sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Why the Elites Are Losing Sleep

Direct from Davos, the bubbles and risks that worry top bankers and CEOs
Rana ForooharJan
Who says nothing gets done at the World Economic Forum in Davos, Switzerland? As the weeklong winter fest, which costs tens of thousands of dollars to attend, has grown over the past decade, it has become as much about dealmaking as about brainstorming solutions to the world’s problems. In fact, gray-suited consultants slipping around the Magic Mountain in their city loafers now seem to outnumber genuine thought leaders (to use a very WEF term) by about 2 to 1. Still, the elite haven’t abandoned Davos. This year’s shindig drew several heads of state, the world’s top bankers and a good helping of Fortune 500 CEOs, Nobel laureates and rock-star entrepreneurs (though, for once, no rock stars). Davos remains, as Foreign Policy Group CEO David Rothkopf put it, “the factory in which conventional wisdom is manufactured.” And so it is in that spirit that we offer this year’s best takeaways, factory-direct.

A New Bubble?
We are now in historically uncharted territory in terms of how much central bankers are doing, in lieu of real political action, to try to boost the global economy. They are buying up trillions of dollars’ worth of bonds and buoying world markets in the process. Apart from a few worried Germans, nobody was talking about this last year. Now everyone is fretting about how the Fed, the European Central Bank (until recently), the Bank of Japan and even Chinese authorities have distorted the prices of assets from stocks to bonds to real estate, quite possibly laying the foundation for a market crash or, in the longer term, hyperinflation. “Central bankers can buy time, but they can’t fix the world’s underlying economic problems,” said UBS chairman and former Bundesbank head Axel Weber, who worries that easy money and low interest rates are covering up the fact that most rich countries still need to pay down debt and create a lot more jobs. “We’re buying short-term fixes at the expense of future generations.”

Driblando a lógica cultural

Carlos Lúcio Gontijo 
Não temos esperança, nem a mínima pretensão, de assistirmos ao nosso trabalho literário e poético ser contemplado com algum apoio oficial, uma vez que já caminhamos sozinhos por tempo demasiado longo, para acreditarmos em estender de mãos que nunca nos foi acenado. A política cultural que autoriza o produtor de bem cultural a captar recursos junto às empresas joga a análise do que deve ou não ser editado aos cuidados de quem, legitimamente, convive com o objetivo de buscar projeção para a sua logomarca, o que o conduz a sempre optar pela produção cultural mais comercial ou que tenha a participação de algum nome amparado pelos holofotes da grande mídia.

Ivete Sangalo, Salvador, 11-02-2013. Foto: Wallace Barbosa e Dilson Silva/AgNews
O inconformismo de lideranças do grupo baiano Olodum com a distribuição de verbas públicas no Carnaval de Salvador, marcada por privilégio que conferiu à cantora Ivete Sangalo montante bastante superior à quantia que coube aos demais artistas, sinaliza muito bem a extensão do problema em torno de uma cultura notadamente ainda muito distante de encontrar rumo menos desfavorável ou pelo menos mais promissor.
Harildo Norberto Ferreira, jornalista e poeta dos melhores, filho do maestro Antônio Luiz (Toinzinho) Ferreira, do município mineiro de Santana do Jacaré, esteve em nossa casa, aqui na cidade de Santo Antônio do Monte, com o seu violão bem tocado, que foi apresentado aos amigos Orvile (o Bibi), dono de bela voz; ao Antônio Fernando Gonçalves (o Fernandinho da Fanfarra); e ao Welington, um jovem músico santo-antoniense. Harildo Norberto, que acabou de deixar Brasília e estará prestando serviços à Secretaria de Estado do Trabalho de Minas Gerais, fez questão de elogiar nosso desempenho no âmbito da literatura, salientando a importância de termos uma obra composta de 14 livros (em meados deste ano de 2013, lançaremos mais dois títulos).

