sexta-feira, 16 de outubro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Falta muito pouco para o verdadeiro “grito de liberdade” ecoar. Só depende de nós

Aparecido Raimundo de Souza

“O nosso berro carece estrugir e barulhar”
Guy de Maupassant

ESTAMOS PRÓXIMOS, do SEGUNDO TURNO. Para nós, brasileiros, será agora ou nunca. Necessário se faz, por conta disso, que descubramos neste país de trambiqueiros e larápios, picaretas e enganadores, o verdadeiro sentido do que é, ou melhor dito, o que significa democracia. Falo aqui, senhoras e senhores, daquela democracia plena, proficiente, rígida, austera, ampla, legalizada com respingos da justiça social. Invocamos, outrossim, aquela democracia séria, sem arranhões ou máculas, a conspícua e digna, a considerada perfeita e acima das intrujices sedutoras e libertada das mazelas e desdouros em todos os sentidos, bem ainda invocamos a democracia extensiva e ampla, a sem artimanhas e para todos que aqui vivemos. Que ela seja única, que tenha um só rosto e que nos veja de maneira clara e perceptiva. Este segundo turno que está em nossos calcanhares, é a oportunidade única de se legar às nossas gerações futuras um país limpo, um chão sem nódoas, ou manchas, sem entraves, sem patranhas e engodos, sem melopeias e falsidades, ou todos seremos contaminados, pela Creutzfeldt-jakob, uma chaga cuja alteração patológica se faz priônica, descambando logo em seguida para uma fase em que os entendidos em medicina cognominaram de neurodegenerativa de progressão rápida.

Não esqueçam, senhoras e senhores, estamos perto, próximos demais de nos livrarmos de uma afecção maligna, de uma anomalia criadora de metáteses cada vez mais imbatíveis e coladas nos moldes de perecermos sem cura. Estamos próximos, mesmo caminho, de mergulharmos na era de uma nação verdadeiramente democrática e ética. Sobretudo, ética. Nunca se esqueçam que enquanto houver cavalo, São Jorge não andará a pé. Não só São Jorge, qualquer outro enxerido a iluminado que goste e aprecie esses animais, ou os quadrúpedes, notadamente os arrogantes presunçosos e metidos a divindades celestiais vestidos com terninhos de grifes e sapatos importados que mamam as nossas custas sem distinção de credo ou raça. Por conta disso, até onde sabemos, uma enorme, ou melhor, uma grandiosa e infindável parte dessa população de sofridos, não quer ser mais igualada as famílias dos mamíferos quadrúpedes e ungulados equídeos. Todos almejam passar a cavaleiros. A famigerada ditadura militar (hoje camuflada com outros nomes e sobrenomes os mais diversificados) nos impôs (ou melhor, nos impõem minuto a minuto o horror sanguinário de suas crueldades lancinantes. E segue, essa calamitosa ditadura nesse tom cada vez de formas mais diferenciadas, ou melhor explicado, de um campo enorme de criaturas vestimentadas e camufladas que talvez nunca ouvimos sequer falar.

Em oposto, senhoras e senhores, temos o mesmo povo de sempre esquecido, ludibriado, sem norte, mercê e à deriva de um enorme mar proceloso, enfrentando a mais cruel das ditaduras existentes, melhor explicado, aquela ditadura camuflada, aquela que a gente sabe que existe, mas ninguém vê, ninguém percebe em seu rosto, faces e fases as mais estrambóticas. Contudo, se liguem, (todas elas afloram com força total. Se fazem abstruídas e irreconhecíveis). Apesar disso, tentem ver, procurem enxergar além das aparências. Tirem as vendas dos olhos, se desfaçam das biroscas, deixem de lado os tapa olhos. Levem em conta que estamos vivendo a margem de uma prisão sem algemas imposta pelo poder econômico, aliás, um câncer maligno e incurável que corrompe e arranca de todos nós a nossa honra, mancha a nossa dignidade e de forma mais que iminente, ou grosso modo, barbaramente falando, estraçalha definitivamente as nossas vísceras. Em face disso, e de todos os quadros malignos que estamos vendo e assistindo pelas tevês, ou ainda, ouvindo pelas estações de rádios, lendo nos jornais e revistas, o Brasil de canto a canto, se não acordarmos agora, se não despertarmos já, nesse momento, acreditem, creiam, estaremos marchando a largos passos para a “destruição total”.

Em decorrência dessa guerra psicológica imposta pelo PT e seus malditos asseclas, somente veremos ou daremos de cara, frontalmente, com uma saída, ou seja, se unicamente pudermos nos divorciar dela pelo voto consciente. Dessa forma, conseguiremos realizar as necessárias (e cá entre nós, as verdadeiras revoluções que todos necessitamos com urgência urgentíssima, ou seja, para o “ontem” de pronto se restabelecer e renascer das cinzas. Se desejarmos, se almejarmos, se quisermos e necessitarmos de um país ético, e de igualdade social impecável para todos (notadamente para os menos desfavorecidos da sorte), toda esta sistemática depende de nós. Evidentemente não basta apenas a nossa vontade de querer, É preciso, se faz mister fazermos acima de qualquer outro sonho nosso, realizarmos agora e sem mais delongas, o irmos para a luta. Carecemos pelejar acirradamente e sem esmorecimento. Nunca se esqueçam, senhoras e senhores, que um país, se faz com seu povo coeso, e sua honra, com a força hercúlea atrelada à vontade e ao discernimento imperecíveis. Precisamos levar em conta, de uma vez por todas, que faz bom tempo esgotamos a nossa cota de incompetência galopante. Se faz mister, para “agora” arrancarmos as vendas, as biroscas e as tendinhas dos olhos.

