quinta-feira, 27 de junho de 2019

Dominação e emancipação

Péricles Capanema


Amigos me solicitaram que escrevesse de novo sobre o chamado marxismo cultural — de momento tão relevante e na moda em decisivos meios de esquerda e na direita — e, de forma congruente, pusesse no texto informações pertinentes à Escola de Frankfurt [foto acima], atemorizador negotium perambulans in tenebris para tantos e com bons motivos. Apenas como informação provavelmente inócua, o artigo anterior “Esclarecimentos sobre o marxismo cultural”, está em meu blog desde 25 de fevereiro último.

Obediente, volto ao assunto. De passagem, o hoje denominado marxismo cultural foi também chamado de marxismo ocidental, aqui e ali é qualificado de Teoria Crítica, marxismo da Teoria Crítica, um dos fundamentos doutrinários da revolução cultural. Nem faz falta realçar a importância da revolução cultural (e a consequente necessidade de estudar doutrinas e métodos seus e como a eles fazer frente).

Para cortar caminho, deixar claro o desatino da escola, embarafusto antes por atalho pouco trilhado, pinceladas rápidas sobre dominação e emancipação, duas das obsessões da referida escola. Seus mais conhecidos representantes blasonavam (não custa lembrar, o marco inicial da escola poderia ser cravado em 1923, estamos em sua terceira e quarta geração) o ideal de extinguir a dominação e levar até limites ainda impensados a emancipação humana. E continuam a alardeá-lo. Não custa lembrar por cima, cada vez que líderes de orientação igual ou parecida afirmavam aplicar o marxismo à sociedade, na prática levavam a dominação e sufocavam a emancipação a extremos delirantes. A Coreia do Norte está aí, Cuba que o diga, a Venezuela sofre efeitos dantescos dos partidários da emancipação.

Sempre é bom lutar contra a dominação? Em todas as situações deve ser buscada a emancipação? Dominação vem de dominus, senhor. Dominação é o ato próprio do senhor. Se é má a condição de senhor, maus serão seus atos. Emancipação, o que é? Emancipação igualmente tem origem latina (mancipium, qualidade do proprietário). Emancipar é extinguir a tutela do proprietário sobre outro ser.

Acontece que é boa e nobre a condição de senhor. E assim, seus atos são bons. E são bons e nobres a condição de súdito e o ato de obedecer. Censuráveis, excessos e carências em ambos os casos, senhor e súdito.

Com efeito, a autoridade existe para o bem do súdito. Removê-la em determinadas circunstâncias lesa o inferior. De forma análoga, a emancipação prematura prejudica o emancipado. Enquanto dura em condições adequadas, favorece o tutelado. Retirar o filho menor da tutela do pai, emancipá-lo antes da hora, compromete presente e futuro. Mais ainda, a autoridade e a dependência prolongam bons efeitos vida afora, perfumam-na. Anos atrás, conversei com prima distante, três filhos criados, casada com advogado rico em Belo Horizonte. Aparentemente tudo ia bem. Uma queixa ia e vinha, a morte da mãe anos antes, fazia pouco o pai. Fechava e abria a mão direita. “Me sinto um cachorro sem dono”, espetou o dedo.

Mudanças

Nelson Teixeira

Na vida, nem toda a mudança, por mais difícil que pareça, significa que vai ser ruim.

Pelo contrário, às vezes, essas mudanças nos dão mais força, fazem florescer nossa coragem e determinação.

Muitas pessoas, diante de qualquer empecilho, ficam paralisadas, assustadas e sem ação.

Tensas, perdem a fluidez e a força do pensamento.

É preciso entrar com determinação nos projetos da vida até que o rio se transforme em mar.

A vida é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

Não tenha medo, supere-se.

Você conseguirá!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 27-6-2019

Charada (911)

Que
fruto
se obtém com
3/7 morcego,
1/4 antílope
e 1/3 gorila?

quarta-feira, 26 de junho de 2019

[Pernoitar, comer e beber fora] Novilho de Ouro: uma baita surpresa!

Fomos, os casais HT/LT, CF/LT, o jovem DT e eu, não tão jovem, ao restaurante “Novilho de Ouro”. Fica em Massamá, Avenida 25 de abril, 47. Saindo da estação ferroviária, fica à direita, uns cem metros.


