terça-feira, 13 de outubro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Segue, firme e forte, essa eterna e imorredoura “Casa da mãe Joana”

Aparecido Raimundo de Souza

SE ALGUÉM SE DESSE ao árduo e dificultoso trabalho de fazer um ensaio político sobre o Brasil (perdão, sobre o brazzzzzzil, grafado assim mesmo), teria farto material não só para estudo e dissertação, como descobriria que a nossa boa terrinha não é séria, e não é séria e confiável faz bom tempo. Por aqui, tudo vive jogado as moscas, as traças, aos ratos de esgoto e outros insetos asquerosos e nojentos. Perguntarão os senhores e as senhoras leitoras: baseado em quais motivos fazemos essas referências tão ignominiosas e depreciativas a uma nação que tem, perdão que teria tudo para crescer aos olhos do mundo, deslanchando e se destacando com nobreza e notoriedade entre as outras potências existentes? Antes de respondermos, vamos deixar aclarado o que venha ser um país? 

Um país, para ser rotulado como tal, é como simploriamente chamaríamos de uma “casa”, onde habita uma família, com parentes, agregados e, eventualmente, visitas ou hóspedes. Para que ela funcione a contento, existem conceitos elementares de organização, regras e, sobretudo, autoridade, sem os quais a convivência entre seus pares, se torna difícil, capenga, truncada e, dependendo de certas situações, indigestamente fastidiosa e insuportável. Todos sabem (ou deveriam cultivar esse entendimento) que tudo nela é de todos, se resguardando, obviamente, os objetos de uso pessoal, entre os quais as simples escovas de dentes, por exemplo e logicamente as roupas caracterizadas como íntimas. Furtar um objeto ou danificá-lo, de caso pensado, e despropositado, e não tendo sentido prático pela consequência do gasto, a não ser que o autor seja uma ovelha desgarrada ou um desequilibrado mental, certamente tal avaria não passaria despercebida e prontamente se veria reprimida pelos demais.

Como situar uma casa que, ao invés de uma família, fosse habitada por delinquentes, que rebentam os fios que guarnecem as lâmpadas de todos os cômodos, quebram os pratos, queimam as cortinas com cigarros, e cospem no chão? Tem mais itens: picham as paredes, xingam e agridem as visitas, perturbam os vizinhos, mijam e defecam fora do vaso sanitário, sem falar, mas já o fazendo, no descuido em não puxar a cordinha da descarga, promovendo um entupimento estapafúrdico no infeliz do “cagador”, que muitas vezes, em face desses esquecimentos, ficaria sem saber onde enfiar o nariz. Não existe nada mais infame, os senhores devem saber que uma bacia de privada com o cheirador congestionadamente atravancado ou embatumado por fezes de péssimos odores.

Como se não bastasse, caem na gargalhada. Esses outros problemas contidos no breviário da insensatez social e pública, desenham o nosso dia-a-dia, de modo que ele se torne insuportável. Caos ou anarquia, na verdade, não define nem menciona corretamente a situação em que está enchiqueirado até o pescoço, o nosso país. Teríamos um nome meio fora de esquadro, (mas acertadíssimo) para definirmos esse quadro lúgubre em que está mergulhado o nosso desgastado país. E que nome seria esse? Esculhambação. Esculhambação, por seu turno, se traduz ao pé da letra, como a mesmíssima figura esguia da depravação infeccionada. Dito de forma mais ampla, seria o mesmo que desmoralizar, perverter, prostituir, contaminar, infectar, ulcerar ou escangalhar.

Todas essas palavrinhas lindas, nos levam a uma única desembocadura. O chulo ululante. O termo é ignóbil, ou seja, (fede a um punhado de coisas apodrecidas), e esse cheiro, em linhas gerais, é aterrador, lancinante e para variar, açambarca o monumental teatro maquiavélico dos políticos, dos vagabundos, dos safardanas, enfim, de figuras grotescas que deveriam estar engaiolados nos confins da Santíssima Nossa Senhora da Papuda. Em paralelo, igualmente, entre tapas e beijos, temos uma outra pocilga, esta conhecida como “a casa brazzzzzzil”, e essa casa vai assim, dia após dia, carregando velhos e novos pecados institucionais, como se tudo fosse uma putaria normal dentro do anormal. Sustentado pela sociedade, uma sociedade, por sua vez, podre, catingosa e repletada de bunicos enfedorentados, se faz por conta, falecida, cega e manquitola.

