldo Luis Filipe Maria Nítor, filho de Leopoldo I, Rei da Bélgica. Em 1865, como Rei da Bélgica ele tentou conquistar regiões da África e da Ásia para uso próprio. Também esteve de olho no Brasil, quando mandou o seu sobrinho Luis Augusto casar com a Princesa Isabel herdeira do trono. Para felicidade dos brasileiros, ele não conseguiu realizar o plano do seu tio e acabou casando com a Princesa Leopoldina, filha do Imperador D. Pedro II!

Na Conferência de Berlim (1884/85) que fez a partilha da África entre as potências europeias o Congo se tornou propriedade particular do rei belga que, a partir daí, escravizou o povo para explorar as riquezas do país: pedras preciosas, ouro, café, borracha e o marfim obtido com a eliminação de milhares de elefantes.    Para obrigar o povo a trabalhar, ele criou uma “milícia particular” que implantou o terror ao espancar o povo praticando ainda amputação de membros em larga escala (a casa do comandante da milícia do Leopoldo II era cercada por um muro construído com o crânio dos africanos assassinados)! Quando um escravo fugia, por vingança eles amputavam a mão e o pé da mulher e dos filhos do fugitivo.

Ele nunca pisou no Congo, porém, em vinte anos, ordenou a morte de mais de DEZ MILHÕES de africanos (um gigantesco genocídio comparado com SEIS MILHÕES de judeus do holocausto).

Para felicidade geral, o Rei Leopoldo II foi para o inferno em 17 de dezembro de 1909!

Diante da imensa tragédia causada no Congo, discretamente, as potências da Europa decidiram que o Congo fosse anexado como território da Bélgica, o que fez cessar o genocídio em larga escala, mas não a exploração do país, o qual foi dividido entre duas etnias: os HUTUS e os TUTSIS que, devido características antropológicas mais próximas dos europeus, foi escolhida pelos belgas para o controle político do país, o que, ao longo dos anos, veio causar novos conflitos e novo genocídio da população. 

RTP excluí transmissões de touradas apesar do aumento nas audiências

Foto: Guadalupe Pardo, Reuters
Tamara Lopes

Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, afirmou que a transmissão de mais espetáculos destes "está fora de questão". Últimos dois espetáculos transmitidos pela televisão pública irão acontecer no dia 11 de agosto e 12 de outubro.

A RTP transmitiu recentemente uma corrida de touros que aumentou a sua audiência. A PróToiro considera esse aumento a confirmação do sucesso televisivo das touradas, ao passo que a Plataforma Basta (antitaurinos) duvida dos resultados, avança o Diário de Notícias. Para os antitaurinos se as “corridas” dessem audiências, então os três canais abertos não teriam reduzido ou mesmo deixado de transmitir.

Por sua vez, Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, afirmou que a transmissão de mais espetáculos destes “está fora de questão”.

A GfK/CAEM realizou estudos de audiência que mostram que a transmissão da Corrida TV Norte, no dia 17 de julho, a partir da Póvoa de Varzim, atingiu uma audiência média de 400 mil telespectadores, com picos de audiência a superarem os 600 mil. Isto significa que a subida média passou para os 13,1% na RTP, representando mais 1,7% em relação ao dia anterior e 1,6% face à sexta-feira da semana anterior.

Paulo Pessoa Carvalho, dirigente da PróToiro, considera isto como uma “prova de que o público português tem interesse em ver corridas de touros televisionadas e que não faz sentido reduzir as transmissões das touradas”, acrescentando considerar uma “atitude castradora por parte da RTP” as três transmissões agendadas para este ano e “o seu diretor de programas”, Deusdado, “parcial”.

Olha quem fala!


João Vicente de Castro passa vergonha e some da Internet após recuperação de prints e mitada de Danilo Gentili


O que é virtue signalling (encenação de virtude)? Basicamente, é a dissimulada exposição de valores morais feita não como manifestação de sentimentos reais, mas unicamente pela busca de melhor posicionamento dentro de um grupo social. Ou seja, é a ostentação de uma virtude que alguém não possui.

O ator João Vicente de Castro sempre foi um especialista na prática do virtue signalling. Sempre cagando regra e acusando os outros de “machistas”, “homofóbicos” e “sexistas”, ele foi pego em várias contradições.