Mercados

João César das Neves
Portugal conseguiu há semanas um brilharete nos mercados internacionais com o sucesso de uma colocação de dívida pública a 5 anos a taxas módicas. Entretanto um escândalo em Espanha e eleições em Itália complicaram a situação. Estas afirmações tão estranhas são repetidas a cada passo como se fossem normais. Como é possível acontecimentos tão banais e alheios em países longínquos afectarem-nos desta maneira? Serão os famigerados mercados entidades caprichosas e desmioladas? São as decisões financeiras tomadas de forma tão fútil?
Esta situação ensina duas coisas. Primeiro, os mercados não são doidos ou irresponsáveis. Mas estamos a falar de dívida a entidades políticas por parte de inúmeros investidores estrangeiros. Qualquer pessoa inteligente sabe que está a lidar com devedores volúveis e oportunistas. Ter cautelas e tacto são práticas altamente recomendáveis.
Segundo, os recentes problemas nos outros países latinos não afectaram a credibilidade da França ou Bélgica, mas a nós sim. Portugal está ainda numa posição muito delicada. Nos próximos tempos vão permanecer ansiosos connosco e recuarão a qualquer sinal imprevisto. Isto não é loucura. O erro deles foi confiar em nós tanto tempo.
Título e Texto: João César das Neves, Destak, 13-02-2013

Empresa processa Facebook por botão Curtir


Vinicius Aguiari, de INFO Online
O Facebook está sendo processado pelo grupo holandês Rembrandt Social Media, LP por infringir patentes relacionadas ao uso do botão Curtir.
De acordo com a ação, o botão Curtir foi criado pelo designer holandês Van Der Meer em 1998 e usado pela primeira no diário social Surfbook.
O designer morreu, entretanto, o grupo Rembrandt, dono do Surfbook e de suas patentes, decidiu agora processar o Facebook por infração de propriedade intelectual.
“Nós acreditamos que as patentes do grupo Rembrandt representam uma base importante para as mídias sociais como as conhecemos hoje. Esperamos que o juiz e júri possa chegar à mesma conclusão baseado em nossas provas”, afirmou o advogado da empresa, Tom Melsheimer, em comunicado.
Do outro lado, o Facebook tem o seu próprio criador do botão Curtir. O engenheiro Aaron Sittig  teria criado e implantado o botão em 2009. Ele deixou o Facebook em janeiro deste ano após sua segunda passagem pela empresa.
Sittig e Mark Zuckerberg são próximos. O primeiro foi ao casamento do CEO, realizado em maio de 2012.
O processo foi protocolado em fórum de Virgínia no último dia 5. O Facebook não se pronunciou sobre o assunto.
Título, Imagem e Texto: Vinicius Aguiari, de INFO Online, 13-02-2013

Um fiel conselheiro de Obama para assuntos de antiterrorismo

Um veterano agente da CIA é nomeado para dirigir a maior agência de segurança dos EUA, em Langley, na Virgínia, mas passa a ser um dos assessores em que o presidente mais confia.
Francisco Vianna 

John Brennan, com Obama no Salão Oval, em janeiro último. Foto: Pete Souza/AFP
John Brennan, o principal conselheiro de Barack Obama para assuntos de antiterrorismo, estava com seu chefe no Salão Oval da Casa branca, quando o presidente abriu a correspondência da CIA onde estava o relatório que, pela primeira vez, trazia a localização precisa de Osama Bin Laden, o terrorista mais procurado pelos americanos, que estaria escondido num complexo residencial no Paquistão, próximo à fronteira com o Afeganistão.
Brennan levou meses assessorando Obama numa operação militar com a qual os EUA caçariam Bin Laden, depois de uma década dos ataques de 11 de setembro de 2001, supostamente planejados pelo terrorista saudita.


Na célebre foto (acima) em que o primeiro escalão do governo estadunidense presencia, ao vivo, o desencadear da operação militar que supostamente matou Bin Laden, Brennan aparece por trás da Secretária de Estado e do chefe do Pentágono, circunspecto e tenso, num dos momentos cruciais para a história e a segurança da nação.
Brennan, de 57 anos, que pela segunda vez aspirava a um posto importante no governo democrata, teve a sua nomeação devida ao fato de Obama acreditar que ele era naturalmente o mais indicado e qualificado. Desde a década de 1980, quando entrou para a CIA, como analista, sua proficiência o levou ao cargo de diretor de missão na Arábia Saudita na década de 1990 e chefe de gabinete do ex-diretor da Agência, John Tenet, entre 1999 e 2001, para logo ser promovido a diretor do Centro Nacional Antiterrorista da CIA, entre 2004 e 2005.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Satisfação aos Colaboradores, Leitores e Amigos

