sábado, 11 de abril de 2026
[Versos de través] Nosso passado
GOSTO de meditar...
e ao passado transportar
meu pensamento...
e lá nos encontrar
ainda embaraçados
sem a intimidade
que hoje temos no momento...
Ir passear em nossos
primeiros dias
que hoje são de saudades...
Caminhar, embevecido
ciumento, apaixonado,
de braços dados contigo
e a felicidade!...
Imergir... Ir ao fundo
do passado cristalino
buscar a pérola desejada...
e deslumbrado voltar
com a concha pequenina;
abri-la, e encontrar,
nosso amor – pérola nacarada.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Tráfico proíbe circulação de entregadores e motoristas de aplicativo em comunidades da Zona Oeste do Rio
Profissionais relatam ameaças armadas e impedimento de entrada em comunidades de Senador Camará, Santa Cruz e Vila Aliança
Mariana Motta
Entregadores e motoristas de
aplicativo denunciam que estão sendo impedidos de circular em comunidades da Zona
Oeste do Rio. Segundo os relatos, em áreas como o Complexo de
Senador Camará, profissionais afirmam ter sido abordados por homens armados
e proibidos de entrar nas regiões. Um dos motoristas contou em entrevista ao
programa Bom Dia Rio que foi interceptado antes mesmo de
chegar ao destino, na Rua Olga.
“Acabei de ir lá na Senador
Camará, ali na Rua Olga, nem cheguei lá, mano. Os caras me enquadraram de
fuzil, perguntaram se eu era 99 ou se eu era moto Uber. Eu falei que era da
favela, que ia pegar um passageiro ali e levar para Realengo. Eles mandaram eu
voltar”, disse.
Segundo ele, a orientação foi direta sobre a proibição de circulação. “Falaram que não querem ninguém de aplicativo dentro de Camará. Disseram que se entrar vai perder a chave da moto e vai ficar por isso mesmo. Falaram que só querem os mototáxis deles”, completou.
Why Does Russia Consider The Ceasefire To Be A “Crushing Defeat” For The US?
Andrew Korybko
Russia’s assessment is political in nature and intended
to challenge the US’ claims of victory
RT and other media reported
that Russian Foreign Ministry spokeswoman Maria Zakharova described the US-Iranian
ceasefire as a “crushing defeat” in an echo of the exact same wording
employed by
Iran’s Supreme National Security Council. Interestingly, that part of her
press conference wasn’t included in the Foreign Ministry’s official transcript,
which readers can review here. In any case,
the question thus arises of why Russia assesses the ceasefire in that way,
especially when Iran suffered immense damage.
Its air and naval forces are
reportedly destroyed, civilian and energy infrastructure was struck multiple
times, and Iran ultimately agreed to the ceasefire and the resumption of talks
with the US despite the US attacking Iran twice thus far during prior such
talks in less than 12 months. While one might still argue that Iran didn’t
suffer a “crushing defeat”, it still most definitely suffered quite a lot and
without destroying a single US ship, which its media surrogates hyped
supporters up to expect to no avail.
Be that as it may, the US’ regional bases were struck many times by Iran despite the US’ air defenses, its Gulf and Israeli allies both suffered a lot of damage to their military and civilian infrastructure as well, and Iran also didn’t truly experience the regime change that Trump has since boasted about. While it’s true that several waves of government leaders were killed, the Islamic Republic remains intact, and there was also no rebellion among urban civilians or peripheral minorities such as the Kurds like many expected.
O esgoto perfumado
Cora Rónai
E aí o dono da loja vira para
a cliente e diz:
“Não trabalho mais com negro!”
O mundo desaba.
Oops — não foi isso.
“Não trabalho mais com bicha!”
As faixas da manifestação já
estão sendo pintadas.
Oops — também não foi isso.
“Não trabalho mais com
mulher!”
Mexeu com uma, mexeu com
todas.
Oops — não foi isso.
“Não trabalho mais com judeu!”
Ah. OK.
-- Desculpe, mas não vi
antissemitismo nenhum nesse caso -- escreve uma seguidora no Facebook. -- Eu,
por exemplo, não trabalho mais com americanos. Isso há mais de 20 anos. Evito
judeus e árabes por conta da barganha com o preço. E vou te dizer uma coisa,
judeu como cliente, é chato demais. Tá sempre achando pêlo em ovo para
conseguir desconto. Isso é cultural. E se encher com esse traço cultural e má
educação não é antissemitismo. Isso é ser humano. O educado de berço não
reclama, não desabona o produto. Se não está a contento, não compra e fim. Vai
procurar em outro lugar.
Este não foi um comentário
isolado. Escolhi, entre muitos, porque não veio de uma pessoa raivosa, porque
pode ser publicado e porque nem teve a pretensão de se disfarçar em indignação
com a guerra. É o velho preconceito de sempre, agora apresentado como experiência
pessoal, quase como dica de convivência.
O mais perturbador nem é que
alguém escreva isso; é que escreva com tanta tranquilidade, como quem diz algo
trivial.
O antissemitismo saiu do
bueiro, tomou um banho de ideologia, perfumou-se e voltou a circular como
opinião respeitável.
