quarta-feira, 29 de julho de 2020

Cientista afirma que China encobriu casos de coronavírus em Wuhan

Yuen Kwok-yung afirma que infecção podia ser cem vezes menor se informações tivessem sido passadas de forma mais rápida pelas autoridades locais

Roberta Ramos

Autoridades da China sabiam que o coronavírus poderia ser transmitido entre humanos no começo de janeiro, porém optaram por não informar o público disso.

Autoridades chinesas acobertaram gravidade do novo coronavírus por uma semana e cientista afirma: número de casos podia ser cem vezes menor. Foto: Petrick Liu/Pixabay
É o que afirma o professor Yuen Kwok-yung, de Hong Kong. Ele diz ter mandado o alerta para o governo em 12 de janeiro, ainda que o aviso só tenha sido repassado no dia 19 do mesmo mês.

Foi o professor quem ajudou na identificação de uma nova Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), diagnosticada em sete membros de uma mesma família em Shenzhen, a 1,1 mil quilômetros de Wuhan. Era o coronavírus.

Somente algumas pessoas da família tinham estado no primeiro epicentro da covid-19, o que fez com que Kwok-yung percebesse como a doença era infecciosa.

Acobertamento

Entretanto, a revelação contradiz o governo da China, que sempre alegou que tão logo soube que o coronavírus era transmissível entre humanos, deu o alerta.

O país foi criticado por sua primeira resposta ao surto e pela dura repressão a Li Wenliang, um médico que tentou alertar sobre o perigo do novo vírus ainda no final de dezembro. Ele morreu da doença, depois de tratar inúmeras vítimas.

Para o cientista de Hong Kong, evidências físicas foram destruídas e o governo chinês agiu lentamente com relação às descobertas clínicas.

Médicos teriam sido instruídos a não falarem sobre o assunto nem mesmo entre eles por Pequim.

“Anunciar que o coronavírus poderia ser transmitido entre humanos antes de isso ser confirmado teria causado pânico entre a população”, alega a especialista da Escola de Medicina da Universidade de Zhejiang, Li Lanjuan, uma das primeiras a serem chamadas para entender a situação. “Somente depois de termos verificado os fatos poderíamos divulgar as informações ao público”.

O embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, corroborou o discurso de que a demora em divulgar a gravidade da doença foi para evitar o pânico.

Yuen Kwok-yung afirmou ainda que o mercado de Wuhan, que muitos afirmam ser o nascedouro do coronavírus, foi fechado e desinfetado três semanas antes, o que não permitiu que os cientistas identificassem nenhum hospedeiro que pudesse passar o vírus a humanos.

“Suspeito que eles estavam fazendo algum tipo de acobertamento localmente em Wuhan. As autoridades locais deveriam transmitir informações, mas não fizeram isso tão rapidamente quanto deveriam”, finaliza o professor. “Se eles tivessem feito isso mais rápido, esse desastre seria 100 vezes menor”.

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 29-7-2020, 14h43

Um comentário:

  1. RESPOSTA POSTADA NO SITE OESTE;
    EITA REVISTINHA TENDENCIOSA! CHEGA A MAQUIAR A NOTICIA PARA ACUSAR O LADO CONTRÁRIO. QUEM ESTUDAR O ASSUNTO VAI VER QUE NÃO FOI BEM ASSIM! MAS É MAIS FACIL COMER TUDO DEPOIS DE MASTIGADO,ENTÃO…

    ResponderExcluir

Não aceitamos/não publicamos comentários anônimos.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-