segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

#SanatórioGeral: Esse é gênio

Lula insinua que Bolsonaro é responsável por todos os brasileiros que morreram desde 1.500


Augusto Nunes

“A cada dia que passa, a irresponsabilidade do atual governo mata três vezes mais brasileiros do que todos nossos mortos na 2ª Guerra Mundial”.

(Lula, culpando Bolsonaro por todas as mortes causadas pela pandemia no país, pronto para debitar na conta do presidente da República os pracinhas que morreram durante a 2ª Guerra Mundial)

Título: Augusto Nunes, VEJA, 3-1-2021, 16h11

Aquilo que se diz quando não se sabe do que se fala

Helena Matos

O primeiro-ministro, António Costa, lembrou hoje a “cumplicidade política” que se tornou “numa bela amizade” com Carlos do Carmo e considerou que o artista foi decisivo para libertar o fado e reconciliá-lo com a democracia. “Foi fundamental para reconciliar o fado com a nossa democracia e libertá-lo da ideia tão errada da tentativa de apropriação por parte do Estado Novo. Foi decisivo para essa libertação”, disse António Costa à agência Lusa.

Carlos do Carmo não reconciliou o fado com a democracia. Terá reconciliado, sim, aquela esquerda preconceituosa e ignorante das “gaivotas que voavam” com o fado.

Como aquele senhor que era de esquerda e cantava fado eles acharam que então podiam gostar de fado. Não era o fado que precisava de se reconciliar com a democracia, era sim um grupo de pessoas que precisava de autorização para gostar de fado.

Carlos do Carmo foi um dos que cumpriu esse papel junto dessas pessoas que, coitadas, condicionam os seus gostos a uma certificação ideológica. Para se desculparem a si mesmos de terem menosprezado o fado repetem o chavão da apropriação do fado por parte do Estado Novo, justificando assim que não ouviam fado porque ele estava apropriado pelo Estado Novo. Deixem-se de tretas, não ouviam porque não gostavam e estavam no seu legítimo direito de não gostar. Ou porque achavam que parecia mal gostar.

O Estado Novo e o Carlos do Carmo são as justificações que arranjaram para explicarem a sua mediocridade e nunca terem sido capazes de se comover com esta voz, também ela da família Carmo.

Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 4-1-2021

Comprometimento do amor

Nelson Teixeira

Para o amor prevalecer, ele precisa ser forte e comprometido para vencer os maus momentos existentes. Se não for forte, não vai resistir.

O amor precisa de força para ficar de pé e seguir em frente. Esse é o amor verdadeiro.

O amor sem comprometimento não tem força, e não aguenta na hora da crise. Desiste muito rapidamente, se desespera.

Muita gente tem vivido um amor sem comprometimento, por isso não consegue resolver os problemas encontrados.

O amor não vive só de dias bons. Alguns dias bons vão existir. Noutros dias você vai sentir vontade de chorar, vontade de desistir.

Por isso o amor precisa ser forte e comprometido, para superar os dias maus.

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 4-1-2021

domingo, 3 de janeiro de 2021

[As danações de Carina] Chegou a hora de aprendermos a dizer ‘NÃO’.

Carina Bratt

Coloquem em suas cabeças, minhas caras amigas e leitoras, que ‘NÃO’, É ‘NÃO’. Ene, A, O, Til, com o acento circunflexo (ou o famoso chapeuzinho) na letra ‘A’. Comecem 2021, com o pé direito, aprendendo a dizer ‘NÃO’, notadamente quando vocês não estiverem dispostas a fazer algo que não queiram, ou que não estejam inclinadas ou propensas. Temos uma necessidade urgente em jogo. A de aprendermos a dar valor ao nosso ‘status quo’, ou isto, ou via outra, seremos massacradas e pisoteadas, se não descobrirmos qual o nosso verdadeiro sentido e lugar neste mundo.


Parece difícil dizer esta palavrinha boba, à alguém, principalmente aqueles ‘mais chegados’ a nós, não é verdade? Concordo plenamente com todas vocês. Todavia, entendam aqui, os ‘mais chegados’ tanto podendo ser, os nossos pais, os nossos filhos, os cônjuges, os amigos... Enfim, a lista é tão esticada e contínua, quanto a negativa enfática, a recusa ou o desacordo embutido nesta forma linda de enjeito ou de desprezo por alguma coisa que não estava esquematizada em nossos planos.

Carecemos e devemos aprender a dizer ‘NÃO’, toda vez que o ‘NÃO’ obviamente se fizer premente e necessário: 
— Amiga, vamos sair para tomarmos uma cerveja? 
— ‘NÃO’. 
— Eu pago. Você poderá tomar todas, até cair embriagada. Eu assumo a dívida, faço questão. 
— ‘NÃO’. 

