terça-feira, 6 de novembro de 2018

Moro é uma unanimidade

o antagonista

Sergio Moro é uma unanimidade.


Segundo o Instituto Paraná, 82% dos brasileiros aprovaram seu nome para o ministério de Jair Bolsonaro.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 6-11-2018

FC Porto joga bem e passa pelo Lokomotiv Moscou

Marcos Monteiro

Marega [foto abaixo] tem ótima atuação e Dragões vencem contra os russos. Classificação à próxima fase praticamente garantida.


O FC Porto recebeu na noite de hoje os russos do Lokomotiv Moscou. Com dois golos na primeira parte, os azuis e brancos passaram sem maiores dificuldades.

Agora com dez pontos, na primeira posição, os Dragões estão a um empate de garantir a classificação.

Primeiro tempo
A partida não pôde começar melhor para os azuis e brancos. Na pressão inicial, Maxi Pereira deu belo passe entre as pernas do zagueiro, Marega antecipou-se e tocou para trás. Herrera rematou sem chances para o guarda-redes dos russos. Já no segundo minuto, o primeiro golo dos Dragões.

Apesar do início avassalador, o Lokomotiv igualou as ações com o passar do tempo, e levou perigo com as descidas dos irmãos Miranchuk. Após outro lance de perigo de Anton, Marega respondeu para os portugueses. Em posição questionável, o camisola 11 recebeu de Herrera, avançou e rematou na saída do goleiro. Vantagem maior para os portistas momentos antes das equipas irem ao balneário.

Segundo tempo
A segunda parte começou com com os russos em cima. Aos 50′, Farfán por pouco não diminuiu o marcador. Com toque de bola em velocidade o time de Moscou criou mais e balançou as redes aos 59′, mais uma vez com Farfán.

[Pensando alto] Texto baldio

Pedro Frederico Caldas

ALELUIA! ALELUIA! VOU ENTRAR PARA A ACADEMIA DE LETRAS!

Meus caros amigos, enquanto a Academia de Letras de Itabuna não convida o grande poeta grapiúna Alberto Duarte Bezerra para engrandecer o seu já magnífico sodalício, lá vou eu com meu jeitinho arranjando minha admissão para uma das mais ilustres academias de letras de que se tem notícia. Trata-se da multicentenária, augusta e veneranda "Academia de Letras de New Castle", minha terra natal. Depois de fazer várias cartas, ter oferecido vários almoços e jantares aos seus membros, para não falar nos preciosos presentes que lhes tenho mandado no mais absoluto sigilo, no estilo mais JBSiano ou odebrechtiano possível, o Presidente, representado pela augusta e elevada figura do escritor Pedro Flávio Mackintosh, me dirigiu o convite, por mim recebido, debulhado em lágrimas.

Depois de apresentar os livros e trabalhos já publicados, dos quais destaco a grande obra "Meus Improvisos", fui considerado hábil a pleitear a cadeira que já foi ocupada por ninguém menos que o grande escritor e poeta satírico João Porfírio Mackenzie. Entretanto, uma condição me foi imposta. Deverei publicar até amanhã, em qualquer tipo de mídia, uma poesia de minha autoria, completamente inédia e da mais alta inspiração.

Atravessarei a noite e a madrugada me desincumbindo dessa honrosa encomenda e a publicarei amanhã nesta página. Podem aguardar. Para quem ainda não sabe, minha terra natal é a linda vila de New Castle, situada em elevações de prados verdejantes, banhada pelo Rio Almadino, localizada entre as High Lands Escocesas (Scottish Haighlands) e a estrada Ilhéus-Uruçuca. Neste ano, lá foi realizado o Centésimo Festival de Gaitas de Fole, evento por mim noticiado nesta página, ocasião em que convidei todas as pessoas de imaginação e bom gosto a se fazerem presentes.

