domingo, 14 de novembro de 2010

O sentinela: muito bom!

› The Sentinel

ano: 2006

› estreia nacional (em Portugal): 31 de Agosto de 2006 (#4 na 1ª semana)

› estreia mundial: 19 de Abril de 2006

país: EUA

género: Thriller
distribuidora: Castello Lopes
realização:
Clark Johnson
intérpretes:
Michael Douglas, Kiefer Sutherland, Eva Longoria Parker, Martin Donovan, Ritchie Coster, Kim Basinger
sinopse:

O agente especial Pete Garrison (Douglas) está convencido de que um neo-nazi conseguiu infiltrar-se na Casa Branca. Um agente da Casa Branca é assassinado e Garrison é incriminado e começa a ser chantageado por ter um caso com a Primeira Dama Sarah Ballentine (Bassinger). Ele é dispensado dos seus deveres mas não pára de tentar provar a sua inocência e salvar a vida do Presidente. Enquanto tenta encobrir a pessoa responsável por tudo, entra em confronto com o seu protegido, o agente Breckinridge (Sutherland).

Le gendarme et les gendarmettes

Dans ses locaux flambant neufs, la brigade de Saint-Tropez est chargée d'accueillir, de prendre soin et de former un contingent de quatre jeunes femmes en uniforme. Un spécialiste de l'espionnage informatique enlève, l'une après l'autre, les nouvelles recrues. L'existence de la brigade étant mise en danger par ces enlèvements dont la raison semble inexplicable, nos gendarmes déploieront au péril de leur vie, des trésors d'ingéniosité pour retrouver ces femmes dont ils avaient la garde.




Un film pour (re)voir dans un après-midi pluvieux! :)

Cidadão propõe que Sérgio Cabral construa uma passarela para criminosos


A primeira lida pode parecer que o cidadão está de brincadeira, apenas fazendo uma gozação, entretanto o leitor mais atento pode constatar que o apelo é dramático, não pela passarela, mas para que o governo Sérgio Cabral solucione um problema gravíssimo e que, após quatro anos de gestão, continua o mesmo.
É preciso que o governo do Rio de Janeiro comece a levar à sério o grave risco de morte enfrentado pelos cidadãos fluminenses diariamente em face da insegurança pública e da precariedade dos hospitais públicos, local para onde são levados todos os feridos, inclusive os que pagam planos de saúde, no primeiro momento do socorro.

A rotina de um vilarejo na Suécia onde seus dois mil habitantes vivem como se estivessem nos anos 1950


 Enviken é um vilarejo de aproximadamente 1,7 mil habitantes na região central da Suécia. Cravada em uma floresta, bem poderia atrair visitantes pelo “ar puro, rios limpos e uma magnífica paisagem de montanha”, como está em seu site oficial. Mas esses atributos naturais não são o motivo de um interesse crescente pela comunidade. O que chama a atenção para o local é o fato de seus moradores viverem como se tivessem entrado no túnel do tempo e parado nos anos 1950, nos Estados Unidos, quando surgiu o estilo rockabilly – gênero musical que mistura rock, blues e country. No mundo todo, entusiastas dos chamados anos dourados até incorporam uma ou outra marca do visual daquela época, como os topetes moldados com brilhantina, para os homens, e olhos delineados, para as mulheres. Há ainda quem se produza nesse estilo para as festas rockabilly, que acontecem também no Brasil, especialmente em São Paulo. Mas em Enviken as pessoas vivem assim. Com roupas, cabelos, carros e músicas do passado. Como se, de fato, o tempo tivesse parado.

A empresa Portugal

Como é que cada um de nós enfrenta uma crise pessoal ou financeira? Há os que se culpam a si próprios pelo que lhes sucedeu e que tentam uma saída para a situação em que se encontram; os que olham para o lado à espera de que alguém lhes resolva o problema; e os que, culpando os outros e o sistema, se deixam abater e não saem da cepa torta. Este é o momento em que o País precisa de gente que faça um mea culpa e que ande para a frente, que não se deixe tolher ou amedrontar pela crise e que encontre nela um estímulo para começar de novo.
Começar de novo. É ou não assim que pensamos quando as coisas correm mal? São inúmeros os exemplos de pessoas que já viveram dias de grande dificuldade, que apostaram nas suas próprias capacidades para refazer as suas vidas e que encontraram um novo caminho. Se pensarmos em Portugal como o país das oportunidades ,talvez saibamos sair do marasmo e da depressão em que estamos actualmente submersos. Ocorre-me sempre o exemplo de uma fábrica do Norte que, depois de o patrão ter fugido, ficou nas mãos de um grupo de trabalhadoras que decidiram constituir uma cooperativa e fizeram desta um caso de sucesso.