Gente, o buffet é “normal”, isto é, não tem aquela enorme quantidade de pratos, pratinhos, saladas de alface, alfacinha, alface frisada, alface-romana, alface-crespa, alface-galega, sushi, sashimi, sumishi, taslicho etc... Julgo que para quem opta pelo buffet está de bom tamanho.


Nós fomos, curiosos e ansiosos, para experimentar o buffet + “rodízio completo: dez tipos de carnes”. Até um pouco céticos, concedo.

Well, lá aproximados, fomos recebidos por um host na área externa do restaurante. Entramos e descemos as escadas. Nos acomodamos, olhamos uns para os outros, olhamos para as mesas ocupadas, teve gente nossa que logo perguntou onde era o banheiro... e dissemos ao atendente ao que vínhamos.

Começamos, então, pelo buffet.

Aí, todos servidos e sentados, começou “tá bom!”, “bah!, gostei dos feijões verdes”... prometia...

Chega a hora H: “Podemos começar a servir as carnes?”

O costume

Helena Matos

A fotografia de um homem e da sua filha afogados no Rio Grande, é hoje publicada em alguma imprensa, nomeadamente na francesa, país onde se criminaliza, por exemplo, a difusão de imagens das execuções públicas praticadas pelo estado islâmico.

Para lá desta duplicidade de critérios temos, neste caso, o habitual esquema de raciocínio: o homem e a sua filha morreram ao tentar chegar aos EUA, logo a culpa é dos EUA que não abrem as suas fronteiras.

Para o governo do Salvador de onde o homem é natural e para o do México onde o homem se encontrava nem uma palavra.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 26-6-2019

[Para que servem as borboletas?] Moro e os hackers...

Valdemar Habitzreuter

É incompreensível a importância que se dá aos vazamentos dos diálogos de Moro e Dallagnol que, em rigor, são normais entre agentes de justiça, não tendo nada de criminoso ou tendencioso que possam condenar inocentes.

Os que foram condenados pela lava jato eram criminosos peso-pesados e não inocentes.

Há então uma inversão de valores neste imbróglio todo suscitado pelo Intercept Brasil, de Greenwald.

Quer-se dar maior valor a um ato criminoso de hackers invadindo telefones de autoridades do que a homens de bem que se empenham no combate à bandidagem.

Muitos juristas, políticos antilavajato e comentadores de plantão querem criminalizar Moro por atos insuspeitos na frente da Lava jato dando a entender, por outro lado, que Greenwald é um herói ao acolher hackers criminosos e publicar em seu jornal o que eles, criminosamente, capturaram do telefone de Moro.

Daí a inversão de valores que querem estabelecer: Moro de herói da Lava jato passa a ser criminoso, e os hackers criminosos de Greenwald a heróis. Quanto cinismo e ‘suinismo’!...
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 26-6-2019

Relacionados:

Colunas anteriores:

Mourão diz que divulgação de áudios de autoridades é crime

Yara Aquino

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão [foto], classificou hoje (26) de crime a divulgação de conversas atribuídas a autoridades públicas pelo site de notícias The Intercept Brasil.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo Mourão, “o conteúdo, se é verdadeiro, foi roubado dos celulares de autoridades públicas, isso é um crime”. “Se existem indícios ou dados de que irregularidades foram cometidas, a forma correta de lidar com isso é juntar essa documentação e entregar ao Ministério Público de modo que se investigue e, a partir daí, se tome, dentro do devido processo legal, as providências cabíveis”, disse Mourão em entrevista à Rádio Gaúcha.

“O que estamos vendo é um ato criminoso sendo divulgado sequencialmente sem que a imensa maioria da população entenda se aquelas frases estão dentro de um contexto, se aqueles dados são realmente reais, quer dizer, não foram periciados”, completou.

O The Intercept Brasil tem publicado conversas atribuídas ao atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quando atuava como juiz federal responsável por julgar a Lava Jato em Curitiba, e procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Previdência
O presidente em exercício disse esperar que o relatório da reforma da Previdência seja votado na comissão especial que trata do assunto, na Câmara dos Deputados, na próxima semana e siga imediatamente para o plenário da Casa.

