quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Amor sem fim" vai à praia…

Ericeira, Praia dos Pescadores, foto: AD
… no domingo, 8 de Julho de 2012, às 17h, Ericeira.      
Feira do livro da Ericeira, Junto à praia dos Pescadores.
Sessão de autógrafos dos Escritores: Hilda Bernadette, Isabel Madaleno e Miguel Morais com as suas obras “amor sem fim”, “Os outros somos nós” e “A viagem da flor dourada”.

Percurso: 

terça-feira, 3 de julho de 2012

A não perder: "Lula não tem caráter"

Professor emérito da USP falou de política e eleições no centro do Roda Viva


O Roda Viva do dia 2 de julho recebeu o sociólogo Chico de Oliveira, professor emérito da Universidade de São Paulo. Na pauta, estiveram temas da política, as eleições municipais deste ano e a proximidade do início do julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal.
Um dos fundadores do PT, Chico de Oliveira abandonou o partido em 2003. Fez parte do grupo de dissidentes que ajudou a criar o PSOL, com o qual também viria a romper. Autor de diversos livros, foi premiado com um Jabuti em 2004, pela obra Crítica a Razão Dualista – O Ornitorrinco. Para o professor, "O ornitorrinco é um fracasso de Darwin" e por isso pode ser comparado ao Brasil, que alcançou a modernidade, porém ainda vive em atraso – “uma necessidade de como o país foi formado”.
No período de ditadura militar, Chico foi torturado em São Paulo e preso em Pernambuco. O esquerdista defende que os que cometeram crimes devem ser julgados e afirma que sabe quem foram os seus torturadores. Durante o programa, Chico citou o nome de dois delegados. Assista a entrevista na íntegra e veja a declaração.
O sociólogo diz que o Estado tem que ir atrás dessas pessoas e que se a Comissão da Verdade quiser o seu depoimento ele está disposto a falar. “A minha tortura não vale um tostão, só vale se foi sofrida em nome da liberdade”, declarou ainda.
Chico que participou efetivamente de partidos políticos, hoje afirma que não tem interesse em fazer parte do meio governante. “Eu não sirvo a nenhum governo. Não quero nada com o Poder, estou sempre contra ele”.

Oba! Finalmente alguém do Congo-Brazzaville visita o blogue!

Merci bien!
Bandeira da República do Congo

"Lé com lé; cré com cré" no velório da democracia



Marcos Luiz Garcia
Caminhamos para mais uma “ficção eleitoral”. Este disparate se confirma de modo especial em São Paulo, onde os vencedores terão a terceira economia do País nas mãos. Daí o vale tudo. No afã de ganhar, as alianças vão sendo inescrupulosamente tentadas, mesmo entre velhos inimigos políticos e ideológicos, deixando o eleitorado pasmo diante de tanto descaramento. O artificialismo eleitoral tornou-se óbvio. Nosso panorama político-eleitoral é uma vergonha, um leque só com ideologias de esquerda.
O conjunto dos políticos parece uma troupe teatral cujos atores, todos muito amigos e afinados entre si, desempenham o papel que o organizador da peça lhes pedir. O maior descalabro é que a grande maioria do eleitorado não afina com o esquerdismo dos políticos; quereriam outra coisa que, aliás, em parte são prometidas nas campanhas eleitorais. Porém, a realidade histórica invariável mostra que, uma vez no poder, seja quem for, as promessas direitistas ficam no congelador, e os dirigentes vão fazendo tudo caminhar cada vez mais para a esquerda. O eleitorado mais uma vez se decepciona, descola, e conclui: “Não tem jeito, nosso ‘cardápio’ político é marcado por um só viés. Parece restaurante vegetariano”.
“Lé com lé; cré com cré”, poderia ser o lema do nosso quadro partidário. Onde foi parar a representatividade democrática? Não estamos assistindo propriamente ao velório da democracia? Será que no futuro alguma direita autêntica vai reclamar uma “Comissão da Verdade” para saber o que as esquerdas fizeram da “democracia” brasileira? Quem foram os seus torturadores? Onde foram enterrados os seus restos? A História dá muitas voltas.
Título e Texto: Marcos Luiz Garcia, via Agência Boa Imprensa (ABIM)

Chinesa State Grid vai investir 12 milhões num centro tecnológico em Portugal

Lusa
A empresa chinesa State Grid tenciona investir 12 milhões de euros na criação de um centro tecnológico em Portugal, de acordo com um memorado de entendimento assinado hoje com a REN (Redes Energéticas Nacionais).