Se fizemos ouvidos de mercador, seremos “coparticipantes” deste estado largado as traças, aos vermes e aos ratos gordos. Levem em conta, tenham em mente que esgotamos a nossa cota de incompetência bestial. Chega, basta, nada melhor, portanto, que um ponto final definitivo nessa gangue avassaladora que aí está nos comendo pelas beiradas, almoçando e jantando as nossas vidas e, de contrapeso, bebendo a goles enérgicos a vitalidade das nossas almas, sem mencionarmos, mas o fazendo agora, vilipendiando o nosso cotidiano a poder de porradas profundas que não cicatrizam. Entendam senhoras e senhores, somos tão criminosos quanto aqueles que acobertamos. Somos grafados da forma mais clara e sem subterfúgios, como omissos e coniventes. Nunca se olvidem que esse país afundado em enormes lamaçais de detritos e sujidades é de todos nós. O Brasil que ainda conhecemos, pertence a todos nós que gritamos por socorro e fazemos questão de mostrar ao mundo, lá fora, que somos brasileiros. E que temos sangue nas ventas. O Brasil é de todos os brasileiros, não de uma minoria de safardanas e enganadores do povo, de vigaristas que se vendem ao diabo e invocam poderes ocultos para chegarem ao Poder. Repetindo o dito acima: somos tão criminosos e bandoleiros quanto aqueles que acobertamos.

Temos urgência. A coisa precisa ser para ontem. Necessitamos de uma força propulsora e perenal, infinita e duradoura para defendê-lo. Prescindimos de agasalharmos irrestritos, de igual modo, de unhas e dentes, dentes e unhas. Essa é a nossa obrigação, o nosso dever cívico. Salvar, guardar, livrar, tomar, resguardar. A nossa hora é agora. Se faz imprescindível. Temos, senhoras e senhoras, (sendo de propósito repetitivo), o dever cívico de restituir de uma vez para sempre este país das mãos, das garras sujas e enlameadas desses detritos, desses maus brasileiros, dessas figuras corruptas de miseráveis e ladrões. Jamais se esqueçam que se estamos cansados de maus governantes, e por conta, de vermos no poder, lacreias peçonhentas se banqueteando em todos os seguimentos, bem ainda, o mais importante, de uma legião de vândalos, larápios e enganadores impondo ordens e condições, a culpa é nossa, exclusivamente e inteiramente nossa. Em face de tais acontecimentos, todas essas anarquias generalizadas se agigantaram em face de trocarmos os nossos votos por “aparentes favores”, ou pior, por vendermos os nossos direitos avaliando a nossa honra em míseros e parcos tostões. Por tudo o que dissemos acima, cuidado, muito cuidado, senhoras e senhores, se liguem na hora de chegarem as urnas. Lembrem sempre que por detrás de promessas fantasiosas e faraônicas, de sorrisos cobertos por cabeças encimadas por chapeuzinhos pobres, de uma voz (que Deus me perdoe, parece cancerosa), nela está, nela reside a verdadeira cilada, o desditoso chamariz, a enorme charlatanaria, a negra endrômina para onde, se não formos conscientes, empurraremos mais uma vez o país que é nosso, para os quintos do inferno.

Se queremos, de fato, ver o engrandecimento dessa nação largada às moscas varejeiras, e nesse momento entregue aos ratos, as cobras, aos leões e gatunos malandros, as pestes saídas dos cafundós do além, se quisermos, acima de tudo trabalho, respeito e dignidade, comida na mesa, dias melhores, precisamos, no mínimo, saber nos respeitarmos. Senhoras e senhores, não desistam. Tampouco barganhem, menos ainda não mercadejem, não trafiquem, não permutem. Amanhã, os cognominados “barganhadores” e todas as suas variantes, seremos nós. E o mais infame, o mais afrontoso e aviltante: estaremos ao deus dará, sem distinção de raça e credo, ficaremos sem identidade e CPF. Seremos, um zero enorme à esquerda. Vamos deixar que a vergonha passeie em nossa fuça, que ela grude na nossa epiderme, na nossa cara, como a pulga no cachorro e, de uma vez por todas, unidos numa grande corrente, colocaremos essa terrinha ainda não totalmente afundada, nos trilhos da liberdade, nas sendas de um porvindouro mais aconchegante e que nos traga, com as graças do Pai Maior, evidentemente, frutos indeléveis e imorredouros.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, ES, 16-10-2026 

Anteriores:
Segue, firme e forte, essa eterna e imorredoura “Casa da mãe Joana” Vexame
Talvez, lá no distante da curva...
[Aparecido rasga o verbo] Aconteceu na lua de mel
Batendo frontalmente nas bases dos “ladrões do povo” haveriam diferenças gritantes desses “enganadores” para os demais “maquiavélicos” e “safardanas” que enlameiam os eternos carentes de proteção?
Teoria da gaveta

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.

Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-