Mourão considera que a proposta inicial do governo atacava de frente um problema que não pode mais ser varrido para debaixo do tapete “sob pena de a federação se tornar inviável, o Brasil ficar praticamente quebrado.”

Ele observou que a discussão está travada em torno da inclusão ou não de estados e municípios na reforma da Previdência. “Essa passa a ser mais uma discussão política que técnica em torno da necessidade. O que vejo é que governadores e prefeitos gostariam que o Congresso carimbasse isso e os liberasse dessa decisão”, disse.

Folha admite que matérias do Intercept não mostram condutas ilícitas

“Além disso, as conversas até aqui divulgadas não mostraram, de modo inquestionável, condutas ilícitas de Moro ou dos procuradores.”


Em editorial publicado nesta quarta-feira (26), a “Folha de São Paulo” admitiu que as matérias do site de extrema-esquerda Intercept – com supostas mensagens obtidas de forma criminosa e que não passaram por qualquer perícia – não mostram condutas ilícitas do então juiz Sérgio Moro ou dos procuradores da Lava Jato.

“As conversas até aqui divulgadas não mostraram, de modo inquestionável, condutas ilícitas de Moro ou dos procuradores”, afirma o editorial.

Cabe lembrar que a Folha se aliou ao site extremista para publicar novos trechos das supostas mensagens roubadas no último domingo, dia de maior circulação do “jornal”.
Título, Imagem e Texto: Agência Caneta, 26-6-2019

[Discos pedidos] ...tem gente que não bebe, está morrendo...



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Jornalista estrangeira tenta lacrar atacando Jair Bolsonaro, mas....

Desafios

Nelson Teixeira

Quando a situação está tranquila é sempre difícil manifestarmos nossa verdadeira força e potencial.

Mas quando enfrentamos a adversidade, conseguimos extrair as reservas ocultas da verdadeira força que temos.

É desafiando corajosamente as dificuldades que conseguimos concretizar nossos maiores sonhos e mais elevados ideais.

A busca de desafios e aprimoramento devem ser constantes em nossa vida. Não esperar as dificuldades para correr atrás das soluções.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-6-2019

Charada (910)

Anselmo, Paulo, Regina,
Elsa, Roberto e Júlia
combinaram ir a uma festa. Analisando as
seguintes premissas,
qual deles não foi à festa?



a) Júlia viu Regina chegar à festa com um dos rapazes;
b) Paulo disse a Elsa que estacionou ao lado do carro de Júlia;
c) Quando entrou, Anselmo não viu Regina na festa.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Imagens para 30 de junho de 2019

Generoso leitor,
Abaixo, algumas imagens que podem (e devem!) ser utilizadas na mobilização dos seus contatos para as manifestações, em todo o Brasil, no próximo domingo, 30 de junho.
Obrigado!




A importância da família

Nelson Teixeira

A nossa família é um dos bens mais preciosos que temos.

Principalmente os nossos pais, e não importa se são nossos pais de verdade, ou se são pais que adotaram você.

O que importa é que eles te amem, te passem tudo que aprenderam nessa vida.

Nossos pais merecem todo respeito e carinho do mundo.

Pois são eles quem nos dão tudo aquilo que temos e estão sempre se esforçando para nos dar aquilo que queremos.

Aprenda a dar valor a essas pessoas tão especiais, que têm um amor enorme por você.

Retribua tudo que eles te dão, com carinho, amor, felicidade, pois esses são os presentes que os nossos pais mais querem.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-6-2019

[Aparecido rasga o verbo] Retorno imprevisto

Aparecido Raimundo de Souza


O MENINO SE CHAMAVA JOÃOZINHO. Morava num subúrbio de São Paulo, numa rua tranquila, povoada por muitas árvores copadas que dividiam espaços com uma centena de casas e carros estacionados. Nessas plantações de frondes enormes, pássaros os mais diversos vinham pousar, formando uma linda orquestração jamais vista ou ouvida por seres humanos.

