sexta-feira, 10 de julho de 2020

Falta ao Brasil o espírito da Revolução Constitucionalista de 1932

Alexandre Garcia

O dia 9 de julho é a data máxima de São Paulo, quando se recorda a Revolução Constitucionalista de 1932, em que os paulistas exigiram direitos, democracia e uma constituição do ditador Getúlio Vargas. Houve lutas sangrentas durante quase três meses, e o ditador continuou no poder até 1945. Interessante que hoje nós estamos de novo com essas preocupações, de direitos constitucionais, de democracia verdadeira, sem censura. Imaginem que até as redes sociais estão fazendo censura. 

Foto: Edson Lopes Jr./A2 Fotografia
O Supremo fazendo censura, contrariando a Constituição. O Supremo que é órgão de defesa da Constituição, é o intérprete da Constituição. Atingindo direitos do artigo 5°, atingindo direitos do artigo 220º, atingindo Direitos Trabalhistas do Artigo 6º, privando pessoas do seu instrumento de trabalho. Prefeitos e governadores se apegando nisso para implantar uma espécie de ditadura, tolhendo a liberdade das pessoas.

Eu estava vendo o depoimento de uma comerciante de calçados de Curitiba que estava dentro da loja, fechada, atendendo telefone e pedidos, quando foi abordada por fiscais da prefeitura com a Guarda Municipal, dizendo que ela não podia vender pelo telefone. A atividade econômica já está parada e eles querem parar mais ainda.

Uma senhora idosa, com mais de 60 anos, foi barrada ao tentar entrar no shopping. Mas por que não pode entrar? O Estatuto do Idoso diz que o primeiro crime contra o idoso é discriminar a pessoa idosa por razões da idade. Por que essa perseguição? Será que de novo tem que voltar o espírito de 1932, de São Paulo, em busca das liberdades, da democracia?

Protocolo de tratamento precoce 

Guardem bem essa pergunta: quantas mortes aconteceram e poderiam ter sido evitadas se tivessem adotado o protocolo de tratamento precoce da Covid-19? Eu recebo centenas de depoimentos por dia, de acontecimentos reais no dia de dia, pessoas que estavam com dores de cabeça, dores no corpo. Em três ou quatro dias de hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina, elas ficam com a saúde normal, voltando a trabalhar, bem dispostas.

Pessoas que foram barradas em emergências, de hospitais inclusive privados, mandadas para casa de volta com dipirona para esperar que o vírus chegue aos pulmões, e depois tenha que ser entubada, que acabe em UTIs, com risco de morte aumentado a cada dia. Alguém vai responder por isso. Eu não sei por que, não sei se é crueldade contra a vida, se as pessoas não gostam da vida, querem a morte, será possível?

“Ah, nós vamos esperar a vacina!”. Vamos esperar dois anos por uma vacina, ou vamos tomar o que temos disponível? “Ah, mas não está comprovado!” Está comprovado no dia a dia, no uso, no hábito. Tem um dito popular que diz que de médico e louco todo mundo tem um pouco. E agora não querem mais que ninguém seja médico, só seja louco, e não tome o remédio que está disponível, que tem que ser receitado por um médico.

É revoltante a gente ver a atitude de médicos, inclusive de hospitais privados, que mandam gente para casa sem dar a medicação precoce, para tratar logo nos primeiros sintomas, como o presidente Bolsonaro se tratou.

Título e Texto: Alexandre Garcia, Gazeta do Povo, 9-7-2020, 22h09

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