As pessoas precisam entender, de uma vez por todas, que ‘NÃO’, é ‘NÃO’. Não existe meio não. Quando vocês não estiverem com vontade de fazer algo, não importa o que este algo possa vir a ser. Se vocês não se sentirem aptas, conscientes do próprio estado das necessidades básicas, ou seja, se vocês não vislumbrarem um espírito interior franco e aberto, receptivo e cônscio para encarar a ‘parada’, manda um ‘NÃO’ bem uníssono e fim de papo. 

Não fiquem, jamais, com medo, ou receosas de serem chatas ou maçantes. Não tentem ganhar tempo com evasivas. Tenham em mente, estarão à espera de vocês, as portas dos fundos, as válvulas de escapes, as famosas saídas à francesa: se estiverem dispostas, larguem um ‘SIM’, se, por algum motivo alheio amanheceram, como se costuma dizer, ‘com os ovos virados’, querendo ficar quietinhas em seus cantinhos, optem por um ‘NÃO’ e fim de conversa.

STJ nega retorno de dois brasileiros ao país sem teste de covid-19

Viajantes alegam não ter laboratórios disponíveis para testagem

Marcelo Brandão

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, negou neste sábado (2), um pedido de liminar de dois brasileiros que estão no exterior e desejam voltar ao Brasil, mas não fizeram o teste de covid-19. Os viajantes estão em Punta Cana, na República Dominicana, e alegam não ter laboratórios disponíveis para realização dos testes RT-PCR.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Desde o último dia 30 de dezembro, está em vigor uma portaria que obriga o viajante a realizar o teste nas 72 horas anteriores ao momento do embarque para o Brasil. A portaria foi assinada pelos ministros da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto; da Justiça e Segurança Pública, André Luiz de Almeida Mendonça; e da Saúde, Eduardo Pazuello.

A defesa dos dois brasileiros pediu autorização de embarque e realização do teste de covid-19 em São Paulo, em laboratório localizado dentro do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O magistrado, porém, entendeu que a portaria deve ser obedecida e que não há ilegalidade ou abuso de poder em seu texto.

“A meu sentir, não é razoável possibilitar o embarque de passageiros sem atender as restrições impostas excepcionalmente e temporariamente pelas autoridades tidas como coatoras, em detrimento da coletividade, especialmente, considerando o cenário que vem vivenciando o país com o impacto epidemiológico causado pelo coronavírus”, disse Martins, em sua decisão.

Título e Texto: Marcelo Brandão; Edição: Kelly Oliveira – Agência Brasil, 3-1-2021, 13h16

Covid-19: Anvisa aprova importação de 2 milhões de doses de vacina

Vacina ficará armazenada até que aplicação seja autorizada

Marcelo Brandão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a importar 2 milhões de doses de vacinas contra covid-19. Apesar de ainda não estar autorizada a aplicação do imunizante no país, a Anvisa liberou a importação para antecipar a disponibilização quando o registro ou uso emergencial for aprovado.

Foto: Reuters/Imago Imagens

A Fiocruz é a responsável por produzir a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Brasil. A vacina com a importação aprovada foi a produzida na Índia pela Serum Institute of India. A empresa produz a vacina da AstraZeneca, na Índia. Lá, o uso emergencial já foi aprovado.

“A principal exigência é que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Para isso, a Fiocruz deve garantir as condições de armazenamento e segurança para manutenção da qualidade", diz a agência, em nota. Segundo a Anvisa, a indicação é que as vacinas cheguem ao país ainda neste mês.

Existem quatro vacinas com pesquisas autorizadas no país e a agência já analisa os dados prévios enviados pelos laboratórios. Mas, segundo a Anvisa, ainda não há pedidos de uso emergencial ou de registro no país.

Título e Texto: Marcelo Brandão; Edição: Kelly Oliveira – Agência Brasil, 3-1-2021, 12h33

O “plano” de vacinação, o plano da propaganda e o plano inclinado

O país desceu a tais abismos de descaramento que se torna muito difícil distingui-lo de uma rábula de revista. A única diferença é que o público da revista tinha noção das circunstâncias e ria

Alberto Gonçalves

O “Diário de Notícias”, que passou os últimos tempos escondido num “site” que ninguém visitava, ressuscitou em papel. Fazia falta. Manifestamente, cinco estações televisivas, duas ou três rádios, duas ou três revistas e diversos diários e semanários não chegavam para exaltar a competência e a integridade do governo, cujas proezas exigem cobertura vasta, ou pelo menos proporcional aos subsídios distribuídos.

Logo na primeira edição da sua nova encarnação, o “DN” promete. E cumpre. Artigos de “opinião” de atuais ministros e ex-ministros. Artigos de “opinião” de admiradores dos atuais ministros e ex-ministros. Uma fascinante entrevista com a comissária europeia Elisa Ferreira. E, claro, uma sondagem que mostra o apoio dos portugueses à ação governamental contra a Covid: “nota positiva”, dizia a manchete, com a palavra “positiva” aumentada até quase transbordar da página. O dr. Costa publicou logo um “tweet” a confessar a “grande felicidade” que sentiu ao segurar o fresquíssimo “DN”. E o “DN” publicou uma notícia a dar conta do “tweet” do dr. Costa.

