segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

[Atualidade em xeque] Dois pesos, duas medidas (Diogo Mainardi X Jim Pereira)

José Manuel

Dois jornalistas, um de profissão, o outro de coração. Um nascido no Brasil, filho de publicitário e sobrenome forte de herança, radicado em Veneza.

O outro, português de herança e africano de origem, trabalhou no Brasil por três décadas na Varig, viu seu fundo de pensão ser arruinado por desgovernos do PT e radicou-se em Portugal.

Os dois mantêm revistas virtuais sendo que o segundo tem a mais antiga e chamada "Cão que fuma" diretamente de Lisboa, sem subsídio algum, apenas os seus leitores assíduos que se espalham por mais de 190 bandeiras "around the world", com matérias políticas e do cotidiano de diversos países e no idioma original.

O primeiro, é contratado da Globo, atua no programa Manhattan Connection e é fundador do blog "Antagonista" e da revista virtual recém lançada, de nome "Crusoé", local e sem conhecimento de sua abrangência a nível mundial.

Ambos foram ferrenhos combatentes da tentativa de ditadura socialista no Brasil, com viés altamente comunista do PT e asseclas.

O primeiro, o "Mainardi", através do seu blog o "Antagonista" foi através do seu combate ao PT, um exemplo de mídia e esperança dos brasileiros no futuro, terem um "mainstream" confiável para fugir dos jornalecos tendenciosos e nada honestos que viviam das polpudas verbas públicas, intermitentemente enganando a população menos favorecida intelectualmente.


Com o advento do governo Bolsonaro, porém, Mainardi talvez revoltado com os sobrenomes romanos dos escândalos mais proeminentes ou, com uma possível e concreta perda de informantes à sua nova revista virtual, de repente se inclina à extrema-imprensa, desferindo golpes sem pé nem cabeça em todos os membros do novo governo, com ênfase no Presidente e seus filhos. Ontem mesmo (17 de fevereiro)) chamou o Presidente de idiota, seu filho Carlos de desmiolado, escreveu que o pai usa o filho como instrumento, publicou matéria tratando o Carlos como "Boçalnaro" que só faz m#erda "justamente agora que seu pai já pode estar frequentando o toalete normalmente". Tudo isso no Twitter.

Por que isso, essa difamação toda? Por que esse jornalismo porco e "marrom"? Será que ele não se lembra de sua ancestralidade semítica e do que sofreram e sofrem os seus pares, com desconstruções idiotas?

Acho que não, caso contrário não o faria. Isso não é jornalismo! Isso chama-se extrema-imprensa com baixo nível e possivelmente um caminho sem volta à derrota editorial. Segue os passos dos blogues picaretas, de seu ex-colega Reinaldo Azevedo, defenestrado da TV e sua ex-revista Veja. Nada mais que isso!

O segundo, o "Jim", bem ao contrário, e após ter contribuído de forma extraordinária para a derrota do PT, informando seus leitores via internet ao redor do mundo, o que se passava "on time", mantém uma linha editorial coerente com os novos tempos, com a nova realidade brasileira, apesar de não ser nativo. Usa a sua revista "Cão que fuma" e seu  "twitter", diuturnamente para informar corretamente o que se passa com o novo governo, aos seus leitores, sem denegrir ou "fake news" despropositadas, ao contrário, relata todo e qualquer movimento positivo do novo governo e fez a cobertura total dos momentos mais perigosos pelo que o novo Presidente passou, até finalmente à sua liberação do hospital.

E agora? Agora... não me interesso e absolutamente não leio o tal blog "Antagonista" bem como não caí no conto do vigário de assinar a revista "Crusoé". Meu sexto sentido nunca falha!

Ao contrário, continuarei a prestigiar o "Cão que fuma" e parabenizar o seu editor pela imparcialidade com que produz as suas matérias neste ambiente moderno de imprensa virtual, o futuro.
Simples assim.
Título e Texto: José Manuel, em 18 de fevereiro de 2019

Colunas anteriores:

15 comentários:

  1. Muito obrigado, José Manuel!
    Efetivamente, nos mantemos, vai fazer em abril NOVE anos, sem subsídios, nem publicidade. Não temos secretária, nem copy editor. Não contamos com repórteres com acesso a “fontes” desidentificadas nos palácios governamentais around the world. Não, nada disso. Todavia, não precisamos disso. Porque temos um excelente naipe de articulistas que nos brindam regularmente com as suas esclarecedoras e ilustrativas opiniões. Não recebem qualquer valor, o fazem graciosamente, só pelo prazer de colaborar. A estes, mais uma vez, o meu muito obrigado!