Primeiro por não ter falado nada diante da acusação da ex-mulher de Marcelo Freixo (seu amigo) de que ela sofria abusos psicológicos por parte do político do PSOL. Mas como João Vicente era amigo de Freixo, se calou. Logo, nunca acreditou mesmo nas rotulagens de “machista” que fazia.



Mesmo assim, o ator atacou Silvio Santos por ser, segundo ele, “machista”, “misógino” e “homofóbico”:


Danilo Gentili já sentiu cheiro de hipocrisia e mandou esta sapatada:

O Macron que foi chamado de “centrista” pela mídia “fake news” acaba de estatizar estaleiro na França

mrk

Alguns cínicos (ou tontos) dirão, em negação: “nossa, que notícia surpreendente, não?”. Por outro lado, só posso dizer: “Por que eu não estou surpreso?”. O fato é que o esquerdista francês Macron fez o que dele se esperava: esquerdice.

O presidente francês estatizou o estaleiro naval de Saint-Nazaire sob a narrativa de que isso impediria que o controle da empresa passe para a Itália e para a China.


Segundo o Le Monde desta quinta (27), “Macron decidiu nacionalizar temporariamente o estaleiro a confiar a empresa a um acionista italiano”.

O estaleiro é um dos mais famosos da Europa – de lá saiu o Queen Mary II – quase fechou as portas por falta de encomendas alguns anos atrás. O governo investiu para evitar a falência da empresa e agora há vários cargos e verbinhas para apadrinhados de Macron. Em suma, típica ação de esquerda concluída à risca.

No fundo, é um tombo para quem acreditou na “fake news” da mídia que o rotulou de “centrista”. Mas todos sabíamos que de “centrista” o Macron nunca teve nada.

QUIZ: Basílica de São Pedro

A que arquiteto devemos a famosa Basílica de São Pedro de Roma, no Vaticano?


No começo do século XVI iniciou-se a reconstrução da Basílica de São Pedro, no Vaticano, que foi levada a cabo por alguns dos melhores artistas renascentistas.

A  – Donato D’Angelo Bramante
– Rafael e Antonio da Sangallo
C  – Miguel Ângelo 
D  – Todos os anteriores

Charada (391)


Olhe para
as suas mãos.
Têm dez dedos?
Então,
quantos dedos 
têm dez mãos?

QUIZ: Giuseppe Arcimboldo

Como pintou Arcimboldo o imperador Rodolfo II da Boêmia?

Giuseppe Arcimboldo

A  – Com frutas, verduras e flores
– De costas
C  – Amuado 
D  – Envelhecido

Mais um caso de violência brutal policial

[Aparecido rasga o verbo] A insídia

Aparecido Raimundo de Souza

‘A morte é um passo absurdo. Junta os pés de todo mundo’
Lau Siqueira

EU TRAGO O CANSAÇO OFEGANTE das estradas na poeira nojenta encravada em meu corpo. Os pés endurecidos e calejados de passos, a voz embargada, enregelada por soluços e, no peito, as dores traiçoeiras nascidas da solidão de todos que me desprezaram aos reveses da sorte. Coladas em mim, me acompanham, as frustrações e malquerenças dos seres humanos perdidos em lembranças e, no coração magoado, se fazem presentes às batidas descompassadas pelos dissabores da revolta de estar sempre na busca constante do nada. 

Caminham comigo, lado a lado, as desgraças e as misérias dos derrotados.  Igualmente, as infelicidades dos homens aflitos e os atravancamentos das mulheres que não conseguiram galgar as aspirações e os sonhos que tinham ao alcance das mãos. Estão sempre aonde quer que eu vá, ou esteja restos de amores desfeitos, relíquias amargas e destroços mortiços e sombrios. Na verdade, pedaços e porções das muitas alegrias interrompidas e não compensadas por motivos outros que sequer ousaram vingar. E pelo andar da carruagem, nunca ousarão.

