segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gente por esse mundo afora... (9)

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Emplastro

Este adora uma foto e, mais ainda, aparecer atrás ou ao lado do repórter de TV. Porto, Portugal, abril 2003. Foto: desconhecido. Enviada por Hilda Torres
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Gente por esse mundo afora... (10)

Aposentados e Trabalhadores ligados ao RGPS: Petição pública

Recuperação das perdas nos valores de aposentadorias, reajustes em paridade ao salário mínimo e fim do fator previdenciário
Prezados concidadãos:
Nosso Movimento lançou, através do link http://www.peticaopublica.com/?pi=RGPS a possibilidade para que todo o contribuinte ao RGPS, seja ele um trabalhador contratado por uma organização empresarial (CLT), autônomo, ou facultativo, e para que todo ex-contribuinte, seja ele aposentado ou pensionista, a possibilidade de aderir a um efetivo manifesto: um abaixo-assinado em plena sintonia ao Regimento Interno da Câmara, onde Projetos de Lei que tratam de temas relevantes e ligados a Constituição devam ter prioridade na deliberação e votação, tal qual a é Previdência Social.

O documento e o abaixo assinado serão entregues ao Presidente da Câmara dos Deputados no primeiro semestre de 2.011, com cópia aos demais líderes de cada partido, para que coloquem em votação os projetos de lei já aprovados pelo Senado: - PL 3299/08 - fim do fator previdenciário; PL 01/07 - reajuste de todas as aposentadorias pelo mesmo índice concedido ao salário mínimo, e PL 4434/08 - que trata da recuperação gradual das perdas dos atuais aposentados com base no valor real à época da concessão de seus benefícios.

Estes projetos de lei estão prontos para serem apreciados em plenário desde o final de 2009, tramitam desde 2003 e são de autoria do Senador Paulo Paim. Tão apenas não entraram na pauta e deliberação final no plenário na Câmara dos deputados pela patente e anti-democrática ação do partido governista.

A Filha do Capitão: o início

"A Filha do Capitãoé o título do segundo romance lançado em 2004, de autoria do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos. A seguir, reproduzo a reflexão inicial desse livro:


Foi logo em pequeno que Afonso da Silva Brandão percebeu que a vida era uma estrada incerta, repleta de cruzamentos, bifurcações, pontes, túneis e becos, e que cada caminho encerrava um sem-número de mistérios, de segredos por desvendar e de enigmas por decifrar. Animado por uma curiosidade persistente e estimulado por uma inteligência viva e intuitiva, cedo começou a suspeitar de que o mundo era um sítio estranho, um enorme palco de ilusões, traiçoeiro e dissimulado, um dúplice jogo de espelhos onde tudo parecia caótico mas se revelava afinal ordenado, onde as coisas tinham certamente um sentido, mas não necessariamente um significado. Pressentiu, aliás, que era precisamente na existência de um significado que principiava o enigma do significado da existência.
Chegaria o tempo em que se interrogaria repetidamente sobre esse grande segredo, talvez um dos maiores e mais velhos mistérios do universo. A questão do significado da existência. O destino. Iria então tentar decifrar o sinuoso percurso da vida, o inefável caminho que os dias percorrem, um após outro, arrastando-o numa direcção obscura, a rota talvez previamente definida, quem sabe se escolhida por si ou forçada pelas circunstâncias, certamente conduzindo-o através de uma labiríntica rede até ao inescapável fim, como se as coisas fossem fruto de uma conspiração na sombra, preparada por agentes sem rosto numa fantástica conjuração secreta. Procuraria aí a resposta para o enigma que o apoquentava.

Cavaco ganhou, mas há quem garanta que, afinal, ele... perdeu!

Vasco Graça Moura
Em 23 de Janeiro, com a reeleição do Presidente da República extinguiram-se não apenas a maioria que o elegeu mas também, e sobretudo, as minorias que se polarizaram nos candidatos derrotados. Descontado o eventual interesse dos elementos de análise que fornecem, os valores percentuais respectivos não servem rigorosamente para nada, nem dão qualquer autoridade ou força política aos vencidos.


Por sua vez, a autoridade de Aníbal Cavaco Silva não sai beliscada, nem de perto nem de longe. Mas ainda há, aqui e ali, uns trejeitos ranhosos de gente que não desarma e, como não pode contestar a legitimidade da sua eleição, continua a regougar, a ratar, a roer, talvez a regurgitar e a remoer de novo, a propósito da figura e da força do Presidente, o qual, a despeito de vencedor, teria saído ingloriamente enfraquecido da eleição.

