quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Velozes e insaciáveis

FC Porto venceu o OGC Nice (3-0) e subiu aos lugares de apuramento direto para os “oitavos” da Liga Europa

Na centésima aparição de Diogo Costa no Estádio do Dragão, o capitão do FC Porto foi um mero espectador atento na vitória frente ao OGC durante 90 minutos (3-0). 

A supremacia azul e branca deu frutos logo aos 18 segundos - Gabri Veiga apontou o golo mais rápido do anfiteatro portista - e prolongou-se em castelhano: o camisola 10 bisou ainda na primeira parte e Samu completou o triunfo que levou o plantel de Francesco Farioli até à zona de apuramento direto para os oitavos de final da Liga Europa. Os da Invicta são quintos classificados da fase de liga com 10 pontos. 

Matej Jug deu ordem para o início do jogo, os nove jogadores do FC Porto posicionados sobre a linha de meio-campo distribuíram-se estrategicamente pelo terreno adversário e Pepê combinou com Alberto Costa antes de ganhar espaço junto à linha final para cruzar atrasado. Alan Varela deixou o esférico passar para Gabri Veiga e o médio fez o primeiro da tarde com um remate forte ao primeiro poste. Tudo isto em 18 segundos, o registo mais rápido do Estádio do Dragão - a par do golo de Galeno ao Rio Ave, na terceira jornada de 2024/25. 

O banco azul e branco protestou um contacto perigoso de Dante no joelho de Alan Varela (20m) e só viria a levantar-se novamente aos 33 minutos, quando Froholdt recebeu de Alberto, rodou para encontrar opções e descobriu Gabri Veiga solto à entrada da área. O galego furou a linha defensiva francesa e, de pé esquerdo, atirou sem dar hipóteses a Diouf para completar o bis (2-0). 

Histórico: Portugal Campeão do Mundo de sub-17

Portugal sagrou-se esta quinta-feira, pela primeira vez, Campeão Mundial de futebol de sub-17, ao vencer a Áustria por 1-0, golo de Anísio Cabral, na final disputada em Doha


RTP

Um golo de Anísio Cabral, ainda na primeira parte, aos 32 minutos, decidiu o encontro a favor da equipa das 'quinas'. 

Atual campeã europeia, a seleção portuguesa já tinha assegurado a melhor participação de sempre na competição, superando o terceiro lugar de 1989, então disputado no escalão de sub-16, com o atual selecionador Bino Maçães no elenco luso. 

Portugal chegou à final à quarta presença, em 20 edições, depois do terceiro lugar em 1989, na Escócia, e de ter sido eliminado nos quartos de final em 1995, no Equador, e 2003, na Finlândia. 

No percurso para o jogo decisivo, a seleção lusa eliminou o Brasil nas meias-finais, no desempate por grandes penalidades (6-5, após empate 0-0), depois de ter afastado a Suíça (2-0), nos ‘quartos’, o México (5-0), nos ‘oitavos’, a Bélgica (2-1), nos 16 avos de final, e de ter terminado no segundo lugar do Grupo B, atrás do Japão (derrota por 2-1) e à frente de Marrocos e Nova Caledónia, que goleou por 6-0 e 6-1, respetivamente. 

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15-11-2025

Centro do Rio: Associação Brasileira de Imprensa coloca parte de seu edifício-sede para locação

Considerado um dos primeiros prédios modernistas do país, o Herbert Moses é tombado, isento de IPTU e oferece andares com cerca de 800 m² cada

Victor Serra

De olho no movimento de retorno das atividades empresariais do Centro, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) abriu quatro andares do seu prédio-sede para locação. São 800 metros quadrados por piso, em um total de 13 andares, com tombamento histórico e isenção de IPTU, um atrativo a mais para quem busca uma laje corporativa. O edifício, em uma das melhores localizações do bairro, fica na Araújo Porto Alegre, a poucos metros do Aterro do Flamengo e do Aeroporto.

Batizado de Edifício Herbert Moses, foi erguido entre no final da década de 30 em um terreno doado pelo então prefeito Pedro Ernesto. É considerado uma das primeiras e mais emblemáticas construções modernistas do país. O projeto é associado aos irmãos Marcelo e Milton Roberto. Nasceu de um concurso idealizado por Herbert Moses e viabilizado com empréstimo no Banco do Brasil, articulado por ele com apoio de Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha.