É difícil apagar uma ideia quando ela foi repetida durante dois mil anos pela máquina de propaganda mais poderosa que já existiu no planeta.
Cinco expectativas dos vascaínos com a possível SAF de Lamacchia
A possível venda da SAF do Vasco da Gama para Marcos Lamacchia movimenta os bastidores do clube e aumenta a expectativa da torcida
Anderson Montalvão
A possível venda da SAF do Vasco da Gama para o empresário Marcos Lamacchia [foto] movimenta não apenas os bastidores políticos de São Januário, mas também o imaginário da torcida.
Após a ruptura com a 777
Partners, o vascaíno passou a encarar qualquer novo investidor com uma
combinação de esperança e cautela, cenário que influencia diretamente as
expectativas neste momento.
O Vasco deu um passo decisivo nas negociações para a venda da SAF, conforme
noticiamos mais cedo, movimento que reforça a percepção de que o clube se
aproxima de uma mudança estrutural significativa. Com cifras elevadas e
promessas de investimento robusto, o ambiente é de otimismo moderado, mas
acompanhado de maior nível de exigência por resultados concretos.
As cinco principais expectativas da torcida do Vasco
# 1 – Aporte consistente no
futebol
A principal demanda do
torcedor é clara: investimento real e contínuo no elenco. Mais do que aportes
pontuais, há expectativa por um fluxo financeiro capaz de sustentar um time
competitivo ao longo das temporadas.
A experiência recente aumentou
o nível de exigência. O vascaíno espera que os recursos sejam aplicados com
critério, priorizando reforços estratégicos e manutenção de uma base sólida,
evitando erros de planejamento vistos anteriormente.
# 2 – Gestão profissional e
transparente
Outro ponto central é a
administração do clube. A torcida deseja uma gestão moderna, com processos bem
definidos, governança estruturada e transparência nas decisões.
A entrada de um investidor com perfil empresarial fortalece a expectativa de maior controle financeiro e planejamento de longo prazo. A SAF, nesse contexto, é vista como um meio para profissionalizar o clube, não como solução automática.
9-4-2026: Oeste sem filtro – Alcolumbre convoca congresso para analisar veto ao PL da dosimetria
Descubra agora os detalhes exclusivos
do escândalo envolvendo os repasses milionários do Banco Master. A teia liga
desde gigantes da mídia como o portal Metrópoles e o jornalista Leo Dias, até
ex-presidentes como Michel Temer, aliados de Lula e ministros do STF como
Ricardo Lewandowski.
Além disso, a CPI do Crime Organizado
pega fogo: o Ministro André Mendonça nega acesso aos dados de
"Sicário", cuja certidão de óbito esconde a causa da morte.
Vamos revelar as ligações perigosas
dos voos de jatinhos em Brasília, incluindo viagens do Ministro Gilmar Mendes.
No cenário internacional, uma
reviravolta: EUA e Irã sentam à mesa no Paquistão.
Entenda o que a grande mídia não está te contando!
[Aparecido rasga o verbo] Os eternos bajuladores de um presidente sem nexo
Aparecido Raimundo de Souza
Ninguém segura o
infeliz nascido no pardieiro, perdão, na zona rural de Cacetés, (Cacetés não,
Caetés) no garabulhento agreste Pernanbu”cu”, notadamente quando ele resolve
abrir a boca em seus improvisos ante desempolgadas plateias. O degradante, é
que a nação “inteirra” (de inteirrado) terá pela frente, se essa desgraça
continuar no foder, perdão, no poder, se ganhar as próximas eleições, a galera
sofrida terá muita diversão ao ouvir discursos recheados de metáforas,
eufemismos e extemporâneas cagadas, perdão, piadas.
O filho mais Apapudado
(variante de papuda) que por sorte de algum santo malandro nos moldes de
Voudecarro, se livrou de passar um tempo bastante expressivo por lá, obviamente
se valendo da sua “aveia” tribunícia latente. Por conta, o “cabra” disporá, sem
dúvida, de concorridos ouvintes, “companheiros” de lutas e pelejas, esses e
estes, sempre prontos a ouvi-lo, fale o imberbe o que peidar pelo comedor de
lavagem.
São ossos de um
punhado de orifícios cagadores atentos e sempre prontos a escutá-lo e
aplaudi-lo. Há quem diga que discursar é ciência. Prefiro acreditar do alto dos
meus setenta e três, essa balela toda ser arte e, como tal, pairar na dimensão
de um bom livro ou no enlevo de acordes musicais capazes de separar o espírito
do corpo. O aplauso à fala presidencial, pelo menos entre nós, (brasileiros sem
um pingo de visão de futuro) é dissimulado e não corresponde à verdade. Faz
parte do ritual em solenidades do gênero o louvor fácil e o riso contido de
graças sem graça.
Para um “presidiariodente” (mil perdões) para um presidente loquaz que, além de escorregar no vernáculo, fala pelos cotovelos, um lembrete: “em boca fechada não entra mosca, nem sai”, leciona um provérbio antigo, se não me engano, citado no livro da lavra de Leon Eliachar, “O homem ao quadrado”. Se, de fato, a oratória é uma arte, a artista precisa ser quem gosta de fazer uso da palavra. Todo cu-i-da-do-é-porco, (o certo é pouco) portanto, ao se exprimir pela voz a públicos exigentes, deveria ter outra conotação.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Jorge Messias se encontrou com o advogado que defende a extradição de Carla Zambelli
Data bloqueada
A reunião foi em 2 de setembro de 2025, o único dia útil daquele mês no qual a agenda do ministro não está disponível para consulta online.
