Colaboração: Pierre Pereira
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
“Vocês têm que engolir”
Valmir Azevedo Pereira
“Não cabe aos militares gostar ou não do Amorim”, disse o
ex-presidente em recentes declarações sobre a nomeação do ex - chanceler Celso
Amorim como novo Ministro da Defesa e a reação dos militares.
A declaração soa na base do “vocês têm que engolir”.
De fato, como a polêmica
nomeação, a Comissão da Verdade, o Trem-Bala, o boçal numero de parlamentares
e seus nababescos salários, o PNDH 3, as Reservas Indígenas, as cotas raciais,
as famílias gays, os estapafúrdios gastos governamentais com propaganda, o uso
das autarquias para a promoção do socialismo barato, as bolsas de couro, de
napa, de papelão, dos presidiários, e uma infinidade de outras medidas
costuradas, engendradas e paridas no seio do desgoverno e demais poderes, não
apenas os militares, mas a população, todos, gostem ou não, temos que engolir.
Não se cogita em promover
referendos ou plebiscitos para auscultar a opinião pública. Nestes casos, dá-
lhes Medidas Provisórias, decisões solenes do STF, deliberações espalhafatosas
no Congresso, e o que for decidido será enfiado goela abaixo, e não caberá à
população gostar ou não.
Enquanto engolimos cobras e lagartos, vivam os
sobreviventes que ainda têm forças para reclamar, para se indignar, por que a
maioria não tem.
Ministério da Previdência: Desoneração da Folha de Pagamento
Oswaldo Colombo Filho
Recentes estudos da FIESP
revelam que o "Brasil é o 1º em encargos trabalhistas". A incidência
é de 32,4% sobre os proventos (20% Previdência Social;+8,8% seguro acidentes do
trabalho e salário educação;+FGTS; indenizações trabalhistas; e 'benesses' como
o 13º e abono férias). Foram elencados 34 países nesta comparação e cita que o
"peso médio dos encargos, sobre a mão-de-obra na Europa é de apenas
25%".
Esse posicionamento não é
ocasional da FIESP que e busca lograr no momento em que o governo discute a
possível desoneração da folha de pagamento. A analogia da entidade patronal é
demeritória e tendenciosa ao fundamentar juízo na expressão relativa (%) para
os encargos, definindo assim o que é maior, ou menor dentro da formação de
preços. O valor da mão-de-obra é tido na composição de custos pelos proventos
acrescidos de encargos. A incidência de 25%, em média na Europa sobrevém a
salários extraordinariamente superiores aos nossos; e aqui, os declarados 32,4%
pela FIESP são aplicados a um salário médio de R$ 1.800,00, o que equivale a €
750,00. Este valor mal atinge o mínimo referendado pelos mercados europeus. A
carga horária é outro fator na inferência da questão, e que mais importa -
custo/hora; afinal, aqui no Brasil se trabalha no mínimo 10% a mais e sob
salários/hora reais mais baixos. O referido estudo dá entendimento que o 13º
salário e férias são encargos sociais exclusivos no Brasil. É um acinte, pois
existem de forma legalmente instituídos na quase totalidade das economias
desenvoltas e, e quando não, é comum estarem dentro dos planos de benefícios
concedidos pelas organizações. Nas economias em que não existem; com ênfase aos
demais BRICS, não se convém qualquer analogia sobre a remuneração/encargos da mão-de-obra,
pois esses países estão distantes do alinhamento da OIT. Caso contrário se
convencionará que o melhor balizamento para o custo da mão-de-obra competitiva
seja a escravidão.
Ex-ajudante de Papai Noel e ex-guerrilheiro comandam o Ministério da Defesa
O ex-chanceler Celso Amorim e
o ex-guerrilheiro José Genoino, o primeiro como ministro da Defesa e o segundo
como assessor especial, são exemplos de coragem e patriotismo que servem de
estímulo à tropa. Certamente os militares devem estar muito satisfeitos,
orgulhosos com a missão que têm de defender o país. O Brasil está muito bem em
termo de defesa, assim como está no combate à corrupção (os corruptos estão com
tanto medo da repressão contra eles, que o verbo corromper só se conjuga no passado...).
Quando Evo Morales, também
conhecido como “Evo Petrobale” ou “Evo Cocale”, com seus bem nutridos soldados
de 1,90m de altura, invadiram as instalações da Petrobras na Bolívia e tomaram
no grito a propriedade brasileira, Celso Amorim, então ministro das Relações
Exteriores, disse a Lula que Morales estava no direito dele. Parece que
Lula gostou do que ouviu e nada fez em defesa da estatal brasileira. Como
“prêmio” à “coragem” de “Cocale”, Lula perdoou dívida de 52 milhões de dólares
da Bolívia para com o Brasil e ainda aceitou que o invasor aumentasse o preço
do gás que vende para nós.
Celso Amorim também auxiliou
Lula a ajudar o bispo mulherengo Fernando Lugo a cumprir promessa de campanha
pela Presidência do Paraguai. O bispo Lugo, que não levava a sério as
limitações do sacerdócio e “faturou” umas devotas, engravidando várias delas, elegeu-se
presidente do Paraguai prometendo obrigar o Brasil a pagar o “preço justo” da
energia que o país dele nos “vende”, em decorrência da sociedade que tem na
Hidrelétrica de Itaipu. Lula aceitou a imposição do companheiro guarani e o
Brasil passou a pagar 300% a mais pela energia “comprada” do Paraguai.
