segunda-feira, 16 de maio de 2016

Como efetivar-se presidente

Almir Papalardo
Para felicidade da maioria do povo brasileiro a presidente Dilma foi afastada do governo por um período que poderá durar até 180 dias, quando será concluído definitivamente o seu impeachment. Poderá ser afastada por um período de oito anos, ou retornar cheia de pompas à governança!

Vossa excelência assumiu a presidência por este período, um governo de transição, com possibilidades de estender-se até o ano de 2018. Esta última hipótese, entretanto, dependerá exclusivamente da sua performance à frente da nação, num curto espaço de tempo com a obrigação de recuperar rápida e seguramente o nosso equilíbrio financeiro, levantar a moral da política brasileira e combater eficazmente a corrupção infestada em todos os nossos pilares de sustentação. Enfim, recuperar a confiança perdida do indignado e sofrido povo brasileiro.

Evidencia-se ser uma tarefa muito difícil, gigantesca, ante um curto período de apenas seis meses para recuperar o equilíbrio financeiro de um país semi-destruído, onde vossa excelência não poderá cometer falhas, porque, na última votação do impeachment, foi alcançado o total de 55 votos favoráveis, apenas um voto a mais do necessário para confirmar o impedimento final da presidente. No entanto é fundamental que nenhum senador destes 55 que votaram a favor, mude de opinião, para não correr o risco de comprometer o resultado final da votação anterior. E não se esquecer que os parlamentares aliados de Dilma, que irados não se conformam com a derrota da sua tutora, tudo farão para dificultar e embaraçar o êxito da sua árdua missão de recuperação.

Para agilizar este arriscado resultado, a sua equipe muito bem escolhida, cogita ressuscitar a CPMF, como sabemos, um imposto repudiado pela população e de muitas dificuldades para ser aprovado no Congresso. Se for inevitável a sua implementação, permita-me propor uma sugestão: Que o projeto seja apresentado com um curto período de duração, contendo a data de vigência e principalmente determinando a data para a sua finalização. Esta data de finalização será até mais importante que a data de vigência. A sociedade saberá assim com antecedência o prazo que terá de suportar este novo sacrifício que afetará o seu bolso! Deverá, como é óbvio, ser o mais curto possível para a sua incerta aceitação.

Peço vênia para apresentar uma nova e despretensiosa sugestão, uma verdadeira bomba que estouraria de modo surpreendente no seio da população, dando-lhe a notoriedade necessária para ajudá-lo no cumprimento da difícil missão assumida:

Dado ao preconceito e a discriminação imposta aos velhinhos aposentados que estão tendo a sua aposentadoria destruída, quando quem se aposentou com valores superiores ao salário mínimo está sendo impiedosamente massacrado, se aproximando implacavelmente com os covardes cortes anuais nos seus proventos, para receber somente o piso pago pela Previdência. Isto já vem acontecendo há dezoito anos consecutivos, sem perspectivas de encerramento, porque quando passa pela aprovação do Congresso a finalização desta aberração, os governos petistas fazendo uso de uma caneta assassina, veta todos os projetos que possam alforriar os penalizados, injustiçados e oprimidos aposentados.

Portanto, sem ninguém esperando que os aposentados sejam lembrados, onde existe o conformismo de que os segurados do INSS serão sempre descartados pelo governo, porque não têm qualquer representatividade política, não têm como se defenderem, esta atitude de justiça causaria um impacto positivo, extraordinário, inovador, a favor do novo e sensato presidente! Seria enfim uma sensatez para os aposentados que só recebem chineladas!

Existem mofando nas gavetas da Câmara o Pl 01/07 (percentual único de reajuste para todos os aposentados), e o Pl 4434/08 (recuperação das perdas), que poderiam ser liberados, pelo menos um, para entrar nas pautas de votação. Outra opção positiva para captar o apoio de todos os trabalhadores, é que poderia ser dado em caráter excepcional, um pequeno percentual de reajuste para estes aposentados que já sofreram uma enorme degradação em suas aposentadorias que a reduz abaixo da metade do valor que deveriam estar hoje recebendo. 

Seria uma forma de minimizar a tremenda degradação imposta arbitrariamente nos proventos destes prejudicados cidadãos, que deram durante a vida ativa no mercado, toda a dedicação e empenho, muito contribuindo para a soberania do país. Não se compreende como podem ser jogados na lixeira!

O resultado positivo destas iniciativas superaria a necessidade premente de diminuir os gastos nas contas governamentais, porque seria abençoado por iniciativas tão justas e necessárias, o que tem sido empurrado com a barriga, pela acomodação, incompetência, covardia e falta de arrojo dos últimos presidentes, que desprezaram os velhos aposentados por não receberem mais os cobiçados descontos mensais, sendo ainda obrigado, a contra-gosto, a sustentá-los.
>> Michel Temer surpreenderia o Brasil e o mundo... <<

Título e Texto: Almir Papalardo, 15-5-2016

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