Registros fotográficos feitos na sexta-feira apontam problemas de conservação no parque histórico; órgãos públicos foram procurados, mas não responderam aos questionamentos
Ana Clara Silva 
Em junho de 2025, o Diário do Rio já havia denunciado a situação do Passeio Público
Um dos espaços históricos mais tradicionais do Rio de Janeiro voltou a chamar atenção pelas condições de conservação. O Passeio Público, localizado no Centro, apresenta relatos de bueiros sem tampas e de um portão que não tranca corretamente, situações que levantam preocupações sobre a segurança dos frequentadores e a preservação do patrimônio público.
Os problemas foram descritos
em uma série de dez registros fotográficos feitos por Fabiano Rocha, da
Agência O Globo, na tarde de sexta-feira (16/10). As legendas das imagens
mencionam tampas de bueiro que teriam sido furtadas, além de dificuldades no
fechamento de um dos acessos ao parque.
Apesar dos relatos, ainda não
há informações sobre quando as tampas desapareceram, quantas estão faltando ou
há quanto tempo o portão apresenta problemas. Também não foi possível confirmar
se as situações foram provocadas por furtos, falta de manutenção ou outros
fatores.
A existência de bueiros
descobertos pode representar risco de quedas e acidentes, enquanto um portão
sem fechamento adequado levanta dúvidas sobre a segurança e o controle de
acesso ao espaço, especialmente fora do horário de funcionamento.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização exata dos pontos mencionados nas fotografias, nem sobre a realização de reparos ou medidas preventivas.
Histórico de problemas de
conservação
A preocupação com as condições
do Passeio Público não é recente. Em junho de 2025, o DIÁRIO DO RIO já
havia noticiado problemas relacionados à conservação do parque. Em agosto do
mesmo ano, o jornal também abordou a retirada preventiva dos jacarés que viviam
no local.
Os novos registros voltam a
colocar em discussão a manutenção do espaço, que integra o patrimônio histórico
e paisagístico da cidade.
Entretanto, não há elementos
suficientes para determinar se os problemas apontados nas fotografias surgiram
recentemente ou se permanecem sem solução há mais tempo.
Prefeitura e órgãos de
segurança não respondem
O DIÁRIO DO RIO procurou
a Secretaria Municipal de Conservação, a Fundação Parques e Jardins
e a Comlurb para solicitar esclarecimentos sobre as condições do Passeio
Público.
Entre os questionamentos
encaminhados estão a quantidade de tampas ausentes, a existência de sinalização
ou isolamento dos pontos afetados, a identificação do portão com problemas e a
previsão de reparos. O jornal também pediu informações sobre vistorias e
medidas de manutenção.
A Guarda Municipal foi
acionada para esclarecer como funciona o patrulhamento do parque, quem responde
pela vigilância fora do horário de funcionamento e se existem registros
recentes de invasões, furtos ou depredações.
Já a Polícia Civil foi
questionada sobre eventuais ocorrências relacionadas ao desaparecimento de
tampas de bueiro e outros equipamentos do Passeio Público, além da existência
de investigações ou recuperação de materiais.
Até a publicação desta
reportagem, nenhum dos órgãos havia respondido às solicitações. O DIÁRIO DO
RIO mantém o espaço aberto para manifestações e atualizará a matéria caso
receba novos esclarecimentos.
Título e Texto: Ana Clara Silva, Diário do Rio, 17-10-2026, 17h44
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