O prédio se tornou referência por soluções inovadoras como o brise-soleil, aplicado ali pela primeira vez no Brasil, com fachada e planta livres, teto-jardim e estrutura independente. Tombado desde 1965, mantém o hall de granito, elevadores originais voltados para a rua e detalhes preservados em diversos andares, como revestimento de sucupira e o tradicional Auditório Oscar Guanabarino.

Câmara aprova lei que proíbe consumidor de exigir que entregador vá até a porta do apartamento

O projeto agora vai para ser sancionado ou não por Eduardo Paes (PSD). Caso o prefeito seja favorável, as encomendas deverão ser entregues na portaria ou em outro local previamente definido pela administração do prédio

Felipe Lucena

Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprovou, na sessão desta quinta-feira (27/11), o Projeto de Lei 2906-A/2024, que proíbe o consumidor de exigir que o entregador de aplicativo faça a entrega na porta do apartamento.

O projeto agora vai para ser sancionado ou não por Eduardo Paes (PSD). Caso o prefeito seja favorável, as encomendas deverão ser entregues na portaria ou em outro local previamente definido pela administração do prédio.

Segundo o texto (que recebeu quatro emendas e foi aprovado por 36 votos a 0), as empresas de delivery serão obrigadas a informar aos usuários as novas regras. Assim, caberá aos condomínios comunicar aos moradores sobre a obrigatoriedade do cumprimento da lei, podendo ainda disponibilizar espaços apropriados para a retirada das encomendas.

O projeto é assinado pelos vereadores Rocal (PSD), Felipe Pires (PT), Flávio Pato (PSD) e Thais Ferreira (PSOL), além do ex-vereador Felipe Michel e das comissões envolvidas.

Exceções

Táxis recebem autorização para cobrar 'Bandeira 2' durante todo o mês de dezembro

Medida passa a valer no dia 1º

O Dia


A prefeitura autorizou que os táxis convencionais utilizem a tarifa de "Bandeira 2" durante todo o mês de dezembro. A resolução foi publicada no Diário Oficial, nesta quinta-feira (27), pela Secretaria Municipal de Transportes. 

A medida, que tradicionalmente ocorre neste período do ano, por conta do Natal, entrará em vigor a partir das 6h do dia 1º de dezembro, com validade até as 21h do dia 31 de dezembro, sem restrição de horário.

O valor atual do quilômetro rodado na tarifa convencional é de R$ 3,65. No caso da "Bandeira II", o valor do quilômetro rodado passa para R$ 4,38.

Atualmente a cidade do Rio conta com mais de 30 mil táxis em circulação.

Título e Texto: Redação, O Dia, 27-11-2025, 11h38 

26-11-2025: Oeste sem filtro – Lula acha que prisão de Bolsonaro é… lição de democracia(!!) + STF (aquela turma, sabe?) abre ação penal contra Eduardo Bolsonaro (e, com toda a certeza, o condenará a uns vinte anos de prisão etc… PELA DEMOCRACIA!)


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[Daqui e Dali] Como eram escolhidos os deputados, segundo Eça. E agora?

Humberto Pinho da Silva

Ao ler "Uma Campanha Alegre", de Eça de Queiroz, encontrei passagem escrita em junho de 1871, em que o escritor explica como se escolhiam os deputados do seu tempo. Por ser interessante, e bastante curioso, translado para o leitor poder avaliar, segundo Eça, como eram escolhidos os políticos, no seu tempo:

O Governo, pois, “nomeia” os seus deputados. Estes homens são, naturalmente e logicamente, escolhidos entre amigos dos ministros. Por dois motivos:

1º - Porque a amizade supõe identidade de interesses, confiança inteira.

2ª - Porque sendo a posição de deputado ociosa e rendosa, é consoante que seja dada aos amigos íntimos – aqueles que vão ao enterro dos parentes e trazem o pequerrucho da casa às cavalitas

"Os amigos dos ministros são, naturalmente, os primeiros escolhidos. Para completar o número de uma maioria útil, estes amigos, mais em contacto, indicam depois outros, seus parentes, que procuram colocar os seus aderentes que querem utilizar:

"Tu não tens ninguém pelo círculo tal? - Pergunta X ao ministro seu íntimo.