Tudo começou na passada quinta-feira. Não havia jeito do aplicativo NetworkedBlogs publicar automaticamente no Facebook as postagens do blogue.
Tentando resolver o problema cheguei ao “domínio” do blogue, isto é, à URL (http://www...). Num determinado momento me apareceu uma pergunta “Quer comprar um domínio próprio?”, respondi afirmativamente e cliquei logo no “caoquefuma”, imaginava estar renovando o domínio/URL http://www.ocaoquefuma.com. Não reparei que era outra URL, sem o “O”. Bom, ai foi uma luta inglória contra a (empresa) Google  – que me empurrava para uma outra empresa, quando foi através da Google que comprei o anterior domínio, portanto não tenho a senha do site parceiro da Google… –, acabei desistindo.
Enquanto isso, constatava a lentidão anormalíssima do computador… tentei desinstalar o upgrade do Windows 8, mas nem a pau, Juvenal! Formatei! (Que também foi uma linda história até conseguir).
Então, estou há dois dias reinstalando programas, arquivos, pastas, reconfigurando… e, às vezes, tenho que parar para ir fazer xixi, passear o meu amigo, comer, dormir…
Finalizando a epopeia, creio que amanhã à tarde já esteja com o computador actualizado. Portanto, com mais e merecido tempo para dedicar ao nosso blogue.
Ah, os links dos relacionados pouco a pouco (vai demorar, é claro) serão actualizados para a URL actual.
Muito obrigado!
Abraços e Beijos de carinho./-

Relacionado:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A morte de João van Dunem, ou o ressuscitar do 27 de Maio...

Alberto de Freitas

João van Dunem era irmão de José van Dunem - morto em consequência do 27 de Maio de 77 - e da Procuradora Francisca van Dunem. Os dois preconizaram uma querela com Pepetela, sobre a sua intervenção no "rescaldo" do golpe.

A discussão tende, ao estilo "Primavera árabe", considerar os apoiantes de Nito Alves/José van Dunem, vítimas inocentes e, os antagonistas algozes. Vivi a situação e sei que vítimas houveram de ambas as partes e que quem perdesse, seria a "vítima"; mas inocentes, não. Nenhuma das partes. À época, a tensão indicava a violência que estava para vir. Não seria mar de rosas para qualquer dos perdedores. Não discutindo a justeza das razões, as consequências seriam semelhantes.

A discussão não pode é alhear-se das circunstâncias. Interessa recuar e assistir a fuzilamentos em praça pública por condenações várias. A insegurança - além da bandidagem e vinganças "políticas" - ia à situação de alto risco, sempre que algum grupo de miúdos decidia içar a bandeira de Angola, numa "base de pioneiros". Os mais distraídos que não pararam o carro e, em posição de sentido aguardaram o fim da "coisa", incluindo o cantarolar do hino, sofriam consequências. Se juntarmos os inflamados discursos de Nito Alves, era um Cocktail explosivo.

Sei que Pepetela, entre outros, foi um "filtro" de bom senso num momento em que as forças mais radicais (militares e segurança de Estado), não queriam perder tempo com "conversas". Não esquecer que, ou se estava a favor ou contra. Não se admitia a equidistância, a neutralidade, ou a indiferença.

O homem e as suas acções têm sempre a ver com as circunstâncias. Ignorar isso, não permite a discussão.
Título e Texto: Alberto de Freitas
PS. Os milhares de elementos da "família" Van-Dunem (com ou sem hifen), não têm nada a ver uns com os outros. À época, aos escravos e trabalhadores forçados, era dado um nome cristão e o apelido do fazendeiro para onde iam trabalhar. Diz-se que os Van Dúnem sem hifen, são "filhos do chefe de posto". A referida (talvez mito) personagem, quando apontava o nome na documentação, por ignorância ou esquecimento, não incluía o dito "tracinho".

O Fim da Varig é tema de série de reportagens na TV (vídeo)

Após quase 7 anos do triste fim da empresa aérea brasileira mais respeitada no mundo, a Viação Aérea Riograndense - Varig, muitos aposentados, pensionistas e ex-trabalhadores da empresa ainda sofrem com a intervenção do Instituto Aerus de Seguridade Social (Aerus) previdência privada que garantia estabilidade financeira destes trabalhadores.Uma das militantes que luta pelo direito dos trabalhadores da antiga Varig é Graziella Baggio, diretora previdenciária do Sindicato dos Aeronautas.


Em entrevista especial ao jornalista Cláudio Magnavita, que gravou uma série de programas sobre o caso Varig, Graziella conta no primeiro o drama dos aposentados e revela pela primeira vez na tv os bastidores das negociações que foram feitas durante o governo Lula para salvar a Varig e que mesmo com muito esforço do então presidente e do ministro José Alencar, não foi aceito pelos curadores da Fundação Rubem Berta.
Magnavita em uma iniciativa inédita, mergulhou nas entranhas do caso Varig e através do bom jornalismo investigativo, vai revelar ao país pela Rede CNT, toda saga desta empresa histórica, desde os momentos de glória até a decadência.


