segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Sobre os motins e outras coisas


João José Brandão Ferreira

Introdução

“Quanto mais liberdades nos derem, mais nós havemos de exigir. Devemos obrigar o governo às cedências que rebaixam e às violências que revoltam”.

Brito Camacho (Republicano empedernido)1 

Hoje vamos abordar três questões:

– O que se passa na Europa com enfoque na França;
– A Autoridade do Estado;
– O que se passa em Portugal agora, cujo último leitmotiv é a questão das rendas de casa. 

É demais para um só escrito pelo que vou ter de abreviar e muito. 

***** 

“Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam, no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção”.
António de Oliveira Salazar, 7-1-1949

1º -  O que se passa na Europa é apenas mais um episódio da queda do Império Romano do Ocidente, versão União Europeia (UE) século XXI.

Resume-se em duas frases: excesso de “camas fofas e banhos quentes”; meteram os bárbaros dentro da cidade; naturalmente que estes vão tomar conta dela.

A Europa está podre. E está podre sobretudo de valores. E agora vai ficar mais pobre; as contas desequilibraram-se, pudera, a única coisa que sabem fazer é enviar dinheiro para cima dos problemas, o que ilude a coisa mas não remove causa alguma.

A UE, por este andar, vai implodir e mais cedo do que tarde (fica para outra vez). Vamos passar por tumultos avantajados. Parece que é cíclico.

O que se passa em França é apenas mais um pico de guerra política e social: a questão das escolas é apenas uma desculpa. Aliás, a miudagem até aos 18 anos devia estar inibida e proibida, de se manifestar, pois apenas atinge a maioridade (por convenção) aos 18 anos. Até lá, são em boa linguagem portuguesa, uns fedelhos. Eu também já fui um fedelho e sei muito bem o que é isso.

Ora um fedelho o que tem a fazer até à maioridade, isto é, em atingir a idade adulta e estar apto (alguns jamais estarão…) a influir na sociedade o que tem que fazer é aprender. Aprender a ser educado e aprender a ser instruído de modo a ganhar asas, a ser um ser independente e útil à sociedade, onde nasceu ou está inserido (e todos, mesmo os que herdaram meios de subsistência que lhes permite não trabalhar, deviam ser obrigados a ter um ofício, pois o ócio é o pai e a mãe de todos os vícios).

Tem de saber esperar e observar, e quando não o sabe fazer ou não quer, tem que ser posto na “ordem”. A ordem liberta mais do que oprime.

Ora a França nunca mais atinou depois da malfadada Revolução Francesa tão incensada por muitos, talvez porque nunca lhes passou pela cabeça o que foi sofrê-la e suas consequências. E, até hoje tem sido um fartote. Hoje está com um déficit orçamental de mais de 5%, e uma dívida enorme; está a caminho da bancarrota.

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