Parecia coisa de Deus. E era! Mas o garoto, escondido e de atiradeira nas mãos e muitas pedras nos bolsos, não se constituía propriamente em alguma coisa de alvitre necessário que Papai do céu, lá do alto de seu Paraíso, aprovasse em sua Santa Sabedoria. Ficava o danado, por conta da sua arma e à espreita, amoitado, para matar os pobres voadores. Bastava ver um, dando sopa, mirava sem dó nem piedade.

O tiro ia certeiro, de encontro à avezinha, que atingida, coitada, caía abatida em meio ao asfalto. Outras vezes, ao errar os alvos, as pedradas acertavam nas asas ou nos pezinhos, fazendo com que elas morressem pelas calçadas, esmagadas pelas pessoas que passavam, ou por carros velozes que cruzavam, de um lado para outro.

Criaturas que se entrelaçavam com ele, ao vê-lo fazendo tamanha safadeza e crueldade, ralhavam, batiam boca, davam conselhos, mas qual o quê! Joãozinho não ligava. Não dava a mínima. Fazia cara feia, de poucas acolhidas ao sensato e ainda, de roldão, respondia aos mais velhos com palavrões obscenos e escabrosos.

Um dia, um pardalzinho pousou feliz, num dos fios de eletricidade perto de um poste onde ele, recostado, vigiava, maquiavelicamente. Mais que depressa, puxou a funda do bolso, colocou a pedra e apontou em direção onde a ave pousara. Cuidadosamente, mirou. Ia atirar, quando uma das alças da arma imprevistamente se desprendeu e diretamente veio bater, certeira e irrefragável, em seu olho direito, causando por conta desse azar, uma dor imensamente insuportável.

Atordoado, e sangrando bastante, o piá saiu em desabalada carreira chorando e com as mãos encobrindo a parte do rosto esmigalhada. Correu claro, debandou em direção à sua casa. Lá chegando, relatou como pode, aos gritos de dor e desespero, o acontecido, à mãe. A coitada, pega de surpresa, e, sobretudo, penalizada e aos clamores dos berros, convocou alguns vizinhos contíguos que o levaram, a carro emprestado, para o pronto socorro mais próximo.

Charada (909)

Qual o inseto
que se esconde
nesta estranha
palavra?

NOHFOAGAT

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Brasil e Reino Unido vão ter cooperação em saúde pública

Governo britânico deve liberar até R$ 75 milhões em 4 anos

Agência Brasil

O governo do Reino Unido vai liberar até 14 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 75 milhões) para financiar o aprimoramento de ações de saúde pública no Brasil por meio do programa Saúde Melhor, de acordo com informações do Ministério da Saúde. O lançamento global ocorreu em Londres, nesta segunda-feira (24), e contou com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta [foto]

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Os recursos vão ser usados para o fortalecimento de áreas estratégicas, como a atenção primária à saúde, em até quatro anos. Os valores serão utilizados também na incorporação de tecnologias digitais e padrões internacionais de uso de dados, nos ciclos de pesquisa e a inovação para a incorporação de novas tecnologias.

Segundo Mandetta o sistema de saúde inglês tem historicamente um nível muito elevado de gestão e organização e a troca será importante para o Brasil. “Na Atenção primária, eles são muito fortes. Na parte de epidemiologia, em resistência a antibióticos, eles também são muito fortes”, afirmou o ministro. Mandetta citou ainda outras áreas em que a parceria será importante, como genética e hemoderivados. “Será muito importante essa troca de experiência e de saberes com o sistema de saúde inglês, no qual nosso SUS é inspirado, um sistema público e universal.”

Além do Brasil, também serão beneficiados pelo fundo do governo britânico México, África do Sul, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Myanmar.
Título e Texto: Redação da Agência Brasil; Edição: Bruna SanieleAgência Brasil, 24-6-2019

Telmário critica decisão que anula flexibilização de posse e porte de armas

Agência Senado

O senador Telmário Mota (Pros-RR) [foto] criticou nesta segunda-feira (24), em Plenário, a decisão proferida pelo Senado de anular o Decreto 9.785/2019, que flexibilizava a posse e o porte de armas no Brasil. Na opinião do parlamentar, o acesso às armas pelos cidadãos ampliava a chance da legítima defesa.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
— O Estado não é onipresente, ele não está na sua residência, na minha, nem da população como um todo. E a população, nós, principalmente pais de família e as mães de família, temos o direito de proteger a nossa própria vida, que é o bem maior, a vida da nossa família e o nosso patrimônio — disse.

