segunda-feira, 26 de junho de 2017

Obama reloaded

Lura do Grilo

Macron, o enfant terrible da esquerda francesa que nem é de esquerda nem de direita (ou seja, um zero), volta à tirada mais estúpida da era Obama: ligar o terrorismo islâmico com as alterações climáticas. Aproveita de passagem para atacar Trump que também está na moda.

Ora se o terrorismo islâmico é praticamente o único que existe e em grandes quantidades e as alterações climáticas são uma miragem, ligar as duas coisas é a mesma que eu afirmar ter sido pedreiro durante a construção do Mosteiro da Batalha [foto].


Título e Texto: Lura do Grilo, 25-6-2017

domingo, 25 de junho de 2017

[Para que servem as borboletas?] Um mergulho no absoluto

Valdemar Habitzreuter











Absolutamente, silenciosamente,
Penetrantemente envolvido em clarão,
Alçado às alturas do incógnito silente
Sou eterno no Ser de infinita dimensão

Inefável realidade misteriosa, fulgente!
Velas-te aos olhos cegos à tua luz intensa
Revelas-te velado na concretude dos entes
És o Absoluto! É só sentir tua presença...

O mundo é teu ato, sagração eficiente
És o Ser Universal sem ser solipsista
Penetraste na existência e eis os entes!
São seres inundados do teu Ser artista

Ó inominável Ser! Inebriante Luz!
Até quando a humanidade egotista
Não verá a luz que a ti a conduz?
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 25-6-2017

Colunas anteriores:

Jornalismo português

Rui Rocha

Não, senhor. Não mesmo. Por muito que nos queiram fazer acreditar, o maior escândalo jornalístico associado à tragédia de Pedrógão Grande não é um artigo publicado no El Mundo sob pseudónimo, nem a reportagem da Judite, nem a impreparação dos jornalistas, nem a repetição das frases feitas, nem a exploração abusiva dos sentimentos e das emoções. Tudo isso levanta naturalmente interrogações deontológicas e é susceptível de crítica cerrada. Mas há pior.

Vejamos os factos. Temos, desde logo, sessenta e quatro vítimas mortais, ao que parece doze desaparecidos e centenas de feridos. É uma das maiores tragédias humanas à escala planetária provocada por um incêndio florestal.

Temos depois a política da floresta e de prevenção e combate a incêndios mais do que questionável ao longo de décadas.

Temos os Kamov que não voam e não servem para combater fogos.

Temos o SIRESP cuja aquisição está envolta em suspeitas sérias e que não funcionou em várias situações de emergência já conhecidas em 2016.

Temos uma estrada que não foi fechada e onde morreram mais de quatro dezenas de pessoas.

Temos o camião de frio da Proteção Civil que não funciona.

Heterônimos sebastianistas


José Meireles Graça

Primeiro foi Hélder Ferreira a confessar que era Sebastião Pereira; a seguir veio Vítor Cunha; de imediato Fernando Melro dos Santos; e finalmente Pedro Correia. Depois surgiram avatares como cogumelos, todos pouco plausíveis e evidentemente oportunistas.

Pedro Correia nega a autoria do ominoso texto que saiu no El Mundo a dois dos outros, que reivindica ostensivamente para si. Que pensar?

Vejamos: Hélder foi denunciado há tempos por Pacheco Pereira como sendo um indivíduo de extrema-direita que se exprime recorrentemente em artigos com inadmissível falta de respeito pelas autoridades;

Vítor Cunha escreve no Blasfémias, um blogue tolerado em nome da política oficial de liberdade de expressão, mas que é na realidade um coio de personalidades antissociais;

Pedro Correia é conhecido pelo seu incansável labor na publicação de trabalhos e notas sobre livros, música, cinema, blogosfera, assuntos da atualidade, atividade que, todavia, disfarça mal as suas simpatias pelo PSD, as quais ocasionalmente se atreve a confessar;

e Fernando Melro dos Santos roça perigosamente a criminalidade, felizmente em artigos inacessíveis, pelo hermetismo da redação, à compreensão da juventude, que pretende transviar para doutrinas individualistas, liberais e anárquicas.

Amor maduro

Nelson Teixeira

O amor maduro não é menor em intensidade… Ele é apenas silencioso.
Não é menor em extensão… É mais definido colorido e poetizado.

