Renato Epifânio
para o António Braz Teixeira, nos seus 90 anos
Era uma vez um país que, De tal modo velho e gasto,
Se tinha esquecido de si
Com quase novecentos anos
Já não sabia quem tinha sido
Quem era e quem ainda será
E que, por isso, também já não reconhecia
Os seus Reis Sábios, aqueles que, aos noventa,
Ainda inovam, ainda navegam, ainda são
Renato Epifânio
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