O parlamentar ressaltou que o aumento da violência no estado de Roraima teve início com a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento:

— No meu estado, quando você podia ter arma, a posse, o porte de arma, a violência era quase zero, criminalidade quase zero. Dormia-se de portas e janelas abertas. Veio o desarmamento. O meu estado, consequentemente, é a quinta vez que é destacado como o mais violento do país — afirmou.
Título e Texto: Agência Senado, 24-6-2019

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[Foco no fosso] Marta é de Marte?

Haroldo P. Barboza

Fatura do futuro

O esporte, com certeza, é um grande aliado para a melhoria da qualidade de vida de qualquer cidadão. A massificação de prazerosa atividade (assim como o turismo segmentado) ainda permite o surgimento de bastantes centenas de pessoas que acabarão sobrevivendo pelas suas habilidades específicas.

Isto alimenta nova legião de adeptos e o mercado cresce, gerando empregos e divisas. Inclusive para atividades relacionadas. Além de ser importante ferramenta que mostra a face positiva da disciplina, da redução de doenças e afastamento de jovens de caminhos escuros que os levam à criminalidade.

Mas estas virtudes do esporte são ignoradas pelos dirigentes públicos, que preferem dirigir um povo pobre, doente e não acostumado a seguir normas que ajudem seu aperfeiçoamento como cidadão útil e independente, que deixa de se humilhar ao se tornar “dependente” acomodado de um sistema falido de gestão. Bem como das drogas.

Por isto ficamos entristecidos com a perda da oportunidade na França (sua eficaz seleção é fruto de dez anos de trabalho sério) de alavancar o futebol feminino em nossa pátria com uma posição de maior destaque. Apesar de termos ótimas atletas, nossos dirigentes não criam as condições para que empresas se animem a patrocinar este segmento.

E desta forma raramente teremos a chance de ver um futebol que vem se tornando atraente no resto do planeta, pois as meninas oferecem os seguintes atrativos (fora outros):

A noiva de pistola


Alexandre Garcia

Nesta semana será criada a Frente Parlamentar Mista de Redução da Maioridade Penal. Pesquisa do Datafolha mostra que 84% dos entrevistados querem que a idade de responsabilidade penal seja reduzida. A Constituição estabelece que são inimputáveis os menores de 18 anos.

No Brasil, há uma multidão de assassinos, ladrões, assaltantes, que não podem sequer ser chamados assim, porque não alcançaram ainda os 18 anos. A frente já conta com 194 deputados e nove senadores, de 17 partidos. E não precisa inventar nada, porque uma proposta de emenda à Constituição, de 1993, já foi aprovada pelos deputados em 2015, mas dorme nas gavetas do Senado.

Incrível, não é? A proposta é de 1993, quando se sentia a explosão do uso de menores no crime, depois que a Constituição deu alforria preventiva a criminosos de pouca idade. Nos governos dos tucanos e do PT, os direitos humanos protegeram os criminosos e não suas vítimas. Enquanto isso, matavam e assaltavam, como aconteceu com aquele médico esfaqueado enquanto pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Menores com dezenas de passagens pela polícia continuam no crime e ao fazer 18 anos são considerados ficha-limpa. Quantos foram mortos por eles desde então? Será que finalmente agora conseguirão no Legislativo baixar a idade penal para 16 anos, ou, quem sabe, 12? Se tem força para carregar uma faca e  esfaquear, já não teria idade para ser carregado pelo o peso da lei?

[Versos de través] A enfadonha reforma da Previdência

Almir Papalardo

As discussões para reformar nossa Previdência
Já torrou na população toda possível paciência
Nada ata nem desata, permanece a indefinição
Luz ao final do túnel? Não, continua a escuridão.

Debatedores? Nunca acertam, hilárias são suas atitudes
Nada de ideias que melhorem a vida e suas vicissitudes
Nulas e inúteis as discussões de políticos sem aquilo roxo
Saltitam, berram, soluções? Nada!! Tudo é muito frouxo.