Parece anedota. E é. O país desceu a tais abismos de descaramento que se torna muito difícil distingui-lo de uma rábula de revista. A única diferença é que o público da revista tinha noção das circunstâncias e ria. Hoje, os portugueses não notam que estão perante um espetáculo de burlesco, e levam o espetáculo a sério. E levam a sério os protagonistas do espetáculo. E levam a sério o “DN”. E respondem a sério às sondagens do “DN”. E, incrível e maravilhosamente, gostam a sério do que lhes calhou em sorte. Daqui a três semanas, uma parte significativa do eleitorado reelegerá o prof. Marcelo com larga folga. Se amanhã houvesse “legislativas”, o PS ganharia sem problemas. Depois de tudo e apesar de tudo. O desempenho do prof. Marcelo e do dr. Costa nestes cinco anos devia levá-los a perder em popularidade para “Tino” de Rans, Gungunhana ou um edredão às riscas. Misteriosamente, não levou, e a supressão da oposição, dos “media” e, em suma, do escrutínio “formal” não esgota as explicações.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Assustador

Criança morta por traficantes é esquecida pela esquerda

Sem se pronunciar sobre a morte de Alice, a esquerda só dá mais munição a quem diz que eles só defendem bandidos

Quintino Gomes Freire

Na noite de réveillon, Alice Pamplona da Silva, de apenas 5 anos, estava no quintal de sua casa, no Morro do Turano [foto], no Rio Comprido. Ela foi atingida por um tiro no pescoço, provavelmente de algum traficante atirando para o alto e que não entende o efeito da gravidade. Alice morreu, a imprensa falou, a esquerda se calou.

Sempre pronta a defender as mortes que acontecem em operações policiais, sempre a PM é a culpada por qualquer homicídio que ocorra, mesmo antes de saber de onde veio a bala. Agora, aqueles que defendem os direitos humanos (que têm realmente de ser defendidos e é uma luta muitas vezes inglória) não se pronunciaram. Talvez se no lugar de tráfico fosse a milícia, poderiam ter tido algum tweet.

Nem uma nota de repúdio de alguns dos deputados da esquerda carioca, que passaram o dia criticando o mergulho de Jair Bolsonaro em Praia Grande (também um absurdo). Mas será que eles foram eleitos apenas para criticar o presidente e criticar a PM? A violência dos traficantes não importa aos chamados progressistas?

Será que a esquerda carioca não enxerga o problema do tráfico de drogas e de armas? É que o roubo de cargas, pirataria e outros crimes também continuariam a tirar vidas, mesmo com a liberação de drogas? Será que permanecerão para sempre em sua zona de conforto e não vão pedir medidas mais eficazes para combater a criminalidade em nossa cidade e estado? Ou para sempre vão dizer que o que falta é inteligência nas nossas forças de segurança?

A falta de pronunciamento das principais lideranças da esquerda sobre a morte de Aline, só coloca mais lenha naqueles que dizem que PSol e PT apenas defendem bandidos. E como seria diferente, quando em um caso destes escolhem o silêncio?

Título e Texto: Quintino Gomes Freire, Diário do Rio, 2-1-2021

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Chuva forte faz Rio de Janeiro entrar em estágio de atenção

Núcleos de chuva ganham força em diversos pontos da cidade

Akemi Nitahara

A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 10h45 de hoje (2). O estágio operacional do município estava em mobilização por causa das condições meteorológicas desde a madrugada do dia 31.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O avançou na escala ocorreu por causa do registro de chuva de 15,6mm em 15 minutos no Jardim Botânico, de 9,4mm em Sepetiba e de 16,8mm na Grota Funda. O critério meteorológico protocolar necessário para a mudança de estágio é a precipitação superior a 5mm em 15 minutos.

Segundo o Centro de Operações da prefeitura do Rio (COR), núcleos de chuva atuam e ganham força em diversos pontos da cidade, como na região do maciço da Tijuca, provocando chuva moderada a forte.

A previsão do Alerta Rio para a tarde de hoje é de chuva isolada moderada a forte, que pode vir acompanhada de raios e rajadas moderadas de vento, com velocidade de até 51,9 km/h.

A temperatura máxima deve chegar a 29°C. A partir da noite de hoje e para amanhã (3), a previsão é de chuva isolada fraca a moderada.

O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco. Indica que uma ou mais ocorrências já impactam a cidade, afetando a rotina de parte da população. 

O Rio de Janeiro está em estágio de mobilização por causa da pandemia de covid-19 desde o dia 2 de dezembro de 2020, por causa do aumento no número de casos na cidade. 