Para aqueles que não leram o meu convite, reproduzo-o abaixo:

[Aparecido rasga o verbo] Carpintaria modelo

Aparecido Raimundo de Souza

O SERROTE ESTAVA FURIOSO, exasperado e abordido.  E com razão. Trabalhara tanto tempo para o seu Antão das Cabritas e agora, velho, fraco e enferrujado, o homem lhe colocava de lado, sem maiores explicações. E os bons serviços que prestara, em sua carpintaria, por mais de sessenta anos? Acaso não contavam? Pelo visto e diante dos acontecimentos, não. Lembrou-se, de repente, que começou novinho, antes de completar quinze anos.  Saíra da casa dos pais, em busca de novos horizontes. Não conseguira. Parou junto com outros de sua raça, na loja armazém de seu Bartolomeu Azevedo. Foi dali que, três dias depois, aportou de mala e cuia, na famosa Carpintaria Nossa Senhora das Graças, de propriedade do seu Antão das Cabritas e seus seis filhos, Antônio, Alberto, Ariovaldo, Alécio, Arnaldo e Alípio. 

Logo que chegou à nova morada, se viu, de imediato, dependurado pelo pescoço, num gancho feio e torto arrumado às carreiras numa parede de madeira. Esta parede fazia parte de uma espécie de cômodo disposto em três barracões tipo dispensas que se interligavam entre si por corredores internos. De uma dezena de bocais presos ao teto, lâmpadas macilentas fingiam clarear o ambiente com uma espécie de luz mortífera e adoentada. Em companhia a elas, ventiladores elétricos zumbiam incansáveis fazendo com que o ar ficasse mais exausto e cadavericado.   Seu Antão das Cabritas pensara em tudo. Construíra as três unidades nos fundos da sua residência e a morada dos filhos. Um passadiço comprido, coberto por telhas vermelhas acessava as residências sem precisar andar muito para se chegar aos locais de destino. Logo que chegou, Serrote teve o prazer de conhecer o Martelo, rapaz simpático e comunicativo, de quem se tornou amigo inseparável. Não fosse o Martelo, teria morrido dentro de um alheamento que prestes se tornaria aflitivo e devastador.

Depois de Martelo, com o correr dos meses e anos, aportou com as suas gentilezas ímpares, o Formão Chanfrado, o Gig Gabarito, o Esquadro, o Bedame, o Martelete Rompedor e o quarteto de moças alegres e simpáticas, as senhoritas Lima, Goiva, Plaina e Lixa. As demais peças que povoavam o ambiente, como o Enxó e a Suta, não deixaram por menos. De igual modo, se acastelaram cada um trazendo, a tiracolo, as suas afeições e acolhidas amoldadas e sem querer ou desejar nada em troca. A nova turma se tornou coesa e prometia ser entusiasmada e divertida. Nesta transição, os anos se passaram inexoráveis. Serrote se incluiu literalmente numa recém-construída família enquanto a sua verdadeira se perdeu para sempre nas profundezas do esquecimento. No grupo a que se juntara, se destacava a linda e esfuziante Escada. Jovem rebelde, magra, feia de corpo, porém, fina nas feições. Vivia constantemente com a matraca escancarada. Falava pelos cotovelos. Possuía, a bem da verdade, boa conversa. Sabia dialogar com desenvoltura e trazia novidades sempre que ia até a cidade. Ao contrário do Formão Chanfrado. Extremamente formal essa criatura abria a boca e mostrava seu sorriso maroto unicamente para formalizar o necessário.  Havia também a Plaina, uma senhora quarentona que (diziam os mais chegados), caminhava com os pés no chão e os dedos nas nuvens.

Seria o Sexto Mandamento, realmente, mandatório?

Jober Rocha

O Sexto Mandamento da Bíblia Sagrada, comumente produzida e comercializada na atualidade, diz: Não matarás!

Só Deus, segundo a Bíblia, teria o direito de tirar a vida. Este sexto mandamento incluiria o aborto, a eutanásia, o suicídio e o homicídio.