Imagem: Bloomberg
"É uma oportunidade para termos conhecimento, tecnologia e colaboração entre empresas e universidades, através de uma grande companhia internacional que aposta em Portugal", disse o ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, após a assinatura do memorando.
Foi um dos dois acordos assinados hoje na sede da State Grid, em Pequim, pelos presidentes da REN e da State Grid International, Rui Cartaxo e Zhu Guangchao, respectivamente, e contou também com a presença do líder daquele grande grupo estatal chinês, Liu Zhenya.
Com cerca de um milhão e meio de trabalhadores, a State Grid é considerada uma das dez maiores empresas do mundo, e este ano comprou ao Estado português 25 por cento do capital da REN por 287 milhões de euros.
Além do valor estimado do investimento, o anunciado centro tecnológico "tem sobretudo a importância de abrir um espaço de colaboração às empresas, às universidades e aos estudantes portugueses nas áreas da energia em que Portugal é mais competitivo e moderno", salientou também Paulo Portas.
O outro memorando de entendimento assinado hoje entre os presidentes da State Grid International e da REN diz respeito à criação de empresas mistas de consultoria no Brasil.
Paulo Portas iniciou no sábado passado em Xangai uma visita de oito dias à China, a primeira de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários.
Hoje de manhã (hora local) encontrou-se com o homólogo chinês, Yang Jiechi, e na quarta-feira às 10.30 (03:30 em Lisboa) vai encontrar-se com o "número dois" do Governo, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang.
Título e Texto: Agência Lusa, via Jornal de Negócios, 03-07-2012

Bolchevique "traveco" (complemento)

O artigo Bolchevique "traveco", de Luiz Felipe Pondé, está genial. Ele apenas se esqueceu de uma classe de esquerdistas muito comum no Brasil: a esquerda caviar. Estes moram em belos apartamentos ou mansões suntuosas, adoram belos carros, wiskey de primeira e vinhos finos, de Cuba só fumam charutos (mas o que Cuba tem mais para exportar além de charutos?) e frequentam Paris e New York regularmente. As maiores expressões dessa esquerda hipócrita no Brasil são Chico Buarque de Holanda e Oscar Niemeyer.
O grande problema do esquerdismo é que é uma doença mental incurável. Só acaba quando o portador morre. Antes disso, ele tem o cuidado de transmitir o mal para os filhos.
Abraço,
Texto: Otacílio Guimarães, 03-07-2012

Foto: Gilvan Souza
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Transferência do crente…

Idalina trabalhava na casa de um médico aqui em São Paulo.
Durante anos foi o anjo da guarda da família. Cuidava da limpeza, da cozinha e da roupa.
E ajudou a criar os filhos, que, como todos, a adoravam.                  
Um dia, muito sem jeito e com os olhos cheios de lágrimas, Idalina anunciou que ia embora.
O médico, a mulher e os filhos ficaram em pânico:         
– O que é que aconteceu, Idalina? Algum problema? Salário pequeno? Vamos conversar. Quem sabe a gente aumenta seu ordenado?
– Não é nada disso não, doutor. É a igreja. Nós somos evangélicos, a nossa igreja transferiu meu marido para o Paraná e eu tenho que ir com ele.             
– Seu marido é pastor?
– Não, doutor. O pastor é que vai nos levar com ele.
– Se o seu marido não é pastor, pode muito bem ser substituído por outro.                   
– Não pode não, doutor. O pastor só confia em meu marido.
– Mas o que é que ele faz?
– Ele é o aleijado que levanta.

