domingo, 27 de janeiro de 2019

[As danações de Carina] Idades e períodos passados

Carina Bratt

Minhas caras amigas e leitoras, uma perguntinha básica: quantos anos vocês pretendem viver? Vinte, trinta e cinco, quarenta, sessenta, oitenta ou noventa? Não importa. Vamos procurar entender um pouco sobre esta coisa de idade que tanto mexe com a cabeça da gente. Idade nos remete a época e época nos remete a períodos, ou números de anos de existência de alguém ou de alguma coisa. É através da idade que chegamos à velhice.

Para início de conversa, a idade dos chineses, por exemplo, é contada desde o primeiro dia de vida uterina. Quando nasce um chinesinho é sempre acrescido um ano a mais na sua existência. O homem mais velho de que tivemos notícia foi do cidadão Sayed Ali Salem Kutahi, do Irã, que contou 185 anos. A galera já estava puta da vida com ele.

A criatura era chata, vivia reclamando da vida. Mijava e cagava, cagava e mijava sem controle. Quando finalmente partiu para a cidade dos pés juntos, fizeram uma festa de arromba, onde como convidado especial nada mais, nada menos, que Erasmo Carlos. Foi a partir dai que o Roberto Carlos o chamou para ser parceiro em suas canções.

Nesta linha, Lichang-Len, chinês nascido em 1680 e morto em 1933 bateu o recorde. Viveu 253 anos. Morreu de susto. Quando se viu diante de São Pedro, à porta do céu, reclamou que precisava voltar a terra “e ficar por lá um pouco mais” para presenciar, de corpo presente, os casamentos de 38 netos que ainda faltavam casar e ter seus rebentos. 

O bíblico Abraão, citado em Gênesis, viveu 175 anos, sua mulher Sara 127. Já a Quetura, 112, e Agar, 158.  Seu filho Isaac (o único filho tido com Sara), 180. Naquela época, é bom lembrar, o ano tinha apenas oito meses. Mesmo assim, se contarmos cada ano com 12 meses, chegaríamos à conclusão que Isaac atingiu 120 anos, doze dias e quatro semanas. Sua esposa Rebeca evoluiu para Rabeca e virou instrumento musical.

Na Hungria, se tornou famoso o casal Rowir. O velho Rowir atingiu 172 anos e sua esposa Babu Rowir, 174 (século XVIII). Observem amigas que o ano, neste século (de xis, xis, vê três, de fato, só viam três e não quatro), houvera sido adaptado para doze meses. Em três Rios, Estado do Rio, logicamente, existiu uma senhora simpática a quem chamavam carinhosamente de “Vovó Marcelina”, que, até recentemente, os habitantes mais idosos afirmavam ter a bondosa senhorinha, completado duzentos anos.

As más línguas, todavia, categoricamente afirmam que “Vovó Marcelina” só perdeu para Dercy Gonçalves, falecida em 2008, que viveu mais de 450 anos, o que colocou Santa Maria Madalena, sua cidade natal conhecidíssima no mapa e não só nele, no cenário nacional e internacional.

E Noé, o que sabemos de Noé? Num primeiro vislumbre, que “no é”, mas foi. Construiu uma espécie de primeiro Titanic mais resistente, que mesmo enfrentando as intempéries e as tempestades e o famoso dilúvio, não afundou. Estamos falando da arca. Noézinho viveu nada mais, nada menos, que 950 anos. Parece, entretanto, que se dava a entender, esta extraordinária cifra, como figura de gramática. Que diabo venha ser isto?

Seguinte: Os hebreus, bem como os egípcios, costumavam designar a magnificência e o poder de um varão lhe atribuindo à idade o segredo da quadra astronômica. Naquele tempo, comumente se faziam saudações aos chefes e reis com as seguintes palavras: “Meneftá, meu senhor, homem de mil anos...”. De novo, aqui, aparecem os fofoqueiros de plantão.

Dizem que Deus apareceu a Noé, certa noite, e, em sonho, lhe ordenou que construísse a arca. “Não morrerás e não veras a minha face, enquanto não ver esta porra navegando”. Com medo de ver o Altíssimo mais cedo, Noé levou quase 900 anos construindo o seu brinquedinho, vivendo, na verdade, somente 50 anos.  Na linhagem das longevidades, teríamos, ainda, a francesa Jeanne Calment obitada em agosto de 1997, aos 122 anos, 164 dias e dez segundas-feiras.