Os mandamentos, em um total de dez, consistem no nome dado ao conjunto de Leis Divinas, que segundo a Bíblia Sagrada teriam sido escritos, diretamente, por Javé (Deus) e entregues a Moisés, o libertador e legislador de Israel, em duas ocasiões: a primeira, descrita no Livro Êxodo, capítulo 20, versículos 1 a 17; a segunda, no Livro Deuteronômio, capítulo 5, versículos 6 a 21, com o mesmo teor, em essência. Essa apresentação das Tábuas da Lei, nas duas ocasiões, deu-se após a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, que durou cerca quatrocentos e trinta anos.

O termo não matarás, tem sido bastante contestado, em razão das modificações, acréscimos e omissões que a Bíblia (ao ser traduzida para o latim, em fins do século IV e início do século V, na versão denominada Vulgata) sofreu em diversas de suas partes.

A Vulgata foi produzida, em tese, para ser mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira e, por séculos, a única versão da Bíblia retirada do Velho Testamento diretamente do hebraico, e não da tradução grega conhecida como Septuaginta. No Novo Testamento, São Jerônimo selecionou e revisou textos. Chama-se, pois, Vulgata a esta versão, para o latim, da Bíblia em hebraico, que foi usada pela Igreja Católica Romana durante muitos séculos e, na atualidade, ainda é fonte para diversas traduções em outras línguas.

Na Bíblia escrita em hebraico, afirmam alguns pesquisadores, o quinto mandamento seria: Não assassinarás!

Entre não matarás e não assassinarás existem substanciais diferenças. Se assim não fosse, o Estado de Israel já teria sido eliminado do mapa, pois no Alcorão, religião de seus mais acirrados inimigos, inexistem estes dez mandamentos.

No Alcorão existem pelo menos 164 versos que conclamam todos os muçulmanos à guerra santa contra os infiéis (considerados como tais todos aqueles que não são adeptos do Islã).

Alguns dos versos são bem explícitos, com ordens de amputação de partes do corpo e também decapitações. Ademais, ordenam o assassinato de infiéis onde quer que se encontrem. Aos muçulmanos que não se juntam a esta guerra, o Alcorão os chama de hipócritas e são avisados de que Alá os enviará para o inferno, se eles não participarem de tão importante chacina. Diferentemente de textos que proponham e aprovem atos de violência no Antigo Testamento, os textos do Alcorão não são, apenas, descritivos ou históricos; ao contrário, são textos mandatórios e não estão limitados a um contexto passado e, em muitos casos, já obsoleto.

O Brasil tem povo

Copacabana, 15-3-2015, foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil




Maria Lucia Victor Barbosa

Em 1881, na obra L’esclavage au Brésil, o francês Louis Couty analisou nosso país. Afirmou o autor que:

“O Brasil não tem povo, pois o largo espaço compreendido entre a alta classe dirigente e os escravos não se acha suficientemente preenchida”.

“Em nenhuma parte se encontrarão estas massas fortemente organizadas de produtores livres, agrícolas e industriais, que em nossos povos civilizados são a base de toda riqueza, bem como não se acharão massas de eleitores sabendo pensar e votar, capazes de impor ao governo uma direção definida”.

De lá para cá muita coisa mudou, mas será que o Brasil já tem povo? 

Voltemos ao ano de 2002. O PT, na quarta tentativa logrou eleger Luiz Inácio Lula da Silva, que em si é um fake news. Isso porque, o senhor Silva nunca foi o que disseram que ele era, em que pese o culto da personalidade que o PT elaborou para ele.

Na verdade, o senhor Silva nunca foi um estadista, um líder carismático no verdadeiro sentido do termo. Foi, isso sim, um esperto enganador de massas, arte que aprendeu na sua fase pelega quando, segundo testemunhos da época, conseguia desencadear greves em proveito dos patrões e não dos operários.

A eleição do senhor Silva se deu através de outro monumental fake news, pois se dizia que o PT era o único partido ético, imaculadamente puro, capaz de salvar os pobres e oprimidos.

