quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Fartos de Passos

Rui A.

O povo português está farto de Pedro Passos Coelho e «odeia-o», garante-nos o Dr. Mário Soares. Tem toda a razão, e seria difícil que fosse de outro modo, depois do odiado primeiro-ministro ter sido o protagonista de um tão duro programa de ajustamento das contas públicas, imposto pelos nossos credores para continuarem a sustentar o seu défice. Faz lembrar um outro primeiro-ministro português da década de 80, que, no fim de um programa semelhante a este, ainda que muito menos exigente, saiu do governo para se candidatar a umas eleições com uma expectativa não superior a 5% dos votos, que só conseguiu reverter porque a sensibilidade popular se incomodou ao vê-lo levar umas bofetadas na Marinha Grande. Já não tenho bem presente quem era o pobre homem, mas, quem sabe, talvez um dia o Dr. Mário Soares, que foi contemporâneo dos factos, nos possa contar essa história.
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 02-10-2013

“Seu sucesso não pode depender do governo”, diz deputado negro alemão

Rodrigo Constantino

Recém-eleito para o Parlamento, o ator Charles Muhamad Huber, filho de senegalês, defende que não se pode culpar apenas o Estado pelos problemas de integração e afirma que cabe a cada imigrante lutar pelo seu futuro.
Para Charles Muhamad Huber, é tudo uma questão de iniciativa. Filho de uma alemã e um diplomata senegalês, ele é um conhecido ator de televisão na Alemanha e é o primeiro afro-alemão a escrever um livro em língua alemã.

Nas eleições do último dia 22 de setembro, foi eleito deputado e se tornou, ao lado do também senegalês Karamba Diaby, um dos dois únicos negros do Parlamento.
Eleito pela União Democrata Cristã (CDU), mesmo partido da chanceler federal Angela Merkel, Huber, de 56 anos, diz que não se pode culpar apenas a Alemanha pelos problemas de integração. Cada um, afirma, é responsável pelo que deseja ser.

“Em tudo o que faz, tem que se ter iniciativa. Essa não é uma questão da cor da pele”, diz em entrevista à DW.
“Eu acho que há a perspectiva externa e a minha própria. Eu me vejo como um indivíduo, não definido pela cor.”
“Não devemos culpar a Alemanha. Cada um é responsável pelo que deseja ser. Essa é a minha opinião. Posso estar equivocado [risos], mas foi assim que me elegi membro do Parlamento. Ninguém me conduziu até aqui.”
“Em tudo o que se faz, tem que se ter iniciativa. Essa não é uma questão da cor da pele. O seu sucesso não deve se basear em iniciativas do governo para fazer de você bem-sucedido: você decide o que você mesmo vai ser.”

Preciso acrescentar alguma coisa? É louvável ver um INDIVÍDUO desses, que não apela para a vitimização, que não culpa o país que o abriga enquanto imigrante pelas mazelas da vida, que não espera do estado uma mão salvadora, que não utiliza a cor da pele como meio para a busca de privilégios. Pois é, tinha que ser de um partido de direita, não é mesmo?
Título e Texto: Rodrigo Constantino, 01-10-2013

Comunismo na era moderna

Rodrigo Constantino
A quantidade de marxistas que atacaram o manifesto do estudante aqui no meu blog foi impressionante. Como tem comuna nas faculdades! Todos com seu Apple de última geração, com mesada do papai, estudando sobre as maravilhas do marxismo.

O símbolo da foice e o martelo não traduz mais o comunismo da era digital. Quando que um desses jovens pegou em uma enxada ou uma foice pela última vez? Jamais pegaram! São marxistas de boteco chique, esquerda caviar. Portanto, eis o novo símbolo proposto para atualizar o movimento:


É o iCom, em lugar daquela velha foice com o martelo. Mais condizente com a realidade, não é mesmo? Os neomarxistas adoram odiar o capitalismo nos discursos, mas consomem vorazmente tudo que só ele pode oferecer. Ou algum deles usa a última geração de smartphone produzido em Cuba?

“Por trás de todo jovem revolucionário socialista, tem um pai capitalista dando duro”. Sem mais.
Título, Imagem e Texto: Rodrigo Constantino, 01-10-2013 
Colaboração: Otacílio Guimarães

A seita marxista

Eis aí a questão. Um marxista (comunista, socialista), via de regra, é um sujeito preguiçoso como Marx que odeia o trabalho e adora viver às custas dos capitalistas. A teoria do marxismo é a seguinte:
“Vamos botar o proletariado para trabalhar e o estado para nos sustentar”.
Beleza, né? No Brasil a teoria está sendo posta em prática metódica e cientificamente. Bem devagar que é para o povão não perceber. Uma medida provisória aqui, outra ali, uma instituição mensaliada (vem de mensalão) aqui, outra ao lado, e o negócio vai entrando devagarzinho, sem dor.
 