Título e Texto: Akemi Nitahara; Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil, 2-1-2021, 12h56

Cinco perguntas para o médico Ítalo Marsili

Psiquiatra é autor de várias obras, entre elas o livro ‘Terapia de Guerrilha’

Edilson Salgueiro Júnior

Italo Marsili [foto] é médico psiquiatra com dez anos de experiência, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor do best-seller “Os quatro temperamentos na educação dos filhos” e ministra cursos online nas áreas de relacionamentos, temperamentos e suplementação.

Em “Terapia de Guerrilha”, livro publicado em 2019 pela editora Auster, o psiquiatra descreve a geração atual como soft, desacostumada a qualquer tipo de intempérie, contrariedade ou incômodo. Por isso, Marsili propõe um remédio cujos componentes são: trabalhar, servir, ser forte e, last but not least, não encher o saco.

A Oeste, o psiquiatra elucidou os pontos fundamentais desta sua obra, que, grosso modo, é um manual anticoach, um chamado a autorresponsabilidade.

“Essa sua inveja ainda acaba com você” é o terceiro capítulo do Terapia de Guerrilha. Por que tratar sobre esse tema, a inveja, no livro?

A inveja é um dos temas mais importantes do meu livro, porque no Brasil ela é endêmica. Este é o país da maledicência disfarçada de piadinha, de “senso de humor”. Quem acha que denegrir a imagem dos outros é engraçado não sabe nada sobre bom humor, não passa de um invejoso que se rói por dentro. A inveja é um veneno para a alma. Um país de invejosos — de pessoas que não querem prosperar como o vizinho, mas afundá-lo — é um país que não tem como crescer. Muita gente tenta se proteger da inveja do outro, mas não olha para si mesmo, não trata da sua inveja primeiro. No meu livro, eu deixo muito claro: pare de olhar para a inveja do lado de fora. Encare a sua própria inveja, reconheça que ela existe, e de hoje em diante nunca mais pense mal de ninguém. Só abra a boca para falar bem dos outros. Na hora em que você tentar viver assim, vai ver que é difícil — vai se deparar com o tamanho da sua inveja. É aí que o trabalho começa.

Você recomenda aos homens que adquiram, antes de tudo, a força física. Só depois, de acordo com a sua teoria, os rapazes devem buscar a bondade. Por qual razão a força é mais importante do que a bondade?

Esse é o sujeito que não consegue fazer as coisas, desiste da luta porque é um fraco, mas sai de campo afetando superioridade moral só para não se sentir por baixo. A bondade nasce da força. Um sujeito fraco, que não vence as dificuldades, que desiste na primeira, não pode ser bom. Como alguém que não consegue ajudar ninguém pode ser bom? Você não é bom só porque evita o mal; você tem de ser bom fazendo o bem. E só faz o bem quem reuniu força para isso. No meu livro eu enfatizo que o sujeito tem de primeiro buscar a força física. A força física é um análogo da força moral. Se o sujeito não consegue levantar um peso, não consegue vencer a fraqueza do próprio corpo, não vai conseguir vencer os vícios morais, que são muito mais sofisticados. E não adianta dizer “ah, mas os santos não puxavam ferro”, porque você está muito longe de ser um santo. Você nunca vai amadurecer se não aprender a olhar para a sua posição exata na realidade. Ganhar força física ajuda o sujeito a ver suas limitações reais, e também suas possibilidades reais, e o efeito disso recai sobre a pessoa inteira. Ela começa a ver que não é o Super Homem, mas que pode ser alguma coisa melhor do que é hoje. O desejo de ser bom antes de ser forte é uma das fontes de neurose.

Um ano para rir (se não fosse para chorar)…

O pior do pior na selva pantanosa da política

Um Governo manipulador, quase sem oposição no Parlamento e sem contraditório na comunicação social, uma esquerda formatada nos métodos do KGB, uma extrema-esquerda calculista e implacável, uma comunicação social obediente, rastejante, veneradora e obrigada, um Presidente-desilusão e uma gestão caótica da maior crise de saúde do nosso tempo marcaram 2020, um ano que só pode agradar à bicharada que habita a selva pantanosa da política nacional. Para a Direita, foi mais um ano perdido.

Hugo Navarro

Dizem que António Guterres se retirou da política nacional por já não poder suportar “o pântano” em que ela se tinha transformado: o cheirete da partidarite cega e da corrupção dominavam já nessa altura a vida pública, embora ninguém pudesse adivinhar que o que então se vivia era uma pálida imagem do que estaria para vir. Imagine-se, pois, o que a delicada pituitária do atual secretário-geral da ONU não teria de sofrer se voltasse hoje às águas lamacentas do partidarismo português, onde cada vez mais predomina o fartum râncido do seu próprio partido.

