quarta-feira, 15 de julho de 2020

É campeão, carago!


No jogo contra o Sporting CP, FC Porto venceu por 2 a 0. Assim, por antecipação, o FC Porto consagra-se Campeão Nacional da época 2019/2020.

Faltam duas rodadas para o final do campeonato (Liga NOS).

O FC Porto com 79 pontos, oito pontos a mais do que o segundo classificado, Benfica, pode até perder os próximos dois jogos!

Vale lembrar, nunca será demais, que o Porto já esteve sete pontos atrás do Benfica.

A ultrapassagem começou em 8 de fevereiro. Eu estava lá!

6 comentários:

  1. Os gols foram marcados por Danilo Pereira aos 64', e Marega aos 91'.

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  2. FC Porto campeão: 'Dragão' recupera sete pontos para vencer campeonato atípico

    O FC Porto recuperou de sete pontos de desvantagem para o Benfica e sagrou-se campeão da atípica I Liga de futebol de 2019/20, marcada pela covid-19, que ditou um interregno de três meses e jogos à porta fechada.

    Os ‘dragões’, que começaram a prova com uma inesperada derrota por 2-1 em casa do recém-promovido Gil Vicente, levaram a melhor nos jogos com o adversário direto na corrida ao título, o Benfica, e foram superiores em momentos decisivos.

    O FC Porto disfarçou o deslize em Barcelos com o triunfo em casa do Benfica (2-0), impondo à equipa da Luz os únicos pontos perdidos na primeira volta, à terceira jornada, a única que acabou com o Sporting, ainda com Bruno Fernandes, na liderança.

    Os portistas chegaram pela primeira vez ao topo da I Liga à oitava jornada, com os mesmos 21 pontos do Benfica (segundo), após um triunfo por 3-0 sobre o então inusitado líder Famalicão, recém-chegado ao principal campeonato após um jejum de 25 anos.

    A liderança do FC Porto foi testada e reprovada na ronda seguinte, com um empate a 1-1 em casa do Marítimo, que permitiu ao então campeão Benfica, com um robusto triunfo por 4-0 na recepção ao Portimonense, ascender isolado ao primeiro posto.

    Com o Sporting cedo fora da luta pelo título, Benfica e FC Porto seguiram separados por dois pontos até à 13ª jornada, altura em que novo empate dos ‘dragões’, desta vez em casa do Belenenses SAD (1-1), deixou as ‘águias’ com quatro pontos à maior.

    Na 15ª jornada, o FC Porto venceu por 2-1 em casa do Sporting, sentenciando de uma vez por todas as aspirações dos ‘leões’, que caíram para o quarto lugar, a 16 pontos do líder, e reduziram a luta do título a um mano a mano com o Benfica.

    No último jogo da primeira volta, o FC Porto perdeu na recepção ao Sporting de Braga (1-2) e permitiu ao Benfica, que venceu por 2-0 em casa do rival Sporting, alargar a vantagem na liderança para sete pontos e começar a estender a passadeira para o título.

    A formação da Luz estava com um pé nos ‘bis’, mas a chama portista voltou a acender-se com um triunfo obrigatório, por 3-2, na recepção ao Benfica, à 20ª jornada: os ‘dragões’ colocaram-se a quatro pontos, quando podiam ter ficado a 10.

    O jogo no Dragão foi crucial para a reconquista do FC Porto, pelo qual marcaram Sérgio Oliveira, aos 10 minutos, Alex Teles, aos 38 (grande penalidade) e Vlachodimos, aos 44 (própria baliza). Vinícius, aos 18 e 50, fez os golos do Benfica.

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    1. Na jornada seguinte (21ª), o FC Porto venceu em Guimarães (2-1) e tirou partido da segunda derrota consecutiva do comandante Benfica, em casa com o Sporting de Braga (1-0), para reduzir a desvantagem de quatro para apenas um ponto.

      Em 2 de março, para a 23ª jornada, o FC Porto vence o Santa Clara (2-0), nos Açores, e aproveitou novo deslize do Benfica, que empatou em casa com o Moreirense (1-1), para ascender à liderança isolada, com 59 pontos, mais um do que o Benfica.

      O campeonato foi suspenso após a realização da 24ª ronda, devido à pandemia de covid-19, com o FC Porto a liderar com um ponto de vantagem sobre o Benfica, e o seu reatamento só aconteceu em junho, com os jogos à porta fechada.