Adversidades

Nelson Teixeira

Existem momentos em nossa vida que não encontramos uma saída para o problema. Nos faltam forças para prosseguir. Não temos mais em que nos agarrar. Parece o fim para nós. É então que o Universo nos faz recordar que em Deus temos o abrigo certo até que passem as calamidades.

Até que cessem as tempestades. É gratificante saber que temos um DEUS que se preocupa com os seus filhos o tempo todo, está atento a tudo que acontece ao nosso redor.

Quando você se sentir incapaz diante de uma adversidade, procure refúgio debaixo das asas do Todo Poderoso, e saiba que Ele no tempo oportuno vai agir em seu favor.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 6-11-2018

Charada (656)

Qual das
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Palavra, Frase,
________, Capítulo.

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c. Parágrafo;
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Imprensa venenosa

Paulo Mauricio, 6-11-2018

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A derrota da esquerda

Não foi o PT (Partido dos Trabalhadores), nem o PT (Partido dos Trambiqueiros), nem o petismo, nem o lulismo, nem o lulapetismo que perdeu as eleições presidenciais para Jair Bolsonaro. Não, foi a esquerda a derrotada! E o centro-esquerda, eufemismo para esquerda envergonhada.

Foi Haddad, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso, Marina Silva, PSOL, PSTU, PCO, PCdoB, PSDB, PDT, e muitos outros PÊS. Enfim, socialistas, comunistas, marxistas (leninistas ou trotskistas), e tutti quanti que foram DERROTADOS no dia 28 de outubro de 2018.

Todos esses derrotados, políticos de partidos de esquerda e militantes de esquerda e/ou de extrema-esquerda, travestidos de jornalistas, ‘especialistas’, ‘cientistas sociais’, sociólogos, reitores de universidades, filósofos desacompanhados... PERDERAM! Ponto final parágrafo.

Quase sessenta milhões de brasileiros, desprezados e maltratados por essa canalhada, gritaram  “CHEGA!” Querendo AFIRMAR que desejam viver sob o lema da bandeira nacional: ORDEM E PROGRESSO.



Querem viver com ordem e em paz, para poderem trabalhar e progredir.

Querem a família como célula mater da nação.

Enfim, outros desejos e sonhos têm os brasileiros, mas, foram obrigados, nos últimos anos, a abrir mão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Uma mulher comandando a Polícia Federal?

A PF de Moro

o antagonista

“Ao aceitar o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, Sergio Moro deu de ombros para os ataques que, ele sabia, viriam em seguida”, diz a Crusoé.

“Resolveu enfrentá-los por entender que, no cargo, poderá amplificar os avanços obtidos pela Lava Jato no combate à corrupção.

Em breve, ao escolher quem vai comandar a PF, o juiz deve dar mais um passo contra a corrente de críticas. O motivo está no nome de quem ele deverá, ao que tudo indica, convidar para o cargo. Pessoas próximas de Moro apostam que a escolhida será a delegada Erika Mialik Marena. [foto]”


Imagem e Texto: o antagonista, 5-11-2018
Leia a reportagem completa aqui. (Para assinantes)

A confissão de Francisca Van Dunem segundo a “teoria do Daniel Oliveira”

Cristina Miranda

É tão giro ver nos intelectuais da esquerda à direita, comentadores e comunicação social, uma preocupação obsessiva com a nomeação do Juiz Sérgio Moro para ministro da justiça brasileira, alegando que põe em causa o princípio da separação de poderes. Bem, eu devo ser realmente muito ignorante por ver exatamente o oposto. Porque este medo não é normal num país cuja Ministra da Justiça veio do TCIAP e é juíza do Supremo Tribunal de Justiça. A pergunta é: que “confissão” deu Van Dunem ao aceitar o cargo no ministério ou isto passou ao lado destes comentadores? 