O Paraguai é sócio do Brasil
na Hidrelétrica de Itaipu. Como aquele país consome apenas 5% da energia a que
tem direito na sociedade, vendia o restante ao Brasil pelo preço de custo.
Fernando Lugo fez campanha e foi eleito, acusando o nosso país de ser
explorador. Ele teria razão, se não fosse um pequeno detalhe: o
Paraguai não gastou um único centavo com a construção da mega hidrelétrica.
Tudo foi suportado pelo contribuinte brasileiro.
A mudança e as mudanças
Realizando uma mudança
residencial, pude perceber claramente como minha geração foi erroneamente
educada, mal preparada para o mundo atual. Nela sempre ouvimos que nada deveria
ser jogado fora, descartado, pois um dia faria falta, poderíamos precisar exatamente
daquilo.
Principalmente os que tiveram
bastante contato com o meio rural saberão exatamente ao que me refiro. Câmaras
de ar velhas eram guardadas para um dia ser usada como um pedaço de borracha
que amarraria algo ou estancaria um vazamento. Um parafuso ou um prego velho e
enferrujado eram guardados, pois algum dia poderia fazer falta para fixar algo.
Uma tábua de curral quebrada, em outra oportunidade teria suas partes
danificadas cortadas e o restante seria reutilizado.
Foi assim que aprendi e assim
sempre agi, motivo pelo qual não esperava que um de meus filhos agisse de modo
diferente e um dia ter me dito que não guardava nada que não estava usando.
Contou que, principalmente em relação a suas roupas, quando adquiria uma peça
nova sempre descartava outra. Objetos que não estavam sendo usados também nunca
eram guardados.
Apesar de considerá-lo uma
pessoa bastante responsável, trabalhador e excelente pai de meus netos, não
acatava essa sua maneira de ser em virtude da educação que eu e grande parte de
meus contemporâneos recebemos, mas ao mudar de residência pude entender que
estamos errados e ele certo.
Vi sair dos armários, cômodas,
guarda roupas e criados mudos coisas que nem lembrava que possuía, sobrando,
sem nenhuma utilidade atual, roupas que nem se usam mais, ternos de modelos
antigos, calças que não me servem mais porta-retratos sem fotos, revistas
antigas, uma máquina de datilografia e até um visor de slides fotográficos.
Foram tantos os sacos
preenchidos com materiais que determinei fossem jogados no lixo que até me
assustei. Afinal, de que me adiantou guardar tantas coisas para um dia jogar
fora? Imediatamente me lembrei do ensinamento que recebi de meu filho, o
inverso do recebido de meus pais, tios e avós, mas que agora entendia ser o
mais correto.
Passos Coelho vai de férias
Uma pequena reflexão de Verão
Caras amigas e amigos,
O ritmo de tomada de decisões
que nos impusemos, bem como a nossa imperiosa necessidade de cumprir os acordos
a que o País se comprometeu têm vindo a impor uma agenda exigente que eu encaro
como o nosso Grande Desafio como nação e como povo.
Sabemos bem que o nosso ponto
de partida é extremamente débil e que a instabilidade no sistema Financeiro
Europeu e Americano são travões para um percurso já de si cheio de sacrifícios,
tanto na intensidade como no tempo. Esta é a nossa realidade e um dos meus compromissos
com os Portugueses é nunca ocultar a realidade, de forma a que todos
compreendam as razões e os objectivos deste grande esforço colectivo.
Há, evidentemente, um enorme
trabalho pela nossa frente ao qual todos os Portugueses são chamados. Mas também
julgo que restam poucas dúvidas quanto à nova forma de fazer política e de nos
relacionarmos com o universo civil da nossa sociedade: queremos transmitir o
que fazemos e por que o fazemos. Achamos que é de elementar justiça prestar
contas ao País, quando, afinal, estamos a trabalhar e a gerir o dinheiro dos
Portugueses. E queremos que a a Sociedade Portuguesa mude de vida para
encontrar um rumo de prosperidade que nos permita, a nós e aos nossos filhos,
olhar para o futuro com confiança e optimismo. Essa é a razão última deste
enorme esforço, deste nosso desafio.
Não me comprometo com
resultados rápidos nem com sacrifícios suaves. Não seria realista. Mas não
duvido que, passada esta profunda e longa tempestade, teremos um país muito
mais bem preparado para compreender, competir e vencer num mundo que assiste
diariamente a importantes transformações.
Neste Grande Desafio há
valores que não devemos nunca deixar para trás: dar e contar com o apoio das
nossas famílias e dos que nos são próximos, nunca perder de vista a ética e o
valor do compromisso para com a sociedade e, finalmente, ter a clara noção de
que somos um povo de vencedores que nos agigantamos perante as maiores
adversidades. Este é o momento! E constato com orgulho uma reacção nobre, realista
e empenhada da generalidade da nossa sociedade.
Vou agora estar uns dias com a
minha mulher e as minhas filhas para recuperar algum tempo do meu papel
enquanto marido e pai. Vai ser um período mais curto do que seria a nossa
vontade, mas será o possível dentro das actuais circunstâncias. Procurarei
aproveitar intensamente o tempo disponível: afinal é nas situações mais simples
que podemos encontrar os momentos de maior felicidade.