" Não."

"Espera! Tenho um primo. O pobre rapaz tem poucos meios, é pianista. Mas é fiel como um cão. Um escravo! Posso dizer ao rapaz que conte com a coisa?"

"Podes dizer ao rapaz."

O leitor alheio às lides políticas. pode perfeitamente perceber pelo texto, como em 1871, os representantes do povo – que ocupavam as cadeiras da Casa da Democracia e deambulavam pelos Passos Perdidos, eram escolhidos; e ainda conhecer o valor e competência que possuíam para debater leis e o Governo da Nação.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

“A escolta abre fogo sem aviso!”

Aleksandr Soljenítsin

“A escolta abre fogo sem aviso!” Nesta fórmula está contido todo o estatuto especial da escolta, o seu poder sobre nós, para além da lei.

Ao dizer “escolta” usamos a palavra habitual do Arquipélago: dizia-se também (e até com mais frequência nos ITL) – Vojhra ou simplesmente “Okhra”. Mas o nome oficial era Voieniziróvannaia Strelkóvaia Okhrana (Guarda Militarizada de Infantaria) do MVD, e “escolta” era apenas um dos serviços possíveis da Vokhra, a par dos serviços “de guarda”, “de zona”, “de cordão” e “de divisão”.

O serviço de escolta, mesmo quando não há guerra, é comparável ao da frente. A escolta não teme quaisquer julgamentos e não tem de dar explicações. Qualquer um que dispare tem razão. Qualquer morto é culpado, porque queria fugir ou saiu de linha.

Aqui temos duas mortes no campo de Ortau(multiplique-se pelo número de campos). Um fuzileiro conduz um grupo sob escolta, um preso sem escolta aproxima-se da sua namorada que vai no grupo, e caminhou ao lado dela.

“Afasta-te” – “Isto incomoda-te?” Um disparo. Morto.

Um julgamento de comédia, o fuzileiro foi ilibado: ofendido no desempenho das suas funções.

Um zek se aproxima, com um papel na mão, de outro fuzileiro que estava de guarda. (no dia seguinte ia sair em liberdade.) Pediu: “Deixa-me passar, vou à lavandaria (fora da zona), é só um instante!” – “Não se pode”. – “Mas eu amanhã saio em liberdade, parvo!” Disparou. E nem sequer foi a julgamento.

Em 1938, perto do Ural, junto ao rio Vichera, um incêndio florestal avançava como um furacão – da floresta em direção a dois campos. O que fazer dos zeks? Era preciso decidir em minutos, não havia tempo para consultas. A guarda não os deixou sair e morreram todos queimados. Assim mesmo, tranquilamente. Mas se os soltassem e eles fugissem, a guarda seria julgada.

Não há dúvida que a seleção da guarda armada do MVD tinha uma grande importância no ministério. Mas o verdadeiro recrutamento e treino científico dessas tropas só começou com o aparecimento dos Campos especiais – no final dos anos 40 e princípio dos 50. Passaram a incorporar nelas apenas rapazes de dezanove anos e a submetê-los de imediato a uma intensa radiação ideológica.

Were The Brits Behind Bloomberg’s Russian-US Leaks?

Andrew Korybko 

Russia’s Foreign Intelligence Service warned earlier the same day as Bloomberg’s report that the Brits are hellbent on discrediting Trump in order to undermine his latest peace efforts for resolving the conflict from which they profit

Bloomberg shared what it claimed to be the transcripts of calls between Trump’s Special Envoy Steve Witkoff and Putin’s top foreign policy aide Yury Ushakov as well as between Ushakov and Putin’s other advisor Kirill Dmitriev about the Ukrainian peace process. The gist of the Witkoff-Ushakov call was Witkoff’s proposal to have Putin suggest a Gaza-like 20-point peace deal for Ukraine during an upcoming call with Trump while the Ushakov-Dmitriev one implied that the leaked draft was Russian-influenced.