O renascimento do Senhor e os trabalhadores da Varig


José Paulo Resende
A data maior da CRISTANDADE (Renascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo) novamente está se aproximando. Uma data bela e tocante onde os homens de boa vontade comemoram e se regozijam com o Renascimento daquele que morreu na Cruz para nos salvar, Jesus Cristo.
Jesus Cristo está presente sempre em nossas vidas, mas neste dia 25 de dezembro de 2010 novamente Ele e sua luz estarão presentes em todos os lares dos Brasileiros e do Mundo. Todos no mundo inteiro, independente de raça, credo ou religião estarão irmanados na espera do Renascimento de CRISTO.
Crianças do Mundo Inteiro estarão neste dia também esperando pelo Renascimento de Jesus e também esperando seus presentes colocados aos pés da Árvore de Natal ou nos sapatinhos colocados nas janelas (tradição milenar).
Lógico que há milhões de crianças que não poderão ter os seus presentes neste belo dia e aí entra a solidariedade de milhões de pessoas que neste dia excepcional acabam dando de livre e espontânea vontade presentes para os menos afurtunados. 

Chico, devolve o Jabuti!


Chorando o leite derramado...
Às 7h41 de ontem, publiquei um post com o link para uma petição pública intitulada“Chico, devolve o Jabuti“. Não foi iniciativa minha, não. Tanto é que pedi para o autor corrigir o título do excelente livro de Edney Silvestre, que ficou em primeiro lugar na categoria “romance”. O certo é “Se Eu Fechar os Olhos Agora” (está faltando a palavra “agora” na petição. “Leite Derramado”, de Chico Buarque, ficou em segundo. Sei… Se Lula derramar o seu leite numa autobiografia, também levará o prêmio de “Melhor Livro de Não Ficção”, embora devesse vencer o de “Melhor Pior Ficção”. Não sei se estou sendo claro… 
Quando publiquei o post, havia apenas dois outros signatários; eu era o terceiro. Menos de 24 horas depois, já são 2.418. Confesso que o fiz, como diria Machado de Assis, movido por um tanto de melancolia (o que tem de bocó no país é um escândalo!) e outro tanto de galhofa. A reação petralha, no entanto, foi tão violenta que, agora, digo com a seriedade possível quando se trata do binômio sambista-literatura: “Chico, devolve o Jabuti”. A Câmara Brasileira do Livro, que confere a láurea, não é estatal, mas tem, como entidade sem fins lucrativos, reconhecida pelas editoras do país, um caráter público. E não pode, por isso mesmo, orientar-se por critérios ideológicos ou político-partidários. Mas está, como quase tudo, contaminada pela idéia de “justiça social” — ou melhor, foi seqüestrada pelos coronéis monopolistas da justiça social — , ainda que pratique “injustiça literária”. Seria o mesmo que uma entidade voltada para o aprimoramento da medicina ocupar-se mais de política do que de saúde, entenderam? Então agora eu realmente convido o sambista a devolver o que não lhe pertence. O endereço da petição está aqui. Assinem. Espalhem. Levem para as chamadas redes sociais. “Chico, devolve o Jabuti”.

Uma estátua para Lula, já!

