sábado, 7 de novembro de 2026

[Versos de través] Ausência

Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. 
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Carlos Drummond de Andrade

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O silêncio da sabedoria 
Era uma vez um país 
Os Portugueses 
[Versos de través] Ainda que mal 
As sem razões do amor 
Para Sempre 
O Tempo Passa? Não Passa

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