A credibilidade portuguesa vista pelo FMI

No turbilhão noticioso em que Portugal se embrenhou nos últimos meses em torno de assuntos económicos, os cidadãos são, talvez, levados a ignorar uma visão global da situação do País, centrando a sua preocupação em pequenas etapas do processo de transformação das finanças do Estado que a pressão, interna e externa, impôs à classe política portuguesa em geral e ao Governo em particular.
Cada mudança no rating dado pelas agências de análise de risco é discutida exaustivamente, cada anúncio de compra da nossa dívida por um país estrangeiro é comentado com enorme paixão política, cada observação sobre a capacidade de nos gerirmos a nós próprios vinda de responsáveis do Banco Central Europeu, da OCDE ou do FMI suscita autênticos abalos sísmicos opinativos entre as elites políticas e económicas portuguesas.
Agora é um porta-voz oficial do FMI que diz ao Diário de Notícias algo muito simples: há um problema de credibilidade das contas públicas portuguesas e do próprio programa do Governo para as equilibrar, apesar de as medidas de austeridade que estão a ser implementadas serem, na opinião dessa instituição, correctas e denotarem um esforço assinalável.
Isto não pode ser interpretado de outra maneira: o FMI, se vier a ser solicitada a sua intervenção, imporá condições e essas condições começarão nos juros que o próprio FMI cobrará pelo dinheiro que injectar no País, passarão por draconianas exigências na forma como será feita a gestão financeira de Portugal e incluirão a assunção nacional de rígidos compromissos políticos.
Um desses compromissos, inevitavelmente, será o da constituição de um governo que o próprio FMI considere credível para gerir umas contas públicas que o FMI também ache credíveis num quadro de medidas financeiras que o FMI, igualmente, posicione como credíveis. O que o FMI respondeu ao Diário de Notícias é, em suma, um aviso ao Governo de José Sócrates.
Editorial, Diário de Notícias, 31-01-2011
Imagem: www.wehavekaosinthegraden.blogspot.com

C'est Ben Ali qui faisait le lit de Ben Laden

Par son courage, le peuple tunisien vient de tordre le coup à une théorie en vogue dans certains milieux politiques européens et nord-américains qui voient dans le monde arabe un espace réfractaire à l'émancipation démocratique. Ces derniers prétendent que seuls les islamistes sont susceptibles de renverser les régimes arabes "modérés" et qu'il convient, pour contenir ce péril, de soutenir les autocrates, quitte à fermer les yeux sur leurs dérives policières et mafieuses.
Zine El Abidine Ben Ali
La Tunisie est donc sur la voie d'une libération, mais la route est encore longue. L'une des premières difficultés du nouveau régime tunisien sera d'amorcer une réelle entente nationale avec toutes les composantes de la société, seule condition pour instaurer les bases d'un pacte démocratique. C'est là que le bât blesse. En Tunisie, comme ailleurs dans le monde arabe, les forces d'opposition d'inspiration islamique ont toutes une influence, souvent importante, en tout cas non négligeable. Bien que le parti islamiste de Rached Ghannouchi, Ennahda ("renaissance"), ait été affaibli par vingt années de répression et d'exil, il conserve tout de même une certaine audience dans le pays. Les passages des leaders islamistes tunisiens sur la chaîne satellitaire Al-Jazira suscitent un fort écho chez les téléspectateurs tunisiens.

Quem foi melhor para o Brasil, FHC ou Lula?

Creio que agora, com Dilma eleita e empossada, já se pode fazer uma avaliação isenta de paixões. Isso é importante porque as novas gerações só se recordam do governo Lula. O de FHC desenvolveu-se quando boa parte dos jovens atuais era criança. Eles não têm opinião formada sobre o que foi a gestão de Fernando Henrique Cardoso.
FHC e Lula vivem trocando agulhadas. E - quem diria - já foram aliados, no passado. Foi nos anos 70, quando ambos, ombro a ombro, lutavam contra o regime militar.
Foto: Arquivo/AE
Afastaram-se na década seguinte. Lula tratou de fundar o PT e o professor Cardoso, na condição de suplente de Franco Montoro, assumiu a senatoria quando este se elegeu governador. Alguns anos depois ajudou a tornar viável um novo partido, o PSDB, formado por dissidentes do PMDB. Por suas opções partidárias, ambos ficaram no sereno durante muito tempo. Mas suas apostas, no longo prazo, mostraram-se acertadas. Os dois, com elas, chegaram à Presidência da República.

Oportunismo ambiental

Se um extraterrestre aterrissasse no Brasil após a tragédia no Rio de Janeiro, lendo certos jornais e notícias de algumas ONGs ambientalistas, não hesitaria em considerar o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) um criminoso, responsável pela morte de mais de 780 pessoas. Espantado com a enormidade da tragédia, logo diria, sem hesitar, que a revisão do Código Florestal fora a grande culpada pelo acontecido.

Mas, curioso, o extraterrestre procuraria informar-se melhor, acessaria o site do Greenpeace e depararia com uma matéria intitulada A receita da tragédia, na qual a "turma da motosserra" seria, também, a verdadeira responsável por tudo. Ou seja, os ruralistas, o agronegócio e o deputado Aldo Rebelo seriam os culpados pela ocupação desordenada do solo nas regiões urbanas! Em apoio, a matéria cita ainda dois membros da mesma ONG com opiniões balizadas sobre o assunto. Isso seria o equivalente a pedir a uma mãe judia ou italiana uma opinião isenta sobre o seu filho. A parcialidade seria manifesta!