O gibi que conta a vida de Lula, publicado por uma editora de livros didáticos e paradidáticos cujo principal cliente é o Ministério da Educação, pode ser adotado, creio, como material obrigatório pelas escolas públicas. Já que a pasta havia decidido censurar Monteiro Lobato, nada como substituir aquele autor “reacionário” por um Jeca Tatu progressista e de casaca.
Os produtos culturais cantando as glórias do companheiro se multiplicam. Já há o livro (micou), o filme (micou) e o gibi (vai micar também). A marquetagem que cuida da imagem de Lula está cometendo um erro. Essas coisas todas dependem da escolha do consumidor. Não é assim que se faz. Podem consultar Stálin, Hitler ou Kim Jong-Il. É preciso impor a presença do companheiro. Por que não uma estátua de corpo inteiro, em bronze, na Praça dos Três Poderes? Seu busto também poderia ornar cada repartição federal destepaiz. O material didático distribuído pelo governo traria sempre a imagem de Lula na quarta capa — quando eu era criança, uns cadernos de capa verde vinham com o Hino Nacional. Mas isso, como diz o demiurgo, é do tempo em que a gente não tinha “auto-estima”.
É bom correr. O G-20 deixou claro que quase ninguém mais dá bola pra Lula. Todos agora querem saber o que pensa Dilma Rousseff — inclusive ela própria.
Reinaldo Azevedo
Kim Il Sung

O Culto de Personalidade ou Culto à personalidade é uma estratégia de propaganda política baseada na exaltação das virtudes - reais e/ou supostas - do governante, bem como da divulgação positivista de sua figura. Cultos de personalidade são freqüentemente encontrados em ditaduras, embora também existam em democracias. O termo culto à personalidade foi utilizado pela primeira vez por Nikita Khrushchov no "Discurso secreto" para denunciar Josef Stalin, Khrushchov citou uma carta de Karl Marx, que critica o "culto do indivíduo". Um culto da personalidade é semelhante ao apoteose, exceto que ele é criado especificamente para os líderes políticos.
O culto inclui cartazes gigantescos com a imagem do líder, constante bajulação do mesmo por parte de meios de comunicação e muitas vezes perseguição aos dissidentes do mesmo. Além de Stálin, pode-se dizer de outros ditadores, anteriores ao discurso de Khrushchov, como Adolf Hitler, Mao Tsé-Tung e Getúlio Vargas tomaram medidas que levaram ao culto de sua personalidade, assim como Saddam Hussein, Nicolae Ceauşescu, Benito Mussolini, Rafael Trujillo, Kim Il-sung e Kim Jong-il.

Lula e a página em branco


Sabem a história do gibi do Lula? Pois é… Já começou a ganhar o mundo. Ele não está disposto a nos abandonar tão cedo, embora o poder já o esteja abandonando. Num dos posts abaixo, há trecho de uma reportagem informando que, em Seul, ao fim da reunião do G-20, ele e Dilma Rousseff deixaram o recinto caminhando sobre o tapete vermelho reservado aos poderosos. Os repórteres o ignoraram e correram para o lado dela. Ele ficou ali, meio desenxabido, a refletir sobre a transitoriedade da glória nesse tipo de função. Na campanha eleitoral, alardeou que, na urna eletrônica, “ela” era “ele”. Não se deu conta de que “ela” ocuparia, DE FATO, o lugar “dele”.
O gibi mereceu até uma reportagem no jornal espanhol El País, que reproduz justamente a última página do gibi, aquela que sugere a volta de Dom Sebastião. Tudo feito à revelia dele? Bem, ele escreveu uma mensagem para a publicação. Tanta sede de aparecer contrastou ontem com a sua já óbvia perda de prestígio e poder. Sei não… Dilma chegou a dizer que bateria à porta de Lula sempre que necessário. Vamos ver se não será ele a arrombar a porta dela.
Segue a página do gibi que fala do futuro de Lula como uma “página em branco”, que ainda precisa ser escrita…
Reinaldo Azevedo

Fernando Pereira: um artista, mil vozes

Fernando Pereira. Foto: Luís Pedro Carvalho, maio 2007

Lula nem conhece Sivio Santos...

Lula: “Não tenho nada a ver com o Banco PanAmericano, não empresto dinheiro, isso é com o Banco Central”. Sabia de tudo. Mesmo antes dele, houve conivência, imprudência, falência do grupo Silvio Santos.


Ilustração: Raphael B. N.