Não compreendo como é que um país, que além disto,  tem um PGR (Procurador-Geral da República) nomeado por governos, uma eleição de juízes por via electrónica, se acha com superioridade moral para opinar sobre outros países que, por muito que lhes custe admitir, estão a fazer melhor que nós na área da justiça. Ou já se esqueceram que no Brasil os corruptos já estão na cadeia a cumprir pena (e mais irão), os processos são céleres, e nós, além de os ter todos soltos e a viver bem – alguns até já condenados – não se prevê que sejam julgados ou presos tão cedo.  E mais: há o risco de “prescrição” de uns e o habitual arquivamento por “falta de provas”, de outros.

Por isso, é preciso ter muita falta de vergonha para certos indivíduos virem para as televisões e jornais criticar o Brasil, com um país como o nosso que protege os corruptos descaradamente.

Quem não assistiu à substituição desnecessária, pelo governo, da PGR Joana Marques Vidal, com a ajuda do Presidente da República e que estava a fazer um trabalho brilhante no combate aos crimes de colarinho branco? Quem não viu um sorteio para a escolha de um juiz da Operação Marquês, a ser selecionado à quarta vez, colocando de fora Carlos Alexandre que conduziu de forma também brilhante o processo, por outro com currículo vasto em arquivamentos e queixas do ministério público? Quem não viu no passado, Cândida Almeida, Noronha do Nascimento e Pinto Monteiro a arquivar tudo o que implicava o arguido Sócrates, onde até se recortou literalmente provas do processo?  E andam estes a fingir estarem preocupados com a separação de poderes. Francamente.

Bandidos fazem arrastão no Túnel Rebouças e assaltam motoristas

Pelo menos dois motoristas foram assaltados e os bandidos conseguiram fugir

EXTRA


Bandidos fizeram um arrastão no Túnel Rebouças, na manhã desta segunda-feira. A ação ocorreu na segunda galeria, no sentido Centro. Pelo menos dois motoristas foram assaltados e os bandidos conseguiram fugir, informou o 4º BPM (São Cristóvão).

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e fazem buscas. De acordo com o Centro de Operações Rio (COR) a pista sentido Centro chegou a ser interditada para a ação dos policiais.
Motoristas que estavam no túnel se assustaram com a movimentação da polícia. Três veículos foram abandonados no local. O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão).

Arrastões também na Niterói-Manilha
Na semana passada, o GLOBO publicou uma reportagem sobre o problema dos arrastões diários que acontecem na RodoviaNiterói-Manilha. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), somente no mês de setembro, dois carros, em média, foram roubados por dia no local. Motoristas contam que criminosos armados com fuzis aproveitam congestionamentos nos feriados e nos horários de maior fluxo de carros para agir.

Um relatório da Polícia Rodoviária Federal que contabiliza o número de roubos, mas sem especificar se foram causados por arrastões, revela um crescimento da violência em toda a extensão da BR-101 Norte. De 2016 para 2017, o número de roubos a veículos passou de 564 para 891, um aumento de 57,98%. Este ano, até setembro, já foram 906 casos, mais do que o total registrado em todo o ano passado. Os dias mais críticos, diz o estudo, são as quintas-feiras.
Título, Imagem e Texto: EXTRA, 5-11-2018, 10h57

E aí, CNBB? A ficha já caiu?

FratresInUnum.com

Semana difícil para a CNBB! Eles devem estar chateados. Décadas de trabalho político jogadas no lixo da desmoralização, enquanto a população está em festa pelas primeiras nomeações do novo governo… cada dia, uma novidade.

Contudo, este não deve ser o maior sofrimento. O fundo musical que não cessa de ressoar na mente dos nossos bispos é o de uma melodia fúnebre cuja letra é: “mas o que foi que aconteceu?”. Dar-se conta de estar fora da realidade é um choque traumático, mas a incompreensão do conjunto da obra é ainda mais desesperador.

O que a CNBB não consegue entender é que, de fato, acabou! No editorial que publicamos na segunda-feira passada, procuramos explicar muito calmamente a lógica dessa autodemolição e mostramos que esta eleição é como que o diploma do fracasso completo da CNBB.