Malgrado além de todos esses quadros cheios de adjetivos (por sinal lindos e maviosos), tudo o que é considerado bom e útil, vai ficando para trás, se perdendo nas malhas do “deus-dará” O Estado, por seu turno, ou o que restou dele, é um enorme cagalhão e como tal, caminha indiferente, transita o desgraçado à margem de uma realidade que assola o país como um punhado de cânceres incuráveis, aliás, é bom que se diga, um mal sem cura pior que o outro. Por conta dessas moléstias irremovíveis e insanáveis, o imoral se engrandece, vai aos trancos e barrancos perneteando nos ouvidos, nas vistas e nas pernas, mas vai com tudo.  A coisa segue em frente, se esbalda bela e formosa, auspiciosa e fagueira. A pratica do “privilégio”, então, que bem sabemos tem origem cultural bastante definida, e já está e vem incorporada a burocracia, e é seguida à risca nas benesses dos direitos legais, normalmente amorais, o que fragiliza ainda mais as atrocidades que conhecemos e aceitamos como “instituições”. Aliás, todas elas rotuladas de juridicamente legalizadas.  

Com isso, e por isso, o brazzzzzzzil de espasmos de moralização é o mesmo das iniciativas políticas que mudam como o vento e que nunca chegam ao fim. Lembram do “Fome Zero”, por exemplo, um lampejo de Lula Mula Cula Fula Inácio da Silva? Ele se embaralhou na inconsistência organizacional para solução imediata e sobretudo, em controle da kikikikikik natalidade. Bem sabemos, atacar a miséria humana com comida sempre foi um suculento prato eleitoral.  E os trouxas que se dignam a votar, gostam de comê-lo enquanto ainda estão sendo preparados. E cá entre nós, essa pouca vergonha continuará sendo, e seguirá avante, indefinidamente, até que apareça um presidente macho, peitudo e que não se venda por trinta moedas ao banco mais famoso do país, o Master. 

Entre as reformas políticas, tivemos a da Previdência (lembram dela??)  mais famosa que a Tributária, sem tirar nem pôr, cada uma delas até hoje, ocupa as mentes dos poderes pelo alto interesse corporativo. Todos que estão no Poder, todos, bem ainda os larápios e cachaceiros, os vigaristas de sindicato e carteirinha, os sem lei, sem Deus, e o sem noção, que pretendem mamar as nossas custas, a desejam ardentemente, desde que, vejam bem, desde que... e (nunca se esqueçam disso), desde que se respeite os privilégios, todos eles, e agora, pasmem, senhores e senhores, entra em cena a expectativa do direito (esquerdo) adquirido.

E, assim, entre bordoadas e safanões, beliscões e rasteiras, os brasileiros imbecilizados e medíocres, os aparvalhados e os estonteados, os cegos dos ouvidos e os surdos dos olhos, vão se valendo da proverbial esperteza para ninguém sair prejudicado. Isso jamais! E, assim, a disposição dos congressistas, outra velha figura conhecida do povaréu brasileiro e sem respingos de amanhã os congressistas vão se valer da incomensurável esperteza e galhardia para ninguém da “panelinha”, melhor dito, da “cúpula da panelinha” indubitavelmente para ninguém sair prejudicado. Isso jamais!

E a prole dos descamisados, a descendência dos manés e a ascendência de seus trocentos miseráveis, indubitavelmente ficarão arreganhadamente felizes, radiantes e claro, satisfeitíssimos. Enquanto isso, senhores e senhoras, vivam os fins dos tempos do escangalhado brazzzzzzzil sem trancas, travas e porteiras escancaradas as bicharadas que advirão com os resultados das UR’i’NAS do segundo turno. Vamos todos mijar. O mijo é uma espécie de voto igualado ao sufrágio UNIVERSAL, ou seja, o poder de mijar ou urinar, é a base da “demoniocracia” representativa de todos os cidadãos brasileiros.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, ES, 13-10-2026 

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