Pauta revelada
O telegrama revela o teor da reunião: avaliação jurídica sobre o processo de extradição e eventuais estratégias da defesa da então deputada.
M quer dificultar delações premiadas. Por que será?
Após ver seu próprio nome e o
de sua esposa no centro das investigações sobre o banco Master, Alexandre de
Moraes decide enviar ao STF uma ação do PT, partido de Lula, para dificultar
delações premiadas.
Tudo isso justamente no
momento em que Daniel Vorcaro, dono do Master, está negociando sua delação.
Texto e Imagem: Fernanda Salles, X, 8-4-2026,
19h49
Ninguém pode ser ministro do STF sem passar pela votação do Senado, portanto todos os senadores são responsáveis pelos ministros que temos.!
— Alessandra Da silva (@Alessan95516275) April 8, 2026
Foi o @jorgemessiasagu que pediu a prisão de todos os patriotas do dia 8 de janeiro.!@SenadoFederal se vocês apoiarem a indicação do… https://t.co/hhT6TUrgaz
8-4-2026: Oeste sem filtro – Master pagou R$ 80 milhões a escritório de mulher de M
Do escândalo envolvendo o Banco
Master, Alexandre de Moraes e a elite política brasileira, até o ultimato de
Donald Trump ao Irã e os ataques de Israel ao Líbano.
Analisamos também a grave crise
econômica que atinge o agronegócio brasileiro com um recorde histórico de
pedidos de recuperação judicial.
#BancoMaster #AlexandreDeMoraes #STF #Geopolitica #AoVivo
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Em busca do centro perdido
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"a carne do bicho na panela como se fosse um troféu"
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6-4-2026: Oeste sem filtro – Imobiliária da toga: M triplica patrimônio milionário em imóveis
[Viagens & Destinos] Rio de Janeiro maravilhoso como você nunca viu
Filmado do topo do Arpoador, este vídeo captura o Oceano Atlântico em toda a sua beleza e força, enquanto o sol nasce lentamente por trás das montanhas, através das densas nuvens da manhã.
De cima, você pode ver toda a
extensão da Praia do Diabo, uma praia escondida e tranquila no Rio de Janeiro.
Em seguida, a câmera desce até a beira da água, onde as ondas quebram bem aos seus pés, criando uma experiência oceânica totalmente imersiva.
Rio de Janeiro – Vida real, sem cortes
Feira da Glória — domingo no Rio de Janeiro
Praia do Leme de manhã – Ondas, exercícios e rotina carioca
Amanhecer na Praia Vermelha – Rio de Janeiro
Copacabana à noite
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Orban’s Leaked Call With Putin Was A Masterclass In Leadership
Andrew Korybko
There was nothing subservient or compromising about it,
rather, it was full of self-assurance and mutual benefit
Hungary’s latest Russiagate
scandal concerns a leaked recording of Prime Minister Viktor Orban’s call with
Putin, the transcript of which
was translated and published by Bloomberg. They also summarized it in their
more widely known report here with
the sensationalist headline that “Orban
Offered to Be ‘Mouse’ Aiding ‘Lion’ in Call With Putin” in response to him
referencing one of Aesop’s Fables. This misleadingly suggested subservience and
lent false credence to claims that he’s compromised.
The reality is that Orban’s
call with Putin, just
like Foreign Minister Peter Szijjarto’s with Sergey Lavrov that was
also misportrayed as part of a Russiagate scandal just before their political
opponents did so with this one, was a masterclass in leadership. Far from what
the abovementioned title of Bloomberg’s most popular summarized report of the
transcript implied, Orban wasn’t subserviating himself to Putin but helping
Trump organize the US leader’s proposed American-Russian Summit in Budapest.
It was in this context that
Orban referenced Aesop’s Fable about the mouse and the lion to emphasize that
“I can help in any way” in likely allusion to the help that Putin had already
hitherto provided to Hungary through continued Russian energy supplies for
maintaining economic stability. Orban then echoed Putin’s praise of Trump’s
negotiating style. Then conversation than ended with Orban asking Putin how
he’s been doing in general, after which he said thank you and good-bye in
Russian.
All of this was masterful because it showed Orban’s unique role in facilitating the Russian-US “New Détente” that Putin and Trump want, he praised Putin and Trump in equal measure, and went further with Putin through his humorous reference and speaking Russian. That’s how a real leader should behave when speaking to his counterparts from more globally influential countries. There was nothing subservient or compromising about it, rather, it was full of self-assurance and mutual benefit.