As chuvas na região serrana – rotina de tragédias anunciadas

Ronald Santos Barata
Fenômenos climáticos que causam enchentes, deslizamentos e enxurradas produzindo mortes e destruição, tornaram-se rotina. Temos, no mínimo, uma catástrofe anual em vários lugares.  Felizmente não nos assolam furacões, tsunamis, vulcões, terremotos.

Foto: DR
Mas nossas tragédias, embora produzidas por causas naturais,  seriam minimizadas se não houvesse imóveis em locais claramente perigosos, se as encostas estivessem contidas e tivéssemos uma eficiente defesa civil. E, claro, se não houvesse super população nas cidades, não haveria necessidade de construções em áreas de risco. Tínhamos até os anos 1960, 55% da população no campo e 45% nas cidades. Hoje, inverteu-se. São apenas 16% no campo e 84% nas cidades. É, portanto, principalmente, uma questão política. Não se pode reduzir a intensidade das chuvas, mas podem-se criar condições de não acontecerem catástrofes. A exacerbada migração não ocorreria se houvesse formas de fixação do rural em seu ambiente, isto é, a tão decantada e sempre adiada Reforma Agrária. E condições dignas nas pequenas cidades.
Em 2008, o Estado de Santa Catarina sofreu os efeitos de fortíssimas chuvas. O morro do Baú, no município de Ilhota, com cerca de 10.500 habitantes, foi severamente castigado, mas não houve vítimas fatais. Em 2010, repete-se o problema e o Morro do Baú, desta vez, foi arrasado, sumiu do mapa. Deixou vários desabrigados. Agora, no início de 2011, aconteceram novas tragédias em vários municípios daquele Estado.

Árvores genealógicas


João Bosco Leal
Sempre me admirei da sabedoria dos homens do passado que, com simplicidade ímpar, faziam ligações de vários aspectos da vida com a natureza, como chamar de "árvore" genealógica a constituição da origem de cada um dos seres humanos que habitam a Terra.
A "árvore" humana possui raízes, tal qual a da natureza, e elas estão sob a terra, assim como também estão os nossos antepassados, sobre os quais pouco sabemos, motivo pelo qual, na árvore humana, quem inicia a mesma, seu tronco principal, é o antepassado mais próximo sobre quem sabemos algo, pouco ou muito, desde que não sejam fatos desabonadores, pois, se assim o forem, mesmo que conhecidos, normalmente são colocados nas raízes, de modo a não aparecerem.
Assim como fazemos ao retirar o galho de uma figueira, que, ao ser replantada, se transforma no tronco de uma nova árvore, fazemos também ao escolher por qual "tronco" iniciar a exposição da nossa "árvore", muitas vezes iniciando-a a partir de nossos pais, avós, bisavós ou tataravós, ao invés de buscar origens ainda mais remotas, talvez até mesmo escondendo-as, por desconhecimento ou propositalmente, pelos mais variados motivos.

As derrotas da política externa petista

Palácio do Itamaraty. Foto: Pity Ribeiro (?)

Patriota pede uma avaliação da herança maldita deixada por Celso Amorim
A política externa de Celso Amorim foi de tal sorte desastrosa para o Brasil que o próprio Itamaraty decidiu fazer uma espécie de ampla consulta às suas bases — embaixadas, missão na ONU, departamentos etc — para avaliar o comportamento do governo em face de temas como direitos humanos, relação com países facinorosos, como o Irã, e com democracias, como os Estados Unidos. A decisão foi do ministro Antonio Patriota.
Daqui a pouco, Marco Aurélio Garcia, virando os olhos sobre os óculos, num esgar característico de quem repudia a suposta ignorância do interlocutor — justo quem… — vai negar que algo assim exista. Mas existe.
Estávamos, evidentemente, certos todos aqueles que apontávamos os descalabros de Amorim, o homem que concedeu oito passaportes ilegais para a família Soprano e Andando; o homem que pôs o Brasil de braços dados com o Irã; o homem que enviou um documento à ONU pedindo uma revisão da política de Direitos Humanos.
Em seus oito anos à frente do Ministério, o Brasil perdeu todos os cargos que disputou em organismos multilaterais. Muito a propósito: em detrimento de um brasileiro,  o Megalonanico levou o Brasil a apoiar a candidatura do egípcio Farouk Hosni, um anti-semita assumido, para a secretaria-geral da Unesco. Os EUA estavam dispostos a apoiar o brasileiro Márcio Barbosa. O então ministro considerava o nome “tucano demais”… Venceu a búlgara Irina Bukova. Foi a primeira búlgara a ocupar um cargo relevante…
Sei que vocês já conhecem, mas relembro a lista de todas as besteiras e derrotas de Celso Amorim:

A revolta no Egito e os tolos politicamente corretos

Reinaldo Azevedo
O  Egito está dando passos largos para se transformar numa ditadura fundamentalista islâmica, depois de passar, porque isso faria parte da pantomima, por um ritual eleitoral. Esse caminho é conhecido. A imbecilidade dominante na imprensa ocidental — na brasileira, então, chega ao paroxismo —  acredita que se trata de um movimento popular espontâneo, liderado por pessoas que não agüentam mais as injustiças sociais e a ditadura e resolveram dar um “basta!”. É uma análise cretina.