    Alberto José Cavalcanti;
    Almir Papalardo;
    Aparecido Raimundo de Souza;
    Carina Bratt;
    Haroldo P. Barboza;
    Humberto Pinho da Silva;
    José Manuel da Rocha da Costa;
    Pedro Frederico Caldas;
    Valdemar Habitzreuter;
    Vanderlei dos Santos Rocha.


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    1. Também um ESPECIAL agradecimento aos mais de SESSENTA entrevistados que muito generosamente aceitaram conversar com o cão tabagista!
      Abraços e beijos mil./-

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    2. Eu sou um dos sessenta entrevistados. Asseguro que foi uma honra ter sido convidada. Muitos beijos!

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  2. O Cão que Fuma, de DNA africano, é um veículo isento e confiável como eram os voos nos aviões da Varig! Alberto José

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  3. Excelente texto.
    Confesso que não entendo o que aconteceu com Mainardi, opositor ferrenho ao nove dedos, a não ser que ele seja igual ao Reinaldo Azevedo, uma pessoa do contra, que nada o agrada, e o importante é meter o pau!
    Quanto ao querido Jim...te AMOOOO seu imparcial! Rs

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  4. Perfeitamente como todos na mídia foi usado o termo:
    - "DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS".
    Por óbvio dois pesos tem 2 medidas ou iguais ou diferentes.
    Isso só poderia se confirmar numa balança de dois braços mecânicos aristotélica, que foi usada por mais de 4000 anos.
    Num lado coloca-se o peso e do outro lado o produto a ser medido.
    Se vendo 1 kg de arroz do outro lado deverá ter um peso de 1kg ou 2 de 500g... etc...
    Neste caso o jornalista coloca um peso para analisar seu comentário pessoal sobre determinado assunto.
    Por outro lado coloca o mesmo peso ao analisar o mesmo assunto de maneira diferente.
    Isso é como um juiz dar penas diferentes para o mesmo crime feito por pessoas diferentes.
    Ora há de dizer-se que nos tribunais se valora a pena pelo tamanho do crime, roubar 1 real ou 1000 reais é o mesmo crime, valora-se o crime pelo dano.
    Imitando um Grande jurista que disse:

    - Assim, no direito, quando nos referimos ao brocardo “um peso e duas medidas”, estamos afirmando que há diferença nos procedimentos em razão da pessoa, que o artigo 5º da Carta Magna não tem aplicação.

    - Então o correto e utilizar “um peso e duas medidas”, mas o mais correto ainda e que este brocardo não tenha manifestação em canto algum, salvo para equilibrar o princípio Aristotélico da igualdade que reza:

    “Tratar a cada um de forma igual e os desiguais de forma desigual na medida de sua desigualdade” visando sempre o bem comum.

    Inacio Vacchiano

    Filósofo, Jurísta, Jornalista.

    FUI...

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    1. Há controvérsias!

      Dois pesos e duas medidas é uma expressão popular utilizada para indicar um ato injusto e desonesto, sem o uso de imparcialidade ou isenção de juízos pessoais.

      Normalmente, está relacionada com situações similares que são tratadas de formas completamente diferentes, seguindo critérios aleatórios e a mercê da vontade das pessoas que as executam.

      Muitas pessoas confundem a expressão “dois pesos e duas medidas” com “um peso e duas medidas”, pelo fato desta última aparentar ser mais lógica pelo ponto de vista da interpretação moderna da frase.

      No entanto, a expressão oficial é “dois pesos e duas medidas”, registrada inicialmente na bíblia sagrada, no livro de Deuteronômio (25:13-16), que deu origem ao uso da expressão:

      “Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor”.

      Esta expressão é uma referência ao antigo sistema de medidas e pesagens, quando ainda não existia um método definitivo que padronizasse os pesos. Assim, cada pesagem e medida era feita de forma desigual, instituindo um roubo generalizado.

      No âmbito jurídico, o ditado “dois pesos e duas medidas” deve ser totalmente abominado, mesmo que, informalmente, seja comumente aplicado.