Um abraço forte e continuação
de um bom Verão,
Pedro Passos Coelho, domingo,
07 de agosto, às 18:54, no Facebook
domingo, 7 de agosto de 2011
FC Porto: inicia a temporada vencendo a Supertaça de Portugal
Focinho do cão é a cara do dono
![]() |
| Imagem: retirada daqui |
Uma nova
campanha de adoção de animais na Nova Zelândia é, no mínimo, original. No site
doggelganger.co.nz quem quiser adotar um cão pode encontrar o focinho, entre os
animais disponíveis, que mais se parece com a sua própria cara. Se gostar, é só
ir lá busca-lo. Se não gostar, basta repetir a pequisa.
Título e Texto:
Domingo, Correio da Manhã nº 11.707
Edição: JP
Carioca de Vila Isabel (Tarzan) e o seu emocionante amor pelos animais
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| Tarzan. Captura de tela: JP |
Tarzan no Morro dos Macacos
Morador de Vila Isabel ganha
apelido ao resgatar animais maltratados
Vídeo: Jornal "O Dia"
Colaboração: Janda Mendez
Funcionário da Varig culpa Lula e Dilma pela tragédia que aconteceu com a empresa e com seus empregados.
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| Foto: Paulo Resende |
Vejo sempre a preocupação do
blog da Tribuna em defender classes de trabalhadores que são sempre explorados
pelos governantes, como os trabalhadores da Varig, que após 5 anos e 4 meses
continuam passando pelas piores privações possíveis.
Já são 582 falecidos desde o
dia da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig, no dia 12 de abril de 2006.
Até hoje o STF (Supremo Tribunal Federal) não colocou em julgamento o processo
da defasagem tarifária devida pela União à Varig, que poderia resolver este
terrível problema que assola a todos nós. A companhia aérea ganhou em todas as
instâncias jurídicas por onde este processo passou e só falta o Supremo
colocá-lo em julgamento.
A dor e o sofrimento por que
todos nós passamos são insuportáveis. É desesperador ver em condição de penúria
e miserabilidade tantas pessoas que trabalharam a vida toda para levar o nome
do Brasil e a bandeira brasileira, nas asas da Varig, aos quatro cantos do
mundo.
Há entre nós idosos que só
recebem míseros 102 ou 129 reais de benefícios do Aerus. Pagaram por um longo
período de suas vidas em seus contra-cheques para poderem, quando aposentados,
aproveitarem e terem uma renda digna, e hoje todos nós somos obrigados a
receber merrecas destes benefícios.
Vocês, deste destemido blog,
não liguem para os defensores de Dilma e Lula, porque esta senhora e este
senhor poderiam ter ajudado a Varig lá atrás (em 2006) a sair da enorme crise
em que se encontrava, mas preferiram virar as costas para aquela que foi uma
das maiores empresas aéreas brasileiras, com 79 anos de serviços prestados ao
povo brasileiro e ao país.
Lula e Dilma viraram as costas
para os trabalhadores e respectivos familiares, que hoje passam por enormes
dificuldades.
Espero algum dia poder ajudar
financeiramente este jornal online. Por enquanto, meus R$ 682 de benefícios do
Aerus não me permitem. Qualquer dinheiro faz falta para minha família. Eu
recebia em março de 2006, antes da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig o
valor bruto de R$ 3.475 e hoje só percebo estes míseros R$ 682.
Paguei durante 17 anos um
Fundo de Pensão de Previdência Privada para ter uma aposentadoria digna e hoje,
assim como milhares de trabalhadores da Varig, tenho apenas uma aposentadoria
indigna.
Continuem denunciando todos os
demandos e falcatruas que acontecem no Brasil. Parabéns pela sua coragem e
determinação. Helio Fernandes deve ter orgulho de ter um blog como este.
Foto e Texto: José Paulo de Resende é
comissário aposentado da Varig, Tribuna da Imprensa, 07-08-2011
Título: Tribuna da Imprensa
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sábado, 6 de agosto de 2011
O PDT e a Síndrome de Estocomo
| Leonel Brizola e Lula da Silva, campanha presidencial de 1989, foto: RAR/CV |
Sergio Oliveira
Síndrome de Estocolmo é um
estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de
sequestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se
identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do sequestrador. A síndrome
recebe seu nome em referência ao famoso assalto de Norrmalmstorg do
Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 de Agosto a 28 de
Agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus
captores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e
mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram.
Duas das vítimas se casaram com os sequestradores após o término do processo. O
termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a
polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele
foi então adaptado por muitos psicólogos no mundo todo.
O PDT representa o
trabalhismo, cuja origem é o antigo PTB, criado por Getúlio Vargas, João
Goulart, Leonel Brizola e muitos outros. Já o PT foi criado para destruir o
trabalhismo, tendo Lula sido inflado para ser o anti-Brizola, numa maquinação
de Golbery do Couto e Silva, o mago do regime militar. Lula, em 21 de setembro
de 1977, numa entrevista à revista Isto É: “Não temos compromisso com ninguém,
com esquerda, direita ou centro. Só com a classe trabalhadora. No passado, a
classe trabalhadora foi usada pelo Partido Trabalhista Brasileiro, e farei de
tudo para evitar que seja novamente usada”.