Atualmente, a pessoa mais velha do mundo está atribuída à japonesa Kane Tanaka, com 116 anos e 19 dias. Por quatro vezes, afirmam seus consanguíneos, a japinha porreta deu com um “kane” nas pernas da morte, deixando-a meio capenga dos olhos. A polícia imediatamente entrou em ação e descobriu que todas as agressões sofridas pela senhora dona da Foice não foi outra arma senão um pedaço de “kano” de plástico comprido e bem conservado da marca AMANCO.

Na divisão da história, temos as seguintes idades: IDADE ANTIGA: período da história que vai desde a pré-história até o início da IDADE MÉDIA. IDADE CONTEMPORÂNIA: vem desde o fim da IDADE MODERNA (1789), até nossos dias. IDADE DA PEDRA: é o mais primitivo estado da evolução humana. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Galopante, de São Paulo, “não estamos muito longe de voltarmos a esta idade”, ou seja, segundo os pesquisadores, “vamos todos acabar jogando pedras uns nos outros”.

IDADE DO BRONZE: estado de evolução humana que se seguiu imediatamente ao período neolítico, ou da pedra. Na Asa Menor, desculpem amigas leitoras, na Ásia Menor, parece que a coisa se iniciou cerca de 2.500 anos Antes de Cristo, ou AC. IDADE DO FERRO: estágio da cultura humana caracterizado pela burrice dos seres humanos.

Introduzido no Brasil, a partir do aparecimento do primeiro político empossado em Brasília.  Desde então, o povo e a camada menos privilegiada da sociedade (em outras palavras, a raia miúda), vem tomando ferro, grosso modo, ENTRANDO LITERALMENTE NO FERRO. Na Mesopotâmia, o uso do ferro data de 2.500 antes de Cristo. De novo, AC. A Mesopotâmia é a terra do suntuoso Enki, o deus das águas e da bela e inigualável Ninhursag a deusa da mãe-terra, entre outros.

IDADE ESCOLAR: é aquela idade em que as crianças começam a frequentar a escola para entrar em contato com o anglicismo bullying e a poderosa ideia meio estapafúrdica de ser menino ou menina ou os três sexos ao mesmo tempo, e mais, aprender o que é maconha, crack etc. IDADE LEGAL: é a prevista por lei, para o exercício dos deveres civis e políticos, ou seja, onde os futuros meninos e meninas aprenderão a como contemplar o poder e roubar, em nome dele, sem ser perseguido pelas leis vigentes.  

IDADE MÉDIA: de 395, época da divisão do Império Romano em Império do Oriente, a 1453, na tomada de Constantinopla, por Maomé II. Finalmente, a IDADE DOS ANIMAIS E DAS AVES: esta idade não precisa, ou não trás, com exatidão, as idades dos animais, tal como se faz com a dos homens, que se registra do nascimento ao falecimento. Supõem que os animais e as aves se aproximam da idade que abaixo registramos. Vamos a elas?

OS ANIMAIS:
RATO, dois a 5 anos, coelho, 2 a 7 anos, gato, 9 a 10 anos, cão, 10 a 12 anos, ovelha, 10 a 12 anos, cabra, 12 a 15 anos, porco, 16 a 25 anos, vaca, 20 a 25 anos, camelo, 25 a 45 anos, leão, 35 a 40 anos, hipopótamo 40 anos, rinoceronte, 40 a 45 anos, cavalo, 40 a 50 anos, chimpanzé 70 a 80 anos, elefante, 70 a 100 anos, crocodilo, 300 anos, tartaruga, 350 anos, baleia, 500 anos,

AS AVES:
Pintarroxo, 12 anos, melro, 12 anos, canário, 12 anos, galinha, 14 anos, pintassilgo, 15 anos, faisão, 15 anos, perdiz, 15 anos, rouxinol, 18 anos, pomba, 20 anos, pardal, 40 anos, ganso 50 anos (afogado 70 anos), pelicano, 50 anos, avestruz, 50 anos, papagaio, 60 anos, garça, 60 anos, corvo 100 anos, cisne, 100 anos, águia, 100 anos, presidentes (imortais), senadores (imortais), deputados (imortais), demais ladrões do povo (imortais). 