A série de programas com reportagens especiais começou neste domingo dia 10/02, às 19h na Rede CNT, com a entrevista exclusiva de Graziella Baggio e o depoimento de aposentados residentes no Rio. O segundo programa do dia 17 foi gravado na sede do sindicato dos aeroviários de Porto Alegre com outros assuntos polêmicos, inclusive sobre a participação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu e do ex-ministro da Defesa José Viegas na tentativa de liquidar extrajudicialmente a empresa e dividir os seus ativos para duas concorrentes.

O problema chamado Lula

Stephen Kanitz

Eu acho que Lula estava sendo honesto quando dizia que iria ser Palestrante dali para frente, e que assistiria a Copa do Mundo como espectador e não como Presidente no Terceiro Mandato.
Infelizmente, duas coisas aconteceram.
Não se entusiamou com a profissão de Palestrante. Compreensivel. E sente-se muito jovem para ficar escrevendo livros de memórias.
Segundo, o seu câncer lhe trouxe a visão de finitude e a necessidade de que falta agora tempo para fazer tudo o que queria, neste caso para o Brasil.
Foi o mesmo câncer que fez Jobs lançar tudo o que sonhava e fez a Apple dar o salto quântico que deu.
Lula talvez agora pense no terceiro mandato, e por isto mexe os pauzinhos do governo Dilma.
Só que Dilma também tinha um sonho, que não era o bem do Brasil, como todos imaginam.
A agenda dela é a inserção da Mulher, e ela está percebendo que seu governo não está indo bem em termos de Economia, e se continuar assim teme que nenhuma mulher será eleita novamente.
Uma das razões deste fracasso é o Lula, a outra é o José Dirceu.
Nenhum empresário acerta algo com a Dilma, sem conversar antes com o Lula e o José Dirceu, separadamente.
Sabem que sem a benção dos dois o projeto não andará, mesmo sendo aprovado pela Dilma. O Brasil tem 200 orgão aprovadores, reguladores e fiscalizadores, com centenas de indicados pelos dois. A benção dos três, mais governador e prefeito é essencial para qualquer projeto novo no Brasil.
Por isto, este país está totalmente parado em termos de investimentos, apesar do custo de capital baixo, conseguido a duras penas pela Dilma.
São poucos os projetos que agradam Lula, Dirceu, Governador e Prefeito e a Dilma ao mesmo tempo. Aliás, as chances são zero.
Recentemente ela fez um pronunciamento contra o Terceiro Mandato de Lula, que ninguém até agora percebeu.
Ela disse que está procurando Ministros nesta sua próxima reforma Ministerial que estejam dispostos a ficar seis anos. (E não dois.)

Os toques

João Bosco Leal

Apesar da pouca importância que lhes damos, ou que no dia-dia sequer percebamos sua existência, os órgãos sensoriais visão, audição, paladar, olfato e tato, são os responsáveis pela integração social de cada indivíduo do planeta Terra.

Com a visão podemos nos aproximar de lugares muitas vezes distantes, como a lua e as estrelas, evitamos tropeçar nos obstáculos por onde caminhamos, admiramos as belezas da natureza, da pessoa amada e, sem ela, tudo seria mais difícil.

Pela audição, recebida pelo canal corporal por vibrações, somos educados, tomamos conhecimento das notícias e satisfazemos nossas curiosidades culturais ao ouvir, durante toda a vida, respostas aos questionamentos sobre os mais diversos assuntos e coisas que nos fazem rir, chorar ou ficarmos maravilhados, como o choro do recém-nascido, o canto de um pássaro, o vento na folhagem e a água escorrendo da fonte no alto do morro em direção do mar.

Através dos modernos meios de comunicação atualmente existentes, quando utilizada juntamente com a visão é possível nos comunicarmos com pessoas que estão do outro lado do planeta ou mesmo em outro, como a Lua, vendo-as e ouvindo-as ao mesmo tempo, eliminando assim qualquer distância que no passado dificultava a comunicação e a integração entre pessoas, povos e nações.

Com o paladar saboreamos todas as variações entre o doce, o amargo e o ácido, os prazeres que a alimentação nos proporciona e milhões de outros como aqueles sentidos durante um beijo. Pelo olfato é possível perceber todas as variações existentes de cheiros, como o da terra após a chuva, dos perfumes, de coisas frescas ou estragadas e o da pessoa amada.