Ushakov declined to comment on his talks with Witkoff but said that “Somebody tapped, somebody leaked, but not us” whereas Dmitriev flat-out described his purported call with Ushakov as “fake”. For his part, Trump defended Witkoff’s alleged “coaching” of Ushakov on how Putin should deal with him by reminding everyone “That’s what a dealmaker does. You got to say, ‘Look, they want this – you got to convince them with this.’ That’s a very standard form of negotiations.”

As regards the possibility that the draft framework was Russian-influenced, the notion of which has been pushed by the legacy media to discredit the proposed mutual compromises therein, that was already debunked. Secretary of State Marco Rubio, who also serves as National Security Advisor, said that “The peace proposal was authored by the U.S. It is offered as a strong framework for ongoing negotiations It is based on input from the Russian side. But it is also based on previous and ongoing input from Ukraine.”

Castigo exemplar

Rafael Nogueira

Desde 2013 o Brasil vive um mal-estar persistente com a classe política. Impeachment e arranjos de bastidor foram aparecendo como paliativos que não curam. Derrubou-se Dilma, emendou-se Temer, e a sensação era a mesma: o país seguia com a ferida aberta, agora com as ruas cientes da própria voz.

É nesse cenário que surge Bolsonaro, não como causa, mas como síntese. Ex-militar paraquedista, convertido em deputado folclórico de gabinete modesto, com retórica de boteco, ele sempre falou a língua daquilo que chamavam, com certo desprezo sociológico, de “povão”. Nasceu o “Mito” não de um projeto publicitário milimetricamente desenhado, como o Lula de 2003, mas de um improviso popular. O rótulo emergiu como fenômeno espontâneo de uma maioria silenciosa pedindo alguém que a representasse, ainda que de forma imperfeita. Sem essa energia acumulada, 2018 teria sido apenas mais uma eleição tediosa entre gerentes do mesmo condomínio.

Escrevo como conservador que acompanhou a nova direita desde sua infância: sabíamos que éramos jovens demais para a Presidência, e mesmo assim não houve como recusar a ocasião. A alternativa era devolver o país à esquerda que normaliza o crime, flerta com ditaduras amigas e carimba qualquer tentativa de direita consequente como “fascismo”. A direita bem-comportada, polida, desinfetada e perfeitamente inofensiva, só existe porque alguém, antes, apanhou em seu lugar. Foi Bolsonaro que entrou no ringue. E sangrou de verdade numa tentativa de assassinato ainda não convincentemente esclarecido.

No poder, Bolsonaro encontrou o que sempre encontra quem se recusa a curvar-se aos poderes informais do país. Não constam da Constituição, mas são muito reais: hostilidade sistemática, Congresso indócil, Judiciário expansivo, imprensa em modo campanha permanente, elite social que o tratava como invasor de condomínio. Ainda assim, em meio à pancadaria institucional, merece registro que a criminalidade violenta começou a cair de forma consistente, pela primeira vez em décadas. Entre 2019 e 2022, as taxas de homicídio recuaram cerca de 30%, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, resultado de endurecimento deliberado, fortalecimento das polícias, combate mais firme ao crime organizado e de uma imagem simbólica de intolerância ao banditismo, oposta ao clima “paz e amor” tão conveniente às facções.

Com mais de 30 obras, Exposição de Presépios é inaugurada na Catedral de São Sebastião

Visitação é gratuita e aberta ao público. O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra (MAAS) fica no subsolo da Catedral. Visitação vai até 11 de janeiro

Patricia Lima

Nesta quarta-feira (26), a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro abre para visitação pública no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra (MAAS): a Exposição Arquidiocesana de Presépios. A visitação vai até 11 de janeiro. 

Foto: ArqRio

Segundo o diretor artístico do MAAS, Padre Fernandes Elias Junior, a mostra é resultado de um pedido feito pelo Cardeal D. Orani Tempesta no ano passado, após a inauguração de outra exposição. A mostra conta com mais de 30 obras de artistas do Brasil e do exterior.

O acervo é composto por cerca de sete colecionadores (expositores), que são ligados à arte ou colecionam os trabalhos há anos. Entre os expositores está o frei Roger, do Convento de Santo Antônio, que cedeu 18 presépios. O produtor cultural João Prata, de São Paulo, também é outro destaque, com o empréstimo de 12 ou 13 obras da sua coleção, que tem trabalhos expostos no Museu de Arte Sacra de São Paulo.