O problema é que implantar as teorias do bon vivant Karl Marx gera efeitos colaterais na maioria das vezes desastrosos. É o que está acontecendo no Brasil com um PIB (Produto Interno Besta) abaixo das necessidades do país, a inflação em alta, os gastos públicos fora de controle, a dívida pública que já virou bola de neve, infraestrutura sucateada, o empresário modelo do PT que o BNDS entupiu de dinheiro falido, a Petrobrás aparelhada por marxistas sem condições sequer de manter a produção de petróleo que cai mês a mês e os números da economia anunciando que este ano não haverá dinheiro sequer para pagar os juros da dívida. É o calote com suas consequências a caminho.
 
E o governo, em seu estilo marxista, querendo que os capitalistas empresários assumam a responsabilidade de reconstruir a infraestrutura em condições que, caso fossem aceitas, significaria a falência de todos.
Mas, vamos a Marx.
Otacílio Guimarães


Rodrigo Constantino

A carta-manifesto do aluno que se recusou a fazer um trabalho sobre Marx na faculdade, por saber que seu professor marxista não aceitaria críticas duras sem contrapartida na nota, deu o que falar aqui no blog. Já foram mais de 40 mil views diretos no texto, e muitos marxistas saíram da toca nos comentários.

São minoria, como podemos ver pela expressiva quantidade de gente (15 mil) que aprovou o texto, recomendando o mesmo na rede social. Mas é uma minoria barulhenta. E mostra como a doutrinação marxista atingiu patamares alarmantes no Brasil.
Muitos fingem não ser marxistas, mas logo deixam a máscara cair. “Mesmo contra Marx, é um absurdo se recusar a estudar um autor etc”. Claro. Mas quem disse que o aluno se recusou a ler Marx? Ele se recusou a fazer um trabalho sobre Marx, sabendo antecipadamente que seu professor, marxista como a maioria, não teria isenção no julgamento.

As pessoas decentes estão cansadas de ter que perder tanto tempo de sua formação lendo e falando sobre um pulha que só defendeu ideias absurdas, influenciou tragédias e foi canalha em sua vida. Marx merece a lata do lixo da história das ideias! Mas dizer isso, ó céus!, ofende os acadêmicos “abertos” ao debate de todas as vertentes (sei, sei…).
O episódio me deu vontade de iniciar uma série nova, “refutando o marxismo”. Ontem mesmo já postei um texto mais técnico, com base em Bohm-Bawerk. Agora segue outro, mostrando como o marxismo, na verdade, não passa de uma seita religiosa.

A seita marxista
Poucos intelectuais exerceram tanta influência direta como Karl Marx. Suas idéias, afinal, foram colocadas em prática por seguidores convictos como Lenin, Stalin e Mao Tse-Tung, sacrificando milhões de vidas no altar da utopia. O marxismo pretendia ser científico, e tal termo era comumente usado pelo próprio Marx. Seria crucial, então, analisarmos quão científica era sua obra.

Tudo às Avessas por Aqui

Rubem F. Novaes
Livro recentemente divulgado agita a intelectualidade universal propondo uma nova concepção para o desenvolvimento econômico.  Nos idos da década de 70, Donald McCloskey, seu autor, lecionava na Universidade de Chicago e encantava, com seu porte alto e cabelos louros, as poucas meninas presentes ao curso introdutório de Economia. Era o “boa pinta” do Departamento de Economia. Muito criativo, culto e sensível, McCloskey  enveredou cada vez mais pelos mistérios da História e da Filosofia, diferenciando-se de seus outros colegas professores, mais ligados aos temas duros e materiais da teoria e da política econômica.

Apesar de professor brilhante e autor de uma produção acadêmica considerável, Donald, casado e com dois filhos, só ganhou fama internacional quando, através de uma cirurgia transformadora de sexo realizada em 1995, aos 53 anos, virou senhora Deirdre McCloskey.
Já bem conhecida como Deirdre, McCloskey viria a produzir, em 2010, sua maior obra: “Bourgeois Dignity: Why Economics Can't Explain the Modern World”, tratando da burguesia que emergia nos séculos XVII e XVIII, concomitantemente à expansão do comércio e do capitalismo na Europa. Mais especificamente, o autor destaca em sua obra a influência que o reconhecimento das virtudes desta burguesia teve sobre o curso da História.