"Massas" e "vanguarda"


Diário de Notícias
Passada a moção de censura, o PCP aposta tudo numa "poderosa luta de massas". Revela-o o comunicado final da reunião da Comité Central do partido, que se reuniu no fim de semana e cujas conclusões foram ontem divulgadas.
Todos os ministros deste Governo podem portanto contar – e ainda o Presidente da República, por ter promulgado o novo Código do Trabalho – com sonoros protestos sempre que circularem em espaço aberto. A aliança PCP/CGTP está mais efetiva do que nunca.
E, ao mesmo tempo que ameaçam fazer aumentar os protestos de rua, os comunistas lançam também avisos ao resto da esquerda. Denunciam "agendas ocultas" e avisam que a construção de "convergências" contra o memorando tem de partir de "propósitos claros e não dissimulados". Um claro aviso aos "democratas alternativos" liderados pelo putativo candidato presidencial Carvalho da Silva, que estão a preparar para 5 de outubro um congresso que faça 'pegar de estaca' no discurso da esquerda (da esquerda toda) a ideia de que não há salvação sem renegociação da dívida.
O que aparentemente aflige a direção comunista é que há coisas na contestação ao memorando que lhe escapam ao controlo. Por um lado, o protesto de rua é escasso, resumindo-se praticamente aos ativistas da CGTP; por outro, porque no debate político à esquerda há pessoas e organizações que avançam sem pedir autorização prévia ao partido.
O PCP obedece a velhos cânones operativos, tenta estabelecer-se como a "vanguarda" das "massas" contra o "pacto de agressão" e, pelo meio, como sempre, secundariza os eleitores – 80% dos quais votaram há um ano pelos partidos pró-troika.
Título e Texto: Editorial, Diário de Notícias, 03-07-2012
Edição: JP

Ué?!  E quem não sabia disso? Quem não havia percebido há long time ago que o PCP, como sói acontecer e como (só) sabe fazer, anda a acender uns fósforos em todo o papel que encontra... deu pra entender?...

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Golpe contra o Mercosul

Estadão
Em mais uma decisão desastrada e vergonhosa para a diplomacia brasileira, a presidente Dilma Rousseff apoiou a suspensão do Paraguai e a admissão da Venezuela como sócia do Mercosul. Seguiu a orientação de sua colega argentina, Cristina Kirchner, de credenciais democráticas abaixo de duvidosas, e sujeitou o destino do bloco regional aos objetivos políticos do caudilho Hugo Chávez. Como se quisesse dar razão a todos os críticos da escandalosa manobra encenada em Mendoza, o chefão venezuelano vociferou: "Não tenho dúvidas de que por trás daquele grupo de senadores do Paraguai está a mão do império, tentando impedir a conformação de uma verdadeira potência na América do Sul". Ele se referia ao último obstáculo à sua participação com direito de voto na cúpula dirigente do Mercosul. Não se sabe se a presidente brasileira corou ou sentiu pelo menos um leve arrependimento ao ler esse palavrório. Seus conselheiros diplomáticos e estrategistas internacionais devem ter exultado, ao receber a aprovação por mais esse ato de submissão ao grande movimento redentor da América do Sul, o kirchnerbolivarianismo. 

EFE
Além de representar mais uma grave ameaça ao Mercosul, já enfraquecido por suas divisões, pelo protecionismo interno e por sua incapacidade de integração competitiva na economia global, a decisão a favor do ingresso da Venezuela é muito discutível do ponto de vista legal. Suspenso da participação nas reuniões e nas deliberações do bloco, o Paraguai se mantém, no entanto, como sócio. Quando for readmitido, depois da eleição presidencial de abril de 2013, a oposição de seus senadores ao ingresso da Venezuela terá perdido efeito? Especialistas contestam essa possibilidade ou, no mínimo, têm dúvidas relevantes sobre o assunto. Esse grupo inclui o chanceler uruguaio, Luiz Almagro.
Surge, portanto, um contraste dos mais interessantes: não há como negar a legalidade do impeachment do presidente Fernando Lugo (nem o governo brasileiro usou a palavra "golpe"), mas há uma boa base para contestar a punição imposta ao Paraguai. Em outras palavras, há bons argumentos para qualificar como golpe a manobra usada para possibilitar a admissão de Hugo Chávez como membro pleno da mesa diretora do Mercosul. Quem, nessa história, merece de fato ser chamado de golpista? Até agora, os presidentes e diplomatas envolvidos na condenação do Paraguai foram incapazes de sustentar sua decisão em um claro fundamento jurídico. Há uma diferença considerável entre apontar a rapidez do processo de impeachment do presidente Lugo e provar a violação de uma norma constitucional.