Os presépios italianos expostos em vitrine, a peça de Caruaru (PE),  o presépio moderno da professora Beatriz, de Belo Horizonte, o presépio das irmãs Carmelitas do Morro de Santa Teresa – pela primeira em uma exposição – são trabalhos de grande destaque da mostra.

Homem é preso por se vestir como a própria mãe morta para sacar aposentadoria

Durante as investigações, autoridades encontraram corpo da mulher mumificado na casa do filho

O Dia

Um homem de 57 anos foi a um cartório usando roupas femininas e uma peruca se passando por sua mãe, Graziella Dall’Oglio, para tentar renovar a identidade dela e ganhar valores da aposentadoria da mulher em Borgo Virgilio, norte da Itália. Depois, as autoridades descobriram que a idosa morreu há cerca de três anos e seu cadáver era mantido no porão de casa, para que ele continuasse recebendo a pensão.

Autoridades divulgaram foto do homem disfarçado e da sua mãe

De acordo com o jornal "Corriere della Sierra", os funcionários do estabelecimento perceberam na hora que o homem, não identificado, estava disfarçado, e recomendaram que ele voltasse ao local com uma vestimenta mais adequada. Quando voltou ao cartório, policiais o aguardavam e começaram as investigações.

Durante as buscas, os agentes descobriram a morte de Graziella. O filho havia escondido o corpo para continuar recebendo dinheiro em nome dela. Informações preliminares indicam que a mulher teria morrido em 2022, por causas naturais.

Os restos mortais da idosa, já mumificados, foram levados ao necrotério do hospital de Mântua para exames. As autoridades investigam o homem por ocultação de cadáver e fraude contra o INPS, o instituto de previdência italiano. O caso aconteceu no último dia 10 de novembro.

Quanto custaria ao Vasco demitir Diniz? Multa chama a atenção

Caso seja demitido, o Vasco da Gama terá de pagar a Fernando Diniz e sua comissão técnica um valor considerado alto

França Fernandes

Antes de mais nada, o técnico Fernando Diniz vem tendo seu trabalho questionado no Vasco, com chance real de ser demitido. Caso o presidente Pedro Paulo de Oliveira opte pela mudança, o clube terá de pagar ao treinador e sua comissão técnica um valor considerado alto.

Foto: Alexandre Durão

A Agência RTI Esporte apurou que o contrato de Fernando Diniz com o Vasco é dividido igualmente em duas partes: uma em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e outra em CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) onde entram os direitos de imagem.

Ele tem vínculo até dezembro de 2026. Caso seja demitido, Fernando Diniz receberá metade do valor acordado que seria pago nos próximos 13 meses no acordo firmado em CLT com o Clube de São Januário.

Quanto aos direitos de imagem, as partes concordaram que o Vasco pagaria os três meses seguintes após uma eventual demissão. E não o valor total do restante do contrato, que seria recebido até dezembro do próximo ano.

Ainda segundo apurou a reportagem, a quebra de contrato de Fernando Diniz, nesse momento, é de R$ 13 milhões. No entanto, o valor vai diminuindo mês a mês. O treinador, vale ressaltar, ganha R$ 1 milhão por mês no Vasco.

25-11-2025: Oeste sem filtro – M. MANDA Bolsonaro mofar na PF

[Quadro da Quarta] “A manhã da execução dos Streltsi”, de Vassíli Surikov


Esta pintura tem 2,1 x 3,7 metros e foi a primeira obra de Vassíli Surikov sobre a história russa – além de sua primeira tela de grande formato exibida ao público.

"O surgimento de Surikov no mundo da arte com ‘A execução dos Streltsi’ foi impressionante. Ninguém tinha começado daquele jeito. Ele não oscilou, não experimentou e, como um trovão, estreou com esta obra", explicou Aleksandra Bôtkina, filha de Pavel Tretiakov, colecionador e fundador da Galeria Tretiakov.

A pintura foi apresentada pela primeira vez na 9° Exposição dos Itinerantes, em 1881, em São Petersburgo. Pavel Tretiakov levou-a diretamente da exposição para sua coleção.