Respeitabilidade, até então privilégio da nobreza e do clero, se estendeu ao cidadão burguês, conferindo dignidade ao seu trabalho e estimulando o esforço comercial e produtivo. Daí, para a tese central revolucionária de McCloskey  foi apenas um pulo. Mais que fatores materiais, como a acumulação de capital, as inovações e o comércio internacional, foi a opinião positiva que se passou a ter da burguesia o principal fator explicativo do espantoso progresso verificado a partir do século XVIII.

Uma nova face da CRISE e os sonhos ideológicos...

Tavares Moreira

1. Foram notícia, ontem e hoje, os seguintes indicadores de actividade económica:

- Vendas de automóveis sobem 15% em Setembro em relação ao mesmo mês de 2012, o crescimento nos primeiros 9 meses do ano é de 5,7%;

- A produção industrial cresceu 8,3% em Agosto, relação ao mês anterior (+0,6% em termos homólogos);

- As vendas a retalho cresceram 4,8% em Agosto em relação ao mês anterior (-0,1% em termos homólogos mas com tendência de recuperação, em Julho tinha sido -1,6%);

- A confiança dos consumidores atinge em Setembro o nível mais elevado desde Novembro de 2010 (6 meses antes da debacle socrática);

- índices de confiança dos agentes económicos (empresários e consumidores) aumentam de forma significativa em Agosto e Setembro.

2. A isto acresce a informação, hoje divulgada, de uma nova queda da taxa de desemprego em Agosto, segundo o Eurostat, para 16,5%, ficando a marcar o 6º mês de queda sucessiva deste indicador depois de ter atingido um máximo de 17,6% em Fevereiro último.

[O cão tabagista conversou com…] Rubens de Freitas: “O desespero era grande e eu decidi acabar com a minha vida.”

Nome: Rubens de Freitas O’Donnell
Ingresso na Varig: 1967
Última posição na empresa: Superintendente de Vendas - Exterior
Aposentadoria por invalidez: 1993

Por onde começou na Varig?
Ingressei em 1967, no setor de Reservas. Passei por diversas posições até ser Assistente do Superintendente. Em 1989 passei para a área de Vendas, exercendo a função de Superintendente. Fiquei até agosto de 1991, quando ocorreu o acidente.

Acidente?!
Em agosto de 1991 sofri um acidente em São Paulo. Fui encontrado numa rua sem sentidos. Duas pessoas disseram que um carro me tocou e na queda bati com a cabeça. Fui levado a um hospital onde fiquei por nove dias em coma. Toda minha família se deslocou para São Paulo (moro no Rio). Eu tive uma isquemia cerebral, ficando não se sabe exatamente quanto tempo sem receber sangue no cérebro.
Depois de nove dias abri os olhos. Não reconhecia ninguém. Ao lado estavam minha esposa, três filhos e sete irmãos. Fui "apresentado" a cada um.
Aos poucos os médicos perceberam que eu não sabia ler/escrever.

Recebi alta e fui para o Rio. Fiz diversos tratamentos com psicólogos, psiquiatras, regressão, medicamentos. Nada deu resultado. Após dois anos os médicos da Varig e do INSS decidiram me aposentar por invalidez pois eu estava com amnésia global, incapaz de lembrar de absolutamente nada de minha vida, desde a infância até o presente. O desespero era grande e eu decidi acabar com a minha vida. Não o fiz graças a meu irmão, uma pessoa espiritualizada e super especial. Ele me mostrou que esse seria o pior caminho.

Decidi ir à luta. Convencido por minha filha fiz um curso de alfabetização que durou cerca de dois anos. Com quase 50 anos lá estava eu numa sala de aula aprendendo o abecedário. Meus limites eram tão grandes que tive enorme dificuldade no início, sendo o pior aluno da sala. Com muita perseverança venci essa etapa. Aprendi a ler/escrever e isso foi um grande estímulo. Passei a ler vários livros, desenvolvendo meu vocabulário e minha mente. Fui aprendendo tudo de novo. Cada coisinha que entrava em minha cabeça era uma grande vitória.

Depois dessa fase passei a ouvir de parentes e amigos tudo sobre minha vida.
Pesquisei muito. Estudei sobre mim mesmo. Passei a saber detalhes sobre a Varig, o drama do Aerus. Hoje entendo tudo. Sei com detalhes sobre a maior injustiça que o Brasil já fez com os aposentados. Luto na medida do possível, enviando e-mails para as autoridades.