Na última quinta-feira, dia 1 de novembro, na USP, a Faculdade de Filosofia promoveu um debate chamado “Construindo a resistência”, em que intervieram André Singer, Vladimir Safatle e Marilena Chauí. Na parte final do evento, quando os oradores respondiam perguntas, André Singer fez a seguinte consideração:


“A Igreja Católica nos ensinou a fazer as Comunidades Eclesiais de Base. É curioso um judeu falar disso, né? Mas é verdade. Só que agora a Igreja Católica mudou e essas Comunidades Eclesiais de Base perderam uma certa vitalidade no conjunto da sociedade brasileira. Então, eu vou propor que a gente forme as Comunidades Democráticas de Base: nós temos que construir comunidades em cada local de trabalho, em cada local de estudo e em cada família”.

Em outras palavras, até o André Singer já está dizendo que as CEBs não servem mais. A própria esquerda está desembarcando da CNBB.

O STF contra Bolsonaro

o antagonista


O STF deve barrar quase todas as propostas de Jair Bolsonaro para o combate à criminalidade, do endurecimento das penas à revisão da maioridade penal.

“Ministros da Corte ouvidos por O Globo disseram que não mudarão a jurisprudência com o novo governo.

Segundo um ministro do STF, o endurecimento penal defendido pelo presidente eleito vai encontrar uma barreira no Supremo porque a superlotação dos presídios não permite uma política de encarceramento maciço. Dessa posição, segundo esse ministro, o Supremo não irá recuar (…).

Outro foco de potencial conflito entre Bolsonaro e o STF é a progressão de penas. Para o presidente eleito, a regra precisa acabar. Ou seja, por ele, se alguém for preso no regime fechado, não poderá progredir para o regime semiaberto depois de cumprido um sexto da pena, como estabelece a Lei de Execução Penal.”

Sergio Moro vai ter muito trabalho com essa gente.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 5-11-2018

O primeiro sucesso de Moro

o antagonista


Sergio Moro ainda nem assumiu, mas já colhe os primeiros resultados.
Leia o comentário de José Nêumanne, no Estadão:

“O anúncio de que o juiz Sergio Moro será superministro da Justiça no governo Bolsonaro já produziu um efeito benéfico na pauta da cúpula da Justiça brasileira. Estava marcada para 7 de novembro a reunião da 2ª Seção do STJ para reduzir o prazo de prescrição de crimes cometidos de dez para três anos – menos de um terço – e ela foi cancelada depois da notícia. Com isso, as empresas interessadas, principalmente as grandes empreiteiras, como a Odebrecht, que seriam beneficiadas com mais esse mimo da alta aristocracia judiciária, não o serão mais.”
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 5-11-2018

A bancada dos Réus

o antagonista


A bancada da Lava Jato, que promete defender as propostas de Sergio Moro, terá de se contrapor à bancada dos Réus.

Um levantamento feito pelo Estadão com os membros do novo Congresso Nacional mostrou que 160 deputados e 38 senadores são acusados de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, assédio sexual, estelionato, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 5-11-2018

Tempestade à vista


Péricles Capanema

Em 1º de novembro o “China Daily”, jornal estatal, em página editorial sobre as eleições no Brasil advertiu: “Não há dúvida que os interesses nacionais têm grande importância nas relações internacionais. Mas hoje a segurança nacional tornou-se prioridade top em alguns países. E assim, caso Bolsonaro, líder da extrema direita, ponha em prática diplomacia extremista e desencadeie fricções comerciais, teremos que pensar seriamente a respeito”. É aviso sério. A China não deixa dúvidas, reclama a continuação da situação presente. Sabe que para muitos no Brasil ela lesa interesses da segurança nacional.

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o comércio entre os dois países alcançou 75 bilhões de dólares. Exportamos sobretudo commodities (ferro, soja, petróleo, carnes), com pouco valor agregado (economia com empregos piores), importamos em especial produtos manufaturados, com alto valor agregado (economia com empregos melhores). É relação clássica entre potência colonizadora e região colonizada.

