João José Brandão Ferreira
Introdução
“Quanto mais liberdades nos
derem, mais nós havemos de exigir. Devemos obrigar o governo às cedências que
rebaixam e às violências que revoltam”.
Brito Camacho
(Republicano empedernido)1
Hoje vamos abordar três
questões:
– O que se passa na Europa com
enfoque na França;
– A Autoridade do Estado;
– O que se passa em Portugal agora, cujo último leitmotiv é a questão
das rendas de casa.
É demais para um só escrito pelo que vou ter de abreviar e muito.
*****
1º - O que se passa na Europa é apenas mais um
episódio da queda do Império Romano do Ocidente, versão União Europeia (UE)
século XXI.
Resume-se em duas frases:
excesso de “camas fofas e banhos quentes”; meteram os bárbaros dentro da
cidade; naturalmente que estes vão tomar conta dela.
A Europa está podre. E está
podre sobretudo de valores. E agora vai ficar mais pobre; as contas
desequilibraram-se, pudera, a única coisa que sabem fazer é enviar dinheiro
para cima dos problemas, o que ilude a coisa mas não remove causa alguma.
A UE, por este andar, vai
implodir e mais cedo do que tarde (fica para outra vez). Vamos passar por
tumultos avantajados. Parece que é cíclico.
O que se passa em França é apenas mais um pico de guerra política e social: a questão das escolas é apenas uma desculpa. Aliás, a miudagem até aos 18 anos devia estar inibida e proibida, de se manifestar, pois apenas atinge a maioridade (por convenção) aos 18 anos. Até lá, são em boa linguagem portuguesa, uns fedelhos. Eu também já fui um fedelho e sei muito bem o que é isso.
Ora um fedelho o que tem a fazer até à maioridade, isto é, em atingir a idade
adulta e estar apto (alguns jamais estarão…) a influir na sociedade o que tem
que fazer é aprender. Aprender a ser educado e aprender a ser instruído de modo
a ganhar asas, a ser um ser independente e útil à sociedade, onde nasceu ou
está inserido (e todos, mesmo os que herdaram meios de subsistência que lhes
permite não trabalhar, deviam ser obrigados a ter um ofício, pois o ócio é o
pai e a mãe de todos os vícios).
Tem de saber esperar e
observar, e quando não o sabe fazer ou não quer, tem que ser posto na “ordem”.
A ordem liberta mais do que oprime.
Ora a França nunca mais atinou
depois da malfadada Revolução Francesa tão incensada por muitos, talvez porque
nunca lhes passou pela cabeça o que foi sofrê-la e suas consequências. E, até
hoje tem sido um fartote. Hoje está com um déficit orçamental de mais de 5%, e
uma dívida enorme; está a caminho da bancarrota.
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