Bolchevique "traveco"

Luiz Felipe Pondé
A esquerda é uma praga da qual não nos livramos. Egressa da tradição judaico-cristã messiânica, traz consigo a tara do fanatismo daquela. Mas ela tem várias faces.
No Brasil, após a ditadura, a esquerda tinha o absoluto controle da universidade e, por tabela, de muitas das instâncias de razão pública, como escolas de nível médio, mídia, tribunais e escolas de magistratura. Coitadinha dela.
Neste caso, do aparelho jurídico, sente-se o impacto quando vemos a bem-sucedida manobra da esquerda em fazer do Código Penal uma província ridícula do politicamente correto, para quem, como diz a piada, entre matar um fiscal do Ibama e um jacaré, é menos crime matar o fiscal.
Com a crise da Europa e a Primavera Árabe, a esquerda se sente renovada. Interessante como, no caso árabe, ela flerta com os movimentos islamitas. A razão é, antes de tudo, sua ignorância completa com relação ao Oriente Médio. A esquerda sempre foi provinciana. Ela confunde o fanatismo islamita com o fanatismo revolucionário. Lá, não existe “povo em busca de igualdade democrática”, mas sim fiéis em busca de tutela absoluta.
Antes de tudo, devo dizer que há uma forma de esquerda que respeito: os melancólicos de Frankfurt. Para estes, como Adorno e Horkheimer, vivemos o “échec” (impasse, fracasso) da modernidade, devido à mercantilização das relações. Para mim, isso é um fato. E, enfim, a melancolia sempre me encanta. Os melancólicos têm razão.
Desde Deleuze, Derrida e Foucault (três chifres da mesma cabra), a esquerda assumiu ares de revolução de campus universitário, que encampa desde movimentos como o engodo do Maio de 68, passando pela crítica da gramática como forma de opressão (risadas…), até a ideia boba de que orientação sexual seja atitude revolucionária. Que tal sexo com pandas? Por falar em pandas…
Foto: Caroline Ford
Outra forma é a esquerda-melancia. Verde por fora, vermelha por dentro. Essa se traveste de preocupação com os pandas para querer roubar o dinheiro e o esforço alheios, além de refundar a união das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas com obrigação de comida orgânica no cardápio.
Existe também a esquerda “de classe executiva” que vai a jantares inteligentes. O mais perto que ela chega de qualquer coisa vermelha é do vinho que gosta de discutir, marca de sua falsa “finesse”. Nada mais “fake” do que falar de vinhos como modo de elegância afetada.
Há também a religiosa, que se divide em duas. A budista “light”, aquela que acha que o budismo é uma espiritualidade “progressista”. A outra, a católica, pensou que Marx precisava de um Che Jesus e se deu mal. Nem a esquerda a leva a sério, nem a igreja a considera mais.

Merkel: Just Say Nein to Eurobonds

Mathew Will
The European financial crisis has created an unusual mix of allies. Politicians, hedge fund managers, liberal pundits and the financial press are determined to convince German Chancellor Angela Merkel that economic salvation requires the European Central Bank to issue eurobonds.
Prior to last week's European Union summit in Brussels, the Organization for Economic Cooperation and Development endorsed French President Francois Hollande's plan to do just that and insisted Mrs. Merkel agree. She wouldn't, but at the summit she was all but held captive until relenting to some other bailout.
Meanwhile, money managers have waged their own campaign to get Mrs. Merkel on board. Financier George Soros has predicted dire consequences for Europe if Germany does not acquiesce. Harvard historian Niall Ferguson accused Mrs. Merkel of repeating the mistakes of Weimar Germany that led to the collapse of democracy. He did not use the "N word," but we all know an appeal to German guilt when we see one.
Each faction has its own reason for pressuring Germany but all share a common characteristic: They are wrong.
Historically, nations tax, borrow and spend until there is nothing left to tax and borrow. Because of the risk of riot, insurrection or removal from office, politicians refuse to directly cut spending. Instead, they print money. Unfortunately, the citizenry does not realize printing money and the ensuing inflation amount to a cut in benefits. Then politicians lay the blame for inflation on greedy capitalists who raise prices.
Europe's bad boys have played this trick repeatedly, undermining the value of their currency and reducing their citizens' standard of living. From 1980 to the launch of the euro in January 1999, the Italian lira and Portuguese escudo lost 108% and 244% of their value against the U.S. dollar, respectively. Greece devalued the drachma 583% against the dollar from 1981 until its euro entry in January 2001. Meanwhile, the deutsche mark remained remarkably stable against the dollar, gaining a mere 1.74% over 20 years.