Este exposto, amigas e leitoras, o que tínhamos a dizer sobre a idade. Espero que tenham gostado. Até a próxima oportunidade, que se dará em 3 de fevereiro de 2019. Beijos no coração.
Título e Texto: Carina Bratt, de Brumadinho, Região metropolitana de Minas Gerais, ou mais precisamente do local da Tragédia que tirou esta comunidade do mapa. 27-1-2018

PS: Agora falando seriamente. O que estamos vendo aqui em Brumadinho, ou mais precisamente no desterro em que se transformou o Córrego do Feijão. Desencontros e mais desencontros, um monte de fios soltos, comunidades inteiras no escuro, pessoas desaparecidas, sem casas, sem roupas e água potável. Também registramos violações de direitos humanos mortes não contabilizadas e o completo descaso desta desgraça, deste câncer chamado VALE. É preciso que as pessoas saibam que existem outras cinquenta cidades e num futuro bem próximo (esperamos, em Deus, que não) poderão se ver na mesma situação de Mariana e agora Brumadinho. Por derradeiro, não vimos nenhum representante da empresa VALE dando satisfações ou trazendo algum tipo de solidariedade aos atingidos.

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9 comentários:

  1. Se um leitor desavisado ler um texto da Carina e outro do Aparecido , pode ter dificuldades em dizer qual é de um e qual de outro.
    Eu mesmo, logo que a Carina ,apareceu cheguei a pensar que seria um "heterônimo" de Aparecido.
    Ou vice-versa?
    Mais tarde,em que pese a semelhança, pelo menos para mim, comprovei sutis diferenças , e deduzi que a similitude , era apenas um caso de osmose, sem prejuízo da qualidade.
    Gosto de ambos enquanto escritores, embora tenha reservas quanto aos personagens que , o que se “saltam” dos textos!
    Nós leitores temos a mania de pensar ,ser íntimos de escritores, e dos personagens destes confundindo criador e criatura!
    Alguns chegam a cita-los ,como se fossem seus “compadres” ou tutores intelectuais!
    Somos principalmente críticos ,mas temos que ter cuidado com a coerência e principalmente com respeito, já expressei isso!
    Aparecido tem em sua própria figura , o personagem principal , e deste faz seu ídolo!
    Sempre pinçando qualidades pessoais, títulos , ou bens , que em nada interessam ao leitor ocasional!
    Nós deixando em dúvida ,onde começa a ficção e termina a realidade!
    Embora sejam legitimos, temo pela oportunidade , talvez em uma roda de amigos….
    Quem sabe!
    Quanto a Carina, atrevidamente,eu criei uma imagem de uma jovem doce, romântica que é totalmente destruída, algumas vezes, por vocabulário, um tanto chulo!
    Especialmente ,para minha educação ,lamentavelmente , um tanto conservadora!
    Afinal ,tenho lamentáveis e indeléveis 65 invernos!
    Voltando à ambos, Carina e Aparecido , estes merecem minha atenção e curiosidade , pois mesmo que sejam duas criaturas independentes, estão ligadas definitivamente pela semelhança de pensamentos, gostos e estilos.
    Talvez adquiridas pela saudável absorção de personalidades num flagrante caso de admiração mútua!
    Me permito este comentário, que talvez soe um tanto atrevido , mas sincero!
    Ah! E como sempre ,quando alguém diz ser sincero conosco, prepare-se pois não será necessariamente simpático!
    E confesso , leio sempre ,tanto um como outro, com gosto!
    Só reservo comentários para aqueles textos que me provocam a curiosidade , como o de hoje!.
    Ou me calo , quando ...bem...Sabem né?
    Sou um velho inacabado!
    Abraços fraternos!



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  2. E ai, minha linda Princesa: vai responder ao nosso simpático Paizote?

    Aparecido Raimundo de Souza
    Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro.

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  3. Excelente matéria. Porém, o conteúdo quebra quebrar qualquer plano de previdência que exista no mundo. rsss...

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  4. Assim não dá! Eu é que não aguento, pois acho que é preciso trocar a carcaça quando o bicho pegar.

