Jober
Rocha
O Sexto Mandamento da Bíblia Sagrada,
comumente produzida e comercializada na atualidade, diz: Não matarás!
Só Deus, segundo a Bíblia,
teria o direito de tirar a vida. Este sexto mandamento incluiria o aborto, a
eutanásia, o suicídio e o homicídio.
Os mandamentos, em um total de
dez, consistem no nome dado ao conjunto de Leis Divinas, que segundo a Bíblia
Sagrada teriam sido escritos, diretamente, por Javé (Deus) e entregues a
Moisés, o libertador e legislador de Israel, em duas ocasiões: a primeira, descrita
no Livro Êxodo, capítulo 20, versículos 1 a 17; a segunda, no Livro
Deuteronômio, capítulo 5, versículos 6 a 21, com o mesmo teor, em essência.
Essa apresentação das Tábuas da Lei, nas duas ocasiões, deu-se após a
libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, que durou cerca quatrocentos
e trinta anos.
O termo não matarás, tem sido
bastante contestado, em razão das modificações, acréscimos e omissões que a
Bíblia (ao ser traduzida para o latim, em fins do século IV e início do século
V, na versão denominada Vulgata) sofreu em diversas de suas partes.
A Vulgata foi produzida, em tese, para ser
mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a
primeira e, por séculos, a única versão da Bíblia retirada do Velho Testamento
diretamente do hebraico, e não da tradução grega conhecida como Septuaginta. No
Novo Testamento, São Jerônimo selecionou e revisou textos. Chama-se, pois,
Vulgata a esta versão, para o latim, da Bíblia em hebraico, que foi usada pela
Igreja Católica Romana durante muitos séculos e, na atualidade, ainda é fonte
para diversas traduções em outras línguas.
Na Bíblia escrita em hebraico,
afirmam alguns pesquisadores, o quinto mandamento seria: Não assassinarás!
Entre não matarás e não
assassinarás existem substanciais diferenças. Se assim não fosse, o Estado de
Israel já teria sido eliminado do mapa, pois no Alcorão, religião de seus mais
acirrados inimigos, inexistem estes dez mandamentos.
No Alcorão existem pelo menos
164 versos que conclamam todos os muçulmanos à guerra santa contra os infiéis
(considerados como tais todos aqueles que não são adeptos do Islã).
Alguns dos versos são bem
explícitos, com ordens de amputação de partes do corpo e também decapitações.
Ademais, ordenam o assassinato de infiéis onde quer que se encontrem. Aos
muçulmanos que não se juntam a esta guerra, o Alcorão os chama de hipócritas e
são avisados de que Alá os enviará para o inferno, se eles não participarem de
tão importante chacina. Diferentemente de textos que proponham e aprovem atos
de violência no Antigo Testamento, os textos do Alcorão não são, apenas,
descritivos ou históricos; ao contrário, são textos mandatórios e não estão
limitados a um contexto passado e, em muitos casos, já obsoleto.