A origem da dívida pública portuguesa

Avelino de Jesus
Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da europa. O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional.
 
Corre por aí uma lengalenga de embalar: o grande endividamento público português teria resultado da necessidade de responder à crise internacional. O "mau comportamento" dos agentes privados (banca incluída) provocou a crise à qual os poderes públicos acorreram, aumentando a despesa e dívida públicas para suportar os encargos sociais acrescidos pela crise e estimular a economia. Estaria aí a explicação para o crescimento desmesurado da dívida.
Esta explicação para o enorme endividamento público não é correcta, nem para Portugal nem para a Europa em geral. Mas, se para a Europa os números parecem ilustrar a narrativa – obrigando a uma refutação mais demorada - para Portugal nem isso.
No caso da Europa, em geral, houve um fraco crescimento da dívida pública entre 2000 e 2008 e uma aceleração evidente entre 2008 e 2011; por sua vez, a dívida privada conheceu uma enorme aceleração no período de 2000-2008, o que parece justificar a narrativa que propõe uma relação causal entre as duas dívidas. Os números parecem ilustrar a enganosa interpretação. O aumento do peso da dívida pública arranca em 2008 (crescimento de 0,5% em 8 anos, em 2000-2008, contra 39,0% em 3 anos, em 2008-2011). Já o arranque decisivo do peso da dívida privada dera-se no período 2000-2008 (crescimento de 43,4% em 8 anos).
Mas, observemos de perto: de onde veio o endividamento privado no período 2000-2008? Não ocorreu por geração espontânea, mas teve origem nos incentivos, nas garantias, nas políticas públicas de promoção de aquisição generalizada de propriedade imobiliária com forte e diversificado suporte público. (No limite a própria baixa dos juros que suportaram este endividamento privado foi ajudada pelo laxismo do BCE que aceitou, nas mesmas condições, colaterais para os créditos das mais diversas origens e qualidades.)

Romeu e Julieta

De William Shakespeare, à luz da proposta do Laboratório Plástico do Caos Cénico
De 5 a 8 de julho
Quinta
a Sábado: 21h45
Domingo: 16h15
CAFÉ-TEATRO
Centro Cultural Malaposta - Odivelas
3€ (preço único) | 120 minutos | M/12
 

Encenação e conceção plástica: Fernando Lobo

Teatro Som das Letras / BVQ (Laboratório Plástico do Caos Cénico)

Quem é que ainda não sabe o que se passou com os dois únicos herdeiros dos Capuletos e dos Montecchios? E que das entranhas do conflito ancestral destas famílias nasceu um amor inesperado entre dois adolescentes (Romeu e Julieta)? Amor que acabou por ter um fim trágico, cuja morte dos jovens amantes trouxe, como lição de vida, a união irreversível de duas famílias da nobreza de Verona.  

De facto, esta história de amor reescrita pelo enorme dramaturgo William Shakespeare e representada constantemente nos palcos do Mundo, é para o elenco de amadores do Teatro Som das Letras/BVQ (Queluz) o resultado dos laboratórios entre a linguagem plástica textual da época cumprida a rigor e o modo híbrido de incorporar a tragédia com cambiantes, aqui e ali, de comédia.

Teatro Som das Letras/BVQ (Laboratório Plástico do Caos Cénico)

Encenação e Conceção Plástica: Fernando Lobo

Intérpretes: Sérgio Azevedo e Inês brusco, Sílvia Serra, Isabel Lima, Dinis Evangelista, Marcelo Canãs, Fernanda Ferreira, Tiago Eleutério, Daniel Torres, João Raimundo, Vasco Pinto, Luís Margarido, Henrique Pinela, João Ventura

Músicas Originais: Eduardo Abrantes
Figurinos: Manuel Moreira
Luz: Carlos Magina
Som: Renato França

Paulo Paim já solicitou as audiências...