O fato de o Egito ser governado por um ditador, desprezível como todos, e de as injustiças serem grandes não muda o caráter do que vai nas ruas. O tal “Movimento 6 de Abril”, liderado “por jovens”, segundo a boçalidade influente, é, além de irrelevante, uma boa fachada. Quem comanda as ruas é a Irmandade Muçulmana, aquele mesmo grupo de onde saiu, por exemplo, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A propósito: em Gaza,  ninguém pede democracia, não é mesmo? Primeiro é preciso destruir Israel, é claro!

¡Que error hemos cometido!

Por Sebastián Vivar Rodriguez desde Barcelona-España. 
Caminaba por la Rambla del Raval (Barcelona) y lo vi claro: Europa murió en Auschwitz.
Nosotros asesinamos a 6 millones de judíos, para acabar importando 20 millones de musulmanes por lo común integristas. ¿Qué no es posible generalizar?
Bien, en vista de cómo nos han ido las cosas yo creo que si se puede generalizar. Que si hay excepciones? De acuerdo... pero son excepciones.
Para el resto, es decir, en general debe decirse que en Auschwitz quemamos la cultura, la inteligencia y la capacidad de crear riqueza; quemamos al pueblo del mundo, el que se auto proclama el elegido de Dios. Porque es el pueblo que ha proporcionado a la Humanidad las mayores mentes capaces de cambiar el rumbo de la historia (Cristo, Marx, Eintein, Freud), y grandes momentos de progreso y bienestar!!. Y es preciso decir también que el resultado de relajar fronteras y del relativismo cultural y de valores bajo el absurdo pretexto de la tolerancia han sido estos 20 millones de musulmanes, a menudo analfabetos y fanáticos que Europa ha dejado entrar y que en el mejor de los supuestos están, como decía, en esta Rambla del Raval, expresión máximo del tercer mundo y del gueto y que en el peor de los casos preparan atentados como el de Manhattan o el de Madrid, en los pisos de protección oficial que les proporcionamos día a día. Hemos cambiado a la cultura por el fanatismo, a la capacidad de crear riqueza por la voluntad de destruirla, a la inteligencia por la superstición.

"João Gilberto vai ser despejado de seu apartamento"

Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva
João Gilberto, foto: Tuca Vieira
http://www.tucavieira.com.br/
O compositor e cantor João Gilberto deve ser despejado nos próximos dias do apartamento que aluga há 15 anos em um edifício no bairro do Leblon (foto). O aluguel é de R$ 8 mil, tudo pago rigorosamente em dia. A proprietária do apartamento diz que se cansou de João. Ela se chama Georgina Maria Natividade Faucigny Lucinge Brandolini D’Adda (é condessa) e seu esgotamento se deu pelo seguinte motivo: João não estaria deixando nenhum representante da proprietária entrar no imóvel para ver se ele carece de reparo. “O João Gilberto tem esquisitices, e a condessa enjoou. É o fim da picada ter de se submeter a certas coisas para preservar um imóvel que, afinal, é dela”, diz o seu advogado, Paulo Roberto Moreira Mendes.
Revista Isto É, 29 de janeiro de 2011

"Duas mulheres e um congelado"

Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva


O senhor que ri na foto e acena ao povo está congelado há um mês. Ele já foi muito importante na Venezuela: chamava-se Carlos Andrés Pérez e presidiu o seu país. Presidentes serem embalsamados ou congelados para visitação pública não é fato raro. No caso de Pérez, no entanto, o buraco da cova é mais embaixo: seu corpo ficará nessas condições em Miami até que a viúva-titular, Blanca Rodríguez, e a viúva-amante, Cecília Matos, parem de brigar e cheguem a um acordo sobre o local do sepultamento. Ponto para Pérez, de qualquer forma. Ninguém visita seu corpo pelo legado político, mas pelo menos duas mulheres ainda têm o coração aquecido nesse congelamento.
Revista Isto É, 29 de janeiro de 2011

O Egito a caminho da revolução. O que fazer?