Para me tornar mais nimbosa e peçonhenta do que sou, tenho, no rosto, o trágico sorriso que as crianças esqueceram. Nos lábios, palavras amigas jamais pronunciadas e, no sangue –, bem, no sangue -, as partículas das maldades eternas se arrastando, toldadas, como vermes malévolos pelas esquinas obumbradas do silêncio taciturnamente constrangedor. Está guardada dentro de mim, a mais cruel das apoquentações existentes na face da terra. Exatamente aquela que fere e não cicatriza. Que machuca e não sara. Que faz doer e não se debela. Nunca se medica. A desgraça.

Além de não convalescer, na mesma paulada, essa desgraça aniquila e definha, pouco a pouco, sem dar esperanças de se acurar, ou de se consumar. Já não falo no vil e sórdido esmorecimento, açoitado pelas brumas do mal, baralhada com a neurastenia, para, no minuto seguinte, transformar a chuva fina que cai intermitente, num temporal de fustigações cruéis, notadamente, nas vidas de cada um que visito. E eu patrulho meticulosamente, vidas e vidas, todos os dias...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Derrubada cruz de pedra… Ela cai sobre os assistentes!

Luis Dufaur

A onda de ataques contra símbolos da Religião Católica gerou mais um episódio na Espanha. Porém, com um resultado imprevisto, no qual se fez sentir a mão de Deus.

A Câmara de vereadores de Larrabetzu, província de Vizcaya, de maioria ultra esquerdista, aprovou por unanimidade a demolição de uma Cruz situada no monte Gaztelumendi, próximo da estrada local.

O pretexto foi que o monumento religioso era “franquista”, pois fora erigido após a Guerra Civil espanhola (1936-1939) e não tinha manutenção.

Militantes esquerdistas de diversos matizes, comunistas, suspeitos de terroristas, nacionalistas e separatistas de regiões rivais entre si conceberam uma festa para comemorar a demolição e estraçalhamento da Cruz.

A prefeitura convocou o ato, bancou a “festa”, deixou instalar bandeiras separatistas bascas (da região) e catalãs (em disputas com os bascos), forneceu o caminhão que puxou a corda e a cobertura policial — informou o site “Contando Estrelas”.

Com os punhos fechados em alto, os presentes entoaram a “Internacional”, o velho hino da revolução comunista mundial, usado pela Revolução russa de 1917.

Mas eis que, na hora de o caminhão puxar a corda, o monumento com o sagrado símbolo da Redenção, que estava sendo conspurcado, girou inesperadamente para o lado em que se encontravam os presentes.

E, caindo, despedaçou-se no chão, gerando uma nuvem de pedras que atingiu como metralha os presentes que vituperavam contra a Cruz.

Qual é o papel da Ordem dos Médicos?

António Silva Carvalho

A Ordem dos Médicos, criada com a louvável intenção de garantir a excelência ética e técnica da profissão médica, acabou por subverter essa tão nobre e importante função social.

O que no fim-de-semana de 15/16 de julho e dias seguintes os nossos principais media generalistas trataram como sendo o mais importante acontecimento da atualidade nacional, foi uma simples opinião, livre e quiçá polémica, expressa pelo cirurgião e ex-bastonário A. Gentil Martins, acerca da homossexualidade, em entrevista ao Expresso desse sábado. E, em complemento ‘indispensável’, a desenvolvida notícia da reação furiosa e indignada a essa opinião por parte de uma ‘talibã à portuguesa’ nas redes sociais (pois só se atreve a falar caso tenha as costas quentes por numerosa claque), espicaçando a Ordem dos Médicos à realização de um ‘auto de fé’ àquele cirurgião, ou seja, para que desempenhasse um papel similar ao que outrora teve o Tribunal da Santa Inquisição quando tentou exterminar os ‘heréticos’. Pois os talibãs que se prezam não toleram heresias, ponto final.

Isto leva-me a pensar que no Portugal de hoje – dominado cada vez mais pelo tirânico e execrável discurso politicamente correto e pela obsessão doentia de transformar meros episódios picantes e frívolos em gigantescos espetáculos mediáticos –, este pretenso ‘caso de heresia’ constitui talvez um óptimo pretexto para trazer a público algo que, sendo verdadeiramente importante para os cidadãos comuns (e não uma simples frivolidade), representa como que a antítese daquilo que os fanáticos-públicos, tão facilmente indignáveis, gostariam presumivelmente de ver, e é, por outro lado, algo que essa gente terá talvez enorme dificuldade em entender e digerir: uma reflexão calma, séria e impopular sobre o que deve ser o papel da Ordem dos Médicos na nossa sociedade, e uma análise muito crítica, mas fundamentada e tranquila, do papel deletério que esta instituição vem desempenhando sem que quase ninguém se dê conta, e sem que alguém jamais se haja indignado publicamente por tal causa.