Este 2020 que hoje termina foi um ano pantanoso, sem qualquer dúvida, marcado pela mais descarada manipulação das nomeações para cargos públicos estratégicos: a esquerda não resiste à tentação de dominá-los, e nessa matéria o PS tornou-se um verdadeiro especialista. Depois de um “acordo” entre o Presidente da República e o chefe do Governo ter feito substituir no cargo de Procuradora-Geral da República a juíza Joana Marques Vidal (a primeira, em muitos anos, a afrontar o poder socialista e a investigar poderosos na sua área de influência) pela juíza Lucília Gago (uma senhora muito simpática mas sem o pulso e o impulso da anterior PGR), António Costa reincidiu: desta vez, informou por telefone o presidente do Tribunal de Contas, o reto e corajoso Vítor Caldeira, de que o seu mandato não seria renovado, e nomeou para o lugar um inócuo funcionário. Isto quando já se anunciava a vinda de uma ‘bazuca’ europeia de muitos milhares de milhões de euros que será necessário fiscalizar e num momento em que cresciam preocupações quanto à aplicação de dinheiros públicos e à lei da contratação pública.

Para que não restassem dúvidas sobre a selva pantanosa em que vivemos, o Governo de Costa fechou com Mário Centeno a contratação do ano: libertou do seu cargo o ministro das Finanças, cuja ambição ameaçava tornar-se excessiva incómoda, aprisionando-o numa gaiola dourada, o Banco de Portugal, onde ele dificilmente estará em condições de fazer ondas. Para o seu lugar, escusado será dizer, avançou João Leão, mais um funcionário sem qualquer peso ou vontade própria.


A nível partidário e parlamentar, o ano que hoje finda ficou marcado pela afirmação do Chega! E pelo afastamento do Bloco de Esquerda em relação à governação socialista.

Faroeste 2.0

… pensar e tentar montar o pensamento de um jeito que leve os outros a pensar também — ou pelo menos a se divertir, que não é menos importante que pensar

Guilherme Fiuza

Nunca escrevo em primeira pessoa, porque não interessa a ninguém, mas vou quebrar a regra pra falar de uma coisa boa. E, já que o mundo virou de cabeça pra baixo, primeira pessoa pode ser considerada última. Então, vamos falar aqui em última pessoa, lá do fundão da classe, jogando conversa fora que ninguém é de ferro.

No início de 2020 o Augusto Nunes me falou de um projeto novo em gestação. Como o Augusto está sempre gestando alguma coisa nova, não cheguei a me surpreender. Quando li Minha Razão de Viver — a história de Samuel Wainer contada pelo Augusto Nunes, um clássico dos anos 1980 —, aprendi a prestar atenção nas coisas que ele faz. E me meti num caminho no qual estou há mais de três décadas. Não me refiro especificamente ao jornalismo, profissão à qual sou grato sem nunca ter sido apaixonado por ela, mas a outra coisa que não sei definir jornalisticamente.

Talvez uma mistura do ofício de contar histórias com a missão de tentar entender a História com o bonde andando. Pensar e tentar montar o pensamento de um jeito que leve os outros a pensar também — ou pelo menos a se divertir, que não é menos importante que pensar. Enfim, o Augusto Nunes sempre me pareceu um cara que se diverte com coisa séria (não tente fazer isso em casa; ou melhor: tente, mas vá com cuidado).

Voltando ao início de 2020, num corredor da Jovem Pan, tava na cara do Augusto que ele estava prestes a se atracar com um brinquedo novo — e, como já dito, aí a coisa fica séria. E ficou.

O projeto era de uma revista — esta aqui que você está lendo. Interrompo aqui este texto em última pessoa pra dizer, do fundão da classe, que isto não é uma propaganda floreada da Revista Oeste. Juro que não. Vou até mudar aquela formulação lá do início: não estou quebrando a minha regra de nunca escrever em primeira pessoa pra falar de uma coisa boa. Pensando bem, este texto é pra falar de uma coisa ruim — que aconteceu praticamente junto com o nascimento da Oeste.

Churrascaria Estrela do Sul anuncia encerramento das atividades no Rio

Última unidade da Estrela do Sul no Rio de Janeiro, no NorteShopping, fechou ao término de 2020

Raphael Fernandes

Uma das churrascarias mais tradicionais do Rio de Janeiro, a Estrela do Sul anunciou, na última sexta-feira (01/01), o encerramento das suas atividades na cidade, com o fechamento da última unidade que ainda existia, no NorteShopping, em Cachambi, na Zona Norte da capital fluminense.