Aqueles que temem o crescimento do “islamismo radical” como fator de instabilidade nessa região, deveriam estar mais atentos em relação às “ditaduras amistosas” que, na verdade, são as principais responsáveis pela insegurança no mundo. Desemprego em massa, preços dos alimentos e repressão política é uma combinação explosiva mais perigosa do que os homens bomba. No caso do Egito dois terços da população são jovens abaixo de 30 anos, dos quais 90% estão desempregados. 
As mobilizações populares na Tunísia, Egito, Iêmen e em outros lugares são um alerta para o chamado mundo desenvolvido e seria uma grande avanço para a democracia se esta região que permanece imersa na violência, em fraudes eleitorais e miséria crescente da população recebesse o devido apoio internacional nesse momento.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que os EUA poderão revisar a ajuda ao Egito. O presidente Obama solicitou às autoridades egípcias que evitem o uso de qualquer tipo de violência contra manifestantes pacíficos, alertando que " aqueles que protestam nas ruas têm uma responsabilidade de expressar-se pacificamente. Já a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a “estabilidade do país é muito importante, mas não a qualquer preço”. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que "os líderes do Egito escutem as preocupações legítimas e os desejos de seus cidadãos”. O primeiro ministro britânico David Cameron declarou: “Eu acho que precisamos de reformas. Quero dizer que nós apoiamos o progresso e o reforço da democracia”.

Carta enviada pela Presidente Dilma ao Presidente da República Italiana.

Peter Wilm Rosenfeld
Que patética carta! Então, a Advocacia Geral da União (AGU) se “manifestou soberanamente” sobre o tratado de extradição! A Senhora Presidente poderia ter-nos poupado de ter que ler uma besteira dessas. De mais a mais, sabe-se que nem precisa ser um muito bom advogado para conduzir uma decisão a qualquer conclusão. E a “soberana AGU”, até ela, é capaz disso!!!
Espero que o Presidente italiano simplesmente devolva a carta, com uma anotação: “bullshit” !!!

Milagre em Palermo!


video
Enviado por Hilda Torres

ElBaradei, un opposant très contesté

Mohammed El Baradei salué par ses partisans, vendredi au Caire, juste avant la prière du vendredi.


L'ex-patron de l'AIEA est vivement critiqué pour ses ambiguïtés dans la gestion du dossier nucléaire iranien. Il est tout aussi contesté en Égypte.
Sur les images, on voit ses supporteurs le protéger des coups de bâton et des gaz lacrymogènes. Pourchassé par les policiers antiémeute, Mohammed ElBaradei, 68 ans, revenu jeudi de Vienne pour manifester aux côtés de l'opposition contre Hosni Moubarak, a finalement été assigné à résidence vendredi, par un régime aux abois.
En février 2010, l'ancien patron de l'Agence internationale de l'énergie atomique (AIEA), avait déjà fait un premier retour au pays pour tenter de fédérer l'opposition autour d'un projet démocratique. La mayonnaise n'avait pas vraiment pris, mais, tel un chien dans un jeu de quilles, il avait réussi à faire sortir de la torpeur une partie de l'opinion égyptienne. Allié depuis au mouvement islamiste des Frères musulmans, il tente aujourd'hui une seconde rentrée politique dans un pays en pleine ébullition. Pourtant, Mohammed ElBaradei est aussi contesté en Égypte qu'il le fut à la tête de l'AIEA, où il effectua plusieurs mandats.

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Leitor
Paris, 15 de dezembro de 2002. Foto: JP
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A construção de uma rainha

Não consegui identificar a autoria da charge

Dilma está acima da podridão do reino da Dinamarca
Agora nós já sabemos por que não devemos importunar Dilma Rousseff com problemas da vida real. O marqueteiro João Santana decidiu que ela deve ocupar no imaginário dos brasileiros o lugar de uma “rainha”, aquela que é ubíqua, mas distante; generosa, mas intocável; amorável, mas impessoal; maternal, mas intangível; transparente, mas insondável. O Apedeuta era outra coisa, bem mais carne-de-vaca. Comparecia a tudo quanto era inauguração, falava o que lhe dava na telha, pontificava, filosofava, ensinava com ainda mais prazer o que ignorava, propunha revoluções morais, sociais, galácticas…
Ficará para a história a sua estupefaciente (em todos os sentidos da palavra…) consideração sobre os benefícios que obteria a Terra (sim, o planeta!) se, em vez de redonda, fosse quadrada; se, em vez de se mover, fosse um ponto fixo no universo. Segundo disse, seríamos menos afetados pela poluição. Lula não tinha, e não há razão para supor que tenha agora, pudor, medida, limite — decorrência de uma formação psíquica particular: a relação confessadamente tumultuada com o pai o impediu de ter superego. A exemplo das criancinhas e dos idiotas, não incorporou algumas censuras essenciais à vida civilizada. Por isso, ia brutalizando tudo o que encontrava pela frente. Daqui a pouco, estará de volta — e no estilo de sempre, o único que conhece.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Chegou o verão!

Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis. Mas o principal ponto do verão é.... a praia!
Ah, como é bela a praia.
Praia Brava do Sul
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

2011 vai ser ano decisivo para o sucesso da candidatura do Fado a Património da Humanidade

Amália Rodrigues, grafitti, Jef Aerosol, foto: Môsieur J.