Nossa!!
Você escreveu “após dois anos os médicos decidiram me aposentar…”
Nesse tempo você permanecia em casa?
Durante esses dois anos eu fiquei em minha casa e de vez em quando passava períodos em casa de meus irmãos, sendo que cada um procurava me ajudar a reconstruir minha vida.

Período difícil…
Sim.
Depois de perder a memória eu fiquei tão revoltado que passei a ser ateu. Para mim Deus não existia, era apenas uma invenção do homem. Meu irmão, aquele que impediu que eu acabasse com a vida, sempre dizia que existe vida após a morte, que existem espíritos, e que Deus era um espírito superior. Ele dizia que mesmo que fosse depois depois de sua morte ele me provaria que Deus existe. Pois bem, ele morreu e no ano seguinte recebi dele duas psicografias, nas quais ele descrevia detalhes de nossas vidas que só nós sabíamos. Com isso ele provou de forma irrefutável que existe vida após a morte. Passei a acreditar fielmente em Deus.
O mundo naquele dia perdeu um ateu!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Dia Disso & Daquilo (só com apreço e carinho)

Jonathas Filho

Amanhã, depois de amanhã, sábado que vem, na próxima semana, dia tal… será comemorado o “Dia dos Pais, ou das Mães, ou dos Namorados, e por aí vai uma enxurrada de reclames incitando-nos a comprar. Mais um apelo comercial daqui, outro dali e assim nos deparam com a propaganda para estimular as vendas de qualquer coisa ou um motivo a mais para se comprar qualquer coisa para se dar como presente. Na imensa maioria das vezes, compra-se alguma coisa para ser dado nesta ou naquela data só pela obrigação que lhe foi incutida; pouquíssimas vezes por apreço ou carinho.

Pensando melhor, deveriam mudar esses títulos de dias do “isso” ou do “aquilo”. 
Por serem tantas Mães como chefes de famílias – que fazem o papel atribuído ao pai provedor, protetor, professor e etc – deveriam ser chamadas de Mai; e por se ter tantos Pais fazendo o papel de mães, deveriam ser chamados de Pães.

Trocando em miúdos, por que não se comemora também o “Dia da Mai e o Dia do Pãe”? Seria uma homenagem mais justa, pressupondo que vivemos numa sociedade cujas características não são literalmente explícitas, a não ser quando um comentário desairoso aparece em meio à alguma conversa quando se diz que “fulana é quem trabalha naquela casa” ou “ela se separou e deixou os filhos prá ele criar”.
Fica portanto aqui, meus protestos com relação a antigas denominações dadas às festividades e comemorações que são apenas um engodo para atrair compradores do “isso” ou do “aquilo”.

Sugiro, via de regra, que as datas do Natal e Ano Novo sejam reconsideradas, modificando as propagandas comerciais para “Grande Festa dos Presentes”. Não o presente embrulhado em fino papel e mas sim referindo-se às pessoas presentes nos lares, onde Os Abraços serão muito bem recebidos, estreitados e apertados com júbilo.

“Vai ver, falta a Obama um sistema político que possa ser comprado, não é mesmo?”


EUA, Obama, Tea Party, governo paralisado, apocalipse etc e tal… Com a devida vênia, excelências, mas vou discordar. Ou: Democracia pra quê? Ou ainda: será que os EUA precisam da pistolagem partidária brasileira?
Reinaldo Azevedo
Vamos percorrer caminhos difíceis porque os fáceis são fáceis. Muito bem! Se o mundo parece pensar, unanimemente, que os republicanos, nos EUA, são uns sabotadores da democracia e que o Tea Party está além da fronteira do que pode fazer um grupo de oposição, eu, por meu turno, começo a pensar uma de duas coisas:
a) ou estamos, então, diante de uma nova expressão do Mal Absoluto — e, portanto, essa gente tem de ser banida da política em nome da democracia, ou
b) há um evidente exagero nas críticas e uma incompreensão dos instrumentos que fornece a própria democracia para a luta política. No parágrafo seguinte, tem início uma digressão que, não obstante, nos aproxima mais do tema.

Olhem o mundo. Não fui ticando no mapa-múndi caso a caso, mas suponho que democracias verdadeiras, dignas desse nome, ainda são uma minoria. Parcela considerável do planeta vive sob ditaduras religiosas — islâmicas, para ser mais preciso (não há, nessa modalidade, outras, de credo distinto). Outro tanto, especialmente na África, está submetido a regimes de força de caráter étnico, que nada tem a ver com a cor da pele, é bom que fique claro: são negros oprimindo negros. E há ainda tiranias que vestem uma máscara ideológica, como é o caso da China. Se usarmos o critério das populações, a maioria da humanidade ainda vive sob regimes de força.