Pedrógão Grande: quem tem medo da “politização”?

Rui Ramos

Porque é que Salazar impediu que as cheias de 1967 fossem discutidas livremente? Porque previu que uma oposição “indigna”, como agora a do PSD e CDS, "aproveitaria" a tragédia para atacar o governo.

A oligarquia no poder não é a melhor fonte para percebermos o que é lícito e moral. Esta semana, os oligarcas deram-nos a boa nova de que vivemos em democracia, isto é, num regime em que podemos perguntar e discutir tudo livremente, ao contrário do que acontece em ditadura. Ao mesmo tempo, porém, disseram-nos esperar que não fizéssemos perguntas nem discutíssemos a tragédia de Pedrógão-Grande, como alguns políticos e jornalistas, porque isso seria “aproveitamento político”, o que é “imoral” e, portanto, inaceitável. Em que ficamos? Pode-se ou não discutir tudo? Até onde chega a democracia em Portugal?

O que é “politizar”? Politizar é discutir publicamente, é exigir informações, é reclamar responsabilidades. Mas se não é legítimo fazer isso a propósito de um desastre que matou 64 pessoas em circunstâncias por esclarecer e em que se suspeita de falhas graves dos serviços públicos, para que serve então a liberdade pela qual os oligarcas pedem que nos regozijemos?

Dir-me-ão: ah, mas os que querem debater Pedrógão-Grande só o querem fazer por malícia oposicionista, para incomodar o benemérito estadista Dr. António Costa. Pois sabem porque é que o Dr. Salazar não deixou que as mortíferas cheias de Lisboa em 1967 fossem livremente noticiadas e discutidas? Exatamente porque previu logo que uma oposição “indigna e irresponsável”, como agora a do PSD e do CDS, iria “aproveitar” os mortos para atacar o governo.

A censura existia para impedir que se fizesse “política” com coisas que, para os salazaristas, eram matéria exclusiva de administração séria e serena. Segundo o Dr. Salazar, Portugal estava cheio de gente muito mal-intencionada, “sem sentido de Estado”, que usava tudo, incluindo as vítimas de inundações, para “semear a dúvida e a desconfiança” contra aqueles que faziam a Portugal o grande favor de o governarem. Por isso, não era possível saber o número de mortos, nem discutir a atuação dos serviços públicos, nem analisar as causas da tragédia: tudo isso era “fazer política”, uma coisa que os salazaristas, como agora o Dr. Costa, o PCP e o BE, acharam sempre muito despropositado.

Um dia podemos ser nós

Helena Garrido

A ação do Governo nos incêndios e em Tancos, o caso Gentil Martins e as críticas aos jornalistas são acontecimentos e sintomas que nos convidam a refletir. Hoje é com os outros. Amanhã não sabemos.


Os últimos meses têm sido marcados por um conjunto de acontecimentos e sintomas que nos deviam preocupar a todos, como sociedade. O facto de a economia estar a crescer e de o emprego subir não nos deve fazer esquecer que o desenvolvimento não se faz apenas pela prosperidade.

Um país desenvolvido tem de ter instituições fortes, credíveis e independentes. Tem de ser capaz de responsabilizar quem não cumpre os seus deveres profissionais. Tem de ter um Governo que defende a transparência e a liberdade de informação. Tem de conseguir viver com a diferença de opiniões e convicções por mais disparatadas que possam ser. Tem de ter elites e lideranças que sabem fazer a diferença entre racismo e críticas a quem não cumpre a lei e assim é deixado. Não é apenas em Portugal que vemos tudo isto, uma espécie de trumpismo ao contrário.

É possível identificar seis grandes acontecimentos que marcaram recentemente a nossa vida pública e que recomendam um apelo à reflexão.