Vale a pena? - A história de um Mané Pato (final)


- Conforme já dissemos anteriormente, existe um processo judicial, movido por uma entidade que representa os aeronautas, em 2004, buscando a responsabilidade do governo federal, sobre o acontecido com o Aerus. O processo de número 200601000164344 que tramitou no Tribunal Regional Federal da primeira Região, foi julgado pela Desembargadora Dra. Neusa Alves da Silva, que, em 18/07/2006, considerando que o Governo Federal, foi responsável pelo desvio dos recursos do Aerus, já que o órgão encarregado da fiscalização, prevaricou no exercício de suas atividades, concedeu liminar, determinando que a União fizesse a complementação das pensões dos aposentados do Aerus.
Como elemento coercivo, a Desembargadora estabeleceu uma multa diária para o caso de descumprimento da sentença.

O processo seguiu para o STF, onde ainda aguarda julgamento final. Independentemente do julgamento final, a decisão liminar que não foi cassada, deveria estar sendo cumprida desde então, pelo Governo Federal, no entanto, a então presidente do STF, Ministra Ellen Gracie, decidiu anular a determinação quanto a multa diária. Mesmo permanecendo válida a sentença, sem a multa, o Governo preferiu desobedecer a determinação da Desembargadora, e até o presente momento nada pagou.

Cicatrizes

João Bosco Leal
Tenho lido diversas citações sobre cicatrizes, de como invariavelmente são provocadas, ou mesmo adquiridas sem intenção, e que, depois de terem ocorrido, não somem mais, como aquela em que o pai, para demonstrar isso ao filho, deu-lhe um martelo e pregos, determinando que os pregasse em uma lata e depois os retirasse, de modo a que ele notasse que, mesmo depois de retirados os pregos, suas marcas lá ficaram e não sumiriam.
Queria esse pai mostrar ao filho, que tudo o que fizesse na vida teria consequências, e que as feridas provocadas em alguém jamais seriam cicatrizadas.
Pensando sobre o assunto acabei percebendo como as cicatrizes ocorrem em nosso dia a dia, em variadas quantidades, profundidades ou extensões, e pelos mais diversos motivos.
As cicatrizes internas, são provocadas por amigos, amores, pais ou filhos, e as físicas, provocadas por pequenas quedas ou mesmo aquelas provocadas por acidentes, de maior ou menor tamanho, mais ou menos traumáticos.
Quando as cicatrizes não são externas, aparentes, normalmente são as mais profundas e doloridas. São as cicatrizes da alma, do coração, provocadas por perdas irreparáveis, de grandes amizades, amores ou entes queridos, de maior ou menor presença diária em nossas vidas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gente por esse mundo afora... (7)

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Luiz - Salvador
Luiz, Salvador, Bahia, 25 de novembro de 2002. Foto: Jim Pereira
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O Guia Universal dos Povos cada vez mais rico!

Lula, o milionário, vai ganhar R$ 13 mil do PT… É um acinte com os pobres!
O Apedeuta Inimputável é mesmo do balacobaco!
Tenho a impressão de que ele, deliberadamente, vai forçando sempre os limites para saber até onde pode chegar. E deve ter concluído que pode fazer qualquer coisa.
Lula recebe pensão permanente por causa daquele mindinho e como “perseguido da ditadura” — Santo Deus! Somando as duas, R$ 9 mil. Uma faz sentido; a outra escarnece da República. Adiante. Agora o PT decidiu lhe pagar um salário de R$ 13 mil, com carteira assinada — 13, o número de partido, vocês entenderam… Sendo como é, o Babalorixá de Banânia deve ter pensado: “Que pena que a gente não tem o número do PC do B, 65…”
Lula está rico. Quando chegou à Presidência, em 2002, seu patrimônio já era maior do que o de seu oponente tucano, José Serra. Em 2006, idem na comparação com Geraldo Alckmin. É a expressão máxima do que chamo “burguesia do capital alheio”. Este senhor não pega no pesado desde 1975, mas tem um bom patrimônio, muito dinheiro no banco etc. Calculo que a parte conhecida, tudo somado, ronde uns R$ 2 milhões — para cima.
Não há metalúrgico do ABC com igual sorte, naturalmente — extensiva e transferida aos descendentes. Eles têm bem mais do que um passaporte diplomático. Mas sigamos.

Vale a pena? - A história de um Mané Pato (XII)


O que está acontecento presentemente com a Argentina, que também é um pais emergente, com índice de crescimento anual acima de 8%, é um claro exemplo do perigo iminente. A crise atual provocada pelo descontentamento dos produtores rurais, já chegou à economia, com reflexos diretos no sistema bancário. Somente em maio/08, o Banco Central teve que reduzir suas reservas cambiais em mais de US$ 3 bilhões, e muito pior que isso, a população, ao invés de depositar no sistema de poupança, sacou cerca de US$ 2.8 bilhões de suas reservas, com medo da crise.

Certo, portanto, que investimentos com prazo muito longo de resgate, ainda mais em forma de pecúlio, como é o caso do sistema nacional ded previdência complementar, em um país onde o governo nada garante, e existe risco de instabilidade, como no momento presente, onde a inflação dá sinais de início de um galope, é um péssimo negócio.