No chamado mundo democrático (ou quase), uma nova forma de autoritarismo se espraia. A América Latina abriga as suas expressões mais rombudas — bolivarianismo e lulo-petismo, distintos entre si, mas combinados —, mas não têm o monopólio desta modalidade de ódio à democracia de que vou tratar. Em que consiste? Escolhas ideológicas, políticas, que remetem à esfera dos valores e, muitas vezes, dos direitos individuais são tratadas como imperativos categóricos, matéria de bom senso, desdobramento óbvio de leis naturais, matéria de civilidade. Opor-se a elas deixa de ser, vá lá, uma escolha ou opção erradas, mas uma sabotagem, uma forma de perversidade, uma manifestação de atraso, de preconceito, de reacionarismo, incompatíveis com a suposta disposição da humanidade para o bem, para o belo e para o progresso.

“Dê um exemplo, Reinaldo.” Pois não! Pegue-se, por exemplo, a política de cotas raciais nas universidades brasileiras. Tenta-se fazer crer que é impossível discordar da medida se não for por maus motivos; elas seriam um ponto inscrito numa trajetória rumo ao bem.
Querem outro? Há um trabalho intenso de lobbies organizados para que a descriminação das drogas se transforme numa evidência caída da árvore dos acontecimentos, que não atenderia a nenhum outro interesse que não o bem da humanidade.

Desobediência civil

José Manuel

O autor americano Henry David Thoreau, em 1849, foi o pioneiro a estabelecer a teoria relativa dessa prática num compêndio originalmente intitulado Resistência ao Governo Civil que mais tarde renomeou A Desobediência Civil. A ideia predominante abrangida por esse ensaio era o de auto-aprovação e de como alguém pode estar em boas condições morais enquanto se opõe a quem "explora ou faz sofrer um outro homem"; dizia então que não precisamos de lutar fisicamente contra ele, mas sim não apoiá-lo nem deixar que este o apóie estando você contra ele. Este ensaio exerceu uma grande influência sobre muitos praticantes da desobediência civil. Igualmente aí, Thoreau explicava suas razões porque se recusara a pagar seus impostos, como um ato de protesto contra a escravidão e contra a Guerra Mexicana.

Acabo de ler a notícia de que está sendo dado hoje, 1º de outubro, o que já é considerado o maior calote da história por uma empresa latino-americana. É a empresa petroleira  OGX de um conhecido vendedor de nuvens ou, como quiserem, o conhecido  Eike Batista. 


São US$ 45 milhões de dólares ou a astronômica quantia tropical de 90 milhões de Reais.

O pior deste tipo de notícia e a de já sabermos por outras notícias de que  há dinheiro do BNDES envolvido nestas transações. Para conseguir um alívio de caixa, a OGX está vendendo para a malaia Petronas uma fatia em blocos de petróleo.

Ou seja, a história se repete, como na Varig e, mais recentemente, na TAM, também aconteceu e se venderam  "produtos nacionais" para investidores estrangeiros. Primeiro se investe com dinheiro público e depois, se não der certo, se vende para o exterior.
O lucro desaparece, o país é leiloado em seus melhores ativos sem dó nem piedade e, pior, o que está por trás de tudo isso?

O mais interessante é que se um pequeno empreendedor sem dívidas, mas com potencial para crescer, solicitar um cartão BNDES  de crédito rotativo, lhe são colocados tantos empecilhos, até um faturamento impossível, então, invariavelmente ele acaba desistindo do seu projeto.

Nós, do Aerus, por exemplo, que temos a receber nada menos do que sete anos e seis meses, ou 90 salários em atrasados, estamos endividados até ao impossível, quantas vezes não sentimos vontade de não pagar mais nada, e isto, é lógico, seria praticar Thoreau e sua desobediência civil.

[Varig/Aerus] Propostas

Castagna Maia Blog
Ontem nos reunimos novamente para tratar do acordo. Apresentamos algumas propostas concretas que demonstram a economicidade do acordo para a União, e mais uma vez ressaltamos a urgência do caso. Abaixo um resumo de cada proposta:

1ª proposta:
Quanto aos assistidos propomos pagamento à vista dos benefícios atrasados. Quanto aos benefícios futuros, seriam assumidos e pagos diretamente pela União.
Quanto aos ativos: propomos que a União aporte à vista os valores relativos às reservas matemáticas para outro fundo de previdência aberta, ou seja, uma forma de portabilidade. Após a portabilidade cada participante ativo poderá dispor de seus recursos da forma que melhor entender (resgate, benefício proporcional diferido, etc.)

