segunda-feira, 27 de julho de 2020

STF/AGU e a mídia mais preocupada em atacar Bolsonaro do que em defender a liberdade

Rodrigo Constantino


“Ação protocolada pela AGU contra derrubada de perfis bolsonaristas causa estranheza no STF".

Assim é a chamada do Globo hoje sobre a decisão da AGU de entrar com Adin contra a censura promovida pelo STF a contas de empresários e influenciadores que defendem o governo.

O jornal foi buscar "especialistas" que corroboram com a narrativa, como diz o subtítulo: "Para ministros da Corte e juristas, recurso em defesa de contas de apoiadores nas redes sociais não é papel do governo". O tom da reportagem já está claro na largada: Bolsonaro usou a AGU para "defender amigos", o que extrapola a função do governo. Só tem um problema: isso é falso!

A matéria continua: "Para o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, a medida representa 'desvirtuamento total' do Estado Democrático de Direito". A citação é longa:

— Não adianta tentar tresmudar, disfarçar que é para defender a liberdade de expressão, liberdade de comunicação, Estado Democrático de Direito. Isso é politicagem pura para defender esses disseminadores de notícias falsas e odiosas, incentivadoras da ruptura institucional — declarou o jurista, para quem a ação é uma "anomalia jurídica" que não deve sequer ser aceita pelo Supremo, por se tratar de "uma distorção de princípios constitucionais para favorecer um fato concreto".

"Politicagem pura para defender esses disseminadores de notícias falsas e odiosas", diz o especialista. Isso sim, tem todo cheiro e cara de politicagem. Qual crime eles cometeram? Isso ninguém diz. Nem mesmo no inquérito ilegal aberto por Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes no "dedaço" consta qualquer condenação. Como, então, julgar dessa forma e ainda por cima aplaudir censura prévia?

O editorial da Gazeta do Povo, sobressaindo-se como um jornal sério em meio a muita politicagem, tocou no cerne da questão ao rotular de censura o ato do STF:"

De fato, o bloqueio das contas não só parece ter pegado muita gente de surpresa, como atenta frontalmente contra princípios básicos de nosso sistema jurídico.

Liberdade de expressão é direito fundamental. É no seu aspecto individual, no sentido de ser condição mesma para o florescimento da personalidade humana, mas também no seu aspecto sistêmico, enquanto garantia da possibilidade de existência da democracia. Requer amplo gradiente de legalidade, que se traduz em grande tolerância ao que se diz e a como se diz também. Isso inclui muitas expressões que podem ser sumamente desagradáveis.

[...] No presente caso, independente do conteúdo dos discursos das pessoas afetadas, é importante ter em mente que nenhuma delas foi condenada pelo STF, mesmo no inquérito em questão, em que o tribunal ocupa a descabida posição de vítima, acusador e juiz. De certo modo, a própria decisão do relator já denuncia disposição pela condenação das pessoas em questão, assumindo a forma de uma punição prévia e sem chance de defesa.

Os editoriais da Gazeta têm sido um oásis num deserto de valores, pois seus concorrentes, infelizmente, abandonaram qualquer princípio jornalístico para fazer campanha contra o governo que detestam. Essa mídia torcedora está cada vez mais desesperada, a ponto de tentar alçar um sujeito como Felipe Neto ao patamar de debatedor sério de política. Alan Ghani resumiu bem:


Chama-se desespero. Querem tirar casquinha dos milhões de seguidores da foca de cabelo colorido pois ela bate no presidente. Nada mais importa pra essa patota patética. E por isso chegamos no "debate" com Barroso, que suscita verdadeiro "dilema iluminista": manter a pose de Supremo Pavão Ativista enquanto “debate” a sério com um animador de festa infantil. Eis o nível do rapaz que a imprensa tenta levar a sério só para atacar o presidente:

Não obstante, hoje tem programa com ele na Folha, no caderno de Cultura do jornal paulista!


Eles insistem. Caderno "Cultura" para que se conheça a "história" dele, um youtuber boboca imitador de foca. Querem por que querem alçar o idiota ao patamar de debatedor sério de política, só porque odeia o presidente e tem milhões de seguidores. Leandro Ruschel ridicularizou o esforço da turma:


Eis o estado deplorável do nosso "jornalismo". O colunista da Folha chegou a estuprar a língua Portuguesa só para retirar a importância da melhora econômica, como pontuou Flavio Gordon, colunista da Gazeta:
A censura absurda do STF deveria ser suficiente para unir todos aqueles preocupados com a liberdade de expressão no Brasil. Infelizmente, muitos colocam o ódio que sentem pelo presidente acima de valores básicos. É triste, e preocupante. Ruschel concluiu bem:

Bolsonaro não está defendendo apoiadores, mas sim a liberdade de expressão nas redes sociais. Ele é um dos maiores alvos de ataques odientos não só na internet, como também em jornais, como naquela coluna de Helio Schwartsman na Folha, desejando abertamente a morte do presidente. Mas a mídia prefere tomar o partido da censura, só porque quer calar bolsonaristas. É simplesmente abjeto!

Título e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 27-7-2020

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