Na Carta de Princípios do PT, de 01.05.1979 em dois parágrafos, que não transcrevo aqui pois o texto ficaria extenso, o trabalhismo era questionado, detonado; na época Brizola ainda não tinha perdido a sigla e estava reorganizando o PTB. O ex-deputado Sinval Boaventura, em entrevista ao Jornal OPÇÃO, de Goiânia,de outubro de 1995, ante a pergunta: É verdadeira a história de uma reunião na casa do então deputado Simões da Cunha, na qual a deputada Ivete Vargas (PTB) teria contado que saíra de um encontro com o general Golbery e este revelou que ia projetar o sindicalista Lula para ser o anti-Brizola?, respondeu: A Ivete Vargas disse que tinha estado com o ministro Golbery, na chácara dele, e que ele dissera que precisava trazer o Brizola para o Brasil porque ele estava se tornando um mito muito forte fora do país. Que era melhor ele voltar e disputar eleição, porque assim perderia o prestígio político.
Fui ao Golbery e ele confirmou a conversa com Ivete. Explicou que sua estratégia era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio da Silva, o Lula, um grande líder metalúrgico de São Paulo como uma liderança inteligente e expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola. Sou testemunha dessa tese do general Golbery.
Na Carta de Princípios do PT, de 01.05.1979 em dois parágrafos, que não transcrevo aqui pois o texto ficaria extenso, o trabalhismo era questionado, detonado; na época Brizola ainda não tinha perdido a sigla e estava reorganizando o PTB. O ex-deputado Sinval Boaventura, em entrevista ao Jornal OPÇÃO, de Goiânia,de outubro de 1995, ante a pergunta: É verdadeira a história de uma reunião na casa do então deputado Simões da Cunha, na qual a deputada Ivete Vargas (PTB) teria contado que saíra de um encontro com o general Golbery e este revelou que ia projetar o sindicalista Lula para ser o anti-Brizola?, respondeu: A Ivete Vargas disse que tinha estado com o ministro Golbery, na chácara dele, e que ele dissera que precisava trazer o Brizola para o Brasil porque ele estava se tornando um mito muito forte fora do país. Que era melhor ele voltar e disputar eleição, porque assim perderia o prestígio político.
Fui ao Golbery e ele confirmou a conversa com Ivete. Explicou que sua estratégia era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio da Silva, o Lula, um grande líder metalúrgico de São Paulo como uma liderança inteligente e expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola. Sou testemunha dessa tese do general Golbery.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Lula 'tremia' diante de Chávez (só diante deste?)
O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe
criticou duramente nesta quinta-feira Luiz Inácio Lula da Silva, após o líder
brasileiro revelar em Bogotá que não confiava no colega colombiano
"Lula hoje nos maltrata, mas no governo fingia ser nosso melhor amigo",
escreveu Uribe em sua conta no Twitter. "Lula criticava Chávez (presidente da Venezuela) quando estava ausente,
mas tremia na sua presença".
Uribe também acusou Lula de ser
"mau perdedor" porque a Colômbia venceu o Brasil na disputa pela
presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e destacou que o
então presidente brasileiro foi "incapaz
de declarar terroristas os narcotraficantes das Farc", em referência à
posição do Brasil diante da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia.
O ex-presidente colombiano
lembrou que "Lula foi incapaz de
extraditar o padre Camilo, terrorista refugiado no Brasil" e que
segundo Bogotá era o representante das Farc no território brasileiro.
Uribe afirmou ainda que o
ex-presidente brasileiro impediu a transmissão pela TV de um debate ocorrido na
Cúpula das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Bariloche (Argentina), sobre o
acordo de cooperação entre Colômbia e Estados Unidos para combater o
narcotráfico.
"Lula hoje confessa sua desconfiança, mas os investidores do Brasil
tiveram toda a confiança".
Ao inaugurar em Bogotá um foro
de investimentos entre Brasil e Colômbia, Lula disse que espera que o
presidente Juan Manuel Santos e a presidente Dilma Rousef "possam fazer muitíssimo mais do que
realizaram o presidente Uribe e eu, porque também tínhamos uma boa relação, mas não confiávamos um no outro".
Copyright © 2011 AFP. Todos os
direitos reservados.
Caríssimo leitor, atente bem para a frase "... mas não confiávamos um no outro", dita por um ex-presidente da República sobre um outro ex-presidente... você, único leitor, em sã consciência, acha que quem a disse tem alguma noção de Estado??
Cocô de cão transformado em ouro
Taiwan vai transformar cocô de cão em ouro
As autoridades de Taichung, cidade a norte de Taipè, em Taiwan, querem acabar com os dejetos de cão na rua e lançaram, no dia 1º, uma campanha original: oferecem saco aos donos de cães para que os entreguem às equipes sanitárias com as fezes canídeas recolhidas. Em troca recebem uma rifa para um sorteio de lingotes de ouro. O primeiro prêmio vale €1.400.
Revista Sábado, nº 379, 4 a 10-08-2011
![]() |
| Imagem: AD |
"Tenho a consciência clara de que o Brasil não vai mais deixar de ser tão cedo o Paraíso dos Patifes..."