O Senador Paulo Paim já solicitou as audiências com a Ministra Cármem Lúcia e com o Ministro Gilberto Carvalho, mas até o momento eles não deram retorno.
Estamos aguardando.
Com as cordiais saudações do Senador,
Luciana Vieira
Gabinete do Senador Paulo Paim-PT/RS, 02-07-2012
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O Galinheiro e os Lobos

Canis Lupus Arabic
Jorge Cunha
O caso do comerciante que se DEFENDENDO e a sua secretária em SEU comércio legal em São Paulo, e usando uma arma legal, está agora sendo acusado de homicídio doloso (onde há a intenção de matar) e de vítima passou a assassino.
Estranha moral a do nosso Brasil, onde a vítima se torna assassino.
Vamos analisar:
·  O comerciante já havia sido assaltado oito vezes nos últimos tempos.
·  O comerciante era Atirador com registro (C.R.) válido e em dia, expedido pelo Ministério do Exército que regula a atividade legal de atirador no Brasil (R-105).
·  O comerciante não estava na rua mas sim dentro de SUA loja.
·  Os BANDIDOS entraram em sua loja com ARMAS DE FOGO ILEGAIS (talvez fruto de roubos e outros crimes) e dispostos a TUDO para levar o que quisessem e ASSUMINDO O RISCO de MATAR OU MORRER. (Na verdade mais de matar do que morrer, uma vez que com a lei 10.826 de 2003 os BANDIDOS sabem que 99% da população está desarmada porque o ESTADO não quer CIDADÃO HONESTO com armas e tenta VIGOROSAMENTE criminalizar a posse de armas de fogo (legais) nas mãos de civis e assim os bandidos não esperam reações de espécie alguma da população).
·  Até pelo motivo acima citado os bandidos são fáceis de abater por negligenciar a capacidade de reação de alguns homens e mulheres que TREINAM a prática do tiro ao alvo.
·  Sem contar o fator emocional que fez do comerciante agir em LEGÍTIMA DEFESA PRÓPRIA E DE TERCEIROS, pois se os bandidos vissem que ele possuía uma arma de fogo na loja, fatalmente ele estaria morto e a arma registrada seria roubada. Então a MÍDIA das ONG’s oportunistas diriam que a arma do civil alimenta o CRIME.
Então vem o delegado e registra o caso como CRIME DOLOSO!

Filme trocado

Durante uma semana, no maior cinema de Israel chamado Cinema City, dezenas de milhares de visitantes compraram ingressos, pipoca e bebida e se sentaram no cinema. Mas quando o filme comecou, algo estava errado.
O que a platéia nao sabia, é que nós trocamos o filme que eles esperavam assistir, por outro diferente, e que eles faziam parte, sem saberem, de uma experiencia que eles jamais esqueceriam.
(…)
Texto e vídeo: Mosaico na TV

Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA faz arrastões em restaurantes em São Paulo

Otacílio Guimarães
Sempre que se aproxima uma eleição a violência cresce na cidade de São Paulo, onde o PT & Comparsas querem ganhar a deste ano para terem mais um cofre milionário à disposição dessa quadrilha de ladrões que hoje manda no Brasil. A cada nova eleição, surge um novo tipo de violência. Este ano são os arrastões em restaurantes. Felizmente a eficiente polícia de São Paulo já identificou o chefe da gang mas... não poderá fazer nada porque o bebê é inimputável! Puta merda, só mesmo no Brasil bandidos menores de 18 anos têm um estatuto e vários artigos do código penal a lhes proteger.
Você já percebeu como no Brasil existe uma tendência quase generalizada de tolerar o mal como se fosse coisa normal? Tolera-se a corrupção, a violência, a impunidade, defende-se por todos os meios os direitos humanos de todo tipo de vagabundos e pervertidos como os homossexuais, tolera-se todos os tipos de bandalheiras e não se vê nenhuma reação por parte da população. Os protestos individuais se restringem à internet.  
Eu creio que este fenômeno não é decorrente da falta de educação e cultura do povo brasileiro, mas sim, da sua falta de caráter. Um povo que possui um bom caráter não tolera essas coisas e quando elas acontecem o povo se organiza e vai para as praças e vias públicas protestar.  
Texto: Otacílio Guimarães

