domingo, 23 de agosto de 2020

[Pernoitar, comer e beber fora] Siri da Barra: ‘Farewell’

Surpreendentemente vazio, quer dizer, sem clientes, quando adentramos o restaurante… eram umas 20h15… vai ver que é cedo… e assim  permaneceu, vazio, até à nossa saída.

Claro, sentamos e nos trouxeram os cardápios, mas a gente sabia o que queria: arroz de frutos do mar para EG e eu, e linguado para VG.

Ok, tá bem, pedimos três casquinhas de siri de entrada. Muito boas! 😊

A dose do risoto para duas pessoas daria, com certeza, para três pessoas, quiçá para quatro esbeltas pessoas. 😉


VG elogiou o linguado com arroz de brócolis, que pelo aspecto pareceu corresponder ao seu elogio.


Quanto ao risoto, deprimente, como o ambiente do restaurante. Não poderíamos esperar melhor de um restaurante sem clientes (desde quando? há quantas horas?).

É isso! Muito arroz, meio algemado, não tão solto quanto se esperaria. Os camarões deveriam estar envergonhados, pois não eram tantos assim e de tão envergonhados esconderam o sabor.

E ainda fomos pressionados a encerrar a conta, sabe? por causa do vírus e etc…
Era, mais ou menos, 21h30.

Saímos do restaurante, olhei para trás e me lembrei dos quadros de Edward Hopper…

Gente, para quem teve o privilégio de andar, à noite, por Nova Iorque na década de 70…


Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade.

Hopper se referia à solidão humana que, muitas vezes, era esquecida, temporariamente, pelo papo com o vizinho a três bancos de distância ou com o atendente, quando este era safo. E a maioria deles, que trabalhava a noite toda, era. Conheciam a psicologia humana muito melhor do que assépticos especialistas e comentaristas televisivos!

Mas, neste caso, o do Siri da Barra, a ‘solidão’ veio para ficar, o que deixará trabalhadores, não sei quantos, mais do que solitários, desempregados.

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