A descredibilização das instituições é o primeiro a ser citado por se ter iniciado mais cedo. Começou com o ataque ao Banco de Portugal e ao Conselho de Finanças Públicas, as duas únicas instituições que, concordando ou discordando delas, tinham peso no espaço público e naquilo que diziam.

O Banco de Portugal já vinha bastante abalado do anterior Governo pela intervenção no BES, com grupos, por vezes com interesses opostos, unidos por críticas à sua atuação. Ou porque atuou tarde demais, ou porque não se devia ter atuado, ou por tendo-se atuado dever-se-ia ter-se protegido e envolvido o Governo nessa atuação – como aliás aconteceu na nacionalização do BPN, apresentada pelo então governador Vítor Constâncio e pelo ex-ministro Fernando Teixeira dos Santos. Mas os ataques de que foi alvo pelo Governo de António Costa foram bastante mais violentos, só se acalmando quando o governador Carlos Costa cedeu – acabou por não nomear exatamente quem queria para a administração – e quase desapareceu do espaço público.

Repare-se que não se está aqui a dizer que o Banco de Portugal fez tudo bem. Mas há um ponto em que se tem de reconhecer que o Banco de Portugal teve coragem a par com o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (ou até apoiado por ele): enfrentou Ricardo Salgado. Como o ex-presidente do BES disse na entrevista que deu ao Dinheiro Vivo, com qualquer outro Governo o GES teria sido salvo. Com dinheiro dos contribuintes, pressupõe-se. Vai-se gastar mais dinheiro? Ninguém sabe. A diferença está na hierarquia de valores: salvar o GES era salvar a família Espírito Santos, salvar o BES é salvar as poupanças das famílias. Há momentos na vida de uma sociedade, como na vida de cada um, em que devemos preferir pagar para manter os nossos valores.

Charada (390)

Na frase:
Não foi ele quem nos roubou”, 
o sujeito é?

QUIZ: Confronto no século XVII

Que confronto marcou a arte europeia do século XVII?

A  – Monárquicos e republicanos
– Iconoclastas e iconófilos
C  – Reforma e Contra-Reforma 
D  – Francófonos e anglófonos

Um homem muito perigoso

Paulo Tunhas

É difícil, por estes dias, não pensar o pior de António Costa. A razão do fenómeno está no próprio Costa, nos limites, agora postos à vista de toda a gente, da sua percepção das coisas como estadista.

É difícil, por estes dias, não pensar o pior de António Costa. Era sem dúvida possível, e do meu ponto de vista sensato, pensar mal da sua visão política antes. Mas as razões para isso, por fortes que fossem, encontravam-se ainda ligadas por inteiro justamente à política no sentido banal e corrente da palavra. Podia-se discutir a forma como chegou ao poder, aliando-se a partidos cujo programa político implica a concepção da democracia parlamentar como algo de provisório a ser superado por formas mais elevadas de organização política. Mas a ascensão ao poder deu-se inequivocamente no quadro legal. Podia-se criticar as opções tomadas nos vários sectores da governação e julgá-las ruinosas. Mas tais críticas eram ainda críticas originadas em concepções políticas particulares e dirigidas contra outras concepções políticas. Podia-se julgar que a tão falada “paz social” tinha sido obtida através de negociações com os parceiros políticos, nomeadamente o PCP, em benefício das clientelas políticas destes, e que era inteiramente artificial e, dadas as suas consequências, danosa para o país. Mas, que se saiba, a Constituição não proíbe estes arranjos. Podia-se julgar isto e muito mais. Tudo mudou.

No final dos anos cinquenta, Jack Arnold realizou um dos mais maravilhosos filmes de ficção científica de todos os tempos, The Incredible Shrinking Man. Conta a história de um homem que, num passeio de barco, é envolto por uma estranha nuvem que depois desaparece. A pouco e pouco, Scott (é o nome do homem) começa a minguar a olhos vistos. O filme relata o progresso da diminuição do seu corpo e da mudança de percepção das coisas do mundo que essa diminuição acarreta. Quase no fim, a cena do encontro do seu corpo minúsculo com um gato é particularmente memorável. Em momento algum do filme o cómico, que aparece aqui e ali, silencia o que há de verdadeiramente angustiante no destino do personagem. E essa angústia prende-se em primeiro lugar com a alteração constante da percepção do mundo que o rodeia.