      Teoricamente, todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma perante a justiça, mas infelizmente as pessoas que detém maior poder social e econômico acabam por conseguir vantagens nos corriqueiros sistemas corruptos.

      Em inglês, a expressão “dois pesos e duas medidas” pode ser traduzida literalmente para two weigthts and two measures.
      Fonte: Significados

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    2. «Dois pesos, duas medidas», ou «um peso, duas medidas»? Não será a segunda expressão mais apropriada para significar que uma situação não é julgada com imparcialidade, uma vez que o mesmo "peso" poderá ter duas "medidas"?
      Obrigado e parabéns pelo excelente trabalho.


      A segunda expressão que propõe pode ter toda a lógica, mas na verdade a expressão registada é «ter dois pesos e duas medidas». Esta expressão, ao que se sabe, de origem bíblica, «diz-se de pessoa que não usa de imparcialidade, isenção, equidade em seus juízos, actos, decisões» (Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas – Português, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 2006; ver também o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, s. v. peso: «ter dois pesos e duas medidas julgar de forma parcial duas situações iguais»).

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    3. ‘Dois pesos e duas medidas’ está certo? Está.
      “Meu caro Sérgio, com relativa frequência leio críticas ao emprego da expressão ‘dois pesos, duas medidas’ para designar reações diversas diante de um mesmo fato. Exemplo típico é o posicionamento dos petistas frente a malfeitos dos políticos. Se o político é adversário, é ladrão, mas se é aliado é um perseguido, injustiçado, inocente presumido etc. A princípio, a mim me parece correto o emprego, nesses casos, da expressão que transmite a ideia de uso de dois pesos ou duas medidas para qualificar uma mesma situação de fato, segundo a conveniência do interessado. Gostaria de ouvir sua sábia opinião sobre o assunto. Forte abraço.” (José Araújo)


      Não há nada errado com a expressão “dois pesos e duas medidas”, que denuncia, como se sabe, uma injustiça e uma desonestidade – o julgamento de atos semelhantes segundo critérios diversos, conforme seus autores sejam mais ou menos simpáticos a quem julga.

      Essa é sem dúvida a forma clássica da expressão, que tem origem bíblica e é empregada em diversas línguas: em inglês, para citar apenas um exemplo, fala-se em two weights and two measures.

      As críticas que Araújo afirma encontrar à expressão, e que de fato circulam há algum tempo, são fruto da sabichonice que costuma turvar os debates sobre a língua. Segundo tal corrente, a expressão correta seria “um peso e duas medidas”, pois só esta enfatiza o fato de estarmos diante de um mesmo mérito (um peso) e dois julgamentos diferentes.

      Tomado isoladamente, o argumento até faz sentido, mas em termos históricos é um equívoco. A expressão não se refere a duas medições para o mesmo peso, mas a dois pesos e dois metros, artimanhas de comerciante desonesto.

      Muita gente boa acaba enganada em sua boa-fé por invenções desse tipo. Como aquela outra, sabe-se lá baseada em quê, segundo a qual o ditado correto é “Quem tem boca vaia Roma” – e não “Quem tem boca vai a Roma”.

      No caso presente, faltou combinar com a Bíblia, onde se lê, no Deuteronômio (25:13-16), a passagem que deu origem a “dois pesos e duas medidas”:

      Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor.
      Fonte: Sobre palavras

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    4. Deuteronômio 25:13-16

      13 "Não tenham na bolsa dois padrões para o mesmo peso, um maior e outro menor.

      14 Não tenham em casa dois padrões para a mesma medida, um maior e outro menor.

      15 Tenham pesos e medidas exatos e honestos, para que vocês vivam muito tempo na terra que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês.