Quem eram os streltsi na Rússia?

O exército streltsi surgiu sob o comando de Ivan, o Terrível, no século 16. Eles faziam parte do exército regular do país. Os streltsi eram recrutados entre os moradores livres de vilarejos e subúrbios.

Eram contratados dentre eles os mais talentosos, o que rendeu à corporação a reputação de uma força de elite. Às vezes, eles eram comparados aos janízaros do Império Otomano ou aos mosqueteiros franceses.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Direita e Centro se unem contra JORGE MESSIAS; Bolsonaro faz apelo por Anistia

Do GOLF ao SANDERO: como a Europa desmontou o seu próprio futuro

A Europa trocou a força pela culpa, a soberania pela dependência, a produção pela regulamentação, a cultura pela vergonha. E nenhum povo sobrevive quando deixa de acreditar na legitimidade da sua própria civilização

João Maurício Brás

Uma publicação recente de José Carvalho chamava a atenção para algo essencial: a queda vertiginosa do poder, da autonomia e da qualidade de vida no espaço europeu. Os dados apresentados, cruzados com muitos outros, revelam um cenário negro e, sobretudo, sem perspectiva de inversão.

Em 2010, o carro mais vendido na Europa era o Volkswagen Golf; em 2025, no primeiro semestre, é o Dacia Sandero. Esse detalhe aparentemente trivial resume quinze anos de degradação estrutural. O Golf de 2010 era produzido com motores alemães, aço europeu e mão-de-obra altamente qualificada. O Sandero de 2025 é montado na Roménia, com componentes vindos da Turquia, de Marrocos e da China.

O segundo mais vendido, o Renault Clio, depende de uma parceria japonesa e de uma linha de produção central na Turquia. A indústria europeia desfez-se e a incapacidade de transitar ordenadamente para a indústria 4.0 reduziu a União Europeia a uma teia burocrática, ineficiente, empobrecida, politicamente fragmentada e cada vez mais hostil à sua própria identidade. Entretanto, a China consolidou-se como o novo polo industrial do mundo. Já não é o gigante adormecido, mas a matriz tecnológica que redefine o futuro.

Os Estados Unidos, após décadas de desindustrialização, iniciaram um regresso a uma América produtiva e soberana, embora dificultado por uma polarização interna que corrói o consenso mínimo necessário a qualquer recuperação. O contraste é brutal.

A BYD, que começou com baterias recarregáveis, é hoje um dos maiores produtores automóveis do planeta, controlando toda a cadeia de valor. Está a erguer, por exemplo, em Zhengzhou uma megafábrica com capacidade para um milhão de veículos elétricos por ano, integrada desde a origem na robótica, na inteligência artificial e na sustentabilidade.

Na Europa, pelo contrário, a Alemanha, outrora motor da zona euro, perdeu cerca de 48.700 empregos na indústria automóvel nos primeiros nove meses de 2025, prevendo-se que perca mais 90.000 até 2030. O modelo industrial do século XXI já existe: está na Ásia. E funciona.

[Aparecido rasga o verbo] Sombras de uma alma inquieta

Aparecido Raimundo de Souza

Explicação necessária: achei essas frases num caderno esquecido num banco dentro do ônibus. Não sei se foi levada pelo propósito, ou se a jovem que as escreveu, deixou de propósito, ou de alguma forma queria ser lida, de forma anônima mostrando evidentemente a sua alma silenciosa. Talvez quisesse dar seu grito de um desespero sem limites. Resolvio trazer a baila. No fim uma assinatura. Alma complexa.

Em meus olhos,  sombras lúgubres dançam num baile dantesco. O silêncio rouba o caminho. Perdido, respiro o desespero.

Vento contra folhas. Algo sem endereço. Busca sem traços. Me perco entre estrelas desfalecidas. Nenhuma se faz cadente.

Dor de um amor proibido que não respira. A   sombra aperta o pulso lento. Em algum lugar o silêncio gira descompassado.

No escuro, um peso. Lágrimas caem sem dor. Dor que não some, apenas cria vazios imensuráveis.