Mas é o tato nosso maior sensor, tanto que ele é capaz de suprir a maior parte das necessidades das pessoas com deficiências visuais. Com ele sentimos a rigidez ou flacidez dos objetos, sua temperatura, textura, ou experimentar prazeres, como os sentidos quando suavemente tocamos a pele de nosso parceiro.

Milhares de outros prazeres, como cócegas ou arrepios, são todos provenientes de toque físicos, mas com a idade aprendemos a importância de tocar as pessoas – principalmente aquelas que nos são queridas -, de outra maneira, a emocional.

"O cão que fuma" sem o "O"

Gente bonita, desde quinta-feira à noite o compartilhamento automático de posts tem estado com problemas. Tentando achar o porquê e experimentando de tudo o problema se agravou com a renovação automática do registro do nome. Isto é, para acessar o blogue, por favor, utilize por enquanto este endereço:
http://www.caoquefuma.com/
 
Espero que não seja por muito tempo…
Ontem, domingo, passei o dia tentando "consertar". Hoje, já mandei para o google a prova da propriedade do domínio http://www.ocaoquefuma.com
Eu prefiro esse domínio ao "atual" (caoquefuma), por razões óbvias.
Entretanto, decidi ir postando as colaborações recebidas. Se, por enquanto, elas serão acessadas via caoquefuma, o dia chegará em que a normalidade será restabelecida. Não estranhem se os links dos relacionados não levem a lugar nenhum. Eles mantêm o link original que, logo que o domínio seja reatualizado, recuperarão a plena funcionalidade.
Obrigado e desculpem!
Abraços e beijos de carinho./-
JP

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Marinho Pinto e a birrinha. Que ridículo!!

Congresso extraordinário dos advogados foi chumbado, bastonário ameaça demitir-se

O conselho superior da Ordem dos Advogados (OA) chumbou nesta sexta-feira a realização de um congresso extraordinário para discutir a nova lei que regula as ordens profissionais e o bastonário ameaça demitir-se.


O congresso extraordinário estava previsto para Julho e era uma pretensão do bastonário da OA, António Marinho e Pinto, que ameaça abandonar o cargo, caso a lei que regula as ordens profissionais seja aplicada.

Na reunião de hoje, Joana Roque Lino, vogal do conselho geral, presidido por Marinho e Pinto, demitiu-se.

Na votação de hoje não estiveram reunidos os dois terços necessários para a realização do congresso, dado que o conselho geral votou a favor e o conselho superior votou contra.

No dia 1 deste mês, a OA deliberou não apresentar propostas de adaptação do Estatuto da Ordem dos Advogados, como proposto na Lei das Associações Públicas, criticando o Governo por "querer calar as vozes independentes" da sociedade.

"A OA nunca esteve sob a tutela de nenhum governo, nem no tempo de Salazar", criticou o bastonário, Marinho e Pinto em declarações à agência Lusa na ocasião.

"Se os advogados concordarem comigo, vamos enfrentar o Governo e vamos enfrentar o Estado na luta pela nossa independência. Se os advogados não concordarem comigo, demito-me. Jamais serei bastonário de uma Ordem que aceita uma tutela administrativa ou inspectiva ou outra qualquer de um qualquer governo", reagiu.
Subtítulo e Texto: Lusa/Público, 08-02-2013, 18h57

A "casa de alterne"

Alberto de Freitas
Tomara que vençam. Refiro-me ao Congresso das Alternativas, evento onde todos os diferentes são iguais. Refiro-mo às loucuras. Pois os organizadores - desde o jovem Galamba (prova que a loucura não escolhe idade), ao ancião Boaventura Sousa Santos (prova que há loucuras que perduram no tempo) - convidam a juntar-se todas as esquerdas. Todas. O que coloca dúvidas: a ala esquerda da extrema-direita, será esquerda? Ou direita, a ala direita da extrema-esquerda?
São estas confusões que atrasam a revolução e reforçam a crise.
Mas a saída da crise é a promessa-propósito do dito Congresso, alternativo de seu nome. Pois vai discutir a passagem da escassez para a abundância. É tudo uma questão de políticas, dizem eles.


