domingo, 23 de agosto de 2020

[As danações de Carina] Obsessão pacífica

Carina Bratt


Semana passada, recebi em meu WhatsApp uma mensagem bastante interessante. Se minhas amigas me permitem, farei transcrever ipsis litteris o texto completo por dois motivos distintos:

1) Em face do conteúdo ser bastante edificante e fortalecido, e, depois, em número...
2) para promover uma ressalva, ao autor, tendo em vista que veio como “Desconhecido”.

Procurei nas redes sociais e lá também essa pérola aparece em várias publicações como de autor não encontrado, inclusive no site do “SEU AMIGO GURU”, página considerada séria e interessante, na Internet, para aquelas almas alquebradas que procuram mensagens irrefragáveis e positivistas, certeiras e infalíveis para o seu dia a dia.

Neste site, e, igualmente, em outros mais, os autores não se fazem presentes, o que demonstra que os blogueiros de plantão, não se interessam em procurar pelas origens de quem as postou, sendo mais prático e menos trabalhoso republicar (copiar e colar) como “de autor desconhecido”. Vamos a mensagem: “A cada minuto alguém deixa esse mundo para trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente. Não dá para contar, ou retroagir escapando “para o fim da fila”. Não dá para se afastar da sua ordem necessária, por mais crescente que seja. Nem evitar de passar ou permanecer nela. A fila se tornou o mal necessário. Enquanto esperamos pacientemente a nossa vez, devemos fazer valer cada minuto vivido aqui na Terra. E agradecer ao Senhor do Universo por sermos agraciados com o sopro benfazejo da vida”.

E prossegue: “Em razão disto, tenha um propósito coerente e objetivo. Motive pessoas. Elogie mais seus semelhantes, ou seus próximos e consanguíneos. Critique menos. Faça um ‘ninguém’ se sentir um alguém do seu lado. Cuide para que seus amigos e vizinhos sorriam o mais que puderem. Eleve a diferença, sempre. Cultive o amor. Busque a paz. Edifique a sua trajetória, para aqueles que estiverem a seu lado se sintam amados e úteis. Tenha tempo para você. Invente saídas de emergência para que momentos ruins não sejam eternos. Componha com harmonia afetiva tudo o que tiver de fazer e vá além. Se solte, se desamarre, se despregue. Viva novas experiências. Prove sabores os mais variados. Descubra horizontes escondidos. Não tenha arrependimentos pôr ter tentado além do que devia, por ter valorizado seres humanos mais do que mereciam, ou por ter feito mais ou menos do que se fazia primordial”.

Creia, queridas amigas, tudo está no lugar certo. A mensagem vai além e nos mostra que “As coisas só acontecem quando têm de acontecer. Releve, expurgue, alivie, purifique. Não guarde mágoas. Armazene a sete chaves, em seu dia a dia, apenas os aprendizados propícios e viáveis ao seu cotidiano. Liberte o rancor. Passe ao largo do ódio. Fuja das más companhias. Transborde o amor. Doe o amor. Ame, mesmo quem não mereça. Ame incondicionalmente sem querer receber nada em troca. Ame, pelo simples fato de você vibrar amor e ser amor, sobretudo ser amor. Se ponha como um filho pródigo, que regressou, entretanto, nunca se esqueça: sempre ame a si mesmo antes de qualquer coisa. Não se delapide, não se devore. Não se jogue fora, não se destrua, não se desvirtue das sendas calmas e sossegadas”. 

Vamos mais: “Procure construir caminhos novos, fazendo com que as suas estradas porvindouras sejam menos penosas a seus passos ainda a serem dados. O mais importante de tudo: esteja preparado para partir agora ou daqui a pouco, ou mais tarde ou, quem sabe, amanhã. A magia da fila é você não saber o seu lugar nela. Cuide, pois, para que ao partir para a viagem sem volta, deixe aqui apenas boas lembranças. Suas mãos vão embora vazias. Não dá para levar malas e sacolas, pacotes ou mochilas. Tampouco carteira de identidade ou outro documento que o identifique. Se prepare a cada milésimo de minuto, a cada novo respirar, a cada abrir e fechar de olhos”.

A mensagem termina nos dando uma dica interessante: Vejam. “Se antecipe DIARIAMENTE para levar consigo a honestidade do tempo que ficou aqui. Não deixe de lado a virtude de ter sido uma criatura amada, feliz, realizada, enfim, leve somente aquilo que guardou com carinho e afeição no mais profundo do seu coração’”.

Com relação ao texto, ele foi escrito pelo escritor e jornalista Humberto de Campos [foto], um maranhense nascido aos 25 de outubro de 1886 e falecido em 5 de dezembro de 1934. Viveu, entre nós, exatos 48 anos. Nos deixou uma obra imensa, tanto na esfera física quanto na espiritual. O texto acima está em um de seus mais de 50 livros. Pode ser encontrado em Cartas e Crônicas, psicografado pelo também saudoso Francisco Cândido Xavier. Até domingo que vem. Fiquem na paz!

Título e Texto: Carina Bratt, de Vila Velha, no Espírito Santo, 23-8-2020

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