quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 de agosto de 2016

José Manuel
Há dez anos, (2006) sofremos na carne a tragédia do nosso sustento suprimido, tendo logo a seguir a nossa imensa história como cidadãos, roubada, vilipendiada, apagada, com o fechamento prematuro e irresponsável de uma empresa de ponta como a saudosa Varig.

Há uma identidade, um modus operandi, uma similaridade desconcertante nas atitudes desta quadrilha chefiada pelo processo hoje afastado e seu líder ainda solto, com os acontecimentos na Alemanha nazista em 1945.

O dia de hoje, 31 de agosto de 2016, está para nós da Varig e do Aerus como o dia 8 de maio de 1945.
Ambos significam a libertação.

Primeiro, o holocausto sofrido pelos judeus alemães e a perda da própria história e identidade de um povo tão valoroso. Igualmente, nós acreditamos sem saber, assim como os germânicos, em palavras ao vento saídas da boca de medíocres estelionatários e bandidos corroborados pela história, que quase levaram à devastação de um jovem país.

Segundo, a libertação do nosso próprio holocausto, com quase dois mil aposentados mortos, sem que nada pudéssemos fazer para reverter uma tragédia anunciada.

Como no julgamento de Nuremberg, hoje se encerra apenas um dos capítulos desta funesta história.

Devemos, após o término desta mancha negra em nossa história, oferecer a bala ao pseudo líder, mentor intelectual deste ocaso, semelhante à do seu exemplo nazista, para que num gesto de covardia sem querer enfrentar o futuro que se aproxima, assim como o alemão, faça jus aos seus crimes e também história.

Como em Nuremberg, capangas pegos prematuramente já estão sendo julgados e todos a seu tempo irão a tribunal pagar com as sentenças que merecem.

Nada irá ficar impune, pois hoje diferentemente de 1945 temos meios e ferramentas para apurar rapidamente tudo o que ocorreu, não necessitando de um Simon Wiesenthal e décadas para que se fizesse justiça. Hoje será rápido, porque nós somos os caçadores virtuais desta era moderna.

Foi uma luta árdua que o povo deste país enfrentou durante catorze anos, e as cicatrizes certamente permanecerão no futuro.

Mas a luta dos velhos do Aerus, foi mais significante ainda, pois já sem forças para lutar ainda enfrentaram a covardia, com a qual fizeram de tudo para nos sacrificar, nos imolar nos crucificar.

Não conseguiram, apesar das perdas significantes, cicatrizes não temos porque não nos demos o direito de tê-las.

Hoje é um dia de glória para todos os brasileiros, mas especialmente para todos que trabalharam nas saudosas Varig e TransBrasil.

Portanto, parabéns a todos que conseguiram não só vencer, mas mostrar com a sua determinação, que é possível não se submeter jamais.
Título e Texto: José Manuel, sempre, sempre na luta, 31-8-2016

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Um comentário:

  1. JM, muito bom! Comungo com este sentimento, obrigado por lembrar e motivar aos caçadores virtuais. Muito bacana o texto em sua totalidade.
    Abs,
    Heitor Volkart

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