Aparecido Raimundo de Souza
“O nosso berro carece estrugir e barulhar”Guy de Maupassant
ESTAMOS PRÓXIMOS, do SEGUNDO TURNO. Para nós, brasileiros, será agora ou
nunca. Necessário se faz, por conta disso, que descubramos neste país de
trambiqueiros e larápios, picaretas e enganadores, o verdadeiro sentido do que
é, ou melhor dito, o que significa democracia. Falo aqui, senhoras e senhores,
daquela democracia plena, proficiente, rígida, austera, ampla, legalizada com
respingos da justiça social. Invocamos, outrossim, aquela democracia séria, sem
arranhões ou máculas, a conspícua e digna, a considerada perfeita e acima das
intrujices sedutoras e libertada das mazelas e desdouros em todos os sentidos,
bem ainda invocamos a democracia extensiva e ampla, a sem artimanhas e para
todos que aqui vivemos. Que ela seja única, que tenha um só rosto e que nos
veja de maneira clara e perceptiva. Este segundo turno que está em nossos
calcanhares, é a oportunidade única de se legar às nossas gerações futuras um
país limpo, um chão sem nódoas, ou manchas, sem entraves, sem patranhas e
engodos, sem melopeias e falsidades, ou todos seremos contaminados, pela
Creutzfeldt-jakob, uma chaga cuja alteração patológica se faz priônica,
descambando logo em seguida para uma fase em que os entendidos em medicina
cognominaram de neurodegenerativa de progressão rápida.
Não esqueçam, senhoras e senhores, estamos perto, próximos demais de nos
livrarmos de uma afecção maligna, de uma anomalia criadora de metáteses cada
vez mais imbatíveis e coladas nos moldes de perecermos sem cura. Estamos
próximos, mesmo caminho, de mergulharmos na era de uma nação verdadeiramente
democrática e ética. Sobretudo, ética. Nunca se esqueçam que enquanto houver
cavalo, São Jorge não andará a pé. Não só São Jorge, qualquer outro enxerido a
iluminado que goste e aprecie esses animais, ou os quadrúpedes, notadamente os
arrogantes presunçosos e metidos a divindades celestiais vestidos com terninhos
de grifes e sapatos importados que mamam as nossas custas sem distinção de
credo ou raça. Por conta disso, até onde sabemos, uma enorme, ou melhor, uma
grandiosa e infindável parte dessa população de sofridos, não quer ser mais
igualada as famílias dos mamíferos quadrúpedes e ungulados equídeos. Todos
almejam passar a cavaleiros. A famigerada ditadura militar (hoje camuflada com
outros nomes e sobrenomes os mais diversificados) nos impôs (ou melhor, nos
impõem minuto a minuto o horror sanguinário de suas crueldades lancinantes. E
segue, essa calamitosa ditadura nesse tom cada vez de formas mais
diferenciadas, ou melhor explicado, de um campo enorme de criaturas
vestimentadas e camufladas que talvez nunca ouvimos sequer falar.
Em oposto, senhoras e senhores, temos o mesmo povo de sempre esquecido, ludibriado, sem norte, mercê e à deriva de um enorme mar proceloso, enfrentando a mais cruel das ditaduras existentes, melhor explicado, aquela ditadura camuflada, aquela que a gente sabe que existe, mas ninguém vê, ninguém percebe em seu rosto, faces e fases as mais estrambóticas. Contudo, se liguem, (todas elas afloram com força total. Se fazem abstruídas e irreconhecíveis). Apesar disso, tentem ver, procurem enxergar além das aparências. Tirem as vendas dos olhos, se desfaçam das biroscas, deixem de lado os tapa olhos. Levem em conta que estamos vivendo a margem de uma prisão sem algemas imposta pelo poder econômico, aliás, um câncer maligno e incurável que corrompe e arranca de todos nós a nossa honra, mancha a nossa dignidade e de forma mais que iminente, ou grosso modo, barbaramente falando, estraçalha definitivamente as nossas vísceras. Em face disso, e de todos os quadros malignos que estamos vendo e assistindo pelas tevês, ou ainda, ouvindo pelas estações de rádios, lendo nos jornais e revistas, o Brasil de canto a canto, se não acordarmos agora, se não despertarmos já, nesse momento, acreditem, creiam, estaremos marchando a largos passos para a “destruição total”.
Em decorrência dessa guerra psicológica imposta pelo PT e seus malditos
asseclas, somente veremos ou daremos de cara, frontalmente, com uma saída, ou
seja, se unicamente pudermos nos divorciar dela pelo voto consciente. Dessa
forma, conseguiremos realizar as necessárias (e cá entre nós, as verdadeiras
revoluções que todos necessitamos com urgência urgentíssima, ou seja, para o
“ontem” de pronto se restabelecer e renascer das cinzas. Se desejarmos, se
almejarmos, se quisermos e necessitarmos de um país ético, e de igualdade
social impecável para todos (notadamente para os menos desfavorecidos da
sorte), toda esta sistemática depende de nós. Evidentemente não basta apenas a
nossa vontade de querer, É preciso, se faz mister fazermos acima de qualquer
outro sonho nosso, realizarmos agora e sem mais delongas, o irmos para a luta.