Não carece de demonstrações… Presenteia com a verdade do sentimento…
Não precisa de presenças exigidas.

Amplia-se com as ausências significativas… O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo.

Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro do outro – está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilíbrio de carne e de espírito.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede, tem… Não reivindica, consegue… Não percebe, recebe… Não exige, oferece… Não pergunta, adivinha.

Existe, para fazer feliz. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-6-2017

QUIZ: Inovação no Renascimento

Os artistas do Renascimento introduziram muitas inovações artísticas e técnicas. Que princípio básico da arte foi trabalhado no Renascimento?

Filippo Brunelleschi

A  – Bidimensionalidade
– Dinamismo
C  – Perspectiva 
D  – Efeito cinético

sábado, 24 de junho de 2017

Asas da Eternidade

O autor, Eduardo Coelho Ayub, ex-comandante na Varig, atualmente voando na TAAG Linhas Aéreas de Angola, é filho do comandante Nagib. Os aeronautas antigões lembrarão deste, com certeza.

O livro de Ayub narra a história de um ex-piloto da Varig que, com o fechamento desta empresa, é obrigado a ‘expatriar-se’ e consegue trabalho em uma pequenina empresa de aviação no Zaire, ex-Congo Belga. Lazlo, nome do protagonista, chega a Kinshasa, capital do país, pensando que iria voar o equipamento que pilotava na Varig. Mas, logo ao subir a escada para encontrar o diretor da empresa, é avisado por um outro variguiano expatriado, Paulo, ex-Mecânico de Voo, que não era bem assim…


“Paulo olhou para baixo e depois voltou a olhar para Lazlo. E disse, um pouco sem jeito: Bom, até onde sei, você vai ser instrutor e checador de Electra, disse Paulo já preocupado com a reação de Lazlo. Realmente a reação de Lazlo foi imediata: Como é que é?, perguntou ele.”

E assim começa a emocionante saga de Lazlo no Zaire.

Uma curiosidade: este escriba morou durante sete anos em Brazzaville, capital da República do Congo (ex-francês), que fica em frente a Kinshasa, separadas pelo rio Zaire.

Ayub, ao apresentar o seu livro no "2º Encontro Europeu de ex-Trabalhadores da Varig, Familiares e Amigos", realizado no passado dia 17, em Sintra, Portugal, alertou para a necessidade de lenços de papel por perto quando estivéssemos lendo o livro…

Marcelo Duarte, Eduardo Ayub, Guillermo Santandreu e Roberto Veran, Sintra, Portugal, 17-6-2017

O livro pode ser adquirido no site da editora AGE.

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Portugal à espera de Alemanha ou Chile

Imagem: Mais Futebol

[2º Encontrão] Testemunhos deixados no Livro de Ouro


Livro de Ouro que se deve a Guillermo Santandreu. Que o trouxe desde o 1º Encontrão e tirou as fotinhas ‘polaroid’ que ilustram os testemunhos.



Que alegria ter vindo a este encontro da família Varig.
Comissária baseada em Lisboa, Maria Teresa

A um feliz reencontro VARIG após 40 anos!...
Continuamos umas maravilhosas e frescas representantes de um tempo extraordinário, sempre lembrado com muita saudade e carinho.
Maria Margarida

Obrigada Cecília, Jim, Santandreu pelo belo encontro de tantas emoções variguianas.
Filomena 2017

Voltei no tempo.
Fev 1984, primeiro voo Varig DC10 GIG/LHR/CPH.
1987 virei funcionário.
Muitas boas memórias.
Muito obrigado pelo evento.
Abraços,
L. Arêas  71716-1

Em 1967, com 17 anos comecei na RG uma jornada que agora completa 50 anos.
Muito obrigado pela oportunidade de comemorar, revendo tantas pessoas importantes para a grandeza dessa empresa.
Meus parabéns e Muito obrigado!
José Carlos Pinheiro da Silva

Soy funcionaria de Varig desde 1974. Desde que cerró en Madrid en 2006 no habia tenido oportunidade de encontrare com algunos colegas.
Gracias a los organizadores y espero que éste sea el primero de muchos encuentros próximos. 
María Jesús Pastor – MADKORG

Mesquita feminista… novo passo rumo a um “Islã Europeu”



Capitaneado pela escritora feminista de origem turca Seyran Ates, e tendo como pregadora (“imana”) a politóloga suíço-iemenita Elham Manea, um grupo muçulmano autoproclamado “progressista” realizou na última sexta-feira seu primeiro encontro, no torreão de uma igreja evangélica em Berlim.