Arrastão no restaurante Galeto’s, em São Paulo, no dia 14 de março de 2011


Julho de 2011

As classes médias na berlinda

Fernando Henrique Cardoso

Desde abril até agora viajei bastante, saindo e voltando ao Brasil. Fui aos Emirados Árabes, ao México, ao Japão, à China e, na semana passada, ainda fui a Buenos Aires. Sempre participando de seminários ou fazendo conferências. Lia, naturalmente, os jornais locais que tinham edição em inglês. Por toda parte, um assunto dominante: a crise econômica. Em alguns países, mesmo com regimes políticos muito diferentes, como China e Brasil ou Argentina, alguma preocupação com a corrupção. Nessa mesmice, li com prazer em Buenos Aires, no La Nación, um artigo de Marcos Aguinis, O orgulho da classe média, reproduzido no dia seguinte em O Globo.
Aguines desacredita da visão, que predominava nos círculos de esquerda, de que a classe média - a pequena burguesia, como era chamada - seria a Geni da História. Fascinados pelo papel revolucionário e liberador da revolução proletária e, mais tarde, pelo ímpeto das massas ascendentes, os ideólogos de esquerda - e não só eles, pois a moda pegou - não viam mais do que atraso e mesquinhez na classe média, os "desvios" pequeno-burgueses e a tibiez que lhe tiravam o ímpeto para transformar a sociedade. Provavelmente, em certas conjunturas históricas, especialmente na velha Europa, era assim que as classes médias agiam. Basta ler os romances de Balzac como Eugénie Grandet ou O Pai Goriot para sentir que essas camadas ficavam apequenadas, mesquinhas, diante da burguesia vitoriosa ou da nobreza decadente aliada à mesma. Entretanto, terá sido essa a posição das classes médias nas Américas e nos países de imigração?
Dou a palavra a Aguines: na Argentina, tanto no campo como nas cidades, as classes médias se expandiram e começaram a construir valores que deram suporte para três culturas, "a cultura do trabalho, a cultura do esforço e a cultura da honestidade". O mesmo, acrescento, terá ocorrido na Austrália ou no Canadá e, de outra maneira, nos Estados Unidos. E no caso brasileiro, terá sido distinto? Esmagadas entre a escravidão e o senhorio rural, agraciadas aqui e ali com algum título não hereditário durante o Império, as classes médias urbanas, compostas por profissionais liberais, funcionários públicos, militares, professores e poucas categorias urbanas mais, no que se iriam apoiar para manter as distinções e realizar algo na vida? Basicamente, na escola e nos valores familiares que levam ao trabalho. Tudo com muito esforço.

4 €

Helder Ferreira

Andava pela rua e encontrei uma amiga que não via há muito, uma amiga que foi Técnica Oficial de Contas e não gostou. Deixou a profissão, começou a trabalhar na noite e nesta altura está desempregada. Disse-me em lágrimas que não há quem lhe dê emprego. Não tem filhos, não é casada e o último namorado, escandinavo, pai e divorciado, teve que ir-se embora para o seu país à pressa devido a doença de um dos filhos. Aconselhei-a a ir-se embora, a emigrar, a ir procurar melhor destino noutro sítio qualquer. Ou a trabalhar como freelancer ou outra coisa qualquer, que isto de empregos em Portugal está condenado. Disse-me que o ex-namorado lhe pede frequentemente que vá ter com ele à Escandinávia. Ela não vai porque é frio e eles, lá, não são assim tão felizes.
E é isto.
Título e Texto: Helder Ferreira, O Insurgente

[Prós e Contras] Venha a nós o nosso dinheiro…

São 22h15, aguardo o efeito de 2 Lexotans para ligar a RTP 1… vai dar o “Prós e Contras”. Pelos intervenientes anunciados, tenho a certeza que vamos ficar a saber que a “coisa” – a crise – não tem causa. É de geração espontânea.
E aposto que parte da população portuguesa se indignará: bastaria fazer mais dinheiro. Lá estarão as luminárias de hospício a prová-lo.
O Miguel, o Soares, o Soromenho… do restante elenco nem vale falar.
Não será o “Prós e Contras”, mas o “Elogio da Loucura”
PS. Recomenda-se que as crianças já estejam na cama
Alberto de Freitas

Outras leituras:

RTP1 e SIC Radical (O infiltrado)

Enquanto na primeira (canal público, pago por todos nós) está passando "Prós e Contras", hoje franca e escandalosamente contra, a começar pelo "first poison", Soares... assisto na SIC um programa fantástico e emocionante (comovente) "O colega misterioso". É o seguinte: o dono ou o presidente de uma grande empresa norte-americana se "infiltra" na empresa, quer dizer, aparece como novo empregado neste e naquele setor... e daí as histórias pessoais são comoventes. Ok, alguns poderão dizer que é uma égide ao "american way life", boff! 
Adoraria viver nos EUA, esse país dos piores capitalistas do mundo e outras aberrações da natureza!
Detesto inveja e mediocridade!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"Em 26 de abril de 1974 o dólar estava a menos de 30 escudos..."