      O desconfinamento da I Liga foi digno de um filme de suspense. O FC Porto perdeu em casa do Famalicão (2-1), abrindo a hipótese de liderança isolada ao Benfica, que jogou no dia seguinte, mas não foi além de um empate na recepção ao Tondela (0-0).

      O Benfica retomou o topo ‘estatístico’ da I Liga, com os mesmos 60 pontos do FC Porto, devido à diferença entre golos marcados e sofridos, mas com os ‘dragões’ em vantagem na ‘prática’, graças à vantagem do confronto direto.

      Na jornada seguinte (26ª), o FC Porto venceu em casa o Marítimo (1-0) e tirou partido de mais um empate do Benfica, em Portimão (2-2) para reassumir a liderança isolada, com dois pontos de vantagem sobre os ‘encarnados’.

      A intermitente liderança prosseguiu na ronda seguinte (27ª), com o Benfica, que venceu em casa do Rio Ave (1-2), a retomar o tal comando ‘fictício’, com os mesmos 64 pontos do FC Porto, que empatou a 0-0 na casa do lanterna-vermelha Desportivo das Aves.

      A parceria foi desfeita definitivamente na ronda seguinte (28ª), em que o FC Porto regressou à liderança, após a goleada por 4-0 ao Boavista, com três pontos de vantagem sobre o Benfica, que perdeu por 4-3 na recepção ao Santa Clara.

      Na 29ª jornada, o FC Porto (1-0 ao Paços de Ferreira) ficou ainda mais isolado na liderança, com seis pontos de vantagem sobre o Benfica, que voltou a perder – 10 pontos somados em 30 possíveis -, desta feita em casa do Marítimo (2-0).

      A questão tornou-se apenas matemática e os ‘dragões’, com triunfos sobre o Belenenses SAD (5-0), em Tondela (3-1) e face ao Sporting (2-0) já puderam festejar hoje, a duas jornadas do fim, um título que chegou a parecer perdido.
      SAPO Desporto, 15 jul 2020, 23:32

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  3. O campeão voltou! Faltava um ponto, mas houve três. O FC Porto venceu o Sporting por 2-0, com golos de Danilo e Marega, e selou a 29ª conquista do campeonato nacional no formato em vigor desde 1934/35. Desta vez, os melhores ganharam. Somo campeões com mérito e justiça inquestionáveis.

    As circunstâncias em que este título foi alcançado tornam-no um feito épico, bem à imagem de algumas das maiores façanhas da história centenária do FC Porto. Recordemos alguns factos:

    1. 2019/20 está a ser a mais longa temporada de sempre, uma vez que começou a ser preparada a 3 de julho do ano passado, há mais de um ano, e ainda inclui mais três jogos oficiais.

    2. A pandemia da covid 19 não só impôs uma paragem longa e inesperada na competição como implicou transformações importantes no quotidiano da equipa e na vida de todos os seus membros.

    3. A ausência de público nos jogos que se seguiram à retoma do princípio de junho é uma anormalidade com um impacto sério no grupo, como já foi reconhecido em várias ocasiões.

    4. O FC Porto partiu para esta época sem algumas das figuras importantes dos anos anteriores, como Iker Casillas – que ontem esteve no relvado a festejar um título que também é dele –, Éder Militão, Felipe, Herrera e Brahimi.

    5. A derrota na primeira jornada – que, como se confirmou ontem, não passou de um percalço ultrapassado com distinção – fez soar as campainhas de quem nos quis traçar um destino quando a procissão ainda nem tinha saído do adro: o FC Porto nunca tinha sido campeão depois de entrar na liga a perder, pregavam com entusiasmo.

    6. À terceira jornada, no Estádio da Luz, o FC Porto ia ser goleado, ia ficar a seis pontos da liderança e com o campeonato ainda mais perdido. Lá se safou…

    7. Em janeiro, a derrota com o Braga deixava o primeiro lugar a sete pontos de distância e as faixas alheias já podiam ser encomendadas. O xeque-mate aconteceria no mês seguinte, quando o Benfica sairia do Dragão com dez pontos de vantagem sobre o FC Porto – isto foi anunciado, exatamente assim, numa televisão, por uma mente brilhante que para aí anda. Afinal, saiu tudo ao contrário.

    8. Entretanto, o FC Porto conseguiu mesmo alcançar o primeiro lugar, mas chegou a pandemia, o futebol parou e a vantagem sobre o Benfica era escassa: um ponto, apenas. Inventaram, então, uma nova ficção: no Dragão ninguém queria a retoma do campeonato. O medo era avassalador, diziam eles, e só havia uma hipótese de o FC Porto ser campeão: na secretaria.

