domingo, 18 de outubro de 2026

Bueiros sem tampas e portão que não tranca levantam preocupação com segurança no Passeio Público, no Centro do Rio

Registros fotográficos feitos na sexta-feira apontam problemas de conservação no parque histórico; órgãos públicos foram procurados, mas não responderam aos questionamentos

Ana Clara Silva 

Em junho de 2025, o Diário do Rio já havia denunciado a situação do Passeio Público

Um dos espaços históricos mais tradicionais do Rio de Janeiro voltou a chamar atenção pelas condições de conservação. O Passeio Público, localizado no Centro, apresenta relatos de bueiros sem tampas e de um portão que não tranca corretamente, situações que levantam preocupações sobre a segurança dos frequentadores e a preservação do patrimônio público.

Os problemas foram descritos em uma série de dez registros fotográficos feitos por Fabiano Rocha, da Agência O Globo, na tarde de sexta-feira (16/10). As legendas das imagens mencionam tampas de bueiro que teriam sido furtadas, além de dificuldades no fechamento de um dos acessos ao parque.

Apesar dos relatos, ainda não há informações sobre quando as tampas desapareceram, quantas estão faltando ou há quanto tempo o portão apresenta problemas. Também não foi possível confirmar se as situações foram provocadas por furtos, falta de manutenção ou outros fatores.

A existência de bueiros descobertos pode representar risco de quedas e acidentes, enquanto um portão sem fechamento adequado levanta dúvidas sobre a segurança e o controle de acesso ao espaço, especialmente fora do horário de funcionamento.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização exata dos pontos mencionados nas fotografias, nem sobre a realização de reparos ou medidas preventivas.

Histórico de problemas de conservação

A preocupação com as condições do Passeio Público não é recente. Em junho de 2025, o DIÁRIO DO RIO já havia noticiado problemas relacionados à conservação do parque. Em agosto do mesmo ano, o jornal também abordou a retirada preventiva dos jacarés que viviam no local.

Os novos registros voltam a colocar em discussão a manutenção do espaço, que integra o patrimônio histórico e paisagístico da cidade.

Entretanto, não há elementos suficientes para determinar se os problemas apontados nas fotografias surgiram recentemente ou se permanecem sem solução há mais tempo. 

Prefeitura e órgãos de segurança não respondem

O DIÁRIO DO RIO procurou a Secretaria Municipal de Conservação, a Fundação Parques e Jardins e a Comlurb para solicitar esclarecimentos sobre as condições do Passeio Público.

Entre os questionamentos encaminhados estão a quantidade de tampas ausentes, a existência de sinalização ou isolamento dos pontos afetados, a identificação do portão com problemas e a previsão de reparos. O jornal também pediu informações sobre vistorias e medidas de manutenção.

A Guarda Municipal foi acionada para esclarecer como funciona o patrulhamento do parque, quem responde pela vigilância fora do horário de funcionamento e se existem registros recentes de invasões, furtos ou depredações.

Já a Polícia Civil foi questionada sobre eventuais ocorrências relacionadas ao desaparecimento de tampas de bueiro e outros equipamentos do Passeio Público, além da existência de investigações ou recuperação de materiais.

Até a publicação desta reportagem, nenhum dos órgãos havia respondido às solicitações. O DIÁRIO DO RIO mantém o espaço aberto para manifestações e atualizará a matéria caso receba novos esclarecimentos.

Título e Texto: Ana Clara Silva, Diário do Rio, 17-10-2026, 17h44 

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