First Impressions Of The Surprise US-Iranian Ceasefire
Andrew Korybko
The victor only be confidently determined upon the
conclusion of a peace deal based on the fate of Iran’s enriched uranium,
nuclear program, missile program, oil exports to China, and the petroyuan
The US and Iran agreed to a
two-week ceasefire, the details of which haven’t been confirmed by both, that
averted Trump’s
threat to destroy Iran, The alleged
statement by Iran’s Supreme National Security Council that CNN and
others shared was condemned as
fake by Trump, who shared Foreign Minister Seyed Abbas Araghchi’s vague X post on
his Truth Social account instead. Whatever the truth about the terms may be,
US-Iranian talks will resume in
Islamabad on Friday. Here are five preliminary thoughts:
----------
1. Israel Won’t Wage War On
Iran Without The US
While Israel might have wanted
the US to achieve their shared goals through military means, it won’t
obnoxiously impede the implementation of the ceasefire so as to not risk the
the US hanging it out to dry, ergo its acceptance of
this decision that thus facilities Friday’s planned talks. If those two’s
negotiations stall, then Israel might try to provoke Iran into resuming
full-fledged hostilities if it senses that the US would join in, though it’s
unlikely to attempt this if it senses that the talks are going well.
2. Multisided Security
Guarantees Are Likely Required
Iran requires the US
withdrawing its forces from the Gulf, whether to the status quo ante bellum,
more than that, or entirely. Meanwhile, the US and Israel demand the removal of
Iran’s enriched uranium, at least international monitoring of its nuclear program,
and curbs on its missile program at minimum. US sanctions, including secondary
ones, could snapback if war resumes. As for the Gulf, the UAE and Israel might
become military allies, while the rest of the region militarily
consolidates under Saudi leadership.
3. The US Probably Won’t
Accept The Petroyuan
The petroyuan, which refers to Iran’s alleged requirement of payment in yuan for safe transit across the strait, probably won’t figure into any peace deal. The US would rather that Iran split payment with Oman in dollars as a form of reparations that would also strengthen the role of the petrodollar than allow the petroyuan to emerge as a competitor. Likewise, the US might also demand that Iran eventually zero out its oil sales to China in exchange for sanctions relief, even if this is only informally agreed to.
Nasce “O Cruzeiro”
Paulo Briguet
Não é por acaso que escolhemos 7 de abril para nascer. É o Dia do Jornalista. Há quase 200 anos, Líbero Badaró morreu pela liberdade. Vamos reviver esse desafio, apesar dos sicários e magistrados do presente. À imprensa brasileira, é necessário seguir a direção de Jesus a Nicodemos — e nascer de novo.
Não é por acaso que somos O
Cruzeiro. Sob essa constelação, resgatamos a herança da inteligência nacional:
a ousadia de David Nasser, o estilo de Drummond, a força de Rachel de Queiroz,
a agudeza de Millôr e a grandeza de Nelson Rodrigues. Honramos o idioma e a
alta cultura como antídotos contra a barbárie.
Não é por acaso que rejeitamos
a arrogância dos “iluminados”. Nosso jornalismo nasce do respeito humilde
diante da realidade. A vaidade é um obstáculo à verdade. Não somos salvadores
da pátria; somos artesãos de uma apuração que não se renderá a interesses que
não se ancorem nos fatos.
Não é por acaso que responderemos às perguntas clássicas do lead mirando sempre a sétima e inquietante indagação de Carlos Lacerda: E daí? Este jornal nasce para dar sentido ao caos, conectando a informação à vida real e às liberdades individuais pela força da pura verdade.
Em busca do centro perdido
Rafael Nogueira
A última década brasileira foi
uma coleção de sobressaltos. Colapso de prestígios, ascensão de novos líderes,
recuos humilhantes, judicialização da política, guerra digital e, agora, a
revolução tecnológica que promete redesenhar inteligência, trabalho e vida
social. Mas houve um fio condutor: a luta entre energia moral e sobrevivência
burocrática, entre imaginação política e administração do medo, entre um país
que queria reencontrar o seu caminho e um sistema que só tinha mapas para fora
dele.
O Brasil nasceu como
continuação de um projeto civilizacional português, reforçado pela
transferência da corte, pela centralização política e pela construção de uma
unidade que nos poupou do rio de sangue que precedeu a formação das nações
hispano-americanas. A Proclamação da República rompeu esse fio. Apagou
símbolos, desmontou mediações, substituiu maturação institucional por
oligarquia e fragmentação.
Daí veio a amnésia da Nova
República que prometeu liberdade e cidadania, e entregou ideologia, centrão e
teatro de democracia, para esquecermos do que vemos com os olhos e ouvimos com
os ouvidos a fim de entendermos o mundo pelo que certos iluminados nos
informam.
Em 2018, o que muitos tomaram
por acidente eleitoral foi a irrupção de uma nova linguagem e de uma nova
energia histórica. A internet abriu uma comunicação sem intermediários,
improvisada, tosca, mas viva. Era a ruptura digital.
Dela nasceu o "herói moral", cuja força não vinha de partido nem de conchavo, mas da capacidade de ouvir e encarnar multidões até então tratadas como massa inerme. O bolsonarismo foi, naquele momento, menos máquina do que emoção, representando a política que volta a ser drama, conflito, promessa de grandes dias.
Hugo Moura evita gol do Barracas Central e salva o Vasco; veja lance
Volante do Vasco da Gama, Hugo Moura foi decisivo para evitar a derrota da equipe na Argentina, pela estreia na Copa Sul-Americana
Altair Alves
![]() |
| Foto: Marcelo Endelli/Getty Images |
O Vasco da Gama estreou na Copa Sul-Americana, nesta terça-feira (7), com empate sem gols diante do Barracas Central, na Argentina. Um dos responsáveis pelo resultado foi o volante Hugo Moura, que salvou o time em lance decisivo.