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    1. Essa gente esquece-se de uma coisa: nós somos o Porto. Nós temos o melhor presidente da história do futebol. Nós temos um treinador excecional. Nós temos uma grande equipa. Nós temos adeptos únicos. Nós temos uma causa que é muito maior do que qualquer um de nós. Nós damos tudo por ela.

      Na noite em que celebrou o 22º campeonato na qualidade de presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa dedicou a vitória aos adeptos que passam por mais dificuldades e que encontram neste triunfo um motivo raro de alegria: “Fico feliz por saber que o FC Porto ajudou a dar felicidade a pessoas que não têm razões para sorrir”.

      O presidente revelou ainda, em primeira mão, o início do texto que vai assinar na próxima edição da Dragões, e que é um belo resumo do que se passou ao longo deste campeonato: “Eu, presidente do FC Porto, acreditei. Tu, Dragão de coração, acreditaste. Ele, Sérgio Conceição, acreditou. Nós, grupo de trabalho, acreditámos. Vós, adeptos e simpatizantes, acreditastes. Eles, cartilheiros, nem querem acreditar”.

      Uma figura maior deste sucesso é, obviamente, Sérgio Conceição. Campeão nacional como treinador pela segunda vez – e sabemos bem o que foi feito para que não fosse tricampeão… –, junta-se ao ilustre grupo dos técnicos do FC Porto que repetiram a façanha de conquistar a mais importante competição nacional. Os outros foram Mihaly Siska, José Maria Pedroto, Artur Jorge, Carlos Alberto Silva, Bobby Robson, António Oliveira, José Mourinho, Jesualdo Ferreira e Vítor Pereira.

      Para o antigo extremo, este título pode ser definido numa palavra: “União”. O campeonato foi “atípico”, mas os jogadores e todos os que os rodearam “acreditaram sempre, mesmo em momentos difíceis” e “nunca deixaram de ser ambiciosos”. Nunca deixaram, não deixam e não deixarão, porque em vista já está um novo objetivo: “O jogo mais importante a partir de agora é o da final da Taça de Portugal”.

      As emoções suscitadas por esta conquista foram partilhadas por vários jogadores, mas há um que merece ser destacado por uma razão especial: aos 37 anos, Pepe foi campeão no FC Porto pela terceira vez, 13 anos depois da segunda. É um registo notável, só por si revelador da ligação forte entre o central e o clube, que passa também por uma simbiose com um espaço concreto: “Todos nos identificamos muito com a região Norte. Nas horas de sacrifício dentro do campo, vamos buscar aquele bocadinho de força a mais para podermos superar as dificuldades”.

      É assim o FC Porto, uma comunidade forte, coesa e ambiciosa, que a partir do Porto e do Norte está aberta ao mundo inteiro, porque as fronteiras de Portugal já há muito deixaram ser um limite à altura da dimensão deste clube. Somos os melhores e estamos de parabéns. Merecemos esta felicidade e até estamos dispostos a partilhá-la com quem a vaticinou impossível: “Binde pá festa!”.

      Dragões Diário, 16-7-2020

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  4. Bom dia, campeões!

    De casa
    O campeão voltou e folgou, mas hoje é dia de regressar ao trabalho no relvado do Olival, palco do início da preparação para a receção ao Moreirense, agendada para a próxima segunda-feira (21h15), no Estádio do Dragão, a contar para a 33.ª jornada da Liga. Esta tarde (15h30), o plantel comandado por Sérgio Conceição realiza o primeiro treino com o foco no último jogo em casa da longa, difícil e inesquecível época de 2019/20. Afinal de contas, ainda há três jogos e uma Taça de Portugal para ganhar.

    O triunfo sobre o Sporting permitiu a Sérgio Conceição igualar um registo que só José Mourinho tinha conseguido no FC Porto em 2002/03: quatro clássicos no campeonato, quatro vitórias. O 29.º título de campeão nacional foi conquistado na noite em que Sérgio Conceição chegou aos 100 jogos no campeonato como treinador do FC Porto: 80 vitórias, 12 empates e 8 derrotas depois, que portista não olha para ele como um de nós? A forma como festejou com os adeptos à saída do Dragão é arrepiante e emocionante.

    Dragões Diário, 17-7-2020

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