domingo, 24 de março de 2019

Os jovens “mega” consumistas a lutar pelo clima

Cristina Miranda

Os  jovens que desde que o ano letivo iniciou foram amplamente agraciados  com inúmeras  greves de professores, função pública (ainda esta semana tiveram mais duas) e ainda têm falta de docentes a algumas disciplinas, decidiram em nome do clima (cof! cof! cof!) juntar-se à menina Greta que lá na Suécia decidiu lutar pelas mudanças climáticas. Acontece que os meninos que exigem aos pais telemóveis novos, topo de gama, todos os anos, exigem também dos adultos mais ação contra as mudanças climáticas. A sério?

Os jovens  que gazetearam para sair à rua com cartazes pelo clima, são os mesmos que deixam o lixo todo espalhado pelo quarto e pela casa  para a mãe limpar; que não levam o lixo doméstico para o contentor por iniciativa própria; que não apagam as luzes; que tomam duches de vinte minutos e deixam a água a correr enquanto escovam os dentes; que não abdicam de uma quantidade infinita de todo o tipo de produtos poluentes para cabelos e corpo; que compram  roupa nova de marca  todos meses, ao invés de poupar e reciclar;  que não prescindem um minuto do telemóvel, do tablet, do portátil e fazem birra se lhos tirar; que se deslocam de carro, autocarro ou comboio mesmo quando é possível  ir de bicicleta ou a pé; que viajam muito em low cost de… avião;  que fumam e depois deitam beatas no chão; que enchem o McDonald’s onde cada refeição representa uma pilha de produção  de resíduos; que mascam chicletes e os jogam ao chão; que comem  batatas fritas, doritos, barras de chocolates, cheetos e  bolachas, a toda a hora, não se importando com as embalagens de plástico que largam em qualquer lugar público ou enterram na areia das praias;  que deixam um rasto de lixo nos festivais, nos bares ou discotecas; que bebem Coca-Cola, ignorando que só num ano esta  produz três milhões de toneladas de plástico. Enfim...

Ora, a verdadeira  mudança pelo ambiente começa na educação em casa,  no nosso comportamento no dia a dia. Exigir aos outros o que não se pratica é hipocrisia pura.

Greta, a líder, quer mais impostos pelo clima, mas nunca pagou nenhum na vida e rodeada de plástico, no seu conforto de mundo consumista de que não abdica, diz-se preocupada. Não sabe o que é pagar a eletricidade e gás mais caros da Europa por causa do dito clima, o que é pagar os combustíveis mais caros da Europa por causa do dito clima, e olhar depois para o que resta do salário sem saber como vai aguentar o resto do mês. Mas “quer pagar” mais impostos por um mundo “verde” quando isso deveria só por si tornar a vida de cada um mais barata e nunca o contrário.

Foto: Greta Thunberg

Querem ajudar realmente o clima? Em vez de gazeio ESTUDEM, pesquisem, questionem. Deixem de ser formatados pelos grandes interesses para adquirirem uma mente aberta capaz de ver que o clima tem sido mutável desde que o planeta existe e que já passamos por várias eras de arrefecimento e aquecimento ainda o homem não tinha feito a revolução industrial.

Que a farsa começou por chamar-se “arrefecimento global”, depois “aquecimento global” e agora – depois das previsões não se confirmarem – “alterações climáticas” (uma expressão mais generalista) para sustentar uma teoria não científica cujo consenso  “irrefutável de 97,1%”, usado para justificar todas as medidas políticas no Ocidente para combater o aquecimento global, é  na realidade de 0,3% (como se explica com dados concretos aqui) confirmando que  “John Cook – do Instituto de Alterações Globais da Universidade de Queensland na Austrália –  não procurou a veracidade cientifica  no seu artigo mas uma forma de convencer a opinião pública para que aceitem “políticas de mitigação das alterações climáticas”.

Aprenderiam que os vulcões subaquáticos e em terra,  ativos,  se comparados  com a atividade humana, um único vulcão em erupção durante uma semana equivale a dez anos de carros de todo o mundo a expelirem CO2. Que o pulmão que  controla o CO2 e alimenta o planeta de oxigénio, são as algas no oceano e não as florestas.

Saberiam que  nas estufas de plantação de ananás (aqui neste exemplo com cannabis), para provocarem a floração, queimam palha dentro das estufas para gerar CO2. Que o CO2 é essencial à vida das plantas que o consomem para fazer a fotossíntese e não é por acaso que com mais CO2 na atmosfera, o planeta hoje seja mais verde que no passado.

Concluiriam que as “energias verdes” são os atuais “interesses econômicos” que os contribuintes pagam com pesados impostos.  Que com as eólicas, a eletricidade ficou muito, muito mais cara.  No entanto, não se deixaram de construir barragens, o consumo do carvão até aumentou (está no Site Oficial do Ministério Ambiente) e a extração de crude também não vai abrandar apesar dos veículos se tornarem eléctricos. Que haverá mais poluição porque a juntar à extração de crude vai ter a extração de lítio, uma nova necessidade para a indústria de baterias.

Que a frota mercante vai ser aumentada em 50%:  de sessenta mil navios a operar a  frota passará a noventa mil – quando cada porta-contentores de grande porte consome tanto por ano como cinquenta milhões de automóveis e vinte consomem tanto como todos os veículos a circular no mundo .

Que o “problema” das “alterações climáticas” é o negócio mais lucrativo de todos os tempos. As explorações atuais de minérios vão manter-se, e até aumentar, e vão começar outras em grande escala.

Mas tudo isto só se deve ao aumento desenfreado do NOSSO consumo. 

Jovens, se querem realmente lutar pelo planeta, REDUZAM drasticamente o consumo e vivam de forma minimalista só com o necessário reciclando todo o lixo que sobrar, exatamente como o era na minha infância há mais de cinquenta anos,  onde fui criada sem nada, a dar valor a tudo, a poupar e a  estimar o pouco que tinha.

Até lá, não sejam hipócritas.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 24-3-2019

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