Oriunda do interior do Rio Grande do Sul, mas ”fincada” no Rio desde 1972, quando foi inspirada no símbolo do Botafogo Futebol e Regatas em sua sede no Mourisco, na Zona Sul, a Estrela do Sul teve , ao longo desses 48 anos de existência, unidades também na região do Maracanã, Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

”Durante todos esses anos, procuramos atender nossos clientes com excelência. Falhas houveram, mas a intenção sempre foi acertar e, após buscarmos diversas formas de nos manter no mercado, diante de todo cenário econômico atual que estamos vivendo, a nossa casa fechou as portas, agradecendo a todos que ao longo desses anos nos ajudaram a construir a nossa história”, diz um dos trechos trecho do anúncio do fechamento.

Confira a publicação oficial da Churrascaria Estrela do Sul anunciando o encerramento das atividades

Os altos e baixos da vida

Nelson Teixeira

A vida sabiamente tem seus ciclos.

A natureza perfeita nos mostra que há um tempo para a noite escura, mas também há um tempo para o dia, ensolarado, produtivo e belo.

Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua.

Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade.

Os dois lados da moeda têm sua beleza e também seu aprendizado. Porém, é na dificuldade que mais aprendemos.

É na adversidade que descobrimos que somos capazes de muito mais.

Como evoluir, se nunca formos testados?

Como escolher a luz, sem conhecer a escuridão?

Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 2-1-2021

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Que legitimidade?

Será que, como alternativa à chamada democracia iliberal, se prepara um liberalismo não-democrático com o regresso de vanguardas especialmente ungidas para interpretar e representar a vontade popular?

Jaime Nogueira Pinto 

Carl J. Friedrich, um constitucionalista germano-americano (1901-1984), explicava a questão da legitimidade contando a história de um velho reino e de um velho rei.

Nesse reino lendário, o princípio da legitimidade do poder era um interdito: não se podia fazer guerra em dia de chuva. Por isso, quando o reino foi invadido na estação das chuvas o velho rei reuniu o seu Conselho: o que fazer? Deviam ou não dar batalha aos invasores? As opiniões dividiam-se, mas como se tratava de um reino antigo, o rei ouvia o Conselho, mas decidia sozinho. E argumentou assim: o povo acredita em nós, porque acredita que não se pode fazer guerra num dia de chuva; se fizermos guerra num dia de chuva, podemos ganhar ou perder. Se perdermos, o povo vai condenar-nos. Se ganharmos, ganhamos, mas o povo deixará de acreditar no princípio em que se baseia o nosso poder, pois quebramos o mandamento principal da nossa comunidade – não fazer guerra num dia de chuva. Vamos então seguir o princípio e não vamos resistir nem combater em dias de chuva. Sofreremos a ocupação, mas o povo continuará a acreditar em nós e um dia o inimigo será forçado a sair pela revolta do povo.

C.J. Friedrich concluía a parábola, dizendo que este rei sabia bem o que era a legitimidade.

Nas sociedades tradicionais o poder era considerado um dom dos deuses ou de Deus. Zeus, Júpiter, Jeová, Alá, Deus-Pai, todos princípio e causa de todas as coisas, tinham determinado, por um especial carisma, que um homem, uma dinastia, uma classe, uma assembleia oligárquica, um Senado, um Conselho dos Dez, mandasse, fizesse leis, executasse os atos necessários à governação. Durante séculos, os melhores e mais sofisticados espíritos da Humanidade, de Platão e Aristóteles a Santo Agostinho e S. Tomás de Aquino, de Nicolau Maquiavel e Jean Bodin a Thomas Hobbes e Bossuet, de Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau a Thomas Paine, de Hegel a Marx, de Lenine a Mussolini, de Heidegger a Hannah Arendt, sem contar com uma infinidade de teólogos, juristas, constitucionalistas e politólogos, discutiram e argumentaram sobre a melhor forma de Governo e de como se legitimava. Ou pela origem, ou pelo exercício, ou pela decisão da maioria, ou pela vontade de vanguardas ou minorias esclarecidas, que se autoproclamavam supremos intérpretes do povo.

Terminado um violento século XX, em que se confrontaram o comunismo, o fascismo, o nazismo, o liberalismo, a democracia, chegou-se à vitória da democracia liberal e do capitalismo econômico. Isto depois de várias guerras localizadas e mundiais, civis e interestaduais, quentes e frias.

O que está implícito e explícito na democracia liberal é que se aboliram as teorias mais ou menos “religiosas” ou “esclarecidas” do poder – do Absolutismo de Bossuet ao bolchevismo de Lenine – e se puseram de parte dinastias legitimadas pela graça de Deus ou pelos mistérios do sentido da História passando o poder a depender da chamada vontade geral ou da vontade popular maioritária, determinada a partir de uma eleição, por sufrágio secreto e universal.

