domingo, 17 de fevereiro de 2013

Programa Magnavita Repórter Especial: O caso Varig – II



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Venezuelanos tiram sarro das fotos de Hugo Chávez

Veja a matéria original

A mão estendida para ajuda poderá ser a mesma que mata


Francisco Vianna
Os norte-coreanos têm tentado criar ao longo das duas últimas décadas um arsenal nuclear, o que tem aumentado a tensão na região do mar da China, no Japão e, principalmente, na sua vizinha do sul da península, a Coréia do Sul.
Tais tensões se refletem no Ocidente, por envolver aliados chaves na região. O Ocidente vem tentando negociar, batendo na tecla de que tal ameaça não levará Pyongyang a lugar nenhum exceto à ruína, de onde já estão bem próximos, em função da ideologia do regime imposto pela dinastia da ditadura socialista que lá impera.
Quanto mais o Ocidente tenta dissuadi-los em sair dessa estrada belicista e ruinosa, mais o regime ameaça o Ocidente, principalmente os ainda distantes, para eles, EUA. Washington tenta ignorar tais ameaças, considerando-as mais um produto de dialética do que um perigo concreto. Nada disso parece fazer qualquer diferença visível. Faça chuva ou faça sol, eles continuam em busca de seu perseguido arsenal nuclear.
Por isso, não causou qualquer surpresa no mundo quando o governo de Pyongyang realizou, há poucos dias, um novo teste nuclear, o terceiro já feito. Dado o histórico do regime, não se trata apenas de saber se a Coreia do Norte é ou não capaz de apertar o botão de uma agressão nuclear, mas sim uma questão de saber quando eles o farão.
Enquanto isso, a fome mete as suas garras nas carnes magras do seu povo – onde o único 'gordinho' visível é o ditador Kim Jong-Un – enquanto o regime culpa os EUA e agora até a própria China, que não parece disposta a sustentar indefinidamente os norte-coreanos.
O fato de o teste nuclear e sua consequente explosão subterrânea ter sido realizado no mesmo dia em que o presidente Barack Obama fazia o tradicional discurso sobre o "Estado da União", talvez signifique mais uma tentativa de afronta ao Ocidente e aos EUA do que qualquer necessidade de progredir com o seu programa nuclear.
A verdade é que o politiburo comunista da Coreia do Norte é tão militaristamente inconsequente e irresponsável que chega a meter medo no resto do mundo, que procura tratar o país com extrema cautela. Isso inclui a própria China que começa a se preocupar com peripécias radioativas próximas ao seu território perpetradas por seu temerário vizinho.
A suposição mais evidente é a de que Pyongyang joga um jogo de alto risco visando pressionar ou coagir Estados Unidos, Coréia do Sul, Japão, China e até sua própria população a não ousarem tentar mudar o regime do país. A motivação é simples para tal comportamento: querem um artefato nuclear mais do tudo no mundo, mais até do que comida para alimentar seu povo faminto e miserabilizado.
Por que querem tanto isso? Pela mesma razão agiram assim a União Soviética e a China. No caso do imperialismo soviético, era claro a intenção de se expandir pelo mundo inteiro e, no caso da China, movida pelo medo de novas invasões de seus vizinhos, como a que perpetrou o Japão antes da 2ª Guerra Mundial.
Todavia, no caso da Coreia do Norte, sobre a qual não paira nenhuma ameaça externa, nem provinda do Norte, da China – que só ganharia a obrigação de sustentar os norte-coreanos para sempre – e muito menos da Coreia do Sul que sempre demonstrou um desejo de reunificar toda a península numa Coreia só, bastando para isso que o norte aceitasse fazer algumas poucas modificações em seu regime – a maioria das quais a China, sua principal aliada, já fez.

Não, o toureiro não sentiu-se mal

Não, não é nada disso que que circula por e-mail e nas redes sociais. Confira aqui

Marina Silva é a personagem política mais reacionária e arrogante do país; nesse particular, ela venceu Lula!

Reinaldo Azevedo
Perguntaram a Marina Silva se a “Rede da Sustentabilidade”, partido que pretende criar, será oposição ou situação. Ela respondeu: “Nem oposição nem situação, precisamos de posição”.
Perguntaram a Marina Silva se o partido que pretende criar será utópico ou pragmático. Ela respondeu: “Será sonhático”.