O lance aconteceu aos 18 do
segundo tempo, quando Tapia cobrou escanteio e, após desvio, a bola sobrar
limpa para Tobio na pequena área. O zagueiro finalizou e Hugo Moura travou com
a ponta da chuteira evitando o gol certo do adversário.
👏 La jugada del partido se la lleva, definitivamente, esta salvada de Hugo Moura para el conjunto visitante. @CocaColaAr pic.twitter.com/7dEnKYAJrY
— CONMEBOL Sudamericana (@Sudamericana) April 8, 2026
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Projeto de lei anti-sharia já encontrou resistência no Congresso
Rachadinha de Alcolumbre que a imprensa se cala
"Não, Folha, golpismo é descondenar o candidato preferido do establishment e seus comparsas"
BOLSOCARLOS 🎤 | “Detalhes Ocultos”
[Quadro da Quarta] La Promenade
O Passeio (francês: La Promenade) é uma pintura a óleo sobre tela do pintor impressionista francês, Pierre-Auguste Renoir, datada de 1870. O quadro mostra um jovem casal a passear fora da cidade, por um caminho num bosque.
Anteriores:La tailleuse de soupe
James Monroe
Jacques-Bénigne Bossuet
A coroação de Pedro II
Amor entre as ruínas
“O Concerto”, Nicolas Tournier, 1630-1635
terça-feira, 7 de abril de 2026
[Livros & Leituras] Populicide
Philippe de Villiers, Éditions Fayard, Paris, décembre 2025, 398 pages.
« J’ai décidé, avec ce livre-testament, de ne jamais brider ma plume. J’écris sans scrupule. Je livre, sans aucune précaution pour les âmes sensibles, le fond de ma pensée, avec l’obsession de relever le pays, de le redresser, de le sortir du cloaque.
Je suis hanté par la disparition du peuple auquel j’appartiens. Je vois le gouffre s’ouvrir. Comme disait Chateaubriand à propos de Fouché et Talleyrand, je vois le vice appuyé sur le bras du crime, je vois la complaisance appuyée sur le bras des lâches. Le consentement des autorités intellectuelles, morales et spirituelles. Le grand affaissement. On a perdu la matrice. Bientôt la France habitera encore au même endroit, mais elle aura changé de résidents. La brutalisation et la mutation du peuple d’origine ouvrent déjà sur un nouvel espace qui se dessine.
“Procissão da burrinha” em Braga
Este é um dos momentos altos da semana santa na cidade
Com mais de 800 figurantes, o desfile apresenta quadros vivos que vão desde o chamamento de Abraão até à infância de Jesus. O nome popular advém do momento mais aguardado: a imagem de Nossa Senhora montada numa burrinha, simbolizando a Fuga para o Egito.
Este é um evento onde a fé e a
cultura de Braga se fundem, celebrando a identidade de um povo que preserva a
sua memória através desta impressionante encenação bíblica de rua.
Crimes do Hamas, ninguém sabe, ninguém viu
Khaled Abu Toameh
O Hamas está reconstruindo a sua máquina financeira arrecadando impostos, taxas e tarifas alfandegárias sobre mercadorias que entram na Faixa de Gaza. O dinheiro não está sendo investido na reconstrução. A bem da verdade, o dinheiro está sendo usado para reconstruir a infraestrutura militar do grupo terrorista. Foto: membros mascarados dos "Comitês de Proteção Popular" controlados pelo Hamas tomam posse de um caminhão de ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza em 3 de abril de 2024. Foto: Said Khatib/AFP via Getty Images
Enquanto a atenção internacional está focada na guerra com o Irã, o grupo terrorista palestino Hamas intensificou a repressão contra o povo palestino em conformidade com a sua campanha para reassegurar agressivamente o seu controle sobre a Faixa de Gaza.
As medidas do Hamas violam o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, para o fim da guerra entre Israel e Hamas, que eclodiu em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista apoiado pelo Irã invadiu Israel e assassinou mais de 1.200 israelenses e estrangeiros.
Segundo o plano de paz de
Trump, anunciado no final do ano passado:
"a carne do bicho na panela como se fosse um troféu"
A Toca do Lobo
No banquete das vaidades tropicais, onde o sutil é diariamente esmagado pelo exibicionismo e a política se confunde com um reality show de baixo orçamento, fomos brindados com a mais nova iguaria do "Palácio Real de Brasília": a paca ao molho pardo.
A patética cena (mais uma do
casal) foi exibida com a nitidez de um pesadelo de Kafka, porém com trilha
sonora brega e figurino de gosto duvidoso: a primeira-dama, munida de um
avental que provavelmente custa o PIB de uma pequena cidade do interior, manuseia
os pedaços do animal silvestre enquanto o presidente, num papel de monarca em
repouso após a exaustiva tarefa de falar (e fazer) besteiras, aguarda o
veredito do paladar.
