segunda-feira, 29 de maio de 2017

[Para que servem as borboletas?] A caoticidade política...

Valdemar Habitzreuter

O cenário político brasileiro desenrola-se dentro de uma bolha frágil com os últimos acontecimentos envolvendo o presidente Temer em corrupção. Não sabemos quando ou se vai estourar e das implicações daí decorrentes. Temer, pego de calças curtas em mentiras, reluta em abandonar o cargo e quer salvaguardar seus projetos de reformas e vê-los aprovados no Congresso. No entanto, o estrago político-econômico-social causado pelos irmãos Batista foi enorme e as reformas correm sério risco de não serem aprovadas, recolocando o país na estaca zero na recuperação econômica. O único prejudicado será o povo que tem de, mais uma vez, suportar este baque e encarar um futuro imprevisível, talvez negro.

A guerra que se armou em torno do episódio Joesley/Temer foi de dimensão tal que o país novamente parou, sem impulso para seguir adiante em sua recuperação do caos que as administrações anteriores o deixaram, e mesmo com chances de rolá-lo novamente para o fundo do abismo onde se encontrava.

Há, sim, este perigo, por conta de forças conflitantes: o Judiciário açodadamente incriminou o Presidente sem a devida austeridade na análise das delações da JBS: os Batista, criminosos confessos, saíram incólumes e obtiveram salvo-conduto para se refugiarem no exterior; o Presidente, por sua vez, defende-se e se diz inocente da armação de que foi vítima; a oposição faz barulho e obstrui os trabalhos no Parlamento; as ruas foram tomadas pela CUT, MST, PETRALHAS, sem compromisso com a recuperação do país. É uma guerra caótica e o que conta é conservar o caos.

Ademais, pelo outro front, a Lava-jato, que luta por um país renovado e sério, vê-se ameaçada de perder sua força com as investidas sorrateiras de políticos e juízes corruptos com o fito de enfraquecê-la, por mais que digam que ela veio para ficar e combater a corrupção; a aprovação da lei de abuso de poder caminha neste sentido; a nomeação do novo ministro da Justiça Torquato Jardim já sinalizou que pode trocar o diretor da PF; a própria força tarefa da Lava-jato já sinalizou a redução de verbas a ela destinada; e, assim, aos poucos, sem que a sociedade perceba, a Lava-Jato poderá ter o mesmo destino que a “Mãos Limpas” italiana que os políticos de lá conseguiram desmontar em prol de seus próprios interesses, e logo em seguida sendo empossado como primeiro ministro o corrupto ‘capo’ Berlusconi.

A maioria de nossos tão “dedicados representantes” quer se safar das condenações de seus crimes e permanecer dentro do jogo político corrupto, e um dos maiores interessados para que a Lava-jato vire pizza é o ‘capo-mor’ da corrupção: Lula, de olho na presidência... sua militância e seus aliados não se cansam de armar estratégias para que isto aconteça e gritar por diretas já. Deus nos livre dessa desgraça...
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 29-5-2017

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