Os  jornalões estão gastando espaços enormes com o caso dos 2 bilhões e 500 milhões “dados e doados” ao Banco PanAmericano. Mas não chegam nem perto. No tempo, nas dificuldades do Silvio Santos, nas fraudes conseqüentes, conhecidas pelo Banco Central, mas “escondidas e esquecidas” por ordens superiores.
Em matéria de funcionamento, o Banco Central é perfeito, não podia deixar de tomar conhecimento, por UM DIA QUE FOSSE, das irregularidades. No plano da “filosofia”, o BC é comprometidíssimo, servo, submisso e subserviente aos interesses (e às ordens) do FMI.
Mas em matéria de fiscalização, não tem furo. Há mais de 50 anos, era uma orgia completa. Bancos fechavam no “vermelho”, clientes ficavam “devendo” o tempo que o seu prestígio permitisse, nada acontecia. Até que um dia chegou o xerife e foi criador o FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Acabou a farra e o fechamento no “vermelho”.
(Curioso que o primeiro a falar nesse FGC, foi o próprio Lula, lá da África. Nenhum jornalão ou grupo de rádio e televisão, lembrou que existia esse órgão, PARTICULAR, que emprestava aos próprios bancos. Lula sabia disso, provavelmente foi o próprio SS que contou a ele, no encontro às vésperas da eleição, QUANDO FALARAM UNICAMENTE sobre o “grupo SS”, e as dificuldades do banco).

A forma das coisas que vêm

Em Portugal, o estado de esgotamento do regime democrático vai seguramente dificultar soluções sistémicas que assegurem o melhor funcionamento possível das instituições, indispensável em 2011 para o cumprimento dos objectivos que as circunstâncias nos impõem. Isto é perceptível a vários níveis: no enfraquecimento da soberania nacional, na confirmada debilidade institucional, no descrédito da política e numa incipiente fractura social que não augura nada de bom.
Maria José Nogueira Pinto
A possibilidade de a alternativa a Sócrates e de o seu governo saírem do próprio Partido Socialista é duvidosa. Não porque os socialistas não avaliem os danos emergentes desta governação na credibilidade do partido e no delapidar do seu património ético e ideológico, mas porque no PS, tal como nos partidos em geral, a democraticidade interna funciona mal e se houve coisa que Sócrates conseguiu foi implantar a sua clientela em toda a máquina do Estado. Contudo, nas actuais circunstâncias, mudar a liderança e o Governo sem recurso a eleições podia ser um ganho.
Há quem contraponha a este cenário o de eleições antecipadas seguidas de um megabloco que incluiria o PS, o PSD e o CDS-PP, isolando os comunistas e a extrema esquerda. Diz-se que só uma base parlamentar com esta amplitude sustentará a duríssima execução das medidas orçamentais e dos prováveis PEC que se seguirão. Num registo de normalidade, que já não é o nosso, talvez esta leitura fizesse sentido, mas hoje avoluma-se a percepção generalizada - justa ou injusta - de que a democracia se transformou numa partidocracia entrincheirada na defesa das suas prerrogativas e benesses. E que campanha, que progra- ma eleitoral, que discurso podiam unir estas três forças num momento em que não há nada para dar a ninguém?
Resta a possibilidade de um governo de "Salvação Nacional" de iniciativa presidencial, uma espécie de task force, tecnicamente excelente, política quanto baste e sem base partidária, composta por pessoas competentes e de reconhecido mérito de direita e de esquerda, não associáveis aos erros e omissões da governação mais recente, sem terem de ir a votos, fazer promessas inúteis ou desgastar-se na barganha eleitoral. Uma espécie de FMI português, capaz de nos apertar o cinto até ao último furo sem estrangular o nosso orgulho nacional. Também esta via parece improvável porque o Presidente da República - qualquer um - tem de esgotar as outras fórmulas antes de poder adoptar esta, a qual também só poderá funcionar com uma base parlamentar sólida.

A falta que fazem os homens honrados


Senador Jefferson Péres
“Volto a este microfone para manifestar meu desalento com a vida pública deste país”, avisou o senador Jefferson Péres na tarde de 30 de agosto de 2006. Nos sete minutos seguintes, sem minuetos retóricos, sem quaisquer truques de tribuno, o parlamentar do PDT amazonense limitou-se a contemplar a paisagem do inverno eleitoral com o olhar desconsolado de um homem de bem. A plateia diminuta pressentiu que testemunhava um momento histórico. Mas ninguém poderia saber que ouvia o testamento político de Jefferson Péres, morto em maio de 2008 aos 76 anos. 
O destino dispensou-o da promessa feita no discurso. “Não quero mais viver a vida pública”, decidira. Até 2010, seguiria entrincheirado na tribuna, combatendo o presidente então em campanha pela reeleição. Encerrado o mandato, “continuar pelejando por todos os meios possíveis”, mas longe do coração do poder. Não queria permanecer no cenário do mensalão, “um dos piores escândalos de corrupção deste país”, planejado e concluído com a conivência do presidente da República. Lula sabia de tudo, constatou.
O áudio é uma aula sobre como fazer oposição sem ambiguidades. Pouco importava que Lula fosse vitorioso “com 99,9% dos votos”, ressalvou. “Estarei na tribuna dizendo que ele devia ser destituído, porque o que fez foi muito grave”. Também se recusava a ajustar seu comportamento aos desígnios da maioria. “Podem chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo presidente”, ironizou. Que não contassem com ele.