Carecemos pelejar acirradamente e sem esmorecimento. Nunca se esqueçam,
senhoras e senhores, que um país, se faz com seu povo coeso, e sua honra, com a
força hercúlea atrelada à vontade e ao discernimento imperecíveis. Precisamos
levar em conta, de uma vez por todas, que faz bom tempo esgotamos a nossa cota
de incompetência galopante. Se faz mister, para “agora” arrancarmos as vendas,
as biroscas e as tendinhas dos olhos.
Se fizemos ouvidos de mercador, seremos “coparticipantes” deste estado
largado as traças, aos vermes e aos ratos gordos. Levem em conta, tenham em
mente que esgotamos a nossa cota de incompetência bestial. Chega, basta, nada
melhor, portanto, que um ponto final definitivo nessa gangue avassaladora que
aí está nos comendo pelas beiradas, almoçando e jantando as nossas vidas e, de
contrapeso, bebendo a goles enérgicos a vitalidade das nossas almas, sem
mencionarmos, mas o fazendo agora, vilipendiando o nosso cotidiano a poder de
porradas profundas que não cicatrizam. Entendam senhoras e senhores, somos tão
criminosos quanto aqueles que acobertamos. Somos grafados da forma mais clara e
sem subterfúgios, como omissos e coniventes. Nunca se olvidem que esse país
afundado em enormes lamaçais de detritos e sujidades é de todos nós. O Brasil
que ainda conhecemos, pertence a todos nós que gritamos por socorro e fazemos
questão de mostrar ao mundo, lá fora, que somos brasileiros. E que temos sangue
nas ventas. O Brasil é de todos os brasileiros, não de uma minoria de
safardanas e enganadores do povo, de vigaristas que se vendem ao diabo e
invocam poderes ocultos para chegarem ao Poder. Repetindo o dito acima: somos
tão criminosos e bandoleiros quanto aqueles que acobertamos.
Temos urgência. A coisa precisa ser para ontem. Necessitamos de uma força
propulsora e perenal, infinita e duradoura para defendê-lo. Prescindimos de
agasalharmos irrestritos, de igual modo, de unhas e dentes, dentes e unhas.
Essa é a nossa obrigação, o nosso dever cívico. Salvar, guardar, livrar, tomar,
resguardar. A nossa hora é agora. Se faz imprescindível. Temos, senhoras e
senhoras, (sendo de propósito repetitivo), o dever cívico de restituir de uma
vez para sempre este país das mãos, das garras sujas e enlameadas desses
detritos, desses maus brasileiros, dessas figuras corruptas de miseráveis e
ladrões. Jamais se esqueçam que se estamos cansados de maus governantes, e por
conta, de vermos no poder, lacreias peçonhentas se banqueteando em todos os seguimentos,
bem ainda, o mais importante, de uma legião de vândalos, larápios e enganadores
impondo ordens e condições, a culpa é nossa, exclusivamente e inteiramente
nossa. Em face de tais acontecimentos, todas essas anarquias generalizadas se
agigantaram em face de trocarmos os nossos votos por “aparentes favores”, ou
pior, por vendermos os nossos direitos avaliando a nossa honra em míseros e
parcos tostões. Por tudo o que dissemos acima, cuidado, muito cuidado, senhoras
e senhores, se liguem na hora de chegarem as urnas. Lembrem sempre que por
detrás de promessas fantasiosas e faraônicas, de sorrisos cobertos por cabeças
encimadas por chapeuzinhos pobres, de uma voz (que Deus me perdoe, parece
cancerosa), nela está, nela reside a verdadeira cilada, o desditoso chamariz, a
enorme charlatanaria, a negra endrômina para onde, se não formos conscientes,
empurraremos mais uma vez o país que é nosso, para os quintos do inferno.
Se queremos, de fato, ver o engrandecimento dessa nação largada às moscas
varejeiras, e nesse momento entregue aos ratos, as cobras, aos leões e gatunos
malandros, as pestes saídas dos cafundós do além, se quisermos, acima de tudo
trabalho, respeito e dignidade, comida na mesa, dias melhores, precisamos, no
mínimo, saber nos respeitarmos. Senhoras e senhores, não desistam. Tampouco
barganhem, menos ainda não mercadejem, não trafiquem, não permutem. Amanhã, os
cognominados “barganhadores” e todas as suas variantes, seremos nós. E o mais
infame, o mais afrontoso e aviltante: estaremos ao deus dará, sem distinção de
raça e credo, ficaremos sem identidade e CPF. Seremos, um zero enorme à
esquerda. Vamos deixar que a vergonha passeie em nossa fuça, que ela grude na
nossa epiderme, na nossa cara, como a pulga no cachorro e, de uma vez por
todas, unidos numa grande corrente, colocaremos essa terrinha ainda não
totalmente afundada, nos trilhos da liberdade, nas sendas de um porvindouro
mais aconchegante e que nos traga, com as graças do Pai Maior, evidentemente,
frutos indeléveis e imorredouros.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, ES, 16-10-2026
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Talvez, lá no distante da curva...
[Aparecido rasga o verbo] Aconteceu na lua de mel
Batendo frontalmente nas bases dos “ladrões do povo” haveriam diferenças gritantes desses “enganadores” para os demais “maquiavélicos” e “safardanas” que enlameiam os eternos carentes de proteção?
Teoria da gaveta


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