Foto: Pedro Ladeira/AFP
Neste sábado, ela reuniu os “marineiros” para dar largada à criação da legenda que não é nem oposição nem situação, mas “posição”; que não é nem pragmático nem utópico, mas “sonhático”…

Estava no melhor da sua forma, e isso quer dizer, então, que ninguém entendeu quase nada do que ela disse, mas todos acharam genial. Como diria Gabriel Chalita aos oito anos (segundo seu testemunho), aos devolver a uma mitológica professorinha um livro de Sartre (!?!?!?) que ela lhe emprestara: “Não entendi nada, mas adorei!”. Adorar sem entender parece ser uma vocação destes tempos…

Sim, Marina falou bastante. Um dos trechos mais encantadores da sua fala é este:

“Estamos vivendo uma crise civilizatória e não temos o repertório necessário para enfrentá-la. A crise política e de valores faz com que a gente separe a crise política da crise econômica”…

Vamos pensar.
Estamos vivendo uma crise civilizatória??? Eu sei que pode parecer estranho afirmar isso, leitores, mas, como comunidade humana, nunca fomos tão felizes — ainda que possa haver muita infelicidade no mundo, é certo. Vamos ver.

1: nunca antes na história deste mundo tantos homens viveram sob regime democrático;
2: nunca antes na história deste mundo os seres humanos tiveram vida tão longa;
3: nunca antes na história deste mundo houve tanta comida e tão barata;

4: nunca antes na história deste mundo tivemos tantos remédios para nossos males;
5: nunca antes na história deste mundo houve tantas crianças com acesso à educação;
6: nunca antes na história deste mundo houve tantos humanos com saneamento básico;

7: nunca antes na história deste mundo houve tão poucas guerras;
8: nunca antes na história deste mundo, as guerras mataram tão pouco como nos últimos 50 anos…

O que deve e o que não deve ser tributado


Francisco Vianna
Um dos mantras padrão da economia atual, tanto no Brasil quando no exterior, é o de que empresas e corporações estão somente sentadas sobre montes de dinheiro e não fazem nada com ele.
Na verdade, elas mantêm muito capital improdutivo, como se pode observar em seus balanços e em suas contabilidades. Tal prática parece um tipo de quebra-cabeças que deve ser considerado como um "fator tributário" e, além do mais, essas empresas e corporações mudaram: estão a manter estoques e contas a receber, ambos, de forma subdimensionada...
Ora, todo mundo sabe que o alvo "progressista" da tributação não deve ser, por um lado, o capital investido, e, por outro, o resultado da remuneração do trabalho e, sim, se concentrar no lucro, ou seja, no resultado da operação capitalista que é efetuada segundo as normas de mercado e das leis vigentes no país.
Como isso nem sempre é respeitado e observado, isso nos leva a outro mantra econômico favorito: "há uma diferença entre 'mudança estrutural' e 'mudança cíclica'", e é essencial que notemos essa diferença.
Por exemplo, podemos observar a relação (seja ela qual for) entre a tesouraria das empresas nas décadas de 1970 e de 1980, bem como o comportamento corporativo subsequente para, em seguida, tentar presumir que tipo de relacionamento elas irão ter ao longo de 2013.
Assim, portanto, que tal se destacarmos as principais mudanças estruturais subjacentes ocorridas na economia no período entre 1980 e 2013?
Não só, de fato, tem havido tais mudanças como, também, temos computado de forma abrangente como elas têm sido operadas até agora. Há muito tempo se diz que se pode ver o impacto da informática em todos os setores da vida humana, exceto na verdade, para valer mesmo, nas estatísticas econômicas. Parece não estar sendo obsevada a explosão de crescimento que seria de se esperar com a adoção de uma tecnologia nova e importante como esta de controle e armazenamento de dados.

"Beijos de Bicos" - Ode aos afectos


Dizem que o amor é um tema batido, que não serve, que não está na moda.

Nós dizemos que é uma das mais essenciais manifestações do ser humano, que está presente em toda a parte e como tal não deve ser de estranhar que seja matéria de inspiração para a arte, e que não devemos ter medo de ser tão humanos quanto parecemos. Se ela imita a vida (será que imita?) então é natural que os sentimentos fundamentais estejam presentes em cada momento.

É a ditadura dos afectos sobre a expressão do mais íntimo e mais próprio ao humano. Assim a colectânea "Beijos de Bicos" procura ser mais um porto de abrigo para a criação literária que encontra neste tipo de sentimentos a sua inspiração.

Esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer os talentos escondidos de quem escreve, mas porque nem só de letras se fazem os afectos desta vez teremos a fusão do talento fotográfico ao serviço da palavra escrita. 68 fotografias que procuram não simplesmente ilustrar mas dialogar com a verve literária dos nossos autores. Assim ganha forma esta colectânea, do trabalho e da inspiração de 68 escritores e uma fotógrafa, esperamos que gostem tanto de ler como nós gostámos de a fazer.
Pastelaria Estúdios Editora


Lançamento no próximo sábado, 23 de fevereiro, às 21h, aqui:

Domingueira (17-02-2013)





Ministro Joaquim Barbosa: ex-trabalhadores da Varig não aguentam mais a travessia!

Não aguentam mais a travessia do deserto… do deserto da insensibilidade governamental e de outros poderes, como o Judiciário.
O Poder Executivo já poderia ter dado fim a esta travessia, mas não quer! E, perdoem-me os otimistas, não quererá nunca! Basta lembrar toda a chicana em torno da decisão do juiz da 14ª Vara Federal, Jamil Oliveira, em julho de 2012.
Deste governo não virá nada. Nem a pau, Juvenal! 7 anos! 7 anos foi o tempo que este governo, do PT, teve para resolver a saga dos ex-trabalhadores da Varig e aposentados Aerus, mas não quis, e jamais quererá! Faz parte da genética desse pessoal enrolar, disfarçar, prometer… e quando confrontados, por poucos, culpam o governo federal (que é do mesmo partido) ou se genuflectem teatralmente.
“Representantes” dos espoliados apressam-se em homenagear, mais do que depressa, o genuflector, cantando-lhe “Parabéns pra você” e/ou fazendo romaria (pra não escrever outra coisa) quando ele foi “homenageado” na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e ganhou uma medalha.
É no poder judiciário que ainda deposito uma réstia de esperança. É esse poder que tem em suas mãos ações CRUCIAIS para a sobrevivência (ou extinção) dos ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas do Aerus.
Uma das ações é uma que a antiga Varig interpôs contra o Governo Federal em 1993, há 20 anos!! Como outras empresas já haviam feito, a Varig entrou com uma ação contra a União por perdas durante os planos econômicos, perdas resultantes do congelamento imposto aos preços das passagens. Em 1997 a Transbrasil ganhou e levou.
Em 2004 o Superior Tribunal de Justiça julgou procedente o pedido da VARIG - 2 anos antes de ser decretada a sua falência. Mas inúmeras vezes a União entrou com recursos visando impedir o pagamento da indenização, culminando com o Recurso Extraordinário RE-571969, protocolado pelo Ministério Público Federal e Advocacia-Geral da União em 22 de novembro de 2007, durante o governo Lula. A Ação de Defasagem Tarifária foi dada como garantia real da dívida da Varig para com os planos I e II do AERUS.   
Em 22 de junho de 2009, a própria Varig, o Aerus e não sei mais quem, solicitaram a suspensão do processo para tentar uma negociação de acordo.
Estamos em fevereiro de 2013, entendeu?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Former NYC Mayor Ed Koch, 1924-2013

Ed Koch, photo: Frank Franlin II/AP
Michael Bloomberg
The New York City that Mayor Ed Koch inherited in 1978 is almost unimaginable today: graffiti-filled subways; miles of abandoned buildings; filthy streets that were unsafe to walk in daylight, much less at night; and a municipal government that had stopped functioning.
Ed was a savior for a city in desperate need of one. Through his determined leadership and responsible fiscal stewardship, he helped lift the city out of its darkest days and set it on course for an incredible comeback. And no mayor has ever embodied the spirit of New York like Ed: brash and irreverent, full of humor and chutzpah. When we were down, he picked us up. When we were worried, he gave us confidence. When someone needed a good kick in the rear, he gave it to them. (And he enjoyed it.)
While Ed was mayor, his outsize personality was matched by his integrity, intelligence and independence. And even after leaving office, he remained New York's most tireless and guileless civic crusader. I will always remember the advice Ed gave me when I was first running for mayor: "Be yourself. Say what you believe. And don't worry about what people think!" He understood that if you do what you believe is right, the people--even if they don't always agree with you--will respect you. He used to say, "If you agree with me on nine out of 12 issues, vote for me. If you agree with me on 12 out of 12 issues, see a psychiatrist."
Ed Koch, who was 88 when he died on Feb. 1, was one of the greatest mayors in New York City's long history, and his inspired public service forever changed the course of our future.
Michael Bloomberg, mayor of New York City, TIME, Feb. 18, 2013