Os mercados zombeteiros


Parece que os mercados andaram a gozar com o nosso Ministro das Finanças. Ele disse que o limite eram os 7% de juros e logo os mercados esticaram a corda até esse limite. E andou o ministro a cortar salários, a reduzir pensões, a retirar abonos, a limpar subsídios e a aumentar impostos para compadecer os mercados, e os mercados, nada. Puseram-se no gozo.
Parece que os mercados andaram a gozar com o nosso Ministro das Finanças. Ele disse que o limite eram os 7% de juros e logo os mercados esticaram a corda até esse limite. E andou o ministro a cortar salários, a reduzir pensões, a retirar abonos, a limpar subsídios e a aumentar impostos para compadecer os mercados, e os mercados, nada. Puseram-se no gozo.

Quem ganhou, de fato, foi um homem

Maria Lucia Victor Barbosa

Algumas pessoas me perguntaram se estava satisfeita pelo fato de uma mulher ter chegado à Presidência da República. Respondi que isso me era indiferente. Primeiro, porque seja homem ou mulher num cargo político o que interessa é se essa pessoa é competente, ética e tenha visão de bem comum. Segundo, em postos elevados mulheres não são automaticamente modelos de perfeição e lisura. Só para citar exemplo mais recente relembro a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que juntamente com a família se locupletou no cargo tendo saído ilesa por ser amiga da rainha. Terceiro, quem ganhou de fato foi um homem, o presidente que age como se projetasse seu terceiro mandato, pois escolhe ministros e já tem diretrizes de governo para 2011.


sábado, 13 de novembro de 2010

"Portugal deve desempenhar um papel na questão sarauí"


Aminatu Haidar

A 'Gandhi sarauí', como é conhecida, diz temer uma guerra civil entre sarauís e marroquinos, depois de Rabat ter decidido ontem desmantelar à força o acampamento de protesto nos arredores de El Aiún. Há um ano iniciou uma greve de fome de 32 dias, no aeroporto de Lanzarote, até conseguir que a deixassem voltar a casa, sofrendo até hoje as suas sequelas 
Antes de começar esta entrevista esteve a rezar...
Pensei no meu povo. Estou sempre a pensar nele.
Porque é que não participou no acampamento sarauí, que ontem foi desmantelado à força?
Não participei para não dar pretexto a Marrocos para nos acusar de ser separatistas. Mas mesmo não estando eu lá, apesar de ser o meu dever lá estar com os sarauís a reivindicar os seus direitos sociais e económicos, Marrocos optou pela repressão.
Esperava que Marrocos pudesse tomar esta opção?
Era muito provável.
Diz temer uma guerra civil.
Tenho medo disso.

A força da razão

Nas relações internacionais, a razão da força tem cedido à força da razão. Até em situações que muitos consideravam irreversíveis, como no caso da anexação de Timor-Leste pela Indonésia à margem dos mais elementares princípios do direito internacional. No Sara Ocidental - antiga colónia espanhola no Magrebe, único território continental africano que ficou à margem dos processos de independência -, Marrocos voltou ontem a abusar da força, procurando calar os activistas que lutam pela independência do território, há 35 anos anexado pela coroa de Rabat.
Aminatu Haidar
A causa sarauí ganhou um nome e um rosto desde o ano passado: Aminatu Haidar, cuja greve de fome comoveu pessoas em todas as latitudes, chamando a atenção da comunidade internacional para uma causa em tudo semelhante à de Timor. Não admira, por isso, que, na entrevista que concede à edição de hoje do DN, Aminatu estabeleça esse paralelo, sublinhando o "papel fundamental" que Portugal pode desempenhar na questão sarauí, tanto mais que a partir de Janeiro ocuparemos um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas, máximo palco mundial para a resolução de todos os conflitos.
Num prazo imediato, urge pôr fim à violência provocada por milícias pró-marroquinas no Sara Ocidental. A resolução do conflito passará inevitavelmente por um recenseamento sério da população - incluindo a que hoje se encontra em campos de refugiados - seguido de um referendo genuíno sobre a autodeterminação do território, que pessoas como Aminatu Haidar consideram a sua única e verdadeira pátria.
Editorial, Diário de Notícias, 09-11-2010