Afinal, quem conspira em Brasília?

Cesar Maia
         
Nos últimos dias, o noticiário destacou rumores hipoteticamente vindos do Palácio do Planalto e da Câmara de Deputados. Como desdobramento, reuniões e declarações procuraram minimizar o noticiário. No domingo (23), a coluna Painel da Folha de São Paulo, na abertura, publicou entrevista com Cesar Maia a respeito. Segue a matéria na íntegra.
 
1. Em nome do filho.
“Quem tem intimidade com o Rodrigo sabe que ele não tem estilo conspirador em nenhuma hipótese.” A frase é do vereador Cesar Maia, pai e principal fonte de influência sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele diz que o filho tem agido como um “estadista” no encaminhamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) e garante que, com “a experiência de cinco mandatos”, o deputado “construiu repelentes” para não ser picado pela mosca azul.

2. Fica a dica.
Cesar Maia, que tem defendido a manutenção da boa relação do filho com o presidente, ressalta, porém, que “se fosse verdade” o aceno de Temer ao PSB — partido que o DEM assedia na tentativa de filiar dissidentes — o gesto “seria grave”. “Ainda bem que não foi.”

3. Me deixe fora.
Questionado sobre as chances de Temer se manter na Presidência até o fim do mandato, o vereador é cauteloso: “Essa primeira denúncia não tem lastro. As demais não conheço”. 
Título e Texto: Cesar Maia, 27-7-2017

Em 2005, Lula defendia que a Venezuela tinha democracia “em excesso”

Marlos Ápyus

Os críticos passaram mais de 10 anos alertando da possibilidade de a Venezuela virar uma ditadura, mas foram ignorados. Foto: Marcello Casal Jr/ABr
Era 2005, ou o ano em que Hugo Chávez começou a definir a própria política como “Socialismo do século XXI”. O mundo não tinha esquecido. Menos de duas décadas antes, o Muro de Berlim tinha ido ao chão, e a União Soviética tinha sido derrotada pelo capitalismo. Os vitoriosos entenderam a mensagem: sem exceções, o comunismo destruía democracias e as entregava a ditadores. Portanto, era natural o temor do que poderia acontecer com a Venezuela.

Àquela altura, Chávez já havia vencido eleições, promulgado uma nova Constituição, referendado o próprio poder e… vencido mais eleições. Foi neste contexto que Lula, presidente que no Brasil enfrentava até então sua maior crie política – sim, o Mensalão – entrou em campo para defender o companheiro bolivariano.

“Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na VenezuelaPoder-se-ia até dizer que tem em excesso.

Nessa época, o jornalismo não reclamava do uso de mesóclises por parte do presidente da República. Era capaz até mesmo de aplaudir, afinal, tratava-se de um líder com gritante déficit educacional fazendo uso de uma linguagem um tanto mais rebuscada.

Doze anos se passaram. A democracia na Venezuela é algo tão escasso que o Mercosul já a reconhece como uma ditadura. Mas o PT segue apoiando o sucessor de Chávez. Mesmo com o ditador matando mais de uma centena de manifestantes contrários ao regime. 
Título e Texto: Marlos Ápyus, Implicante, 27-7-2017

O machismo militante da histeria anti xenofobia

Maria João Marques 

Os que gritam xenofobia perante a mais leve crítica a certas comunidades onde os maus tratos a mulheres são inerentes à cultura que tanto defendem, fizeram a sua escolha: apoiar a opressão de mulheres


A cartilha reza mais ou menos assim: um islâmico mata? Há que contextualizar com todas as aleivosias militares americanas no Médio Oriente; no fundo é apenas uma vítima com impulsos irresistíveis criados pela ingerência dos demoníacos ocidentais. Um europeu não mata vivalma mas publicamente indicia reservas sobre o amor dos islâmicos, sei lá, à democracia secular? Vamos verter infindáveis insultos sobre esse indivíduo maléfico e xenófobo, fazer campanhas nas redes sociais contra ele, tentar contatar os seus empregadores a ver se lhe conseguimos dar cabo do posto de trabalho.