A solução, preconiza o jovem Galamba - garante do futuro alternativo, ao estilo "Twilight Zone": "o euro é uma arma de destruição maciça" -, alega o dito jovem em significado alternativo, pois para ser uma arma que eliminasse em larga escala, deveria ser "massiva". Depreende-se portanto que "massiva" é coisa de direita.
Bem, mas pondo a mão na massa, vamos ao que interessa: fabricar escudos. Fazendo dinheiro, haverá educação gratuita, saúde à borla, reformas em idade decente. Qualquer dúvida neoliberal sobre quem paga, é de imediato desfeita: fazendo mais dinheiro.
Imagino que se referem a dinheiro alternativo. Mais útil que o actual, o dito euro, pois servirá tanto para pagar batatas como para limpar o rabo.
Ao pensamento de direita neoliberal sobre inflação e supermercados com prateleiras vazias, responde-se com a solução: um governo de esquerda. Melhor: com todas as esquerdas. E políticas de controlo de preços. Exemplos? Olha, têm um bem quentinho: a Argentina. Da Europa tínhamos a França mas o raio do Hollande roeu a corda.
Lembrando a frase que a solução não está em salários baixos, pois aparecerá sempre alguém mais barato - ideia força de toda a esquerda - é desmentida pela solução escudo, pois trabalho mais barato será difícil. Porque trabalhadores pagos a papel pintado, é solução que até para os chineses é de difícil aplicação. Mas para a esquerda alternativa, não.
Será escusada qualquer sobressalto de racionalidade económica, pois tal como em orgia romana, vão embriagar-se com as próprias ideias. Será a chusma de artures baptistas da silva, misturados com imbecis keynesianos-graças-a-Deus, mais "pagadores-amanhã" de promessas e artistas da intelectualidade subsidio-dependente.
Quando ganharem - porque vão ganhar - será um espectáculo interessante... visto de fora, que é onde espero estar.
Título e Texto: Alberto de Freitas, 08-02-2013

Relacionados:

PSD sobe na intenção de voto mas PS continua em 1º

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e SIC relativa a fevereiro revela uma ligeira recuperação dos sociais-democratas e uma pequena perda dos socialistas. 

 
O PSD consegue este mês uma recuperação da intenção de voto dos portugueses, crescendo 0,7 por cento para os 27,6 por cento.
Já os socialistas, que há largos meses lideram esta sondagem, sofrem este mês uma ligeira quebra de 0,2 por cento, fixando-se nos 34,1 por cento.
A diferença entre as duas maiores forças políticas nacionais reduz-se assim para 6,5 por cento.
Quanto às restantes forças, apenas a CDU sobe, com CDS e Bloco de Esquerda em perda.
Em relação à popularidade dos políticos e instituições, este mês verifica-se uma recuperação generalizada, com excepção para a Assembleia da República
Título e Texto: Expresso, 08-02-2013

À mesa da mente, “Lírios sem delírios”

Carlos Lúcio Gontijo
Na mesma medida em que se dá a não introdução de autores regionais e locais nas salas de aula do ensino brasileiro, somos sempre surpreendidos por adolescentes e jovens que se espantam quando nos conhecem pessoalmente, uma vez que têm no pensamento a ideia preconcebida de que os poemas e romances publicados são obras de autores mortos. Ou seja, tanto pela distância existente entre os autores e os leitores quanto pelo vício de se trabalhar quase que apenas com escritores e poetas de tempos remotos, os estudantes são levados a imaginar que habitamos uma sociedade de autores mortos, como se não houvesse ninguém mais escrevendo alguma obra de real valor literário nos dias de hoje.
Talvez por nossa condição de poeta e escritor independente, sinônimo de quem produz o seu trabalho literário à própria custa, somos levados a ter preferência e gosto pela leitura de livros desprovidos da chancela de selo editorial ou escritos por autores pouco conhecidos, mas ainda assim não menos importantes e criativos que os grandes figurões, que sozinhos não conseguem preencher todos os espaços do ambiente literário, principalmente em um país como o Brasil, no qual constatamos a existência de muitas cidades sem uma biblioteca sequer.
Ao contrário do que muitos imaginam, podemos encontrar uma literatura bastante rica, bem ilustrada e editada com leveza (e arte gráfica) em grande parte das obras independentes, que mesmo em pequenas tiragens e prejudicadas pela mídia devotada à propagação do chocante, ou de conteúdo demolidor de normas e conceitos relevantes à harmônica convivência social, alcança sucesso cada vez mais solidificado, ainda que desassociado dos padrões de alto índice de venda e fama, fenômenos que têm pouco a ver com o contentamento de sermos bem-sucedidos naquilo que nos dispusemos a realizar.
Nesse exato sentido, a escritora e poetisa Clevane Pessoa pode dar-se por satisfeita, uma vez que sua obra literária, que sempre caminhou sobre a linha de horizonte de luz, se nos apresenta filosófica e poeticamente ensolarada, como se estivesse a nos derramar o seu desejo de materializar a construção de uma sociedade mais democrática e, portanto, menos injusta. 
Cantando idealisticamente o seu contracanto em relação ao atual estado de coisas, a poetisa Clevane Pessoa derrama-nos seus “Lírios sem delírios”, no poema “O sol”: Viciada em beleza,/ esqueço enxurradas,/ a esgarçada faixa de gaze em Gaza/ onde o sangue mancha/ a pureza das crianças e dos inocentes,/ a fome dos que sentem sede,/ a sede dos que esperam alimento,/ os bombardeiros, / quando o sol, ave gigantesca de ouro,/ estende as asas na manhã de janeiro/ e pulveriza-me para que eu retome/ as esperanças/ no ano que se inicia...
Clevane Pessoa é mais que escritora, mais que poetisa, pois tem o ânimo de ativista cultural, podendo ser vista em muitos grupos e movimentos do âmbito literário, com desprendimento e disposição em apoiar os autores que a procuram, num procedimento determinante ao granjeio de um punhado de bons amigos, conforme ela bem diz em seu “Poemeto da amizade”: amigos são rapadura,/ dizem coisas cor de mel/ transmitem sua ternura/ por vírus bons de papel.../ Muito embora virtualmente,/ sentimos o seu carinho: batem teclas para a gente/ Com bico de passarinho...”
Para os que têm apreço pela leitura, livros como “Lírios sem delírios”, de Clevane Pessoa, se transformam em exponencial fonte de alimento, permanecendo por tempo indefinido à mesa de nossa mente.
Título e Texto: Carlos Lúcio Gontijo, Poeta, escritor e jornalista, Secretário de Cultura de Santo Antônio do Monte/MG