Sinceramente, eu acho que todas as pessoas, que aplicam, ou que pretendem aplicar em previdência complementar, deveriam pedir ao gerente de seu banco, que explique todas as situações que estamos aqui discutindo, até que possa estar totalmente convencido que seus investimentos nessa modalidade de aplicação, não correm nenhum risco.

Preguiça na Bahia?


“Como na Bahia as pessoas são preguiçosas! Técnico do ar-condicionado não pode terminar o trabalho porque está com dor de cabeça. Essa é a Bahia!” 
Gal Costa, cantora, pelo Twitter. Alvo de uma onda de críticas depois da frase, Gal diz que ficará longe da rede social porque não aguenta “a intolerância das pessoas e a grosseria”
Revista Época, nº 662, 21-01-2011

Chávez implica com Huguito

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou tirar do ar uma novela colombiana, transmitida pelo canal Televen (que é privado), e aumentou os temores de censura aos meios de comunicação no país. Chávez considerou a trama de Chepe Fortuna um insulto à população venezuelana. Na novela, a personagem principal – uma secretária interesseira e fofoqueira chamada Venezuela, interpretada por Rosalba Goenaga – perde seu cão Huguito (apelido do filho mais novo de Chávez, Hugo Rafael). Uma amiga decide, então, consolá-la: “Você vai se libertar, porque Huguito andava se metendo na casa de todo mundo, fazendo você ficar mal”. Venezuela tem ainda uma irmã, Colômbia, que é toda certinha. Os produtores disseram que não houve a intenção de ofender ninguém.

A atriz Rosalba Goenaga, em cena com o cão Huguito. Ela faz o papel de uma fofoqueira chamada Venezuela.
Revista Época, nº 662, 21-01-2011

O MDB da ditadura, partido da oposição consentida, era mais firme que o PSDB


Há motivos para haver uma oposição no Brasil? Há. Até agora, ela mal se pronunciou sobre:
- o brutal contingenciamento do Orçamento;
- o anunciado corte de verbas em obras do PAC;
- a escandalosa briga pelo controle da Funasa;
- a espantosa disputa pelo controle de Furnas;
- a pressão inflacionária, que tem todo o jeito de que vai durar um bom tempo;
- a desídia e a inépcia do governo federal na monstruosa tragédia do Rio;
- a correção da tabela do IR;
- o reajuste do salário mínimo…

Ulysses Guimarães
Lembro algumas coisas, assim, que vão me ocorrendo. Como se nota, estão ao alcance da mão. Nem é preciso pesquisa ou método para listar os motivos. E, no entanto, o que se tem é um silêncio sepulcral. Setores da oposição estão empenhados em fazer juras de amor ao governo; em ser “propositivos” para o bem do país — o país vai bem quando a oposição existe; sinal de que a democracia vai bem —; em promover “pogroms” internos.
O MDB da ditadura, que era o “partido do contra” criado pelo regime, era muito mais firme — e olhem que os riscos não eram pequenos! Começou como oposição consentida e foi ganhando legitimidade. O PSDB preferiu migrar da legitimidade para a oposição consentida.
Reinaldo Azevedo

AGENDA - Grinding America Down (Trailer)

When Idaho legislator Curtis Bowers wrote a "letter to the editor" about the drastic changes in America's culture, it became the feature story on the evening news, people protested at the capitol, and for weeks the local newspapers were filled with responses. He realized then... he'd hit on something. 

Ask almost anyone and you'll hear, "Communism is dead! The Berlin Wall came down." And though the word communism isn't used anymore, this film will show the ideas behind it are alive and well. 

Join Bowers for a fascinating look at the people and groups that have successfully targeted America's morality and freedom in their effort to grind America down. It's not just another conspiracy theory. It's a well documented agenda.


I'm Curtis Bowers and I made this film because I hoped that once you saw the facts you would realize what I did after researching this topic... what has happened to America hasn't been an accident. 

Now is the time to get involved before the "Left" accomplishes their goal of destroying the greatest country in ALL world history!
To purchase go to: www.agendadocumentary.com



Received from Vitor Pereira

O lado orgástico da ida do Coelho à Coelha

Ksawery Knotz, monge capuchinho de 45 anos e conterrâneo do beato João Paulo II, publicou um livro intitulado Não Tenhas Medo do Sexo , onde defende a tese de que Deus está no orgasmo.
Ainda não decidi se encomendo na Amazon esta obra, que mereceu o apoio da Igreja Católica polaca, o que se compreende perfeitamente. Se Deus é omnipresente, ou seja, está em toda a parte, é natural que esteja também no orgasmo, por muito que isso custe a engolir ao respeitável economista João César das Neves, que mantém activa uma cruzada particular contra "os fanáticos do orgasmo".
Como nunca me dei ao trabalho de penetrar no conceito de "orgasmo vertical", que, do meu ponto de vista, é uma das mais misteriosas peças do vasto legado intelectual do falecido Eduardo Prado Coelho, penso ter as credenciais para não ser considerado com um "fanático do orgasmo".
Apesar disso, não posso em consciência negar que, a par de uma posta de rodovalho grelhado, uma bo- telha de Vértice, um livro do Henning Mankell ou um episódio do Good Wife, um orgasmo é uma das coisas boas que um homem (ou uma mulher, ou um transexual) leva desta vida. Mais nada!