São Paulo barra gratuidade de transporte para idoso até 65 anos

A medida passará por período de transição em janeiro

Flávia Albuquerque

A partir de hoje (1º), começam a vigorar as novas medidas implantadas pelo governo de São Paulo e pela prefeitura da capital paulista para a concessão de gratuidade no sistema de transporte público. A gratuidade que valia a partir dos 60 anos passará a contemplar apenas passageiros acima dos 65 anos que utilizam ônibus municipais e intermunicipais EMTU, Metrô e CPTM. Ou seja, aqueles que tiverem entre 60 e 65 anos passam a pagar a passagem.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em nota conjunta, prefeitura e governo estadual detalharam que as novas medidas passam por período de transição ao longo do mês de janeiro e começarão a vigorar a partir de 1º de fevereiro.

“Este período de transição foi estabelecido para levar ao conhecimento e adaptação dos cidadãos. Passageiros com menos de 65 anos que já possuem um cartão do Bilhete Único Especial da Pessoa Idosa deverão providenciar a substituição do seu cartão por um modelo do tipo comum durante o mês de janeiro, pois os cartões com a gratuidade serão cancelados em 1º de fevereiro para quem não completar a idade mínima necessária”, destacou o comunicado.

A mudança, segundo governo estadual e prefeitura, acompanha a revisão gradual de políticas voltadas ao idoso, a exemplo da ampliação da aposentadoria compulsória no serviço público, que passou de 70 para 75 anos, a instituição no Estatuto do Idoso de uma categoria especial de idosos, acima de 80 anos, e a recente Reforma da Previdência, que além de ampliar o tempo de contribuição fixou idade mínima de 65 anos para aposentadoria para homens e 62 anos para mulheres.

Presidente Bolsonaro: última live do ano

Coronavírus: Fiocruz vai entregar 210 milhões de doses de vacina em 2021

Cerca de 4 milhões de brasileiros devem ser vacinados nas primeiras semanas de fevereiro

Artur Piva

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pretende entregar neste ano 210 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. O cronograma da entidade brasileira estima que 30 milhões de unidades até o fim de fevereiro, 70 milhões entre março e julho e outras 110 milhões no segundo semestre, quando a produção será 100% nacionalizada.

Foto: Cadu Rolim/Estadão Conteúdo

No dia 8 de fevereiro, a Fiocruz pretende fazer a primeira entrega de doses da vacina ao Ministério da Saúde. Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da entidade, estima que 4 milhões de brasileiros serão imunizados no começo de fevereiro. “Com a primeira liberação de doses, vamos ter a capacidade de vacinar no Brasil, logo nas primeiras semanas de fevereiro, quase o mesmo número de pessoas que já foram vacinadas em todo o mundo durante o mês de dezembro, que são cerca de 4 milhões em 12 países”, garantiu.

Título e Texto: Artur Piva, revista Oeste, 1-1-2021

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A passagem

[Diário de uma caminhada] «Sentir & Saber», de António Damásio, e a distopia da igualdade

Que nos traz de novo a última obra de António Damásio, Sentir & Saber? Muito, mas destaco permitir inferir sem ambiguidades que a igualdade e a desigualdade são tão fundamentais quanto indissociáveis

Gabriel Mithá Ribeiro

Há dias escrevi sobre O Erro de Descartes (1994), livro de António Damásio. O autor conferiu um cunho revisto e incisivo aos temas então tratados no novo livro, Sentir & Saber. A caminho da consciência (Lisboa, Temas e Debates, 2020), obra incontornável que volta interpelar-nos sobre quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos enquanto espécie humana.

Se bem que o autor não o faça de modo explícito, parto do pressuposto de não existirem descontinuidades entre indivíduo e coletivo. Daí que o livro permita inferir que, entre os erros que mais ameaçam os equilíbrios das nossas sociedades e instituições, está a sobrevalorização do ideal de igualdade que conquistou larga supremacia sociopsicológica e sociocultural, a ponto de diabolizar a legitimidade social da desigualdade.

A tese central do pensamento de António Damásio é a da plenitude da condição humana resultar do equilíbrio entre o biológico e o mental, o sujeito e o meio envolvente, o presente e o longuíssimo percurso histórico desde a mais remota ancestralidade ou o individual e o social. Nenhuma dessas dimensões pode ser minimizada, subjugada, descartada, mesmo no campo das escolhas ideológicas mais comuns.

É por isso que a sobrevalorização política e social da igualdade só não atentaria contra a condição humana se a nossa espécie se apresentasse, no presente, como uma caixa vazia à espera de ser preenchida pelos ideólogos de serviço. Equiparável à de Jordan Peterson, a obra de António Damásio é demasiado clarividente e irrebatível na recusa liminar de tal possibilidade.

No balanço que se pode fazer após tão importante aprendizagem, a igualdade é tão fundamental quanto a desigualdade. Esse é o compromisso civilizacional mais justo e sustentável ao qual devemos estar obrigados quando o nosso objeto é o sujeito coletivo.

Dinesh d’Souza e o dilema ocidental

Faço um desvio para introduzir Dinesh D’Souza (The End of Racism, 1996). Este autor demonstra que a civilização ocidental é a que mais e melhor busca, desde a sua origem, os compromissos que equilibram a espécie humana.