Vociferar contra um cardeal no Vaticano? Fica-se ídolo de todos os jovens que vão ao acampamento de verão do BE para dançar noite fora ao som de multimilionários que odeiam o capitalismo, bem como estudar Marx todos os dias. (Juro. Não estou a inventar o estudo diário de Marx.) Mas respeitinho com o Islão. Vejamos.

Ayan Hirsi Ali, mulher vítima do Islão – foi sexualmente mutilada, teve de sair da Holanda por ameaças à sua vida – é atacada pela matilha que todos os dias usa t-shirts rezando ‘I Tolerance’.

Richard Dawkins, cientista ateu, há poucos dias viu ser-lhe cancelada uma conferência porque os organizadores se sentiam demasiado atormentados com os seus tuites críticos do Islão, incluindo os alusivos aos inexistentes direitos humanos das mulheres nesta simpática seita.

A malta contra a xenofobia gosta muito de diversidade e misturas – mas de raças, que diversidade de opiniões deixa-a com surtos de icterícia. Os xenófobos racistas nem precisam de ser xenófobos e racistas, na verdade, precisam apenas de dizer verdades como ‘o sistema de castas indiano potencia as violações das mulheres intocáveis, e isso revolve-me as entranhas’. Qualquer pessoa não racista sabe que as entranhas só se revolvem com o ocidente – esse sim, pavoroso. E isto conduz-me a outra característica divertida (é como quem diz) da malta boa que não gosta de racistas (entre aspas): o machismo militante.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Palavras afiadas: os fóbios e os céticos

Ingrid Riocreux

O que temos descoberto, através destes exemplos, é que designar e descrever, na boca do Jornalista – e apesar dele –, é julgar.


Apesar dele? Tomemos um exemplo sem grande incidência. O jornalista que comenta o jogo para computador na France Info ignora manifestamente que o adjetivo medioso (moyenâgeux) não é um elogio. Parece que ele o confunde com medieval (que significa “da Idade Média”), palavra que talvez ele ignore a existência. Senão, como explicar que ele possa elogiar, no tal novo jogo, “um magnífico cenário medioso”, e em outro “um cenário medioso e cavalheiresco”. Que belo oximoro; ele quase vale a obscura realidade que, sob a pluma de Corneille, caía das estrelas.

O impacto da conotação afeta igualmente o uso dos afixos (prefixos e sufixos). Assim, o antiamericanismo não é americanofobia. O primeiro é uma postura positiva, que podemos declarar e da qual pode se ter orgulho. A segunda é um defeito, um insulto mesmo. O sufixo – fobia era, originariamente, reservado às patologias psiquiatras: aracnofobia, nictofobia, claustrofobia, etc. Tornou-se um meio cômodo de desacreditar um adversário. Os termos em – fóbios são particularmente afetados nos média de massa. Contudo, estas palavras não constituem caracterizações objetivas. Tal como “fascista” e “racista” que perderam quase completamente as suas definições originais, os -fobias atuais são insultos, ferramentas de slogans, ataques gratuitos que permitem transformar o adversário ideológico em inimigo, poupando o trabalho da argumentação.

Os valores ocidentais são superiores

Walter Williams


Aqui está uma parte do discurso do presidente Donald Trump na Polônia: “A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver. Temos a confiança em nossos valores para defendê-los a qualquer custo? Temos respeito o suficiente pelos nossos cidadãos para proteger nossas fronteiras? Temos o desejo e a coragem de preservar nossa civilização diante de quem a subverteria e a destruiria?”

Após este discurso, recebido calorosamente pelos poloneses, o presidente encontrou críticas previsíveis. A maioria das críticas refletiu ignorância grosseira e desonestidade.

Um exemplo dessa ignorância foi publicado na revista Atlantic por Peter Beinart, editor contribuinte e professor associado de jornalismo e ciência política na City University de Nova York. Beinart disse: “Donald Trump se referiu 10 vezes ao ‘Ocidente’ e cinco vezes à ‘nossa civilização’. Seus partidários nacionalistas brancos entenderão exatamente o que ele queria dizer”. Ele acrescentou: “O Ocidente é um termo racial e religioso. Para ser considerado ocidental, um país deve ser em grande parte cristão (de preferência protestante ou católico) e em grande parte branco”.