Nesse ambiente — que se propõe aberto a homens, mulheres e homossexuais, sunitas ou xiitas, e onde até a “igualdade de gênero” é apregoada — não poderiam faltar os elogios e incentivos de importantes órgãos midiáticos de uma Europa que caminha sem rumo e com os olhos vendados, esquecida de seu glorioso passado.

Aquilo que no momento chamam de pequena experiência de um islamismo feminista, com focos na Alemanha e Dinamarca, além de uma universidade islâmica fundada na Espanha em setembro de 2016, é apoiado por diversas forças políticas europeias propugnadoras de um “Islã europeu” com cor e língua locais, que defenda os valores da União Europeia.

É importante salientar que os três “valores” pregados nesse encontro — amor, concórdia e diálogo — têm sido profusamente usados como palavras talismânicas, cada vez mais distantes de seu verdadeiro sentido… Aliás, a palavra “verdade”, no singular, não está em voga no mundo moderno, dominado pelo relativismo.

Temos em geral uma visão superficial do islamismo e, pelo que vemos no noticiário, parece ao menos estranho e contraditório aos olhos do homem comum, uma “Mesquita feminista” que mistura palavras do Alcorão com os pseudovalores da sociedade ocidental hodierna. Porém, se analisarmos melhor o Islã, em sua falta de estrutura hierárquica fixa (o que faz com que muitos não o considerem religião) e, portanto, ausência de uma interpretação oficial do Alcorão — haja vista a quantidade de seitas e correntes islâmicas divergentes entre si —, nós podemos constatar que não só é possível, como provável uma união no agir e no pensar entre os muçulmanos e o neopaganismo ocidental.

Morrer entre brutos é triste

 Alberto Gonçalves

Portugal não cede à baixa política, leia-se permite a impunidade geral. Portugal, repete-se, é uma nação muito forte, leia-se um recreio de oportunistas, desnorteados ao primeiro assomo da realidade.

Anteontem, o “Jornal de Notícias” recordava o “‘inferno’ idêntico ao de Pedrógão”, que “reduziu a cinzas cidade no Canadá”. Aconteceu em 2016, queimou 590 mil hectares e obrigou a evacuar Fort McMurray, uma cidade de 80 mil habitantes. O “JN” diz, provavelmente com razão, que “ninguém poderia prever” aquilo. O que o “JN” não diz é o número total de mortos. Digo eu: zero.

Ao invés dos abundantes especialistas em floresta que despontam por cá a cada Verão (ainda assim insuficientes para impedir a floresta de arder com empenho), acredito existirem fogos impossíveis de prever e quase impossíveis de controlar. Fortuita ou provocada, por árvore delinquente ou pirómano de aldeia, a destruição leva sempre vantagem. Embora Portugal queime de forma rara em regularidade e dimensão, às vezes há catástrofes devastadoras até em paragens desenvolvidas e organizadas e demograficamente equilibradas. Às vezes, a resignação é o único remédio.

Pedrógão Grande, porém, é um caso diferente. Aquele não foi um simples incêndio. Foi, desde que há registos fiáveis, um dos incêndios florestais mais mortíferos da História, portuguesa, europeia ou mundial. Na Califórnia, onde as chamas costumam arrasar territórios imensos e lugarejos inteiros, o recorde de fatalidades são 29, em 1933, e a regra duas ou três. Sessenta e quatro vidas, contas provisórias e para cúmulo numa área pouquíssimo povoada, não é um dado comum. É um massacre evitável. E é um crime fingir que não.