[Aparecido rasga o verbo] O Mártir do Gólgota

Aparecido Raimundo de Souza

FINAL DE ANO, COMEÇO DE OUTRO, nada melhor que falarmos um pouco de um Grande Homem, Jesus Cristo, uma vez que o Natal e o Ano Novo trazem profundas ligações com seu nascimento, morte e ressurreição. Todos as senhoras e os senhores devem saber que existe uma tradição no Antigo Testamento de narrar o surgimento de heróis bíblicos. Foi assim com Sansão, Samuel, Davi, Jacó, Isaac, os Doze Patriarcas e, principalmente, Moisés.

Estas narrativas costumam trazer alguns pontos comuns, como a anunciação do nascimento por algum sonho ou entidade mística, profecias sobre o futuro da criança e atos extraordinários desse personagem na juventude. O que, mesmo que não descartemos a possibilidade da existência de feitos inexplicáveis, ou acontecimentos sobrenaturais, somente isto não deixa de propagar uma enorme sombra de dúvidas sobre as Narrativas de infância que aparecem nos Evangelhos de Lucas e Mateus e mesmo nos Apócrifos.

O problema mais óbvio, neste caso é: se nenhum dos homens que atuaram nos primeiros anos da Igreja estava junto com José e Maria, desde a concepção de Jesus, quem teria narrado a sua infância aos Evangelistas? Sabemos de cor e salteado, que Maria ainda vivia enquanto se formava a Igreja Primitiva. Por isso, e por ser a figura ideal para contar histórias sobre o nascimento de Jesus, Maria foi eleita por alguns pesquisadores como a fonte das Narrativas da sua infância.

Todavia, devemos ter em mente, existir muita confusão nos dados, como no episódio da purificação dela, no Templo, após o nascimento de Jesus. A maioria dos doutores modernos que se dedicam a pesquisar sobre Ele, assume que as tradições que foram compiladas das Narrativas da Infância são diferentes daquelas que trazem, à luz, o ministério público do nosso mais ilustre personagem. O que isto quer dizer? Para as primeiras, não houve testemunhas oculares para corroborar, passo a passo da vida pública do Nazareno.

Por segundo, um sem-número de inexatidões históricas, discordâncias e divergências, contradições e incompatibilidades, lendas e profecias cercam o nascimento do Filho de Deus. As narrativas dos tempos do menino Jesus —, segundo J. M. Coetzee, reúnem pouquíssimas informações e, muitas vezes, ‘são absurdamente incoerentes e desinteligentes’. Fustigam, como algo ao fogo, os pontos de harmonia e conciliação entre ambos que têm algum valor histórico. Sobre o ano do nascimento Dele, por exemplo, há consenso entre alguns historiadores, como A Busca do Jesus Histórico, de Albert Schweitzer e Quem é Jesus Cristo, de Greg Gilbert.

Os dois autores acima batem ferrenhamente na tecla de que ‘Ele não nasceu no ano Zero da Era Cristã, mas sim entre seis e oito a.C’. A confusão seria resultado de ‘um erro grosseiro de calendário romano. Naquele período, toda a Palestina se encontrava sob o jugo e domínio do Império Romano, os grandes dominadores do mundo de então’. Leonardo Boff sustenta em Jesus Cristo Libertador, que ‘Tibério César, então imperador, e Herodes, o Grande, governava a Judeia, onde se encontrava a cidade de Belém...’.

Salário-mínimo passa a valer R$ 1.100 a partir desta sexta-feira

Reajuste em relação a 2019 é de 5,26%

Kelly Oliveira

A partir de hoje (1º), o salário mínimo passa a valer R$ 1.100, conforme a Medida Provisória nº Nº 1.021, publicada no Diário Oficial da União, no último dia 30. No ano passado, o salário mínimo estava em R$ 1.045.

O reajuste em relação a 2020 ficou em 5,26%. Foi levado em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a novembro e a variação estimada do mercado financeiro para o índice em dezembro de 2020.

Segundo o Ministério da Economia, no dia 12 deste mês, quando o INPC de dezembro será divulgado, o novo valor do salário-mínimo poderá ser corrigido para assegurar a preservação do poder de compra definida pela Constituição. Isso aconteceu na virada de 2019. Em 31 de dezembro de 2019, foi anunciado que o salário-mínimo de 2020 seria de R$ 1.039. Em janeiro, quando foi divulgado o INPC de dezembro — que ficou acima da projeção inicial —, o valor foi ajustado para R$ 1.045.

Essa é a terceira definição de valor para o salário mínimo de 2021. No dia 15 de dezembro, o governo aumentou de R$ 1.067 para R$ 1.088 a estimativa para o salário-mínimo. O valor constava de mensagem modificativa ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Haja coração!

by Henrique Monteiro