Querem reformar a Previdência com esta desprezível política
Confusa, incerta, com atuação parlamentar nula e raquítica
Estamos fora do rumo e dos bons frutos por falta de coerência.

Como confiar e aceitar uma enganosa Reforma da Previdência
Sem foco do alvo principal, a proteção do perseguido APOSENTADO
Ojerizado, preterido, sempre descartado, esquecido e mal-amado?
Título e Texto: Almir Papalardo, 24-6-2019

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Woman who says Trump sexually assaulted her gives bizarre reason why she won't pursue rape charges

'I would find it disrespectful to the women...'

Chris Enloe

E. Jean Carroll, the Elle magazine advice columnist who claims President Donald Trump sexually assaulted her in the mid-1990s, provided an extremely bizarre explanation for why she will not pursue criminal charges against her alleged attacker.

Image source: YouTube screenshot

Speaking on MSNBC Friday after going public with her allegations in New York magazine, Carroll claimed it would be "disrespectful" to pursue rape charges.

"I would find it disrespectful to the women who are down on the border who are being raped around the clock down there without any protection," Carroll said. "As you know...the women have very little protection there. It would just be disrespectful."

She added that she is a "mature woman" who can "keep going" despite the alleged traumatic encounter with Trump 23 years ago.

"But for the women down there, around the world...it just seems disrespectful," Carroll said. "It just doesn't make sense to me."

Carroll publicized her allegations ahead of her upcoming book release, which also details the alleged assault.

Os surdos, os que ouvem e o IVA

Rui Verde


Apesar do título, este artigo não se debruça sobre a polêmica auditiva que estalou entre o presidente João Lourenço e a empresária Filomena Oliveira. Esse foi um mau momento de Lourenço, que se enquadra na política comunicacional da pós-modernidade e a que devemos adaptar-nos. O que aqui nos interessa é tentar ouvir, para além de todo o barulho, o que se passa com a implementação do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) em Angola.

Comecemos por tentar entender o que é o IVA e quais as suas possíveis vantagens. O IVA é um imposto que incide sobre o valor adicionado por cada contribuinte; ou seja, é um imposto que vai cobrar um determinado montante ao valor que cada contribuinte adiciona a determinado produto ou serviço, antes de este chegar ao consumidor final.

Imaginemos um par de sapatos e tomemos como exemplo uma situação muito simples: um sapateiro fabrica os sapatos, depois de comprar a um fazendeiro a pele e a borracha para a sola. Quando os sapatos ficam prontos, o sapateiro vende-os a uma loja do centro comercial. O lojista coloca os sapatos em exposição na montra, para então serem comprados por quem os queira usar.

Calculemos, agora, que o sapateiro pagou 50 ao fazendeiro pela pele e pela borracha para fazer os sapatos, e que depois vendeu os sapatos por 75 ao dono da loja. Isto quer dizer que comprou o material por 50, transformou-o, e então vendeu-o por 75. Logo, o valor acrescentado foi de 25. É sobre o montante de 25 que vai incidir o IVA sobre o sapateiro.

Em seguida, o lojista que comprou os sapatos por 75 vai vendê-los ao consumidor final – isto é, àquela pessoa que olha para a montra, gosta dos sapatos e quer usá-los – por 125. Quer isto dizer que o valor acrescentado é de 50. O IVA vai incidir sobre estes 50. O sapateiro paga IVA sobre o seu valor acrescentado, enquanto o lojista paga IVA sobre o valor que também ele adicionou: 50.

A partir deste exemplo, facilmente se percebe quais são as vantagens em termos de técnica fiscal do IVA: como é um imposto plurifásico, pois é liquidado em diferentes fases do circuito econômico, acaba por não ter um efeito cumulativo. Isto é, cada um vai pagando uma parcela, sem ser demasiado sufocante para nenhum dos agentes econômicos. Por essa razão, quando comparado com outros impostos, há menos hipóteses de evasão fiscal. O IVA minimiza a evasão fiscal devido ao facto de ir acompanhando os vários intervenientes no processo produtivo e comercial. No caso que analisamos, para ser possível a fraude, o fazendeiro, o sapateiro e o lojista tinham de estar em conluio, o que sempre é mais difícil.