Alberto de Freitas
Quando diz que nunca viveu acima das suas possibilidades, incorre num erro: viveu sim. Considerando que está inserido no “todo”. Andou em estradas que não tínhamos hipóteses de ter; utilizou transportes públicos, pagando um valor inferior ao custo; forneceram-lhe eletricidade abaixo do custo…
Todos nós usufruímos. Temos tido (e continuamos a ter) despesa superior à receita. Não há sistema político que resolva esta situação. O que o PCP e afins (incluindo Mário Soares, pessoa que não é estúpida, mas desonesta) têm saudades, é da capacidade fraudulenta (essa sim: fraudulenta) da desvalorização da moeda. É a melhor forma de enganar os trabalhadores e roubar-lhes as poupanças.
Chegámos a ter desvalorizações de quase 30%, que permitiu os sindicatos “ganharem” (coisa de Pirro) 13% de aumento para os trabalhadores. O Estado ficou bem, pois ao fabricar moeda, resolveu os problemas de pagamento internos; a população… bem, essa perdeu quase 20% do poder de compra… incluindo as poupanças.


Em 26 de Abril de 74 o dólar estava a menos de 30 escudos e passado poucos meses ultrapassou os 100 escudos. Se não fosse a entrada na União, continuaríamos nessa senda. Tal como é vulgar no terceiro mundo, em que de ora em vez, cortam um zero para que 1 kg de batatas não custe milhões.
Sobre as injustiças tem toda a razão. Não podemos esquecer que somos um dos países mais corruptos da Europa – a Grécia é campeã.
Há que alterar. Como? Não sei. Mas penso que deve começar por desconfiar da grande agitação dos autarcas, “preocupados” com o povo… Sabe que na Irlanda, se você não provar como adquiriu o património, ele vai para o Estado? Por cá, os rapazes dizem que é inconstitucional… procure saber quem são os “constitucionalistas” e encontra o “rabo” do gato.
Sobre a Alemanha. Conhece-a? São uns arrogantes orgulhosos. Mas têm razões para o serem. Por lá não existe ordenado mínimo, mas o Estado faz exigências à entidade patronal sobre o direito dos trabalhadores em termos de condições de trabalho e seguros de saúde… que não lembra a muita esquerda.
Se quer ver exploração de emigrantes, fique por estas bandas e, depois, dê uma saltada a Espanha e veja porque colocam no mercado os legumes tão baratos.

A greve ao serviço de um abuso

Ferreira Fernandes

Já vou na terceira crónica sobre a greve dos pilotos da TAP e pode parecer-vos campanha, mas não devia parecer. É mesmo campanha. Com as suas greves (nos inícios de julho e agosto), os pilotos vão causar enormes prejuízos à empresa e ao País mas isso, só por si, não as torna ilegítimas - as greves são lutas e não convites para tomar chá. Acontece, porém, que aquilo que o sindicato dos pilotos dá como pretexto para greve (uma treta que eu ontem aqui citei) podia e devia ser discutido nos tribunais, e por estes decidido. Que um grupo privilegiado ouse em tempos tão difíceis prejudicar tanto tantos cataloga esta greve desnecessária como uma indecência. O que leva os pilotos a correrem o risco de se identificarem com um abuso tão manifesto? Quando o processo de privatização da TAP "decorre em grande ritmo", como disse há dias o secretário de Estado dos Transportes, estas greves são provas de vida para a famigerada reivindicação de 20 por cento da empresa para os pilotos. Ou se aceita esse "direito" nas negociações, ou greves... Ou, ou, é uma forma de impor que não diz nada sobre a força do argumento mas diz que quem argumenta tem força. De facto, os pilotos têm força, a prova é o mal que farão com as suas próximas greves. E, sobretudo, se conseguirem os tais 20 por cento, demonstrarão ter mesmo muita força. Mas será das vitórias mais rascas a que já assisti.
Título e Texto: Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 02-07-2012