Prezados Amigos,
A partir desta data encerro o meu ativismo
político na Internet.
Estou, já fazem onze anos,
tentando sensibilizar um grupo relevante de pessoas para lutar pelo fim da
fraude do Projeto de Abertura Democrática.
Desviei-me muitas vezes de
meus focos pessoais de sobrevivência profissional na esperança de que haveria
no país ainda um número relevante e suficiente de patriotas que se propusessem
a fazer frente ao petismo sórdido que controla o país.
Poucas alegrias foram
consumadas devido a um número reduzido de pessoas tendo em vista a coragem com
que esses têm demonstrado em lutar pelos ideais de uma verdadeira Justiça, da
moralidade, da família, da dignidade, da moralidade, da ética e do patriotismo.
O fiasco dos protestos contra
a corrupção marcados para o dia primeiro de agosto e a firme postura dos
comandos das Forças Armadas em se alinharem com os princípios do petismo –
decálogo de Lênin – demonstram que a saída agora é esperar no casulo de minha
decepção pelo triste fim que aguarda o nosso país.
Tenho consciência clara de que
o Brasil não vai mais deixar de ser tão cedo o Paraíso dos Patifes
desgovernados pelos Covis de Bandidos controlados por Oligarquias e Burguesias
de ladrões, um tempo que deverá ser muito superior ao de minha vida útil.
Se é isso que a maioria da sociedade quer, que assim seja. A bandeira
do nosso país já foi trocada pela bandeira vermelha do PT de estrela única.
Quando deixamos de acreditar
na coragem de uma nação de se rebelar contra a corrupção e a desonestidade que
tomaram conta das relações público-privadas, com uma rendição quase
incondicional sem lutar contra o poder de uma Justiça seletiva e relativista,
temos que olhar não mais para o país, mas para a Aldeia Global e procurar um
lugar em que possamos ter um mínimo de admiração por relações sociais
padronizadas pelos mandamentos de uma Justiça que realmente mereça esse nome.
Dialética da desconstrução
![]() Desconstrução |
Rua Augusta - São Paulo -
Brasil
Foto: Diet Munhoz. Esta foto
foi tirada em 17 de julho de 2011 usando uma Sony DSC-W290.
|
Valfrido M. Chaves
“Desorganizai tudo que existe
de bom no país inimigo. Tentai envolver as mais altas esferas dirigentes, em
empreendimentos criminosos, comprometendo-lhes as posições. Isso feito,
conforme a oportunidade, dai publicidade às suas prevaricações. Entrai, igualmente,
em contato com os indivíduos mais baixos e perigosos. Molestai, por todos os
meios e modos, a ação do governo; promovei discussões e discórdias entre os
cidadãos. Lançai os velhos contra os jovens. Perturbai o abastecimento e o
aprovisionamento das Forças Armadas”.
Mao Tsé Tung
Em tempos de bruxas e
paranóias, da enlutada Noruega aos Ministérios brasileiros onde tardia degola
engatinha, com rabos e ratos se fazendo de desentendidos, pois todo o mundo era
santo desde o Tratado de Tordesilhas, peço vênia ao leitor para indagar-lhe se
conhece alguma República ou país hermano
onde as lições de Mao parecem exemplarmente levadas à prática visando a
dissolução de suas instituições. Os fatos até nos remetem a Spinoza (1927): “À medida que as gerações passam, vão-se
tornando piores. Tempo virá em que se mostrarão tão perversas que passarão a adorar
o poder; o poder será para elas o direito, e a reverência ao bem deixará de
existir. Finalmente, quando nenhum homem se mostrar mais irado perante as más
ações ou não se sentir mais envergonhado na presença do miserável, Zeus também
as destruirá. E, não obstante, mesmo assim alguma coisa deveria ser feita,
ainda que fosse a sublevação dos humildes para derrubar os governantes que os
oprimem”.
Superações
João Bosco Leal
![]() |
| Ray Charles |
Constantemente recebo e-mails
mostrando pessoas com dificuldades físicas enormes e mesmo assim realizam o que
muitos imaginavam ser impossível. Vídeos mostram desenhistas e pintores fazendo
isso com a boca ou os pés, por não possuírem as mãos, tocando piano com os pés
e diversos outros exemplos.
Pessoas amigas e até algumas
desconhecidas tentavam, com esses vídeos, incentivar minha luta com um problema
de locomoção que se estendeu por mais de dois anos e certamente me sentiria
péssimo se não superasse aquelas minhas dificuldades, pois eram muito menores
que os exemplos citados.
Assistindo a vídeos como
esses, ou observando pessoas com as quais nos deparamos durante a vida,
rapidamente percebemos como estamos acostumados a reclamar de tudo, de uma
simples contrariedade ou de qualquer dificuldade, por menor que seja.
Reclamamos por não estarmos
melhor mesmo quando estamos bem, mas nunca nos lembramos de olhar para os
lados, onde notaríamos que sempre existem situações bem mais difíceis que as
nossas sem fazer qualquer tipo de reclamação, mas buscando alternativas para
solucionar seus problemas.
Na infância, com a educação
recebida dos pais ou com influências externas, da escola ou de amigos, será
formada a personalidade daquele que espera ajuda e do que busca soluções.
Apesar de difícil para os pais, melhor educador é aquele que não dá tudo o que
o filho quer, ou mesmo precisa, mas o ensina a buscar.