Sol nas linhas de minhas mãos abertas. Risos de felicidade ecoam em meus ouvidos. Uma alegria sem fim me prende num redemoinho.

Pétalas dançam leves. O coração pula. A luz transborda, a felicidade flui. Contudo, não a encontro em mim.

Rodas no asfalto dessa estrada sem fim giram atormentadas. Horizontes logo à frente se fazem sem fronteiras. A liberdade do amanhã  nem ao menos dá sinais de vida. Tampouco sussurra.

Passos sem destino. A sua sombra some., o vento grita, a liberdade numa poça se afoga.

Coração pulsa leve. Mãos invisíveis me tocam sem calor. Parece até silêncio de amor sem talvez.

Rodas cortam o vento. Estradas sem fim logo a frente. Vejo uma caurva. O medo dança. Liberdade se faz em fuga.

Edmundo critica medalhões do Vasco e aponta grande erro do elenco

Ex-atacante do Vasco da Gama, Edmundo, analisou o momento ruim da equipe no Campeonato Brasileiro

Altair Alves

Sem papas na língua, o ex-atacante Edmundo voltou a comentar a péssima fase que Vasco da Gama atravessa no Campeonato Brasileiro. Em seu canal no Youtube, o Animal não mediu palavras para criticar a situação no Clube. 

Ao ser perguntado sobre um possível racha no elenco, Edmundo foi direto ao responder que os atletas estão acomodados. Para ele, alguns episódios envolvendo jogadores como Vegetti, Phillipe Coutinho e Léo Jardim contribuíram para o atual cenário.

– Eu não acho que o grupo esteja rachado, acho que está acomodado. Quando o Vegetti pede aumento, tendo contrato, e a diretoria dá, eu acho um erro muito grande. Isso só aconteceu porque o Phillipe Coutinho pediu a contratação do Souza e do Alex Teixeira. Na sequência, vem a renovação do Léo Jardim, que é justa, ele fez por merecer, mas aí você começa a fazer um jogo que é péssimo para dirigente. Eu nem sei quem são os empresários desses atletas, mas eles se falam, e quando eles encontram fragilidades, eles atuam, porque fonte de renda é uma só, é o Vasco da Gama.

Edmundo ainda revelou que também já se viu nesse contexto e que também já se acomodou quando era jogador. Ele cobrou uma postura mais enérgica da direção Cruzmaltina em relação a esses casos.

Desmontando a decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro

A prisão de Bolsonaro não ocorreu por causa da tornozeleira, mas pelo planejamento que nunca houve de um crime que não foi cometido

Mario Sabino

Para a surpresa de ninguém, os colegas de Turma do ministro Alexandre de Moraes votaram para manter a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. 

Imagem: Siegfried Albuquerque, Facebook

O enredo todo é estranho, e a prisão não foi decretada por causa da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, mas pelo planejamento que nunca houve de um crime que não foi cometido.

Na sua ordem de prisão, Alexandre de Moraes alega que a vigília de orações em prol de Bolsonaro, convocada pelo filho Flávio, visava a repetir o modus operandi dos acampamentos golpistas de janeiro de 2023. Na adivinhação do ministro, seria para causar tumulto e facilitar a fuga do ex-presidente da prisão domiciliar.

Para compor a sua peça, Alexandre de Moraes recorre aos casos dos fugitivos Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem e também à história de que Jair Bolsonaro cogitou pedir asilo à Argentina.

O ministro também afirma, na justificativa da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, que a embaixada dos Estados Unidos é próxima da casa do ex-presidente (13 quilômetros de distância) e que poderia ser alcançada em 15 minutos.

A tentativa de violação da tornozeleira aparece apenas na 14ª página de uma decisão de 17 páginas, em um parágrafo que começa com um “além disso”, no qual não há nenhuma referência à forma como se deu essa tentativa.

No frenesi de sábado, a imprensa tentou transformar a tentativa de violação da tornozeleira em principal motivo para a decretação da prisão preventiva, mas, ao que tudo indica, ela foi enfiada às pressas no despacho de Alexandre de Moraes, depois que o texto da ordem de prisão já estava pronto. A tentativa só veio a calhar para maquiar a aparência da arbitrariedade, desde que não se entrasse em pormenores, que nada têm de menores.

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