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  5. O TEMPO É UM PARÂMETRO INVENTADO PELO HOMEM, PARA ESPECULAÇÕES E ESTATÍSTICAS.
    Uma pedra de 300 milhões de anos não se acha mais nova que um grão de areia com bilhões de anos.
    Por isso a relatividade da teoria de Einstein, que jamais foi transformada em TEOREMA.
    Matusalém viveu 969 anos num tempo em que a idade era medida em ciclos lunares, isso deve ter dado 35 anos de idade talvez a mesma idade de Noé e sua famosa ARCA.
    Poucos conseguem sucesso após 50 anos.
    Há um episódio comigo que a serelepe KA se zangou.
    Mas a simbiose entre os 2 é maior que extracurricular, há simbiose.
    A associação de dois seres vivos tira da terra o seu sustento e ajuda outra planta a crescer.
    É mais ou menos o amor eterno de Vinícius printado no Bar Veloso, na rua Montenegro.
    Que o mundo de hoje esqueceu, por causa de um bar chamado de Garota de Ipanema num logradouro chamado de Vinícius de Morais.
    É a relatividade do tempo, com o passar do tempo, cujo amor foi esquecido na simbiose do moderno, esquecido pelo moderno.
    Todo ser humano tem simbiose, mas alguns são escherichia coli, fora do intestino são pragas.
    Alo KA não se zangue comigo.
    Devoção e indiferença são crimes e castigos, que o amor não aceita.
    fui, achei-me muito poético.

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    1. A boa notícia é que só se morre uma vez.

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    2. Conheço muito Matusalém...

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  6. Boa tarde Caro senhor Paizote. Possivelmente muitas pessoas irão confundir meu modo de escrever, com o de Aparecido. Não é para menos. Convivo com ele, desde os 18 para 19 anos e estou, hoje, com 29, quase na casa dos 30. Desta convivência, aprendi muito e acredite, hoje quase tudo o que sei, não aprendi nos bancos da faculdade de comunicação. A faculdade me ensinou muito. Reputo a Casper Líbero uma das melhores. Contudo, aprendi na prática, no quotidiano do dia a dia. Óbvio que segui não o que os meus professores ensinaram, mas o que aprendi vendo e vivendo, ou melhor, vivenciando Aparecido. O seu modo de escrever, seus palavrões, suas palavras meio estranhas. Todos nós temos um pouco de Machado de Assis, que inventava palavras. Todos nós temos um pouco da picardia de Luiz Fernando Veríssimo, todos nós temos um pouco da sexualidade à flor da pele de Henry Miller, como igualmente da pureza de Cecília Meireles. Tive, na verdade, quero deixar claro, bons professores, ele, Aparecido, com certeza, o melhor. Às vezes costumo dizer que faço parte do mobiliário da casa dele, dos livros, dos textos, das crônicas que escreve. E pelo tempo que estou grudada em seus costados, me acho no direito, imagine de dar umas "piruadas" em alguns textos, mudando uma coisinha aqui, outra acolá. Às vezes brigamos em face de não concordar com um período inteiro que substituí por outro. Sou realmente, meu jovem Paizote, uma senhorita doce, romântica, sonhadora. Costumo dizer que vivo com os pés no chão e os dedos na lua. Acredite meu simpático amigo. Sou feliz sendo assim, vivendo assim, escrevendo assim e as vezes passando às pessoas que eu sou o Aparecido e o Aparecido sou eu. São dez anos, de convivência. Uma vida. Como o senhor mesmo disse "saudável absorção de personalidades num flagrante caso de admiração mútua. Continue nos lendo. A ambos, os dois, o casal, a dupla. O ApaCa. Aparecido com Ca ou Caparecido. Somente numa coisa discordo do simpático. O senhor não é um velho inacabado. 65 invernos não é para qualquer um. Aparecido está com 65 (19.03.1953) e ainda queima muita lenha, notadamente quando em viagem de carro, paramos entre uma cidade e outra e ele "taca fogo às margens da rodovia". Brincadeirinha. Não ficamos velhos. Velhice é um despropósito que colocamos na cabeça.
    Fica na paz. E que os seus 65 invernos se multipliquem por muitos janeiros.
    Sua admiradora.
    Carina Bratt
    carinabrattistoegente@gmail.com
    de São Paulo, Capital

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  7. Obrigado pela gentil resposta, só temo que discordar da classificação dada aos textos do Veríssimo!
    Picardia???
    Não seria um pouco forte , para o jovem tímido e retraído com quem tive a chance de conviver, por um curto período, quando morávamos no bairro Petropolis em Porto Alegre.
    Quanto à velho, sou, na boa!
    Vc é uma ..."danada"! Porem muito do bem!

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