Logo no início, o filme da
vida de Ray Charles mostra o sofrimento de sua mãe que, quando o filho ficou
cego, não o ajudava em nada, deixando que ele, mesmo com tal dificuldade,
aprendesse a conviver com seu problema.
Dizia que não podia ajudá-lo,
pois certamente iria morrer primeiro e ele sofreria muito se dependesse dos
outros para tudo. O resultado dessa educação foi o que todos conhecem, um dos
maiores sucessos musicais norte-americano de todos os tempos, que cantava e
tocava piano maravilhosamente.
Aerus: um novo passo para a solução

Dirigentes do Sindicato
Nacional dos Aeronautas (SNA) e da Fentac/CUT reuniram-se, nesta quarta-feira
(3/8), com o Ministério Público (MP), em Brasília, para conversar sobre a Ação
Civil Pública que corre na 14ª Vara da Justiça Federal do DF e relatar as
dificuldades dos participantes do Aerus.
O MP se comprometeu em
acelerar a entrega da sua manifestação, para cumprir o prazo de 10 dias
estipulado pelo juiz do processo, Dr. Jamil, sem pedir prorrogação. Assim, a
expectativa é de que a manifestação do MP seja entregue até o dia 12 de agosto.
A ação movida pelo SNA, sob a responsabilidade
do advogado previdenciário Dr. Castagna Maia, visa garantir que a União
integralize o pagamento das pensões e aposentadorias dos participantes do
Aerus. O juiz retorna de férias no dia 15.
O SNA acredita que, com a
manifestação do MP, o processo estará pronto para julgamento, e espera que o
juiz dê prioridade ao caso.
Defasagem tarifária
A direção do SNA também
reuniu-se com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar
celeridade no julgamento da ação de defasagem tarifária movida pela Varig
contra a União. O Aerus é credor prioritário dos recursos advindos desse
processo, e o SNA também aposta nessa alternativa como forma de garantir os
direitos dos beneficiários do fundo. A ação está sob relatoria da ministra
Cármen Lúcia.
"Tanto o encontro no
Ministério Público quanto no STF foram positivos e significam novos passos rumo
a uma solução definitiva para todos os participantes do Aerus. Esperamos que os
próximos andamentos se dêem o mais rápido possível, garantindo justiça a
milhares de pessoas", ressalta a diretora de Assuntos Previdenciários do
SNA, Graziella Baggio.
O SNA também segue na luta
para garantir os direitos dos aposentados do Aeros e dos trabalhadores na ativa
ex-funcionários do grupo Varig.
Título e Texto: A Diretoria (do SNA), 04-08-2011
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Artur Nogueira, no Brasil, procura seus familiares em Portugal
PROCURA-SE
Saudações!
Tenho um grande amigo,
português, que precisa encontrar seus laços familiares em Portugal.
Seu nome é Artur Manuel
Figueiredo Nogueira.
Nascido em Lisboa, em 13 de
julho de 1952.
Veio para o Brasil quando
tinha dez anos e desde então vive aqui.
Filho de Maria da Conceição
Figueiredo e Artur Nogueira.
Seu pai foi representante de
uma empresa que fabricava pneus para a Fórmula UM (F1). (Michelin)
Sua mãe fazia tradução
simultânea para o Governo Português.
Estou tentando ajudá-lo a
encontrar as suas raízes, caso você possa nos ajudar, por favor, envie notícias
para saboia@globo.com ou saboia@adcum.com.br
Meus telefones no Brasil são:
55-21-86015300 e 26208165. Sou presidente de uma associação sem fins lucrativos*, após quarenta anos de trabalho como engenheiro de voo da VARIG com
diversas passagens por Portugal.
Muito agradecido.
Odari Saboia
* ADCUM - Associação de Defesa dos Consumidores
e Usuários de Medicamentos-RJ
Musulmanes crean zonas controladas por ley islámica Sharia en Gran Bretaña
Algunos barrios al este de Londres, donde hasta el 30 % de la población es
musulmana, los representantes del ‘Islam4UK’ están colocando cárteles y
pegatinas en las farolas, que dicen: “Usted está entrando a una zona controlada
por la Sharia – aquí, la ley islámica debe ser observada”
Los mensajes de color amarillo brillante se colocaron también en las
paradas de autobuses. El mensaje informa, que dentro de la “zona Sharia” no se
permite el consumo del alcohol ni casinos. Además el cartel prohíbe música y
conciertos, pornografía o la prostitución, así como el consumo de
estupefacientes.
Anjem Choudary, el líder de ‘Islam4UK’, ha admitido que la responsabilidad
por esta campaña es suya. Según Choudary, su plan es inundar a las comunidades
musulmanas y no musulmanas en el Reino Unido y “poner las semillas para un
emirato islámico a largo plazo”.
En la última semana, decenas de ciudadanos en los distritos londinenses de
Waltham Forest, Tower Hamlets, Newham han sido atacados, provocando temores
entre los residentes locales por no obedecer “las reglas islámicas”.