Na quarta-feira, o exato dia em que a nomenclatura do regime compareceu pesarosa ao funeral de um bombeiro, o Presidente da República declarou que a “unidade nacional” perante a tragédia “mostra bem como somos uma nação antiga e uma nação muito forte”. À superfície, tais palavras são apenas um deprimente vazio. Sucede tratar-se do exato PR que, entre abraços sortidos, ocupou os minutos iniciais que os noticiários dedicaram ao incêndio para garantir que fora feito tudo o que se podia fazer. Pelo meio, o país tomou conhecimento de dezenas de mortos e da radical desorientação ou impotência das autoridades. E o país viu-se atacado por uma operação, talvez inédita, de manipulação informativa liderada pelo governo e patrocinada por boa parte dos “media”. O país que quis perceber percebeu que a “nação muito forte” é uma coisinha débil, e que a “unidade nacional” é uma estratégia repugnante para, em nome das vítimas, socorrer os suspeitos. Note-se que não acuso ninguém. Não é preciso: os esforços para suprimir culpas são a sua maior admissão.

QUIZ: Época Moderna

ÉPOCA MODERNA
Do Renascimento ao século XVIII

Com o auge das cidades italianas no século XV, produziu-se uma revolução cultural que deu origem à Idade Moderna. O farol florentino – Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo e Rafael – impulsionou uma nova forma de entender a arte que teve paralelo nos países do Norte (Dürer) e a que globalmente se chama Renascimento. O século XVII apresenta uma Europa dividida em termos religiosos entre católicos e protestantes, em resultado da cisão do século anterior, com uma profunda repercussão nas artes. Velásquez, Caravaggio, Rembrandt e outros gênios revelam-nos a glória do Barroco. O século XVIII foi um período neoclássico, de afirmação da razão e da ordem na arte.



Florença “floresceu” comercialmente nos séculos XIV e XV. Uma grande família de comerciantes transformou-se em mecenas das artes e afirmou-se como dinastia política. Qual o seu nome?

A  – Savonarola
– Güelfi-Gibelini
C  – Medici 
D  – Maquiaveli

Almas expostas

Nelson Teixeira

Chega um dia em que, cansados de tanta repetição, observamos os nossos olhos e acabamos enxergando a alma, e você sabe, a alma não mente, não se esconde atrás da maquiagem, nem do sorriso quase que decorado…

A alma é uma fotografia exposta de nossos medos, retrato real dos desejos escondidos, das perdas, daquele velho sonho aprisionado, e às vezes clama por atenção, pede verdades que você insiste em não querer ver, pede atitudes que você não quer tomar, pede decisões que lhe são muito caras, e por comodismo ou medo, vai deixando de lado, e a sua vida também vai ficando de lado, meia-vida, meios-sonhos, meia-esperança, vida passando, simplesmente passando…

Eu desejo, que neste dia a sua alma se revele, que você escute o seu “eu” mais profundo, que tire os sapatos dos compromissos formais, e se mostre de verdade, revelando essa pessoa especial, que como todo mundo, tem defeitos e qualidades, que precisa amar e receber amor para que a alma seja preenchida, e seu rosto reflita, um brilho sem igual, de quem encontrou a chave perdida, que abre as portas da vida, vida que se renova, vida que nos aproxima, nos torna iguais, capazes de seguir adiante, como quem diz, eu mereço o melhor, eu quero um novo despertar, recomeçar, sem medo de ser feliz. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 24-6-2017

Primeira tripulação de cockpit feminina em voo de A380 da Lufthansa

NewsAvia

A Lufthansa anunciou nesta sexta-feira, dia 23 de junho, através da sua conta no Twitter, que o voo da companhia aérea alemã que chegou a Frankfurt, na Alemanha, na manhã desta sexta-feira, dia 23 de junho, proveniente de Hong-Kong, no sul da China, foi pilotado por três mulheres.
É a primeira vez que a Lufthansa regista uma tripulação totalmente feminina num voo do Airbus A380, o maior avião comercial de passageiros do mundo, fato que é relevado pela empresa que publica algumas fotos das três profissionais, em tweets divulgados ao final da manhã desta sexta-feira, dia 23 de junho.

Pelos comentários já conhecidos e pelas notícias entretanto divulgadas acredita-se que esta poderá ser também a primeira vez que um A380, em serviço comercial, viaja com uma tripulação de cockpit totalmente feminina, num voo intercontinental.

O voo LH797 foi feito no A380 com a matrícula D-AIMK. Fez uma viagem sem escalas desde Hong-Kong, que teve a duração de 11h18m, tendo pousado em Frankfurt pelas 05h01 desta sexta-feira.