Refighting the Last Wars

What have the U.S. and John McCain learned about Iraq and Afghanistan?
Joe Klein
Illustration by Oliver Munday for TIME
There was a time when John McCain was a reasonable man. It was a while back, but I remember it well. It was, specifically, about seven or eight years ago, when we were in a terrible mess in Iraq. There were two options on the table at that point: stay the course or leave. McCain understood that both were wrong. The Bush Administration's path had, from the start, been criminally stupid. Many top members of the uniformed military had thought the war a bad idea, and even those who supported it were appalled that the dreadful Donald Rumsfeld had formulated a plan without a final phase of operations--Phase IV, in military parlance--to stabilize the country and hand it back to the Iraqis.
But there we were, stuck, and McCain believed we couldn't just leave. His main concern was that we not hand al-Qaeda a victory. There was also a moral consideration: having wrecked their country, we owed the Iraqis a fighting chance to rebuild. And so McCain was one of a handful of officials searching for answers in 2005 and 2006. The answers were found at Fort Leavenworth, where General David Petraeus and a formidable team of military intellectuals were designing a clever and humane way to do Phase IV. This became the counterinsurgency doctrine that worked well enough to calm Iraq--but not so well in Afghanistan.

I was thinking about this as I watched McCain's rude badgering of Chuck Hagel, the nominee for Secretary of Defense, at Hagel's confirmation hearing on Jan. 31. McCain wanted to know, yes or no, if Hagel regretted opposing the 2007 troop surge in Iraq that brought Petraeus' tactics to the battlefield. We've all now seen the footage of McCain steaming like a beady-eyed madman and Hagel's fumbling response--indeed, it was one of more than a few fumbling responses by Hagel, to questions both friendly and rude. This was a dispiriting event on several levels. Hagel stepped away from the moderate, realistic and candid positions he had taken in the past. He allowed himself to be hectored into submission about his criticism of the Israel lobby, which does indeed bully politicians into "dumb" acts like meaningless expressions of protest of Iranian behavior that Hagel refused to vote for, and on far more serious issues like Israeli settlement expansion in the West Bank.

"A hora mais escura" – A "morte" de Bin Laden

Francisco Vianna
A propósito da "morte" de Bin Laden e, por coincidência também, acabei de assistir hoje, no cinema, o filme americano chamado "ZERO DARK THIRTY" (em jargão militar: "meia noite e meia"), traduzido aqui em Pindorama como "A HORA MAIS ESCURA", que é uma dramatização-documentário da operação das forças conjuntas do Comando de Operações Especiais em sintonia com a CIA, (Joint Special Operations Command and CIA).
O filme é muito bem feito, mostrando um resumo da longa caçada americana pelo terrorista saudita a quem tinham utilizado como aliado durante a ocupação do Afeganistão pelas tropas soviéticas.
Se puder, não deixe de assistir o filme que é desses de deixar qualquer antiamericano verde de ódio...
No artigo publicado pela wikipédia sobre a morte de Osama Bin Laden há afirmativa de que o governo do Paquistão colaborou para a localização do paradeiro do terrorista. Não é verdade, o Paquistão quando tomou ciência da operação, avisado que foi pela vizinhança da Academia Militar do país que ficava a cerca de uma milha de Abbotabad, o local onde Bin Laden supostamente se encontrava e supostamente teria sido morto, seus caças F-15 e Migs quando sobrevoaram o espaço aéreo o comando americano supostamente levando  farto material de informática da fortaleza de Abbotabad e o suposto cadáver de Osama já havia pousado seus helicópteros Apaches especiais na sua base militar no Afeganistão em Jalalabad.

Cenas do filme mostrando a invasão da fortaleza de Abottabad pelo comando de elite americano
Cena em que a "especialista" da CIA entra nas dependências da Base Americana de Alalabad para reconhecer o corpo de Bin Laden
É altamente incompreensível - e até suspeita - a atitude do governo Obama de ter jogado ao mar o suposto cadáver de Osama Bin Laden, sem que um número maior de simples mortais o tivesse visto. Fosse eu Obama e teria deixado o cadáver em exposição pública no Ground Zero (local onde se situavam as torres gêmeas do World Trade Center para que os novaiorquinos se certificassem realmente de que o principal culpado pela morte de mais de três mil pessoas na cidade estava REALMENTE morto.

Força, Porto!