Em dívida (com o homem do tanque)

Rui Tavares
Os “mártires de Tiananmen”, como lhes chama o Nobel Liu Xiaobo, pediam apenas aquilo que a nenhum cidadão pode ser negado: liberdade de associação, de manifestação, de expressão e de informação. Isso faz deles património não só do povo chinês mas da humanidade inteira.

Imagem de homem barrando o caminho de uma fileira de tanques entrou para a história.
Foto: Jeff Widener/AP
No tempo das manifestações na Praça Tiananmen, em junho de 1989, quase ninguém sabia o que era a internet. O email era também praticamente desconhecido; ainda não havia web, muito menos twitter ou facebook. Raras pessoas tinham visto um telemóvel, e ninguém adivinharia que enviar mensagens de texto viria a ser um dos seus usos mais populares. Mesmo a televisão de notícias, com o seu ciclo de 24 horas por dia, estava apenas a começar. Era muito mais fácil encerrar um país e fazer com que as notícias pingassem a intervalos cada vez mais reduzidos.

"Tropa de Elite 2" ultrapassou 8 milhões de espectadores

Tropa de Elite 2 registrou na quarta (3 de novembro) um público de 8 milhões de espectadores, segundo dados da Rentrak EDI. O filme de José Padilha – que supera recordes nacionais de bilheteria desde a sua estreia – já é o longa mais visto de 2010, ultrapassando a animação Shrek para sempre, lançada em julho e assistida por cerca de 7.366.100 pessoas (dados do Filme B).
Recordes de Tropa 2
No primeiro fim de semana em cartaz, o longa chegou a 1,25 milhão de espectadores. Esse número foi mais que o dobro de público do segundo lugar em abertura entre filmes nacionais, ocupado por Chico Xavier (com 585 mil). Tropa 2 também está em quarto lugar entre todos os filmes já exibidos em telas brasileiras, ficando à frente das séries como Era do Gelo, X-Men, Harry Potter, Shrek, Piratas do Caribe e Matrix; e do primeiro Homem-Aranha. O filme de José Padilha ganhou ainda do longa Eclipse, que era até então o que apresentava melhor abertura em 2010, com 1.185 milhão de espectadores. Em sua terceira semana de exibição, Tropa2 consagrou-se como o filme nacional mais visto desde a retomada da produção cinematográfica no país.
Wagner Moura (Nascimento), Milhem Cortaz (Fábio) e Sandro Rocha (Rocha) em cena de "Tropa de Elite 2"

"Cidade de Deus" é o 6º melhor filme de ação

Divulgação

O filme Cidade de Deus (2002), do diretor brasileiro Fernando Meirelles, foi incluído na sexta posição em uma lista com os 25 melhores filmes de ação de todos os tempos, divulgada nesta terça-feira pelo jornal britânico The Guardian.
Desde o último sábado, os jornais The Guardian e The Observer vem publicando listas com os 25 melhores filmes que seus críticos consideram os melhores em sete gêneros, um por dia, entre eles ação, romance e policial.
O filme de Meirelles, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, divide a lista de filmes de ação com clássicos como Apocalypse Now (1979, do diretor Francis Ford Coppola), em primeiro lugar, Intriga Internacional (1959, de Alfred Hitchcock), em segundo, e Era Uma Vez no Oeste (1968, de Sergio Leone), em terceiro.
A lista também inclui o clássico de 1938 As Aventuras de Robin Hood, de Michael Curtiz e William Keighley, na 15ª posição, e sucessos contemporâneos como O Tigre e o Dragão, do diretor Ang Lee, lançado em 2000, na nona posição.
Goldfinger (1964), filme do diretor Guy Hamilton com o agente 007, é 17º na lista.