Título, Imagens e Texto: NewsAvia, 23-6-2017

As preocupações de Marcelo Freixo, do Psol, de Paulo Ramos e outros


sexta-feira, 23 de junho de 2017

O cão que fuma: “Excelente blog”

O comentário abaixo está aposto ao artigo  Desculpa, Pedrógão Grande.


“Realmente foi muito triste, desejo esperança a toda a nação portuguesa.
Ou acabamos com essa velha política ou ela irá acabar conosco.
Excelente blog, com artigos densos e pensados (o que está difícil encontrar ultimamente).”

“Excelente blog, com artigos densos e pensados (o que está difícil [de] encontrar ultimamente).”, escreveu Moraes Braga.

Estou muito contente. Alguns dos que ‘conversaram’ com o cão tabagista lembrar-se-ão da minha resposta: “Não temos data para terminar, nem limite para as suas respostas”.

Isto quer dizer que tenho a presunção de manter um blogue, uma revista virtual, vai!,  para amantes da leitura, in stricto sensu.

Portanto, aos ‘conversados’, aos ‘colunistas’, aos ‘comentadores’, aos ‘generosos leitores’, aos ´moita’ e aos ‘fake’, muito obrigado! 

Se os dois primeiros têm a maior responsabilidade – pois produzem o conteúdo, a matéria-prima, e os comentadores aquilatam o conteúdo –, os leitores podem colportar os nossos artigos.

[Aparecido rasga o verbo] Troca de figurinhas

Aparecido Raimundo de Souza

COMECEI A DESCONFIAR de alguma coisa quando minha filha Xumbrega trocou o Luan Santana, por quem era apaixonada, gamada de pedra, pelo ilustre e desconhecido Xinélio Eutanásio.

Para quem tinha todos os CDs, toalhas, sapatos, camisetas, cuecas, calcinhas, lenços, meias, perfumes, revistas, pôsteres, fotos, o primeiro dentinho, além de uma série de outras tralhas do cantor, essa mudança repentina de comportamento, me deixou com a orelha atrás da pulga. Ou seria com a pulga atrás da orelha? Esses jargões antigos me fascinam, ao tempo que me confundem a cabeça.

Tudo começou quando arranjei com um amigo meu, produtor musical e radialista, ingressos para a Xumbrega ir ao show do famoso que aconteceria em nossa cidade. Falei a ela dos bilhetes, com direito a palco, fotos e ida ao camarim. O meu bebê exultou, sapateou de alegria, saltou mais que pipoca em festa de criança abandonada.

Só faltou, a bem da verdade, para meu rebento acreditar no que dizia, pagar uma promessa antiga subindo as escadarias do Convento da Penha, no Rio de Janeiro, de joelhos.  Pois bem. Menos de uma semana para o ídolo fazer a apresentação e Xumbrega nada. Dois dias, e sequer sinais de retorno. Nenhum telefone, nenhuma mensagem via WhatsApp. Com certeza, havia algo novo rolando no pedaço. Resolvi tirar a coisa a limpo, em pratos de puro cristal, uma vez que a Xumbrega não morava comigo.

Liguei ato contínuo para Cadeirôncia, minha ex, e, então, ela me explicou, com muita propriedade, o verdadeiro motivo dessa frieza, desse descaso e indelicadeza em relação ao astro tão querido e amado.
- O negócio dela, agora, Cotovio, é o Xinélio Eutanásio. Antes que me esqueça. Xinélio, com “x”, de chapéu...
- Como disse??!!
- Xinélio com “x” de chapéu...
- Ok. Até aqui morreu Vargas. – Quem é esse xirélio com “x”?
- Xinélio, seu sem audição. XINÉLIO. Ao que tudo me parece, observo que você está precisando urgentemente lavar os “ouvido”. Aqui perto de casa, apesar de ser proibido, tem um farmacêutico, seu Mota, que faz, por baixo dos panos, esse procedimento. Se quiser, venha aqui que te levo até ele. Vai te cobrar só o material. Voltando à nossa criança. Ela não te falou do rapaz?
- Ela não me falou de nada, principalmente desse tal de bruxelio. Quem é afinal, por tudo quanto você acredita ser sagrado, esse bruxélio?  - Ainda por cima, para piorar, com “x”?

O escândalo do silêncio

Roberto de Mattei

Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner
Os quatro cardeais [fotos acima] autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco — que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja — é a razão da publicação do documento.

No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.

Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia“foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim — oh, e quão doloroso é vê-lo! — que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pireneus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.

LDO 2018 deve ser votada antes do recesso parlamentar de julho

Agência Senado

Reunião da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Ao centro, o presidente da comissão, senador Dário Berger. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) divulgou nesta quinta-feira (22) novo calendário para apreciação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018. A intenção dos parlamentares é votar o relatório final sobre a peça orçamentária no dia 13 de julho, poucos dias antes do início do recesso parlamentar, que ocorre anualmente de 18 a 31 de julho. O presidente da CMO é o senador Dário Berger (PMDB-SC).

O novo calendário altera o calendário anterior, divulgado pelo relator da LDO 2018, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), no início da semana e que previa a votação da LDO somente em agosto.

Na terça-feira (27), a partir das 14h, a CMO promove audiência pública para ouvir o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira sobre o projeto da LDO 2018. No mesmo dia, o relator deve apresentar seu relatório preliminar e, após a audiência, a comissão promove reunião para eleger os três vice-presidentes e indicar os relatores setoriais da Lei Orçamentária Anual (LOA), além de analisar correção de erros na lei orçamentária deste ano.

De acordo com o artigo 84 da Resolução 1/2006-CN, o ministro do Planejamento tem de comparecer anualmente ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre a LDO antes da apresentação do relatório preliminar sobre a peça orçamentária. Durante a audiência pública, devem ser abordadas questões como prioridades para o próximo ano; metas para receita e despesa, resultado primário e nominal; montante da dívida pública; critérios para distribuição de recursos e outros.

Policial “suspeito de reagir a assalto”: Três lições para sobreviver na leitura de notícias

Flavio Morgenstern

O G1, portal da Globo, quis dar um passo além e chamar um policial de "suspeito de reagir". Cabem certas lições para quem lê muitas notícias.

Uma notícia de Contagem, MG, sacudiu a internet nos últimos dias. Não graças à notícia, tão banal em um país cuja violência é tão banalizada, até mesmo em relação à própria polícia, mas graças à manchete do G1, o portal da Rede Globo, que escancarou: Sargento da PM é suspeito de reagir a tentativa de assalto e matar ladrão em Contagem, na Grande BH.



A inversão é tão grande que nem foi preciso alertar o leitor. É explícita, não sedutiva. Não disfarça, ou ao menos não consegue disfarçar sua intenção: mesmo se um policial fardado é assaltado, é ele o suspeito, pelo “crime” de reagir, e não quem o assalta.

Mesmo assim, o episódio dá ensejo para que se aprenda três liçõezinhas básicas para sobreviver no reino do vício em notícias da internet.

Lição número 1: “Suspeito”. Todos acostumados a ler notícias já se enfezaram com o vezo pelo termo “suspeito”. Quando não se possui uma certeza sobre a identidade de um criminoso, mas já se tem o seu nome, é costume dizer que a pessoa é “suspeita” de ter cometido um crime. Afinal, dizer que fulano roubou ou matou ou estuprou sem que ele o tenha feito é também um crime (calúnia, art. 138 do Código Penal).

Mas quando se usa suspeito para “tudo”, passa-se de um cuidado necessário para o relativismo absoluto. Até mesmo ao descrever uma cena filmada por câmeras de segurança, se fala: “Os suspeitos foram vistos…”. Ora, nesse caso não há suspeito: só não se sabe o nome de quem certamente cometeu um crime. Justamente tentando amenizar, “suspeito” vira sinônimo de “bandido”. Se tudo é suspeito, tudo é absoluto.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

[2º Encontrão] Quem doou os tantos brindes sorteados

Abaixo, os nomes dos gentilíssimos doadores de brindes (estrelinhas) que abrilhantaram a tarde do 2º Encontrão. Muito Obrigado!