Considerações sobre o ato de renúncia de Bento XVI

Raio atinge a cúpula da Basílica de São Pedro poucas horas após a renúncia de Bento XVI. Foto Alessandro di Meo/AFP
Roberto de Mattei
Em 11 de fevereiro, dia da Festa de Nossa Senhora de Lourdes, o Santo Padre Bento XVI comunicou ao Consistório de cardeais e a todo o mundo sua decisão de renunciar ao Pontificado.
O anúncio foi acolhido pelos cardeais, “quase inteiramente incrédulos”, “com a sensação de perda”, “como um raio em céu sereno”, segundo as palavras dirigidas em seguida ao Papa pelo cardeal decano Angelo Sodano.
Se foi tão grande a perda dos cardeais, pode-se imaginar quão forte tem sido nesses dias a desorientação dos fieis, sobretudo daqueles que sempre viram em Bento XVI um ponto de referência e agora se sentem de algum modo "órfãos", senão mesmo abandonados, em face das graves dificuldades que enfrenta a Igreja no momento presente.
No entanto, a possibilidade da renúncia de um Papa ao sólio pontifício não é de todo inesperada. O presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, Karl Lehmann, e o primaz da Bélgica, Godfried Danneels, haviam apresentado a ideia da “renúncia” de João Paulo II, quando a sua saúde havia se deteriorado.
O cardeal Ratzinger, no seu livro-entrevista Luz do Mundo, de 2010, disse ao jornalista alemão Peter Seewald que se um Papa se dá conta de que não é mais capaz, “fisicamente, psicologicamente e espiritualmente, de cumprir os deveres de seu ofício, então ele tem o direito e, em certas circunstâncias, também a obrigação, de renunciar”.
Ainda em 2010, cinquenta teólogos espanhóis haviam manifestado sua adesão à Carta Aberta do teólogo suíço Hans Küng aos bispos de todo o mundo, com estas palavras: “Acreditamos que o pontificado de Bento XVI pode ter-se exaurido. O Papa não tem a idade nem a mentalidade para responder adequadamente aos graves e urgentes problemas com os quais a Igreja Católica se defronta. Pensamos, portanto, com o devido respeito por sua pessoa, que deve apresentar sua demissão do cargo.”
E quando, entre 2011 e 2012, alguns jornalistas como Giuliano Ferrara e Antonio Socci escreveram sobre a possível renúncia do Papa, esta hipótese havia suscitado entre os leitores mais desaprovação que assentimento.
Não existe dúvida sobre o direito de um Papa de renunciar. O novo Código de Direito Canônico prevê a possibilidade de renúncia do Papa no cânon 332, parágrafo segundo, com estas palavras: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja livremente feita e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém”.
Nos artigos 1 º e 3 º da Constituição Apostólica Universi Dominicis Gregis, de 1996, sobre a vacância da Santa Sé, é prevista ademais a possibilidade de que a vacância da Sé Apostólica seja determinada não só pela morte do Papa, mas também por sua renúncia válida.
Na História não são muitos os episódios documentados de abdicação. O caso mais conhecido continua sendo o de São Celestino V, o monge Pietro da Morrone, que foi eleito na Perugia em 5 de julho de 1294 e coroado em L'Aquila em 29 de agosto seguinte.

A herança maldita de Lula da Silva

Maria Lucia Victor Barbosa
Lula da Silva é louvado e exaltado não só no Brasil como no exterior. Sua fama de “pobre trabalhador” que chegou à presidência da República e acabou com a miséria no país fabricando uma “nova classe média”, impressiona. O que a maioria não percebe é que tal falácia indica uma parcela de pessoas com renda familiar per capita entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00.
A estapafúrdia classificação de renda é da SAE (Secretaria de Assuntos estratégicos da Presidência da República) e, segundo o órgão, a nova classe média representa 54% da população brasileira. Aparentemente tais indivíduos são tão prósperos que podem comprar o que quiserem: carros zero, roupas de grife, eletrodomésticos de todos os tipos, além, é claro, de usufruir de quantas viagens internacionais desejem. Como se vê, Lula faz mais milagre do que o Padim Padre Cícero ao multiplicar o pouco dinheiro de seus súditos.