O gabarola

Se tiver estas condições, o miúdo gabarola não perde a oportunidade de provocar uma rixa à frente da sua porta. Enquanto a guerra é só de garganta, não há problema. O gabarola tem a língua afiada e até pode impressionar. Mas se chegasse a vias de facto, ele não teria hipótese.
Então, quando as coisas aquecem, o nosso gabarola foge para casa e vai para a janela. Aí, defendido dos murros dos outros, alteia o desafio:
«É pá, vem cá acima que eu te digo, faço-te num oito, seu fdp, vê lá se consegues, parto-te os cornos.»
Esbraceja e dá murros no ar, enquanto os outros assistem ao espectáculo. Quem já o conhece ri-se, mas os novatos da refrega podem bater palmas.
E os alvos do seu verbo indignam-se, impotentes.
Quando for grande, o gabarola continuará a provocar rixas e a fugir para a janela. Há janelas de sobra neste mundo do espectáculo.
E como a cena é forte, ele vai ter plateia e comentadores que o promovam. Os ressentidos contra a vida e contra os chefes começam a adulá-lo. E o nosso gabarola treina-se cada vez mais na sua gabarolice.
O tempo está para os gabarolas. Sabem tudo, vencem batalhas virtuais, têm as soluções. Em tempos difíceis tornam-se os heróis da insatisfação. Mas não descem ao terreno, não chegam a vias de facto nem sujam as mãos. O seu mester é só de garganta, o que não quer dizer que não façam mal.
J. L. Pio Abreu, Destak, 05-11-2010

O pai foi em viagem de negócios

Nasci num país onde a esperança, o riso e a alegria de viver são mais fortes que noutro sítio qualquer. O mal também. Ou se é criminoso ou vítima.
Emir Kusturica




Com este filme, que era apenas a sua segunda longa-metragem, Kusturica saía em 1985 de Cannes com a honra máxima daquele festival, a Palma de Ouro. Exuberante e comovente retrato da Jugoslávia na década de 50 vista pelos olhos do pequeno Malik, o filme tem lugar durante o período do Informbiro, quando a Jugoslávia corta relações com a União Soviética. Nesta época, ao mesmo tempo que o país tenta resistir às pressões de Estaline, muitas pessoas são deportadas pela polícia política na sequência de protestos contra o governo. Só que o pai de Malik é preso por motivos menos nobres: a descoberta do seu romance com a mulher de um funcionário do Partido. Acreditando que o pai está em viagem de negócios, Malik terá que enfrentar, sem ele, várias atribulações.

REALIZADOR
Emir Kusturica

INTÉRPRETES
Moreno D'E Bartolli, Miki Manojlovic, Mirjana Karanovic, Mustafa Nadarevic, Mira Furlan, Predrag Lakovic, Pavle Vujisic, Slobodan Aligrudic, Eva Ras, Aco Djorcev, Aleksandar Dorcev, Emir Hadzihafisbegovic, Zoran Radmilovic, Jelena Covic, Tomislav Gelic, Davor Dujmovic.



Retrata a Jugoslávia na década de 50, e é relatado pelo pequeno Malik, filho do protagonista Meza. Achei meio confuso...


Uma técnica sem brilho nem alma

Maria João Avillez
Segunda-feira, 1 de novembro, é feriado. No Oeste os elementos soltaram-se em fúria, chove impiedosamente de modo que nos deu a preguiça e mal saímos ao burgo. Resultado, só apareceu um jornal cá em casa mas não foi preciso ir mais longe para saisir o voo da impostura da campanha que conduziu Dilma Roussef à vitória eleitoral de ontem no Brasil. Dizia o Público em manchete: "A mulher a quem Lula deu o Brasil". Nem mais. E lá dentro. "Agora é que os brasileiros vão saber quem é Dilma Roussef."
É verdade. Dilma, uma técnica sem brilho nem alma que o Brasil conhece mal e que nenhum currículo recomenda, foi um capricho de Lula. Diz-se que para governar através dela, comenta-se que para "poder" voltar daqui a cinco anos. Eu não sei. Mas sei que se tratou de uma indecência que nunca me lembro de ter visto em nenhuma outra democracia, supostammente consolidada.
Maria João Avillez, Sábado, nº 340