domingo, 6 de setembro de 2020

Que tal também os jornais portugueses assumirem as suas tendências políticas?

Duarte Calvão

Numa entrevista nesta semana, o novo diretor do ABC (Julián Quirós, na foto) afirma que o jornal pretende “atender e inspirar as amplas camadas liberais e conservadoras da sociedade espanhola”. Mais adiante, sublinha que o jornal não está “subordinado aos partidos”.


Imagino que se a entrevista fosse com um hipotético novo diretor do El País, este diria que iria “atender e inspirar as amplas camadas socialistas e progressistas”.

Sinto falta desta clareza e pluralismo na Comunicação Social portuguesa, onde quase todos os meios têm redações com a mesma mundividência, basicamente de esquerda, que implica as mesmas agendas, as mesmas hierarquizações de temas a desenvolver, as mesmas fontes, a mesma confusão entre o que é seguir uma tendência política e o servir partidos.

Até aqueles meios que, por causa das secções de Opinião, julgamos que são diferentes, mas cuja informação praticamente não se distingue da enfadonha mesmice instalada. (*)

Título e Texto: Duarte Calvão, Corta-fitas, 6-9-2020

(*) Que é o caso do “Observador”.

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