Imagem daqui
A propaganda enganosa está tendo continuidade. Coube à sucessora Rousseff acabar com a pobreza extrema e ela disse que o fará até março. O caridoso programa que objetiva o novo milagre foi apelidado de “Brasil Carinhoso”. Consiste em adicionar R$ 2,00 à renda per capita de pessoas que vivem com menos de R$ 70,00 por mês. Somando-se os R$ 2,00 a alguns trocados de uma bolsa esmola e a pobreza extrema será extinta no próximo mês. Portanto, senhores leitores, ajudem a presidente a acabar com a desigualdade no Brasil, se encontrarem um remanescente da pobreza sejam generosos, salve-o com R$ 2,00.
O paraíso Brasil, porém, está se desfazendo. E chega de dizer que o fiasco do governo Rousseff se deve apenas a crise externa. Se isto conta, contam mais a herança maldita de Lula da Silva, a inaptidão da presidente, os erros cometidos pelo ministro da Fazenda e pelo obediente presidente do Banco Central. Esta é a realidade do Brasil dos “pibinhos”, lanterninha dos BRICS, campeão de violência urbana e da incompetência nas áreas da Saúde, Educação e infraestrutura.

O sorvetinho do Habib's

Claudia Diniz
Hoje (15-02) fui ao Habib's tomar sorvete! Seria um simples sorvete se eu não tivesse ido parar na delegacia!
Pedi um sorvete de limão siciliano, de duas bolas. Para minha surpresa chegaram duas bolinhas de gude! E não é a primeira vez!! Já havia reclamado antes, mas hoje exageraram...
Chamei a atendente, que me disse ser esse o padrão para duas bolas de sorvete.
Não satisfeita, fui ao encontro do gerente, que me tratou muito mal e solicitei a pesagem do meu sorvete, ele me disse que pediria a uma funcionária que realizasse a pesagem dentro da cozinha, eu não concordei e pedi para acompanhar e recebi a resposta "Na minha cozinha ninguém entra" (resposta do gerente) questionei o motivo, mas não tive resposta. Mesmo tendo uma enorme placa dizendo que de acordo com a lei, podemos visitar a qualquer momento a cozinha do Habib's.
Voltei à minha mesa e pensei...
Avisei a atendente que chamaria a polícia e fiz isso pelo 190, afinal tive um direito meu como cidadã violado, além da empresa estar cometendo um crime.
Quando a loja percebeu que eu havia chamado a polícia, logo vieram à minha mesa com um sorvete gigante que eu me neguei a receber, apenas queria o meu que era de direito e que o que está escrito no cardápio (Sorvete de duas bolas 120 gramas) fosse servido a todos os clientes SEMPRE.
Com tudo isso, eu já havia sofrido todo constrangimento possível dentro daquela loja, inclusive sendo mal tratada pelo gerente.

American Airlines e US Airways criam a maior aérea do mundo

Nova companhia resultante da fusão entre as empresas terá valor de mercado de cerca de US$ 11 bilhões
A American Airlines e a US Airways anunciaram a fusão das empresas nesta quinta-feira, numa operação que criará a maior companhia aérea do mundo e que terá um valor de mercado de  US$ 11 bilhões. A fusão conclui uma onda de consolidações que ajudou as companhias aéreas norte-americanas a terem bases financeiras mais sólidas.
O acordo era amplamente esperado pelo mercado e passou mais de um ano em gestação. A AMR, controladora da American, encaminhou um pedido de concordata em novembro de 2011 e a US Airways começou a buscar a fusão no início de 2012.
A nova empresa, que vai operar sob a marca da American Airlines, será 2% maior em tráfego de passageiros pagantes que a atual líder mundial, a United Continental.
A companhia combinada terá sede no Texas e será comandada pelo presidente-executivo da US Airways, Doug Parker, antigo defensor da consolidação da indústria.


Os acionistas da US Airways terão 28% de participação na nova empresa. O restante ficará com acionistas da AMR e credores de suas subsidiárias, sindicatos trabalhistas da American e atuais funcionários da AMR.
A transação em ações está sujeita a aprovação de autoridades regulatórias dos Estados Unidos e do tribunal de falências do país e deve gerar mais de US$ 1 bilhão em sinergias anuais líquidas em 2015. No anúncio, as empresas também informaram que planejam assumir a entrega de mais de 600 novas aeronaves.
No final de janeiro, o presidente da divisão de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que a fabricante vê a companhia norte-americana demandando mais jatos regionais.
Título e Texto: Reuters/Estado de S. Paulo, 14-02-2013