      16 Pois o Senhor, o seu Deus, detesta quem faz essas coisas, quem negocia desonestamente.
      "NÃO TENHAM DOIS PADRÕES PARA O MESMO PESO"
      INFELIZMENTE DISCORDO DO TERMO 2 PESOS E DUAS MEDIDAS

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    5. Adicionando aos comentários...
      A balança de braços ou mecânica foi inventada no Egito por volta de 5000 anos antes de Cristo.
      Por isso O livro Deuteronômio e Aristóteles o comentam, o primeiro data do século 7 AC e o segundo do século 4 AC.
      Os pesos eram de pedras do mesmo tamanho, e os comerciantes porém uma era mais pesada que a outra. Os mercadores usavam a mais pesada para comprar e a mais leve para vender.
      Eu adoro paradigmas, mas não aceito.
      A língua portuguesa e suas expressões idiomáticas, embora aceitas, são na suas profundidades verdadeiros PLEONASMOS.
      Por isso não aceito:
      - Subis para cima
      - Descer para baixo
      - Suicidar-se
      - Dois pesos e duas medidas
      Pois, no livro em questão usado no Torá, fala de pedras iguais com pesos diferentes.
      Não quis criticar o JOSÉ MANOEL...
      DIGAMOS que Diogo Mainard usou um peso para julgar os liberais e outro peso para julgar os conservadores.
      No meu entender ele usou o mesmo PESO para os dois lados.
      É por isso que abri a discordância.
      Ele por criticar ferrenhamente os liberais deu uma ferroada nos conservadores.
      Incoerente, talvez sim, ou mudança de opinião?
      Como, eu não leio esses pseudo formadores de opiniões, nem escrevo para bajulá-los ou xingá-los, porque escrevem para se auto consagrarem e aumentar seus públicos, não importando o viés ideológico.
      Thomas Coke considera que dois pesos e duas medidas é um engano, um roubo, uma falcatrua,um método de trapaça.
      Adam Clark lembra LEVÍTICOS...
      Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.
      Balanças justas, pesos justos...

      Levítico 19:35,36

      Creio que estou sendo justo em dizer que o Jornalista Diogo Mainard usou o mesmo peso para direcionar sua críticas aos dois lados.
      Não significa que mudara de posição, mas que aproveitará significativamente delas, por isso estamos a discuti-las.
      Se alguém se zangou com meu comentário, lembrem-se que gaúcho grosso intica mas não ofende.
      fui...

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  5. Excelente texto do colega Jose Manuel, simples e de fácil interpretação. Esse posicionamento do Diogo Mainardi para mim é novidade, pois costumo ver o "Manhattan Connection" e seu posicionamento sempre foi muito crítico para com a esquerda. Realmente não entendo essa mudança de posição.

    J.Mariscal

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  6. O texto na exordial, exprime uma atitude clara de indignação quanto ao fato de mudança de atitude de um jornalista conhecido , ao comentar negativamente sobre Bolsonaro, incluindo os atos de governo, pressupondo a utilização de dois pesos e duas medidas. Não acessamos ou lemos " O Antagonista" , e raramente assistimos ao "Manhattan Connection" ( Nada contra, é falta de oportunidade - o programa é bom e instrutivo).
    Esses jornalistas são , assim como muito âncoras do naipe do Boechat , formadores de opinião ( Não é comparação) . Não obstante, todos nós temos raciocínio para ler, ouvir, assistir e filtrar todas as informações que nos chegam através da mídia falada e escrita; nem tudo aquilo que é publicado expressa rigorosamente a verdade dos fatos ocorridos. O grupo Globo , o jornal "A folha de São Paulo" e o comentarista Reinaldo Azevedo , por exemplo, são notoriamente contrários ao Bolsonaro, a forma de governar , seus filhos e quem mais for agregado ... Tudo não passa de uma questão de conveniência ; Lula quando era deputado, malhava o governo FHC e era contra a qualquer projeto de desenvolvimento do governo ( Ele e todo o PT) . Foi promovido e diplomado presidente da república e passou a agir exatamente ao contrário do que pregava; questionado certa vez , disse à repórter que " agora a história era outra , tinha passado para o lado do governo e via as coisas com outros olhos..."

    Assim deve ser com grande parte dos jornalistas ( senão todos), que também devem receber ordem superior do redator chefe , que recebe designação hierárquica da Direção da emissora. Isso não tira o brilho do trabalho jornalístico do profissional , o que não significa que todos devemos aceitar como válido e verídico a posição deste ou daquele jornalista. Quanto ao Bolsonaro e seu governo, cremos que ele já demonstrou seriedade, ética e , o que é louvável, admite seus erros quando está equivocado .
    Afinal de contas, alguém já viu pessoas atirando pedras em uma árvore podre e sem frutos ?
    Falar e opinar , todos são bons nisso . Discernir é mais trabalhoso.
    Grande abraço a todos .

    Sidnei Oliveira
    Assistido Aerus - RJ

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