O problema de brincar de ser
rei e rainha é que, eventualmente, esquece-se que as leis — aquelas coisas
incômodas escritas em papel timbrado — deveriam valer para os moradores do
castelo, assim como valem para os plebeus. A paca, esse pobre roedor que só
queria existir em paz na mata, torna-se o símbolo de um governo que degusta
absurdos com um sorriso no rosto.
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, o ato de caçar pacas é punido com detenção de 6 meses a 1 ano e multa, a menos que você tenha uma nota fiscal de um criadouro ou a fome de um náufrago. Mas para o casal "real", a nota fiscal é só um mero detalhe burocrático que não combina com a estética do Instagram. O que importa é a autenticidade da "iguaria", mesmo que ela venha temperada com uma generosa dose de desinformação e um desprezo olímpico pelas normas que Luís XVI e Maria Antonieta versão "Sai da Baixo", na prática, deveriam zelar.
Passageiros denunciam ‘corredor de assédio’ no Galeão com xingamentos e oferta irregular de serviços
Relatos incluem abordagens insistentes, transporte fora das plataformas e câmbio ilegal no Aeroporto Internacional Tom Jobim, mesmo com presença de agentes públicos
Gabriella Lourenço
Desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) tem sido motivo de queixas de passageiros diante de uma sequência de abordagens insistentes logo após a saída da área restrita. O que deveria marcar o início da estadia na cidade ou o retorno para casa dá lugar, muitas vezes, a um ambiente de pressão e desorganização.
No setor de chegadas
internacionais, viajantes descrevem um “corredor de assédio”, com ofertas
simultâneas de transporte, passeios, chips de celular, limpeza de calçados e
até câmbio de moedas. Em muitos casos, a negativa não encerra a insistência, e
os passageiros seguem acompanhados até deixarem o terminal.
A situação foi registrada em
apuração do Jornal O Globo, que acompanhou o movimento no local e reuniu
relatos de quem passou pelo aeroporto. Ao deixar a área destinada aos táxis
credenciados, o cenário muda. Fora desse espaço, há queixas sobre ausência de
fiscalização e atuação de pessoas sem identificação clara oferecendo corridas
fora das plataformas oficiais. Alguns vestem camisetas com a palavra “táxi”,
mas sem vínculo com cooperativas autorizadas.
De acordo com depoimentos colhidos pelo jornal, mesmo após a recusa, esses intermediários permanecem ao lado dos passageiros tentando convencê-los, muitas vezes com promessas de preços semelhantes aos serviços regulamentados — o que nem sempre se confirma. Em alguns casos, clientes são levados até o setor de embarque para utilizar veículos que operam de forma irregular.
6-4-2026: Oeste sem filtro – Imobiliária da toga: M triplica patrimônio milionário em imóveis
Nesta transmissão ao vivo, trazemos uma análise completa dos bastidores da política nacional e do cenário geopolítico internacional
Discutimos os dados recentes sobre o patrimônio imobiliário da família de Moraes, as novas condenações do STF sobre o 8 de Janeiro e a polêmica envolvendo as liminares e voos de desembargadores e ministros.
Também vamos desvendar o que significa
o sigilo de 8 anos imposto pelo Banco Central sobre a liquidação do Master, os
impactos do fim da janela partidária na Câmara (com o PL saindo fortalecido) e
as recentes atitudes de figuras políticas como Janja e João Campos.
No cenário internacional, a tensão
escala: Donald Trump faz declarações fortes sobre operações de resgate e um
possível conflito aberto entre EUA e Irã.
Para fechar, analisamos o caso do bar no Rio de Janeiro multado por antissemitismo e restrição a cidadãos estrangeiros.
[Aparecido rasga o verbo] Pensamentos fúteis como coca cola sem gás
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Alckmin diz que 'quem defende ditadura não devia nem ser candidato'
Título e Imagem: Info Livre, Facebook, 5-4-2026, 15h
Alckmin no Irã: foto de posse só com homens e momento inoportuno
👇👇
Projeto de lei anti-sharia já encontrou resistência no Congresso
Projeto de lei sobre Sharia propõe barreira jurídica preventiva e levanta debate sobre limites da liberdade religiosa no Brasil
Allan dos Santos
O Projeto de Lei nº 824/2026,
de autoria do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP),
abriu uma nova frente de debate no Congresso Nacional ao propor a proibição da
promoção e aplicação de normas jurídicas da Sharia — o conjunto de princípios
religiosos do Islã — no território brasileiro.
A proposta é um mecanismo de
proteção aos direitos fundamentais e à soberania jurídica nacional, gerou
reação imediata de entidades islâmicas como Associação Nacional de Juristas
Islâmicos (ANAJI), que alega riscos de inconstitucionalidade e discriminação
religiosa.
O que propõe o projeto
O texto do PL estabelece, em
linhas gerais, três eixos centrais:
1.
Vedação à aplicação de sistemas jurídicos
paralelos, com foco específico na Sharia;
2.
Proteção de direitos fundamentais, especialmente
de mulheres, crianças e homossexuais;
3.
Alteração da Lei de Migração, permitindo a
negativa de entrada no país a indivíduos que defendam ou promovam a Sharia.
Na justificativa, o autor sustenta que o Estado brasileiro não pode admitir a coexistência de sistemas normativos que, em determinadas interpretações, poderiam colidir com a Constituição Federal.
