Agência Câmara
A Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados pode votar nesta segunda-feira
(11) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/18,
que deixa clara, no texto constitucional, a possibilidade da prisão após
condenação em segunda instância.
Pelo texto, após a confirmação
de sentença penal condenatória em grau de recurso (tribunal de 2º grau), o réu
já poderá ser preso.
Hoje, a Constituição diz que o
réu só pode ser considerado culpado após o trânsito em julgado, ou seja,
após o esgotamento de todos os recursos em todas as instâncias da Justiça.
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| Foto: Pedro França/Senado Federal |
A relatora da proposta,
deputada Caroline de Toni (PSL-SC), já apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC.
Quem é a favor da proposta
afirma que a prisão após condenação em segunda instância dará celeridade ao
sistema processual criminal e evitará a impunidade. Quem é contra argumenta que
a proposta é inconstitucional, por ferir cláusula pétrea, ao modificar o
artigo que trata dos direitos e garantias individuais.
Decisão do STF
O assunto estava em discussão também no Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, no entanto, em votação apertada, os ministros derrubaram a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, modificando um entendimento que vinha sendo adotado pelo tribunal desde 2016.
O assunto estava em discussão também no Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, no entanto, em votação apertada, os ministros derrubaram a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, modificando um entendimento que vinha sendo adotado pelo tribunal desde 2016.
Críticas
"Essa medida do Supremo Tribunal Federal frustra todos os brasileiros que querem combater a corrupção e a impunidade. Esse novo entendimento vai liberar 5 mil presidiários", criticou o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), autor da PEC 410/18.
"Essa medida do Supremo Tribunal Federal frustra todos os brasileiros que querem combater a corrupção e a impunidade. Esse novo entendimento vai liberar 5 mil presidiários", criticou o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), autor da PEC 410/18.

























