quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

[Para que servem as borboletas?] Para que servem as associações?...

Valdemar Habitzreuter

Forças isoladas se dispersam e ao final tornam-se fracas. Pouco adianta uma pessoa solitária gritar por justiça e direito; seu grito pode até ser ouvido a quem endereçado, mas bate fraco nas autoridades que se farão de moucos; “uma andorinha só não faz verão”. Tampouco vozes dissonantes e distantes serão ouvidas, falta a elas a convergência uníssona.

Nós ex-trabalhadores da Varig - muitos agora aposentados do Aerus e os que ainda têm esse direito - enquanto estávamos na ativa tínhamos nossas associações, tínhamos a APVAR, a AMVVAR, a ACVAR que eram canais de reivindicações. E funcionavam muito bem porque numa associação as vozes não se dispersam e têm, portanto, força e poder de barganha.

Hoje já não temos mais essas associações para tratativas com a Varig, pois esta jaz morta por culpa de imbecis. Mas, temos a questão da indenização da DT à que a ex-Varig faz jus e, como sabemos, está demorando muito a que haja uma definição, e nos perguntamos: quando vem esse dinheiro, qual o montante, a quem é destinado prioritariamente, etc., etc.

É claro que há pessoas e instituições jurídicas cuidando disso e estamos torcendo a que cheguem a um final justo. Mas, por outro lado, apesar de a Varig não existir mais, há o Aerus que congrega milhares de pessoas que usufruem da tutela antecipada que a União repassa por força da Justiça ao Instituto. No entanto, está sob intervenção e, por isso, a incerteza de sua subsistência se o dinheiro da indenização não aparecer já.

Sabemos que o Aerus tem direito a uma quantia considerável e é premente que haja um acordo com a União para se evitar mais delongas judiciárias. Nossas vozes por justiça e reivindicações têm que ser canalizadas e potencializadas que só se dará através de uma associação. A associação que pode desempenhar este papel é a APRUS.

O interventor do Aerus desempenha seu papel de liquidante e não é tarefa dele a revitalização do Instituto. Mas nós aposentados queremos uma sobrevida do Aerus. A APRUS pode ser um meio para que isso aconteça, interferindo e participando das tratativas com as autoridades envolvidas na solução da questão da DT e mantendo um bom diálogo aberto com o interventor do Aerus, contribuindo, assim, para um gerenciamento, por parte dele, que não seja prejudicial a nós.

Quanto mais associados a APRUS tiver mais representatividade e força terá. Pense nisso você que é aposentado e você que contribuiu para o Aerus e não pôde se aposentar e que tem esse direito. A contribuição de 30 reais mensais pode fazer a diferença para reavermos nossos proventos em definitivo.

Nós gritamos muito através das redes sociais e pouco contribuímos efetivamente, nossas vozes ecoam no vazio. Mas, se fizermos isso através de uma associação, contribuindo monetariamente para que haja recursos para proceder a eventuais representações judiciais em prol de nossos direitos, aí teremos mais chances de sermos ouvidos.
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 27-2-2019

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