Rachadinha de Alcolumbre que a imprensa se cala
O silêncio precisa ser rompido
Allan dos Santos
Um acordo firmado no âmbito de
investigação sobre suspeitas de “rachadinha” envolvendo o senador Davi
Alcolumbre tornou-se alvo de questionamentos na Justiça Federal após
autoridades não localizarem o documento nos sistemas oficiais.
A controvérsia gira em torno
de um acordo de não persecução penal (ANPP) celebrado com o ex-assessor
parlamentar Paulo Boudens, apontado como operador do esquema. O instrumento,
previsto no Código de Processo Penal, permite que investigados evitem ação penal
mediante confissão e reparação de danos.
O caso teve origem em 2021,
após reportagem da revista Veja relatar que assessoras vinculadas ao gabinete
de Alcolumbre teriam sido contratadas sob a condição de devolver entre 80% e
90% de seus salários, prática conhecida como “rachadinha”. A denúncia levou o
senador Alessandro Vieira a apresentar representação ao Supremo Tribunal
Federal.
Na sequência, a
subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo conduziu a apuração e firmou o
acordo com Boudens, que assumiu a responsabilidade pelos fatos investigados.
Apesar disso, o conteúdo do ANPP não foi anexado à ação de improbidade administrativa movida posteriormente na Justiça Federal do Rio Grande do Sul. O processo, conduzido pelo juiz Fábio Mattiello, busca apurar eventual dano ao erário, independentemente de foro privilegiado.
"Não, Folha, golpismo é descondenar o candidato preferido do establishment e seus comparsas"
Leandro Ruschel
A militância de redação da Folha, que JAMAIS chamou o
PT de "extrema-esquerda", agora trata Flávio Bolsonaro como
"ultradireita" e afirma que "duvidar de eleições é
golpismo"
Não, @folha. Golpismo é descondenar o candidato preferido do establishment e seus comparsas, e alçá-lo à presidência numa eleição marcada por censura e perseguição em massa contra opositores, criando um verdadeiro estado de exceção para reprimir quem ousou reclamar. Nenhuma pessoa minimamente honesta pode afirmar que houve liberdade para a direita no processo eleitoral de 2022, conduzido por um ministro HOSTIL a um dos candidatos.
Quem pode esquecer dos
milhares de posts censurados? Como os que apontavam a ligação ÓBVIA do
Descondenado com ditaduras latino-americanas.
Ou a compilação de reportagens
sobre escândalos de corrupção do PT, tratada como "desordem
informacional" pelo vice-presidente do tribunal que conduziu a eleição — o
mesmo que foi depois recompensado com o Ministério da Justiça do Descondenado.
Ou do documentário IMPEDIDO de
ir ao ar por talvez ser negativo à campanha do Descondenado? A
té uma das ministras que votou
pela censura reconheceu a natureza do que estava sendo feito, mas justificou
como um caso "excepcionalíssimo"...
E o que dizer do assunto que virou PROIBIDO: as urnas?
Serbia Thwarted A Major Ukrainian Terrorist Attack Against Hungary
Andrew Korybko
It was aimed at meddling in next Sunday’s parliamentary
elections in order to help depose Orban
Serbian President Aleksandar
Vucic announced that
the authorities discovered two bombs planted along the TurkStream
gas pipeline transiting through his country. Their location in close
proximity to the Hungarian border suggests that it was the target of this
attempted terrorist attack. Hungary receives
60% of its gas through this Russian-originating pipeline so a sudden
disruption would be disastrous for its economy. It could also throw the
population into panic ahead of Sunday’s
parliamentary elections.
On that topic, the EU and
Ukraine have been meddling in the democratic process in order to help the
opposition that’s under their influence depose incumbent Prime Minister Viktor
Orban, who they each despise due to him being a conservative-nationalist that
prioritizes Hungarian interests. Neither like that he refused to arm Ukraine
and continues openly buying energy from Russia. If he wins despite their
meddling efforts, however, then they plan to delegitimize his victory through
the latest
Russiagate plot.
That’s Plan B, while Plan A is
of course for him to lose, to which end the attempted terrorist attack on
TurkStream could have furthered that goal had it not been thwarted by Serbia.
As was touched upon in the introduction, the population could have been thrown
into panic, thus possibly inclining more of them to vote for the pro-EU
opposition upon thinking that Hungary would then need the EU more than ever.
Even if Orban still won, the economy would still crash, thus falsely
legitimizing preplanned protests.
About that, even though RT downplayed the scenario of “a Maidan on steroids” if the opposition loses, the combination of the latest Russiagate plot and a crashing economy could still serve as the “publicly plausible” triggers for giving this a shot out of desperation to topple Orban even if it ultimately fails. At the very least, the security services’ dispersal of the rioters could be exploited as the pretext for EU sanctions, including radical measures for de facto freezing Hungary out of the bloc.
[Sétima Arte] Sacré Coeur – Son règne n’a pas de fin
Pays de production: France
Langue originale: français
Genre: docufiction sur le
catholicisme
Durée: 1h50
Date de sortie: 1er octobre 2025
« Sacré-Cœur », un film chrétien devenu objet politique
Le documentaire-fiction
consacré à la vie d’une mystique a dépassé les 250 000 entrées après
les polémiques entourant sa sortie, relayées par les médias de la sphère
Bolloré.