2ª proposta:
Quanto aos assistidos, novamente propomos o pagamento à vista dos valores atrasados e que a União assuma a folha mensal de benefícios.
Quanto aos ativos, propomos que a União faça aportes mensais a um fundo (existente ou a ser criado) durante 36 meses até integralizar as reservas matemáticas. Após integralizados os valores o participante poderia dispor de seus recursos da forma que melhor entender. Essa proposta concederia à União a possibilidade de um aporte menor à vista, já que os valores dos ativos seriam diluídos em prestações mensais, de forma que também não os prejudicaria.

3ª proposta:
Envolve as duas propostas acima, mas dando a opção de que União faça o pagamento da folha mensal dos assistidos por intermédio de um fundo, em vez de realizá-los diretamente aos aposentados. Nessa opção o gasto mensal da União seria maior, já que seria necessário o pagamento do custo administrativo do fundo.

Essas são apenas propostas iniciais, que contemplam o direito integral dos ativos e assistidos. Foram baseadas nas propostas feitas pelo Dr. Maia, com algumas alterações devido ao atual cenário. A União irá analisá-las e provavelmente fazer suas contrapropostas.

Hoje teríamos nova reunião com o Ministro Adams, mas ele acabou não podendo comparecer pois foi chamado ao Palácio do Planalto. Foi então adiada a reunião, o que de certa forma é bom porque concede mais algum tempo para que sejam analisadas nossas propostas. Deve ser marcada nova reunião para os próximos dias para que avancemos na negociação.
Título e Texto: Castagna Maia Blog, 01-10-2013
Via JS

A frequência das visitas ao blogue

Na barra lateral direita mais uma enquete sobre a frequência das visitas ao cão tabagista:

Agradeço a sua participação.

Relacionado: 
97 classificaram o blogue como "Excelente" e "Muito bom"

O Oitavo Mandamento

Alberto José
Nas Escrituras, está gravado o Decálogo ou Dez Mandamentos onde o VIII Mandamento determina: "Não furtarás"!


O Código Penal, feito pelo homem registra: Artigo 155 - Furto: Subtrair algo para si ou para outrem sem contato físico com a vítima. No Código Penal, encontramos, principalmente o Artigo 168 A, que trata da Apropriação Indébita que é o ato de "deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes no prazo e na forma legal ou convencional", com a pena de 2 a 5 anos de reclusão; esse Artigo se refere diretamente ao nosso assunto. No caso do Aerus, aqueles que levaram a instituição a uma situação de quase insolvência, causando o sofrimento de milhares de pessoas e a morte prematura de outros, desconhecem que, se conseguiram passar despercebidos aos olhos cegos da Justiça não terão a mesma sorte no gozo pleno dos recursos alheios tomados dos trabalhadores que ficaram sem a poupança ou sem os salários.

Dizem que o ajuste de contas é no "Juízo Final" mas é verdade que muitos, ao tentarem tirar proveito daquilo que pertencia a outro pagam aqui mesmo pelo mal causado aos seus semelhantes. Baseada em manuscritos achados junto ao Mar Morto, a ciência quântica está admitindo a possibilidade de que existe um novo campo de energia em que o ADN está se comunicando com os fotons por meio desse campo. Geneticamente o nosso ADN muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e como as frequências mais altas são as do Amor, elas interagem no ambiente produzindo transformações não só em nosso ADN, mas, principalmente no ambiente material que nos cerca. Esse processo, também funciona inversamente e leva o indivíduo a se sentir desanimado, desmotivado, se achando um "baixo astral"!

Ontem, hoje, amanhã...


O desemprego a baixar e os juros a descer

Foto: Sara Matos/Jornal de Negócios
Luis Moreira
O desemprego continua a baixar ao mesmo tempo que a economia cresce. Os juros estão a descer há vários dias, isto numa altura em que decorrem as 8ª e 9ª avaliações da Troika. Cavaco Silva decretou o fim da recessão e afirma que a economia está a crescer.
Agora, em Outubro, os patriotas descontentes por o país estar a melhorar, vão começar a arruaça. Todos os que não querem perder privilégios têm muito tempo para andar em manifestações.
Indiferente a esses "azeites" está a confiança dos agentes económicos que cresceu expressivamente.

Título, Imagem e Texto: Luis Moreira, Banda Larga, 01-10-2013

Agapornis swinderniana


A Agapornis swinderniana é uma espécie de psitascídeo do gênero Agapornis. Ao contrário das outras oito espécies do gênero, não é domesticável devido à sua alimentação depender de uma espécie de figo nativo do habitat natural. Imagem: Stavenn

O Dia da Vergonha

José Manuel

Não vou me estender muito, até porque coisas e notícias ruins não se devem escrever muito porque ao invés de as exorcizarmos, acabamos por promovê-las.
Em 1º de outubro de 2003, foi assinada uma aberração chamada "Estatuto do Idoso", que em tese se propunha a proteger a terceira idade, ou seja, acima dos 65 anos.