Choudary también advirtió: “Ahora tenemos cientos, quizá hasta miles de
personas en todo el país dispuestos a salir a patrullar las calles para
nosotros. Hasta 50 mil pegatinas han sido impresas para la distribución.” “Hay
25 zonas en todo el país que el Gobierno ha calificado como áreas en las que el
extremismo violento anti musulmán es un problema. Así que nosotros iremos a
todas estas áreas e implementaremos nuestras propias zonas, controladas por la
Sharia. Esto significa que esta es un área donde la comunidad musulmana no va a
tolerar las drogas, el alcohol, la pornografía, los juegos de azar, la usura, y
también la mezcla libre entre los sexos – ‘los frutos’ de la civilización
occidental”, declaró el líder de ‘Islam4UK’.
Esta última campaña de ‘Islam4UK’ viene sólo meses después una iniciativa
de otro tipo de carteles y pegatinas, que proclamaba que algunos barrios al este
de Londres eran ‘zonas libres de homosexuales’.
Además, una docena de mujeres en partes de estos barrios de Londres se han
quejado con la policía por haber sido amenazadas con violencia e incluso la
muerte por los extremistas islámicos si no llevan velo.
Texto: Minuto Digital
Grécia: da tragédia ao Estado Social
![]() |
| Eurípedes |
Na reconfiguração moderna a tragédia grega (eternizada por Sófocles, Eurípedes e Ésquilo), engendrou-se o cenário
caracterizado pelo clientelismo político
como principal doutrina da
governabilidade (sistema de apoio político em troca de benefícios
materiais), sinecuras, privilégios a grupos profissionais e segmentos econômicos,
burocracia excessiva, impostos e taxas irracionais, transações que privilegiam
grupos estranhos à transação (cobrança de taxas), com uma luta intensa e feroz
sobre a distribuição de benefícios
que os economistas chamam de "rent-seeking" (busca de renda), em que
o papel do Estado aparelhado é o de provedor
de renda para diversos grupos e indivíduos, numa imensa ‘corrente da
felicidade’ ... que como 'tudo que é sólido rompe-se no ar' na profecia
apocalíptica de Karl Marx.
Rivadávia Rosa
JÁ FALEI: A GRÉCIA SÓ PRODUZ
AZEITE E PUNGUISTAS DE TURISTAS... E DO ESTADO.
Conforme recebi assim
reenvio...
Lê-se, por vezes, que os
Gregos, coitadinhos, são um pobre povo periférico que está a sofrer as agruras
de uma crise internacional aumentada
às mãos da pérfida Merkel.
Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser.
Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha.
Contam-se factos inauditos.
Os exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber:
1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantem o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados à sua conservação.
2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte da mãe/pai-funcionário público.
Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos.
Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário público 550 milhoes de euros por ano.
Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser.
Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha.
Contam-se factos inauditos.
Os exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber:
1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantem o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados à sua conservação.
2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte da mãe/pai-funcionário público.
Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos.
Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário público 550 milhoes de euros por ano.
Dissemos não ao desarmamento, diremos não ao SBT!
O Sistema Brasileiro de
Televisão, propriedade de Silvio Santos, que foi salvo da falência graças
aos bons relacionamentos com o governo, veiculará nos próximos dias uma campanha
de apoio ao desarmamento.
Nos últimos meses, o SBT, tem
adotado de forma explícita a ideologia governamental, sem qualquer tentativa de
maquiagem, pelo menos para aqueles que são minimamente esclarecidos. Não
adentraremos nas críticas à ideologia em si, mas a subserviência a ela é
inaceitável.
Novela de apoio aos
guerrilheiros da época do governo militar, “Dilmaboy” sendo entrevistado no
programa da Eliana, Secretária Nacional de Segurança Pública sendo entrevistada
no Ratinho para falar da Campanha de Desarmamento são alguns dos outros
exemplos.
60 milhões de brasileiros
disseram não ao desarmamento em 2005, e agora vamos dizer não ao SBT!
Assistam ao vídeo, negativem
e deixem os seus comentários antes que sejam excluídos.
Para enviar o seu protesto
use também:
Twitter - @SBTOnline
Facebook - http://www.facebook.com/SBTonline
Não há no site local
específico para protestar, sendo assim, usem o seguinte endereço:
Matéria recebida de Jorge Cunha
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Os assaltantes da consciência: duas visões da manipulação das multidões
Mauro Santayana
Muitos cometem o engano de
atribuir a Goebbels a ideia da manipulação das massas pela propaganda política.
Antes que o ministro de Hitler cunhasse expressões fortes, como Deutschland,
erwacht!, Edward Bernays começava a construir a sua excitante teoria sobre
o tema.
Bernays, nascido em Viena, trazia a forte influência de Freud: era seu duplo sobrinho. Sua mãe foi irmã do pai da psicanálise, e seu pai, irmão da mulher do grande cientista. Na realidade, Bernays teve poucas relações pessoais com o tio. Com um ano de idade transferiu-se de Viena para Nova York, acompanhando os seus pais judeus. Depois de ter feito um curso de agronomia, dedicou-se muito cedo a uma profissão que inventou, a de Relações Públicas, expressão que considerava mais apropriada do que “propaganda”.