Já em fins do século XX, o Brasil enfatizou relações com a China. Na malfadada era petista, a orientação aprofundou-se perigosamente. Os dois desgovernos (2002-2016) depreciaram como parceiros a Comunidade Europeia, os Estados Unidos e o Japão e privilegiaram a China comunista — entre 2001 e 2016, o comércio bilateral saltou de 3,2 para 66,3 bilhões de dólares.

Nesse período (mesmo durante o governo Temer), empresas estatais chinesas compraram colossais nacos de ativos brasileiros em especial na área de energia, mineração, siderurgia, transportes, agronegócio, entre outros. Teremos ouvido a esquerda esgoelar contra o imperialismo norte-americano no Brasil. As alegações furadas são as de sempre: exploração, lesão a interesses estratégicos e perigo à segurança nacional. Estavam em jogo capitais privados, com interesses privados. Jamais esbravejou contra o imperialismo chinês. Pelo contrário, favoreceu seu domínio. E são capitais públicos, quem manda neles é a razão de Estado.

Amigos e balões

Nelson Teixeira

Os amigos são como balões… se você os deixa ir, talvez nunca mais vai tê-los de volta.

Às vezes, nos ocupamos com nossa própria vida de tal maneira que não notamos que estamos deixando nossos amigos irem sem verificar o que está ocorrendo. Muitas coisas estão ocorrendo constantemente ao nosso redor, sem que possamos agir a respeito.

Eu não quero que isso aconteça nem com você nem comigo, então, vou amarrar minha amiga e meu amigo no fundo do meu coração, pois assim eu vou conseguir nunca mais perder ninguém.

Até mesmo os balões que já voaram para longe, você poderá tê-los de volta, como da mesma maneira, com muita humildade, poderá recuperar aqueles amigos que moravam no seu coração.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 5-11-2018

Charada (655)

Mário, Madalena, Carlota,
Raul e Manuel são lisboetas.
Mário fala francês e inglês.
Madalena fala alemão e inglês.
Carlota fala alemão e italiano.
Raul fala italiano e francês.
Manuel fala as quatro línguas:
francês, inglês, alemão e italiano.

Se eles se sentarem
em quatro cadeiras dispostas
em linha, qual a ordem
que devem escolher
para que dois vizinhos
possam comunicar
sem problemas?

domingo, 4 de novembro de 2018

Avenida Paulista

Avenida Paulista, domingo, 4 de novembro.
A avenida cheia de pessoas, ciclistas, música. Todos os domingos ela é interditada, os paulistanos têm um lugar livre.
Abraços,
Foto e Texto: Heitor Volkart, 4-11-2018


As fraquezas e os fantasmas do David Dinis


João Marques de Almeida

A eleição de um político como Bolsonaro para Presidente do Brasil obriga-nos a procurar explicações e é mais útil estudar as razões dessa ruptura do que integrar o coro que se limita a gritar fascista


David Dinis escreveu uma carta (no ECO) aos seus “amigos do Observador” onde os critica por “justificarem e normalizarem” Bolsonaro. Num artigo mais recente, vai mais longe e insinua que esses seus amigos fizeram uma “festa com a eleição de Bolsonaro.” Em circunstâncias normais, não perderia um minuto a responder ao DD. Mas acontece que, sem me citar e sem nunca referir o meu nome, ele inclui-me nesses “amigos” e nessa “direita”, fazendo um link para um artigo meu.

Lamento que DD não tenha a coragem de atacar diretamente os meus argumentos, procurando mostrar onde discorda e onde julga que estou errado. Pelo contrário, DD constrói e ataca uma generalização, os “amigos do Observador” ou a “nova direita.” Chegou mesmo ao extremo de se referir à “Opinião do Observador” como se o Observador tivesse uma única opinião. Ele que foi diretor do Observador sabe muito bem que não é assim. Há muitas opiniões no Observador e bem diferentes umas das outras. Esta desonestidade de quem tão bem conhece o Observador é inaceitável. A sua carta começa de resto com outra desonestidade intelectual, comparando Chávez a Bolsonaro. O truque é óbvio. Colocar os seus “amigos do Observador” no mesmo plano dos radicais do Bloco de Esquerda que sempre apoiaram Chávez. Mas há uma diferença enorme meu caro David: nós sabemos o que Chávez fez na Venezuela, mas ainda não sabemos o que Bolsonaro vai fazer. Se Bolsonaro repetir no Brasil o que Chávez fez na Venezuela, serei o primeiro a atacar Bolsonaro. Sou incapaz de garantir que não o fará, mas também não sei se o fará. Até lá guardo a minha avaliação. Para criar uma polémica, não vale usar os truques mais rasteiros.