Compromisso

João Bosco Leal

Atualmente as pessoas dizem que querem um compromisso sério e que ninguém mais quer isso. Que todos só querem “ficar”, “curtir”, mas assumir compromissos, não.
Com todas as mudanças culturais, educacionais e liberalizações ocorridas nas últimas décadas, realmente fica difícil imaginar que um jovem – que muitas vezes já passou dos trinta anos e ainda mora na casa dos pais -, queira trocar essa vida de liberdade, casa, cama, comida e roupa lavada, por uma de responsabilidade, trabalho e compromissos diversos que a vida de um casal exige.
Mas isso não está ocorrendo somente entre os mais jovens, pois entre as pessoas que se mantiveram solteironas, ou que se tornaram viúvas, separadas ou divorciadas, a reclamação é a mesma. Ninguém mais quer assumir compromissos com ninguém.
Com as facilidades tecnológicas atuais, conhecem-se mais pessoas virtualmente do que pessoalmente e passou a ser comum com elas trocar centenas de informações antes de realmente encontra-las fisicamente.
Recentemente ouvi um jovem universitário dizer que não sabia qual moça havia mordido seu lábio que estava bem marcado, pois na “balada” da noite anterior beijara tantas, que nem percebera quando isso ocorrera. Durante esse tipo de festa os rapazes – e outros já com bem mais idade que também as frequentam -, beijam todas por quem passam, como se isso fosse extremamente natural.
Entre esses jovens o assunto mais comum dos dias posteriores a essas festas é contar quantas “pegou” – termo utilizado para dizer que beijou, abraçou e “apalpou” -, durante uma única noite. E o mais surpreendente é que as jovens também saem contando por quantos foram “pegas”.
Claro que isso se torna um círculo vicioso, pois quando o rapaz se cansa dessa vida e começa a pensar em determinada estabilidade emocional, família e filhos, não consegue assumir nenhum compromisso mais sério com quem ele já pegou e já viu ser pega por muitos, por mais que seja uma moça bonita, simpática, educada e com ela tenha curtido momentos de bastante prazer.

O que os leitores da Forbes acham da estatal brasileira Petrobras


Petrobras? "Coitada".

Francisco Vianna  
Vamos chamá-la pelo que ela é, pois não? A Petrobras (PBR) é o patinho feio das empresas multinacionais de petróleo.
Alguns dizem que ela não deveria ser assim. Em 2007, ela descobriu uma reserva na plataforma continental estimada em 40 bilhões de barris de petróleo cru. Novas descobertas se sucederam quase anualmente, embora de jazidas muito menores. A empresa é uma das mais capacitadas em extração de petróleo em águas profundas das Américas. E, graças a isso, o Rio de Janeiro acha que o recém- encontrado petróleo pela Petrobras pode, um dia, transformar o Oceano Atlântico num Mar do Norte ou da Noruega.
Aliás, a Petrobras tem sido uma enorme decepção para os investidores. Se você possui quotas MSCI Brasil (EWZ) do fundo de ações negociáveis na bolsa, o grosso das perdas de capital ocorridas ao longo do ano passado se deve às ações da Petrobras. Apenas neste ano (2012), as ações da Petrobras caíram 16,92 por cento. A percentagem não abrange todo o petróleo nas Américas, evidentemente. Mas o Índice Petrolífero S&P tem tido um aumento de 7 por cento ao ano até agora.
E o que dizer da competição? Bem, para os iniciantes, a Petrobras na verdade não tem nenhuma no Brasil, nem de empresas nacionais ou muito menos de empresas estrangeiras. Mas os investidores em busca de empresas com grandes reservas de petróleo costumam considerar a PBR uma se suas favoritas. Pelo menos, esse era o caso dos passados dias de glória do verão de 2008, quando a Goldman Sachs estabeleceu que a ação da estatal brasileira valia 60 dólares. Hoje, esse valor não passa de 16 dólares.
Ei, a Chevron (CVX) está no Brasil. E o índice dela é superior a 6,67 por cento. A Royal Holandesa Shell (RDS.A) também está lá, mas suas ações só caíram algo em torno de 3 por cento. Pode-se achar que uma das mais odiadas multinacionais petrolíferas do pós-vazamento de óleo no Golfo do México, a British Petroleum (BP), mas, na verdade, a empresa tem importantes investimentos no Brasil, a maioria deles em terra firme. Suas ações tiveram alta de 2,79 por cento. As da ExxonMobil (XOM) também tiveram a mesma alta. É difícil achar uma empresa que prospecta gás e petróleo, que esteja envolvida ao mesmo tempo em prospecção, extração e refino de petróleo, que possa estar indo tão mal quanto a Petrobras. Até a REPSOL espanhola, relegada aos balancetes no vermelho, está indo melhor para os seus investidores, com uma valorização de 3,6 por cento de suas ações.