Ocidente aperta as cravelhas contra o Irã

Washington aumenta a pressão da guerra econômica contra o Irã
Thomas Erdbrink e David E. Sanger
Por toda a cidade de Teerã – uma cidade cuja reunião metropolitana reúne aproximadamente 14 milhões de pessoas – há uma febre de construção, com engenheiros locais e empreiteiros chineses se apressando para concluir uma rodovia multinível, com ruas cheias de tapumes de propaganda alinhados promovendo os mais recentes ‘tablets’, máquinas de lavar e outros produtos fabricados por empresas sulcoreanas, como a Samsung e a LG. Os supermercados estão completamente estocados e abastecidos, e parece que até novos restaurantes e lojas de ‘fast food’ estão sendo inauguradas todos os dias, para as quais não faltam consumidores.

Presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã na conferência de imprensa no Cairo anteontem. Foto: Amr Nabil/AP
Ou seja, para resumir, não se pode saber se é verdade que as exportações de petróleo do Irã caíram cerca de um milhão de barris/dia, e se a queda livre da moeda tem causado enorme inflação – resultado de sanções impostas pela ONU e lideradas por americanos e europeus, bem como se isso é real e até que ponto é causado pela má gestão econômica (e política) do governo iraniano.
O Ocidente acabou de intensificar a guerra econômica um pouco mais na quarta-feira passada, impondo um novo conjunto de restrições destinadas a forçar o Irã a adotar uma forma de comércio de troca de petróleo por mercadorias, uma vez que os pagamentos em moeda pelo fornecimento do petróleo não pode mais ser enviado para contas dentro do território iraniano ou estados que possam agir como intermediários.
Um veterano do governo Obama chamou esse mais recente passo como “um significante arrocho do parafuso”, repetindo o argumento usado pela Casa Branca há quatro anos que dizia que “os mulás enfrentarão uma ‘escolha difícil’ entre prosseguir com seu programa nuclear ou reviver sua renda com o petróleo, o fluido vital da economia do país”.
Todavia, as autoridades de Washington parecem acreditar pouco nas escassas evidências das ruas de Teerã — de que mesmo as novas e restritivas sanções impostas tenham alguma chance de forçar o ‘líder supremo’ do Irã, Ali Khamenei, a um acordo impactante – esperado pela maioria dos americanos e europeus e, até mesmo por alguns israelenses – capaz de reverter a crise. 

Teerã tem 14 milhões de habitantes e é uma das maiores metrópoles do planeta
As sanções, apesar de fontes de constante reclamação e de piadas mórbidas, não desencadearam motins de preços ou de oposição séria ao governo iraniano. “Na verdade, o ano passado não foi de todo ruim”, como disse Saeed Ranchian, 39, um comerciante de perfumes em ‘Grand Bazar’ de Teerã, outro dia, enquanto ele estava tomando chá e vendo a massa de compradores passeando pelas calçadas recém-pavimentadas.