A carta de DD não é sobre o Brasil. Bolsonaro é apenas um pretexto para atacar o Observador. DD percebeu que há neste momento em Portugal um mercado para atacar a “direita do Observador.” Precisa, contudo, de afastar o problema de ter sido o diretor fundador. A narrativa aparece na carta e é desenvolvida num artigo mais recente. Enquanto DD foi diretor, o Observador encontrava-se na direita liberal. Desde que saiu, radicalizou-se para a direita. É lamentável que um antigo director do Observador, da TSF e do Público (em cerca de três anos, o que deve ser um recorde nacional) chegue ao ponto de sentir a necessidade de atacar de um modo desonesto uma casa onde trabalhou. O que se seguirá, ataques à TSF e ao Público?

A propósito de ditaduras

Alberto Gonçalves

Não há que enganar, embora o engano seja língua franca: fala-se na ditadura que aí vem para dissimular a ditadura que deveria vir. Agitar tiranos hipotéticos é estratégia típica de tiranos comprovados


Não vou escrever sobre o sr. Bolsonaro, o alegado fascista que, com os votos de milhões de alegados fascistas, vai liderar um governo de alegados fascistas e estabelecer o alegado fascismo no Brasil. Digo apenas que é triste ver uma nação que até aqui se distinguia pela prosperidade e pelo sossego arriscar cair na intolerância e no ódio. O lado positivo é que Portugal não arrisca nada: já caiu.

Na noite de Domingo, as eleições brasileiras interessaram-me menos do que as respectivas reacções deste lado do mar. Nas “redes sociais”, fervorosos inimigos do racismo e da xenofobia desataram a insinuar com variável franqueza a deportação da maioria de brasileiros que, por cá, votou no sr. Bolsonaro. Houve quem recomendasse a varridela incondicional dos brasileiros.

Houve quem sugerisse trocá-los por brasileiros bonzinhos e predispostos à fraternidade. E houve quem prometesse o despedimento imediato da empregada doméstica, essa fascista que preferiu entregar o país dela ao sr. Bolsonaro do que à associação caritativa chamada PT.

Por regra, estas manifestações de harmonia universal partiram de anônimos (que urge promover à notoriedade). Algumas, porém, saíram de gente que, talvez por causa da flagrante sofisticação, ocupa cargos políticos ou distribui palpites na televisão. Mesmo o prof. Marcelo, o exato avesso do populismo, concedeu uns resmungos contra o populismo, a intolerância, a xenofobia, o chauvinismo e o radicalismo que, além de um desastre diplomático, são um insulto à escolha livre de milhares de habitantes do território a que em teoria preside. À primeira trombada na realidade, os fanáticos da indiscriminação discriminam com curioso fanatismo. Não foram muitos? Foram demasiados.

Aliás, a questão não peca por excesso, e sim por defeito: quantos dos que não ofenderam pública e desalmadamente os eleitores do sr. Bolsonaro estavam, e estão, mortinhos por isso? Sem grande risco, aposto na esquerda em peso, salvaguardando as excepções que se contam pelos dedos de Lula, o Generoso. É hábito velho. De Reagan a Passos Coelho, com escalas em Sá Carneiro, Thatcher, os Bush, Cavaco, Merkel e o sr. Trump, a esquerda anuncia o advento das trevas sempre que um dos seus não é designado para apascentar os simples. E os simples que, nas urnas, caucionaram a tragédia são cúmplices da dita, logo indignos da cidadania.