Com conotação extremamente eleitoreira, pois apenas visava a cooptação de uma faixa etária em ascendência e altamente favorável ao projeto megalômano de sobrevivência no poder, nunca atingiu ou desempenhou aquilo para o qual foi desenhado.
Apenas a parte mais visível, isto é, a liberação das passagens  em transporte público e a criação de filas especiais para essa faixa são conhecidas
Gostaria de lembrar que em um país civilizado e em pleno século 21, os idosos são tratados de forma diferente e não precisam de "estatutos" que, como as cotas raciais, são verdadeiros engôdos a uma população desinformada.

Em um país sério e desenvolvido, aos idosos são oferecidos os lugares em filas ou em transporte, pelos mais novos. Isto chama-se educação, que só existe aqui em slogans de propaganda governamental.
Quanto ao transporte público, também gostaria de lembrar que  em um país moderno, isso é praticado gratuitamente, pois todos pagam seus impostos ao Estado, a vida inteira e nada mais normal do que a retribuição em serviços de qualidade a seus cidadãos

Já me estendendo pois essa não era a minha vontade, gostaria de lembrar também como os idosos vêm sendo tratados nestes 10 anos, pós-estatuto, nos hospitais públicos, na Previdência Social e, principalmente, pelo judiciário, onde um dos parágrafos do tal estatuto diz que os mesmos têm direito de celeridade em processos judiciais.

Desemprego baixa pelo sexto mês consecutivo

Foto: Paulo Pimenta/Público
Alberto Teixeira 
Dados revistos do Eurostat indicam que a taxa de desemprego nacional baixou em Agosto pelo sexto mês consecutivo.
A taxa de desemprego portuguesa desceu em Agosto, período em que o turismo costuma animar o mercado de trabalho, para 16,5% face aos 16,6% registados em Julho.

Foi, segundo dados revistos hoje publicados pelo Eurostat, o sexto mês consecutivo em que o desemprego em Portugal baixou, considerando a evolução mensal do indicador, que em Fevereiro atingiu um pico de 17,6%.
A inversão de tendência aconteceu à entrada do segundo trimestre, período em que o PIB nacional cresceu 1,1% em cadeia. Ontem, em entrevista a um jornal sueco, Cavaco Silva decretou o fim da recessão, sinalizando que a economia nacional também cresceu no terceiro trimestre.

Portugal convive ainda assim com a quinta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, um ‘ranking' liderado pela Grécia e Espanha, países onde cerca de um quarto da população activa está sem trabalho.

O relatório do Eurostat é divulgado em plena oitava e nona avaliações da ‘troika', de onde sairá um novo cenário macroeconómico que servirá de base ao Orçamento do Estado para 2014.
Na zona euro, o desemprego manteve-se em Agosto nos 12%, tal como esperado pelos economistas sondados pela Bloomberg.
Título e Texto: Alberto Teixeira, Diário Económico, 01-10-2013, 10h01

Brados

Os brados contra o capitalismo são, na maioria das vezes, nada mais do que brados contra a incontornável realidade da vida. A vida é o que é por mais que não se encaixe em nossas mais profundas aspirações.
Vitor Grando

U.S. and Iranian Realities

George Friedman
U.S. President Barack Obama called Iranian President Hassan Rouhani last week in the first such conversation in the 34 years since the establishment of the Islamic Republic. The phone call followed tweets and public statements on both sides indicating a willingness to talk. Though far from an accommodation between the two countries, there are reasons to take this opening seriously -- not only because it is occurring at such a high level, but also because there is now a geopolitical logic to these moves. Many things could go wrong, and given that this is the Middle East, the odds of failure are high. But Iran is weak and the United States is avoiding conflict, and there are worse bases for a deal.

Iran's Surge
Though the Iranians are now in a weak strategic position, they had been on the offensive since 2003, when the United States invaded Iraq. They welcomed the invasion; Saddam Hussein had been a mortal enemy of Iran ever since the 1980-1989 Iran-Iraq War. The destruction of his regime was satisfying in itself, but it also opened the door to a dramatic shift in Iran's national security situation.