Combinando os estudos do tio sobre a mente e os estudos de Gustave Le Bon e outros, sobre a psicologia das massas, Bernays desenvolveu a sua teoria sobre a necessidade de manipular as massas, na sociedade industrial que florescia nos Estados Unidos e no mundo. O texto que se segue é ilustrativo de sua conclusão:
“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível, o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas ideias sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar. Este é o resultado lógico de como a nossa “sociedade democrática” é organizada. Vasto número de seres humanos deve cooperar, desta maneira acomodada, se eles têm que conviver em sociedade. Em quase todos os atos de nossa vida diária, seja na esfera política ou nos negócios, em nossa conduta social ou em nosso pensamento ético, somos dominados por um relativamente pequeno número de pessoas. Elas entendem os processos mentais e os modelos das massas. E são essas pessoas que puxam os cordões com os quais controlam a mente pública”.
Bernays entendeu que essa manipulação só é possível mediante os meios de comunicação. Ao abrir a primeira agência de comunicação em Nova York, em 1913 – aos 22 anos – ele tratou de convencer os homens de negócios que o controle do mercado e o prestígio das empresas estavam “nas notícias”, e não nos anúncios. Foi assim que inventou o famoso press release. Coube-lhe também criar “eventos”, que se tornariam notícias. Patrocinou uma parada em Nova York na qual, pela primeira vez, mulheres eram vistas fumando. Contratou dezenas de jovens bonitas, que desfilaram com suas longas piteiras – e abriu o mercado do cigarro para o consumo feminino. Dele também foi a ideia de que, no cinema, o cigarro tivesse, como teve, presença permanente – e criou a “merchandising”. É provável que ele mesmo nunca tenha fumado – morreu aos 103 anos, em 1995.
Bernays, nascido em Viena, trazia a forte influência de Freud: era seu duplo sobrinho. Sua mãe foi irmã do pai da psicanálise, e seu pai, irmão da mulher do grande cientista. Na realidade, Bernays teve poucas relações pessoais com o tio. Com um ano de idade transferiu-se de Viena para Nova York, acompanhando os seus pais judeus. Depois de ter feito um curso de agronomia, dedicou-se muito cedo a uma profissão que inventou, a de Relações Públicas, expressão que considerava mais apropriada do que “propaganda”.
Combinando os estudos do tio sobre a mente e os estudos de Gustave Le Bon e outros, sobre a psicologia das massas, Bernays desenvolveu a sua teoria sobre a necessidade de manipular as massas, na sociedade industrial que florescia nos Estados Unidos e no mundo. O texto que se segue é ilustrativo de sua conclusão:
“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível, o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas ideias sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar. Este é o resultado lógico de como a nossa “sociedade democrática” é organizada. Vasto número de seres humanos deve cooperar, desta maneira acomodada, se eles têm que conviver em sociedade. Em quase todos os atos de nossa vida diária, seja na esfera política ou nos negócios, em nossa conduta social ou em nosso pensamento ético, somos dominados por um relativamente pequeno número de pessoas. Elas entendem os processos mentais e os modelos das massas. E são essas pessoas que puxam os cordões com os quais controlam a mente pública”.
Bernays entendeu que essa manipulação só é possível mediante os meios de comunicação. Ao abrir a primeira agência de comunicação em Nova York, em 1913 – aos 22 anos – ele tratou de convencer os homens de negócios que o controle do mercado e o prestígio das empresas estavam “nas notícias”, e não nos anúncios. Foi assim que inventou o famoso press release. Coube-lhe também criar “eventos”, que se tornariam notícias. Patrocinou uma parada em Nova York na qual, pela primeira vez, mulheres eram vistas fumando. Contratou dezenas de jovens bonitas, que desfilaram com suas longas piteiras – e abriu o mercado do cigarro para o consumo feminino. Dele também foi a ideia de que, no cinema, o cigarro tivesse, como teve, presença permanente – e criou a “merchandising”. É provável que ele mesmo nunca tenha fumado – morreu aos 103 anos, em 1995.
"Ninguém quer nada midiático, presidente Dilma."
Mensagem para a presidente
Dilma
Geraldo Almendra
“Governo não se pautará por
medidas midiáticas no combate à corrupção”.
Presidente Dilma.
Vamos dizer, ou gritar,
como queiram, para a presidente Dilma, que midiática foi sua eleição
patrocinada pelo responsável direto da forma como foi articulada a estrutura
corrupta que foi montada no Ministério dos Transportes e em diversas outras
áreas do poder público que estão, gradualmente, sendo denunciadas.
Obras que não aconteceram,
obras feitas de forma irresponsável, inconsequente e superfaturadas são o que
poder se dizer de mensagens midiáticas para enganar a sociedade nos palanques
de mais um grotesco estelionato eleitoral bancado pelo seu padrinho, que é o
responsável direto, por omissão ou cumplicidade, de todas as dificuldades de
seu governo diante da absurda degeneração encontrada nas relações públicas e
privadas, que estão desviando bilhões dos impostos de quem trabalha mais de
cinco meses por ano para sustentar um poder público marcado pela criminosa
prática do ilícito.
Ninguém quer nada midiático,
presidente Dilma.
Na verdade estamos todos com o
saco cheio de tanta propaganda de governo falando de “bilhões” que não resultam
em benefícios relevantes para a sociedade e somente servem para essa classe
política degenerada tirar proveito e roubar, roubar e roubar, com seus
cúmplices de uma parcela da iniciativa privada tão ou mais sórdidos do que as
gangs da corrupção que infestam o poder público.
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