Chris Silveira: Restaurante Combinado Carioca


Marcelo Duarte Lins: Livro “Caso Varig”



Circe Aguiar: Aulas de inglês


 Eduardo Ayub: Livro “Asas da Eternidade”


Guillermo Santandreu: Vinhos selecionados


Jorge Santos e Silvia: Moldura com marcador de livro


Jussara Carniel: Panos de mesa artesanais

(Sem imagem 😢)

Mário de Albuquerque: Livro “BERTA – Os anos dourados da VARIG”


Miriam Loureiro: Aulas de inglês


 Nercy Grabellos: Livro: Poetize – Antologia Poética


O cão que fuma: Livros, vinhos, azeites e outras recordações de Portugal


 Suzana Perssons: Estada em apartamento em Cascais 




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Millennials


Nos EUA, os dados provam que a esmagadora maioria dos adultos nascidos na última década do século XX votou Bernie Sanders.
No Reino Unido, foram também estes os que votaram em Jeremy Corbyn.
Na França foi esta faixa demográfica que votou Mélenchon.
Em Espanha, são os eleitores do Podemos e em Portugal estou em crer que são o grosso do eleitorado do Bloco de Esquerda.

A pergunta é óbvia:
O que leva estes adultos do século XXI a seguir a retórica populista de velhos dinossauros marxistas?

Para uns será o resultado da hegemonia de esquerda na Academia, nos media e na educação, fruto de décadas de longa marcha gramsciana através das instituições.
Para outros será apenas a falta de memória de uma geração para a qual o totalitarismo comunista e as catastróficas implementações do marxismo estão tão longe da experiência, como a tomada de Lisboa aos mouros.

Para outros são as agruras da idade. Costuma dizer-se que quem aos 18 não é de esquerda não tem coração e quem aos 40 é de esquerda, não tem cabeça. Esta geração está no meio e os optimistas acreditam que as inflamações radicais da idade da borbulha irão desinflamando até se dar a transição.
Outros ainda entendem que este regresso ao jurássico das ideias é o resultado do "neoliberalismo", seja lá o que isso for.

O facto é que esta geração dos millennials segue a flauta de Hamelin de velhos marxistas, leninistas, trotskistas e outros istas, num ataque perigoso à democracia liberal e ganha impulso numa crise coletiva de falta de memória histórica. 

Esta gente, ou esqueceu ou nunca chegou a saber que a liberdade requer um esforço contínuo de educação e de atualização. Esta geração distanciou-se do patrimônio moral da democracia liberal e está disposta a acreditar na narrativa totalitária e na catarse revolucionária e redentora.

Desculpa, Pedrógão Grande

Helena Garrido

Portugal está desagregado e desorganizado. Temos dois países, um deles cada vez mais abandonado porque não dá votos, porque há uns que são mais iguais que outros.

Sim temos de pedir desculpa a todos os que morreram, às suas famílias e a todos os que tiveram de sair das suas casas. Em nome de sucessivos governos, em nome de todos os partidos políticos, que se concentram no que dá votos, na propaganda, na comunicação do dia da árvore ou disto ou daquilo. Temos de pedir desculpa, porque temos viabilizado escolhas erradas, temos validado uma hierarquia de valores que desagregou e desorganizou o Portugal. Perdão ainda por estarmos a assistir ao mesmo do costume, corridas legislativas como se apenas com leis se tratasse um problema tão grave como o que temos no país

A tragédia de Pedrógão Grande, o enorme número de vítimas mortais num incêndio, expõe de forma dramática o abandono a que está votado Portugal. Vimos no fogo e nas mortes o fosso entre um país urbano, pendurado nos direitos e desabituado a ter deveres, e um país que vive entregue a si próprio, esquecido. Foi-nos mostrado, de forma terrível, como são ocas são as palavras e os discursos contra a desigualdade. Desigualdade é isto, é um Estado não ser capaz de proteger aldeias de um incêndio.

Quem vive fora das grandes cidades já sabe há muito que há o país de Lisboa e do Porto, onde os políticos falam para quem lhes dá votos, com especial relevo para os funcionários públicos, e concentram-se no politicamente correto. Esperava-se que as autarquias conseguissem preencher essa falha, mas ou não têm competências ou alinham pelo discurso e a ação dos políticos da corte.

É muito difícil encontrar palavras para descrever a revolta com o que se passou. A preocupação com os mais desfavorecidos é de uma enorme hipocrisia, recordando cada vez mais as práticas do Estado Novo. Não se pensa em resolver problemas. Leva-se ao limite do absurdo a estratégia de comunicação, a atuação de acordo com o que é ditado pela pergunta: o que quer a maioria? Querem estradas? Que se façam mil estradas. Querem obras? Que se façam mil obras. Querem rendimento mínimo, aumentos salariais no Estado? Que se dê.