Iraq was Iran's primary threat after the collapse of the Soviet Union because it was the only direction from which an attack might come. A pro-Iranian or even neutral Iraq would guarantee Iranian national security. The American invasion created a power vacuum in Iraq that the U.S. Army could not fill. The Iranians anticipated this, supporting pro-Iranian elements among the Shia prior to 2003 and shaping them into significant militias after 2003. With the United States engaged in a war against Sunni insurgents, the Shia, already a majority, moved to fill the void.

The United States came to realize that it was threatened from two directions, and it found itself battling both Sunni insurgents and Shiite militias. The purpose of the surge in 2007 was to extricate itself from the war with the Sunnis and to block the Shia. It succeeded with the former to a great extent, but it was too late in the game for the latter. As the United States was withdrawing from Iraq, only the Shia (not all of them Iranian surrogates) could fill the political vacuum. Iran thus came to have nothing to fear from Iraq, and could even dominate it. This was a tremendous strategic victory for Iran, which had been defeated by Iraq in 1989.

A máscara desgastada da democracia não cabe mais na cara da Venezuela

O presidente socialista venezuelano parece contar com o apoio da 'Controladoria da Venezuela' para se ver investido de 'poderes especiais'...
Francisco Vianna

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma visita na quarta-feira às instalações de una montadora de automóveis em Tejerías, estado de Aragua, na Venezuela.
A agência de notícias da Espanha, EFE, nos informa que a diretora titular da 'Controladoria Geral da Venezuela', Adelina González, disse no domingo que dá o seu apoio à anunciada petição do presidente Nicolás Maduro para acumular "poderes legislativos especiales" em sua 'luta contra a corrupção'. "Se alguém está legitimado para solicitar uma "lei habilitante" que lhe permita lutar contra a corrupção é o presidente, pela simples razão de que ele é o primeiro controlalor (…), como administrador da fazenda pública nacional e tem 'toda a legitimidade' para tal e tenho que apoiá-lo", declarou sem qualquer pejo González à TV Televen, 'privada'.

Maduro anunciou que vai solicitar à Assembleia Nacional (AN) - o Congresso unicameral de lá - a "lei habilitante", que segundo ele será o instrumento que lhe facultará "legislar sem controle do legislativo", com o fim de 'aprovar medidas que facilitem a luta contra a corrupção'. E, possivelmente, tirar de vez a máscara desgastada de que a Venezuela é uma democracia e passar o país a ostentar de vez a face de uma ditadura civil socialista.

Para tal, necessita de três quintos de deputados suicidas, ou 99 votos, contando o chavismo com 98 assentos. Para vencer, será necessário alguns votos de deputados da oposição, o que Maduro e a bancada chavezista considera como favas contadas, a ser comprada pela mesma corrupção que alega querer combater.

A oposição diz que vai rechaçar a pretensão a "ditador consentido" de Maduro e afirma que já existem normas para combater a corrupção e que só falta aplicá-las, e que de fato o temor bem fundamentado é o de que tais poderes sejam utilizados pelo presidente para instaurar de vez a ditadura socialista nos moldes de Cuba no país.

[Varig/Aerus] Otimismo

 

Este Editor percebeu grande entusiasmo na (continuação) conclusão da reunião de amanhã, 1º de outubro, lá na AGU.
Que as fontes deste singelo blogue estejam certas na percepção é o meu maior desejo. E de milhares de pessoas!

Dia de festa para o idoso ***

Almir Papalardo

Comemora-se hoje, 1º de outubro, o Dia Nacional do Idoso. É uma homenagem justa, de muito carinho e valorização para os cidadãos de mais idade.  
Em 1º de outubro de 2003, com orgulho e ufanismo, foi sancionado o Estatuto do Idoso, sob a Lei de nº 10741/03, sendo o seu autor o ex-deputado e hoje senador Paulo Paim. Com pompas de vaidade pessoal assinou-o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Era para o Brasil e para os homens que o governavam, uma data histórica, quando dignificaria a pessoa idosa, tornando-a livre de um perverso e aviltante preconceito já bastante enraizado na nossa sociedade.
Seria enfim para a terceira idade concedido os mesmos direitos de uma cidadania igualitária para todos os cidadãos nascidos em solo pátrio. Ir-se-ia embora com o Estatuto do Idoso em vigência, uma discriminação odiosa, que tanto machuca, constrange e oprime o indefeso velhinho brasileiro.

Os aposentados e pensionistas do RGPS-Setor Urbano, enquadrados na terceira idade, exultaram ao ver inserido na Cartilha do Estatuto do Idoso, no seu Artigo 4º: “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da Lei”.
E viram mais no Artigo 29: “Os benefícios e pensões do Regime Geral da Previdência observarão, na sua concessão, critérios de cálculos que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram as contribuições”.