Par Laurent Telo
« On s’attendait à faire 20 000 entrées. J’y vois donc quelque chose de divin, une faveur de Dieu sur ce film. » En réfléchissant bien, c’est l’explication la plus sensée qu’Hubert de Torcy, distributeur de son état, a trouvée pour expliquer l’inattendu succès de son film Sacré-Cœur, un documentaire-fiction sur la vie d’une grande mystique du XVIIe siècle, sainte Marguerite-Marie Alacoque, qui mêle images reconstituées du calvaire de Jésus et témoignages contemporains d’ecclésiastiques et de dévots. Un long-métrage à tout petit budget (environ 800 000 euros) qui n’aurait jamais dû déborder de la niche de fidèles à laquelle il était destiné, mais qui dépasse, depuis sa sortie le 1er octobre, les 250 000 entrées.
domingo, 5 de abril de 2026
Cigarro eletrônico a arder força voo da TAP a aterrar de emergência
Pequeno aparelho entrou em combustão quando estava dentro de uma mala no compartimento da bagagem
João Carlos Rodrigues
Um pequeno cigarro eletrônico arrumado dentro da mala quase provocou uma tragédia num voo da TAP de Gatwick, no Reino Unido, para o Porto. O aparelho começou a arder dentro do compartimento das bagagens, de onde começou a sair fumo. Valeu a calma da tripulação, que conseguiu romper o 'bloqueio' feito pelos passageiros no corredor e extinguir o incêndio. A aeronave teve de aterrar de emergência no mesmo aeroporto 14 minutos depois.
O incidente ocorreu a 8 de
fevereiro, foi reportado pela própria companhia aérea ao Gabinete de Prevenção
e Investigação a Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF) e e demonstra os
riscos deste tipo de aparelhos eletrônicos. O Airbus A320-214, com capacidade
para 180 passageiros e seis tripulantes, tinha acabado de descolar quando,
"antes de atingir os 10000 pés (3000 mil metros), a tripulação de cabine
localizada na traseira da aeronave, detectou um forte cheiro a queimado e
informou imediatamente o chefe de cabine". "Este deu indicações para
contactarem o cockpit e reforçou a tripulação de cabine para a zona do
evento. Nesta fase, doze passageiros levantaram-se e obstruíram o corredor",
explica o relatório do GPIAAF.
"Após identificada uma bagagem de mão numa bagageira superior em fogo, a tripulação de cabine utilizou um extintor de cabine e rapidamente extinguiu as chamas e o fumo dissipou. A aeronave regressou a Gatwick, tendo aterrado em segurança cerca de 14 minutos depois da descolagem. A equipa de combate a incêndios inspecionou a zona afetada e a bagagem de mão foi retirada para uma avaliação adicional", acrescenta o GPIAAF.
[As danações de Carina] De repente, a cortina de fundo se abre revelada
Carina Bratt
NO TEATRO DA VIDA, há sempre uma cortina. Essa cortina não sei por qual motivo é pesada, vermelha, aliás, um vermelho tétrico às vezes parece empoeirada, outras vezes se coaduna reluzente. Ela separa o que se mostra do que se esconde, o espetáculo da preparação, o riso da lágrima.
Naquela noite de estreia, a pequena
cidade interiorana parecia suspensa em expectativa. O público aguardava,
inquieto, o início da peça. As luzes se apagaram, e o silêncio se fez tão
profundo, tão intenso, que até o respirar dos presentes parecia um ato ousado.
A cortina, imóvel, guardava segredos.
Mas eis que, por descuido ou destino,
ela, do nada, se abriu de repente. Se escancarou antes da hora. Não havia
atores prontos, nem falas ensaiadas. Apenas gente comum, em seus gestos banais.
O contrarregra ajeitando o cenário, a atriz principal acertando a calcinha, uma
outra retocando o batom.
O diretor nervoso, com olhar aflito
mordia as unhas. O público, sentado, sala cheia, se fazia quieto, mas num
instante, se moldou atônito. Na verdade, essa galera viu, num piscar de olhos,
o que não deveria ver. E o que exatamente não deveria ser visto? A verdade por
trás da ilusão.
E foi nesse instante de clima denso que
se revelou o maior espetáculo. Porque a vida, ao contrário do teatro, não tem
ensaio. O que se mostra sem máscara é sempre mais intenso. A cortina de fundo,
ao ser revelada, expôs não a fragilidade da arte, mas a sua essência: o humano,
imperfeito, o mundo real, o agora de todos nós.
O aplauso no final, retumbou. Veio tímido, depois forte, como quem agradece não pela ficção, mas pela coragem de mostrar o que há por trás dela. Desde então, euzinha, aprendi a desconfiar das cortinas. Aliás, confesso, tenho um medo meio mórbido. Motivos não me faltam. Elas escondem, mas também protegem. E quando se abrem sem aviso, revelam que o espetáculo mais bonito é aquele que efetivamente não estava no ‘script’, se esvaiu dentro de um previsto meio que impreciso.
















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