Que venha o Carnaval


Rodrigo Constantino
Hoje é sexta-feira, véspera do feriadão de Carnaval. O bom senso demanda que o tema desse comentário seja leve, se possível até positivo. Afinal, não queremos estragar o clima de ninguém com coisas sombrias.
Por exemplo: eu não pretendo falar de como o governo Dilma está destruindo a Petrobras. Seria triste demais lembrar que todos aqueles que acreditaram que “o petróleo é nosso”, na promessa de autossuficiência de combustível, que as ações da estatal “orgulho nacional” dariam uma boa rentabilidade, foram ludibriados, deliberadamente enganados, feitos de otários.
Tampouco pretendo falar das patéticas maquiagens contábeis do governo para fingir que ainda cumpre a meta de superávit primário. Novamente, isso iria estragar a alegria dos foliões, podendo causar indigestão e mal-estar nesse momento de festa. Quem quer saber de Mantega no Carnaval? Se ainda fosse KY...
O leitor será poupado também de outros assuntos chatos, como a “bolsa novela” que o governo quer criar para levar a televisão digital aos mais pobres, incluindo aqueles que dependem das esmolas estatais para viver (afinal, novelas são itens necessários em nossa cesta básica). Quem quer se preocupar com mais um privilégio, mais uma esmola, mais um esquema de compra de votos, tudo pago com o couro da classe média?
Nada disso. É hora de pular Carnaval, de participar dos blocos de rua, de sambar, de ver peitos siliconados na televisão. Ou, se o leitor tiver um perfil mais parecido com o meu, é o caso de aproveitar o feriado para ler um bom livro e passar tempo com a família. Qualquer coisa, menos falar das trapalhadas do governo. Por isso poupei o leitor desses temas incômodos. Que venha o Pão e o Circo! Que venha o Carnaval...
Título, Imagem e Texto: Rodrigo Constantino, 08-02-2013

Reunião do pato laqueado em Pequim: 25 anos depois

Cesar Maia       
1. Registra-se que em 1988, em Pequim, no Pato Laqueado, Collor (governador de Alagoas-PMDB), PC Farias (assessor pessoal), Renan Calheiros (deputado federal-PMDB) e Claudio Humberto (assessor de imprensa), transformaram o jantar em uma reunião – que em 1989 foi chamada de “histórica”. 
       
2. Decidiram que Collor – independente de qualquer coisa – seria candidato a Presidente. O planejamento de propaganda tinha um eixo central: a luta contra a corrupção. Este eixo central era desdobrado em dois vetores de exposição: a) o caçador de marajás; b) a denúncia de corrupção no governo Sarney.
3. Collor foi eleito presidente da República em 1989 e renunciou antes do impeachment, em outubro de 1992.       
4. Hoje Collor é Senador e presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado. Renan Calheiros é presidente do Senado. PC Farias foi assassinado em junho de 1996. Claudio Humberto seguiu sua carreira de jornalista e é importante colunista político hoje.
Título e Texto: Cesar Maia, 08-02-2013

I'll be back tomorrow!

Com todo o...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Para lamentar

Segue o artigo desta semana.
Não requer qualquer esclarecimento; foi com tristeza que o redigi.
Grande abraço a todos
Peter Rosenfeld


Para lamentar
Por motivo de viagem para uma causa nobre (o casamento de meu filho!), tive que atrasar em um dia a elaboração e a distribuição do presente texto. Tenho a certeza de que minhas desculpas pelo atraso serão aceitas por todos...
E é triste, muito triste e deprimente (para lamentar mesmo) o que tenho de comentar, sobre o parlamento brasileiro. Há um ditado muito antigo que diz que a verdade sempre surgirá, mesmo que tarde e que, com a mentira revelada, surge o bem triunfando sobre o mal. Ainda que assim devesse ser, o Brasil passou ao largo desse ditado. E isso não é de tempos recentes.
O grande e celebrado Rui Barbosa já havia constatado isso e, desolado, proclamou sua famosa frase:
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto!”
Que o Congresso Nacional tenha elegido os presidentes do Senado da República e da Câmara dos Deputados que elegeu, é sinal de que ambas as casas do  Parlamento, hoje muito mais para lamento, envergonham a República Federativa do Brasil. Nenhum dos dois tem, atualmente, um currículo da vida, ambos são donos de extensas “folhas corridas”, como são designados esses documentos por nossas polícias.