“Paraíso na Terra – como criar prosperidade em massa”

Lydia Ellis

Para aqueles que, após cinco anos de austeridade (e aumento da dívida), se desesperam a respeito de como promover o crescimento social, ou seja, político e econômico, o livro “Paraíso na Terra” (Heavens on Earth) é indispensável como leitura de cabeceira ou de salas de reuniões. Nele, o autor J.P. Floru investiga oito países que têm transformado suas economias criando crescimento importante e duradouro. Em épocas e lugares diferentes, os métodos usados para fazer a mudança da escassez para a fartura têm sido marcadamente similares. Às vezes, o método é surpreendente: quem pensaria que existem grandes correlações entre a Revolução Industrial ocorrida na Grã-Bretanha, a revolução capitalista na China Comunista de 2013, o pós 2ª Guerra Mundial na América e a era Pinochet no Chile?
“Se Júlio Cesar tivesse conhecido George Washington em 1760, ele teria encontrado o mundo muito pouco mudado. Teria sido servido à mesa por escravos e comido comida preparada por escravos numa mansão. A expectativa de vida seria de vinte e oito a trinta e cinco anos. A apenas 250 anos mais tarde o imperador romano teria ouvido conversas sobre missões ao planeta Marte...” Então, o que aconteceu? O livro traz tais argumentos à luz com abordagens como essas.
Conhecer “Sideline Stan”, o novo Ministro do Trabalho da Nova Zelândia, quem sistematicamente se recusou a intervir em conflitos sociais em seu país. Ser apresentado a John Cowperthwaite, de Hong Kong, quem enviou estatísticos provindos de Whitehall no primeiro avião de volta para onde tinham saído: as estatísticas serviriam apenas para interferir e lesar a economia. Ao mesmo tempo, ‘Paraíso na Terra’ explica os principais conceitos econômicos que são relevantes hoje em dia: a Curva de Laffer, da Economia Austríaca, a sabedoria de Adam Smith (sem coincidência por ser J.P. Floru um membro do Instituto Adam Smith) e os trabalhos da Economia Keynesiana (ou melhor: porque eles não funcionam).

“Página não encontrada”

Como já sabe, a URL do blogue “perdeu” o “O”, agora está assim: http://www.caoquefuma.com.
Aos pouquinhos vamos atualizando os links, apagando o O que perdemos. Vai demorar um tempão, quiçá anos. São quase 9 mil posts…
Por favor, quando trombar com este aviso:

Mande para a gente:

Muito obrigado!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Início do ano 2013

Peter Wilm Rosenfeld
 
Como já é hábito no Brasil há décadas o ano só começa realmente na semana após o carnaval.
Ou seja, 2013 iniciar-se-á de fato na próxima semana.
Isso não quer dizer que nada aconteceu até agora; muito antes ao contrário, especialmente para nós, gaúchos, e particularmente para os moradores em Santa Maria, que foram traumatizados com o bárbaro incêndio em uma boate, causando a morte de, por enquanto, quase 240 pessoas, a maioria estudantes da Universidade Federal da cidade. Já me referi a essa tragédia em meu artigo de 30 de janeiro.
Mas, como não poderia deixar de ser, uma grande parcela dos gaúchos manteve seu hábito costumeiro, de “veranear” em uma das praias ou em uma das cidades da serra gaúcha. Destinos diametralmente opostos.
Passando a cidade de Torres, que faz fronteira com Santa Catarina e onde se encontram os últimos “acidentes” geográficos, o restante da orla é uma praia contínua até o Chuí, na fronteira do Brasil com o Uruguai.
Atualmente há incontáveis cidades e vilarejos em toda essa imensidão de quilômetros ao longo do mar.
Algumas nem merecem o grau de “cidade”; são ajuntamentos humanos com poucos habitantes, ainda bastante rústicos, em que os moradores realmente “descansam”; outras têm programação de shows musicais todos os fins-de-semana, casas e apartamentos de primeiríssima qualidade e tudo mais que se possa desejar.

Big Brother Brasil 'digrátis' em Portugal


Os assinantes da ZON foram brindados há meses com mais um canal "Globo" sem custo adicional. (Existe o canal "Globo Internacional" que é cobrado à parte).
Esse canal gratuito passa séries, programas, filmes brasileiros. Não será por acaso que na ZON ele está logo na posição 10. (!?)
Anteontem, zapeando, qual não foi a minha surpresa ao verificar que estava passando o BBB. Hummm... E qual foi a minha dedução? Para estarem passando de graça é sinal que a audiência vem caindo, hein?