quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Estranhas contabilidades

José António Rodrigues Carmo
Uma das razões pelas quais não sou de esquerda, deve-se à desonestidade intelectual que detecto em muitos dos seus prosélitos, uma tendência a tudo torcerem, incluindo a lógica e a razão, aos seus desejos, crenças e objectivos. Nada que me surpreenda… afinal, Gramsci explicou muito bem o que são e para que servem os "intelectuais orgânicos".

Na sequência destas eleições legislativas, um dos espantosos argumentos da nossa esquerda é o de que os "62% dos portugueses rejeitaram a Coligação PAF" e que, portanto, não pode tentar formar governo. (E ei-los como passaram, de repente e porque lhes dá jeito, a estar-se nas tintas para a sacrossanta CRP).

Ora, as eleições não são rejeições. As pessoas não votam para rejeitar, mas sim para eleger.
Apliquemos o delirante argumento ao resto do espectro político-partidário:
92 % dos portugueses rejeitaram a CDU.
90% dos portugueses rejeitaram o BE
68% dos portugueses rejeitaram o PS.

Chega esta redução ao absurdo, para provar a patetice e a desonestidade intelectual?

Vamos à Grécia?

É que, pelo mesmo absurdo, 65% dos gregos rejeitaram o Syriza. E esta, hein?
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 7-10-2015

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