As elites intelectuais argumentam que diferentes culturas e seus valores são moralmente equivalentes. Isso é ridículo. A cultura e os valores ocidentais são superiores aos demais. Tenho algumas perguntas para aqueles que afirmam que tal afirmação é falsa ou repleta de racismo e eurocentrismo. A mutilação genital feminina forçada, praticada em quase 30 países da África subsaariana e do Oriente Médio, seria um valor cultural moralmente equivalente? A escravidão é praticada na Mauritânia, no Mali, no Níger, no Chade e no Sudão; seria moralmente equivalente? Na maior parte do Oriente Médio, existem muitas restrições impostas às mulheres, como proibições de dirigir, emprego e educação. Sob a lei islâmica, em alguns países, as adúlteras enfrentam a morte por apedrejamento. Os ladrões enfrentam a punição de ter as mãos cortadas. A homossexualidade é um crime punível com a morte em alguns países. Esses valores culturais são moralmente equivalentes, superiores ou inferiores aos valores ocidentais?

Crimes e escapadelas

Facto: somos diferentes, somos falíveis; transportamos uma boa dose de preconceitos e imbecilidades precisamente porque somos falíveis. Donde, uma comunidade civilizada será aquela que permite a coexistência de diferentes concepções do bem sem que nenhuma delas tiranize as restantes

João Pereira Coutinho

UM Médico PORTUGUÊS partilhou com o mundo as suas opiniões sobre a homossexualidade e os hábitos reprodutivos de Cristiano Ronaldo. Portugal desabou com estrondo. Portugal, vírgula: os profissionais da indignação, que estão sempre à espera de qualquer deslize.

Imagino até que existe um código entre eles – uma espécie de SIRESP que, ao contrário do original, funciona na perfeição. Alguém, algures, pisa o risco do aceitável – e as matilhas sentem as hormonas em fogo e desatam a mostrar ao mundo as respectivas virtudes.

O caso sempre me fascinou – filosoficamente falando, entenda-se. Em primeiro lugar, porque sempre considerei ofensiva a forma como pessoas aparentemente adultas desatam a defender "minorias" como se as ditas cujas fossem espécies desprotegidas – pandas cor-de-rosa, digamos – privadas de racionalidade ou voz. 

Ninguém lhes passou procuração para tamanho paternalismo. E sei que muitos homossexuais sentem repulsa com o oportunismo desta gente. Mas nada disso as impede de infantilizar os outros para crescerem em popularidade e influência. Fazem lembrar aquelas estrelas de Hollywood, versão pelintra, que adoram ir a África para adoptar um nativo ou dois. Fica sempre bem nas fotos – e a audiência aprecia o gesto.

Mas existe um segundo problema que lida com a cabeça destes puritanos. Aqui há uns meses, o filósofo Paulo Tunhas escreveu no Observador um texto antológico (Elogio da Indiferença) que era, sobretudo, uma defesa da maior das virtudes "liberais" (atenção: uso "liberal" no sentido histórico, político, cultural do termo). 

Versão eletrônica da CNH valerá a partir de fevereiro de 2018

A versão eletrônica da Carteira Nacional de Habilitação será realidade para todos os brasileiros condutores de veículos automotivos a partir de fevereiro de 2018. A inovação foi aprovada nesta terça-feira (25/7) pelo Conselho Nacional de Trânsito e funcionará por meio de aplicativo para smartphones que já está sendo testado.

Com a mudança, quem esquecer o documento físico não estará mais sujeito a multa e pontos na carteira. Basta apresentar a CNH-e, que terá mesmo valor jurídico da impressa. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, quem dirigir sem portar o licenciamento e a carteira de motorista poderá ser multado e ter seu veículo retido até a apresentação dos documentos. O Ministério das Cidades, responsável pelo projeto, informou, porém, que a habilitação impressa continuará sendo emitida normalmente.

De acordo com o governo, a comprovação de que o condutor é mesmo habilitado será feita por assinatura com certificado digital do emissor ou com a leitura de um QRCode, código de barras que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. 
Título, Imagem e Texto: Consultor Jurídico, 25-7-2017