O Estado somos todos nós

A grande operação policial em farmácias e armazéns distribuidores de medicamentos dá seguimento a mais um conjunto de indícios detectados pelo Ministério da Saúde da existência de uma fraude maciça com medicamentos pagos pelos impostos de todos a 100%. Uma e outra vez, em Portugal confirma-se a existência de níveis muito altos de uso fraudulento dos mais variados subsídios e programas de apoio social.
Neste país, quando se fala do Estado, fala-se sempre em "eles". "Eles" fizeram (ou não) isto ou aquilo, "eles" deviam agir de forma diferente, etc. Meio século de ditadura não será alheio a esta distância entre a sociedade civil e o Estado. Há ainda demasiados cidadãos que não tiram todas as consequências do facto de o Estado sermos "nós", e não "eles". Os decisores políticos são por "nós", cidadãos, eleitos para gerirem o "nosso" dinheiro, disponibilizado para servir o bem de toda a comunidade. Um contrato social sólido pode ser alcançado com maior ou menor nível de carga fiscal e contributiva. Mas entre a cidadania e a acção estatal têm de existir, de parte a parte, clareza e rectidão na prossecução de direitos e deveres.
A questão está amplamente estudada: no modelo social nórdico, a carga fiscal é a mais alta no planeta. Mas, em contrapartida, os cidadãos gozam dos melhores serviços públicos e vivem nas sociedades mais igualitárias. É uma desonra tentar ludibriar o Estado - quer fugindo aos impostos, quer auferindo apoios indevidos. O resultado global é que todos ganham com isso: o Estado social de modelo nórdico é o mais eficiente e o mais equitativo de todos.
Reforçar as regras justas da nossa convivência passa por uma maior exigência de resultados a quem gere os dinheiros públicos, mas seguramente, em igual medida, uma acrescida sanção moral contra quem tenta abusar do Estado. Porque o Estado somos, mesmo, todos nós.

Editorial, Diário de Notícias, 27-01-2011

Sim, concordo. O Estado (a Nação, a Pátria) somos nós, todos nós. Assim como os políticos. Somos nós que os parimos. Portanto, não procede essa batida "indignação" de que eles, os políticos, não prestam...
Abraços./-

Portugueses estão pessimistas quanto ao futuro

"Pessimismo e Otimismo", de Giacomo Balla, 1923

Nunca os portugueses entraram num novo ano com perspectivas tão sombrias sobre a evolução da economia. O indicador de confiança do INE está ao nível mais baixo desde Março de 2009, quando Portugal estava numa forte recessão, na sequência da crise internacional.

De acordo com os Inquéritos de Conjuntura relativos a Janeiro, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança atingiu este mês os 50,6 pontos negativos, o valor mais baixo desde Março de 2009.

Além de as perspectivas dos consumidores sobre a sua situação actual se terem deteriorado, o nível de confiança ressentiu-se sobretudo com as previsões quanto à evolução da economia para os próximos 12 meses.

No curto prazo, os portugueses esperam não só que a situação económica do país se deteriore, mas também estão convencidos de que a sua situação financeira vai piorar, que o desemprego vai aumentar e que os preços vão subir.

A pressionar para baixo a confiança dos consumidores estão as medidas de contenção postas em marcha pelo Governo este ano, como o aumento do IVA e o corte salarial na função pública, com vista a reduzir o défice.

Vários economistas e organizações (como o Banco de Portugal, o FMI e a OCDE) prevêem que esta dose de austeridade venha a estrangular o consumo privado, empurrando a economia para a recessão. Só o Governo mantém o optimismo, apontando para um crescimento tímido de 0,2 por cento.

Criança americana pode ser condenada à prisão perpétua

DR (site Save Jordan Brown)
Um rapaz americano de 13 anos, que terá matado a namorada do pai quando tinha apenas 11, enfrenta a possibilidade de vir a passar o resto da sua vida na prisão. Os advogados do adolescente estão a tentar convencer a justiça norte-americana a não o julgarem como adulto. Nos EUA, cerca de 2400 prisioneiros cumprem pena perpétua por crimes cometidos quando eram menores.
Caso os seus advogados não consigam convencer os três juízes do painel de recurso, Jordan Brown será mesmo julgado como um adulto (como tinha já sido decidido num tribunal de primeira instância), podendo vir a cumprir uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de sair. Se isso acontecer, Brown tornar-se-á a criança mais jovem na história dos EUA a ser condenada (se esse for o caso) a uma pena de prisão perpétua por homicídio.
Caso a Justiça reverta a decisão de Março passado e decida julgar Brown num tribunal de menores, nesse caso as autoridades terão de o libertar quando este completar 21 anos.
O estado da Pensilvânia - onde o crime foi cometido - trata todas as crianças e adolescentes como adultos até que um juiz decida o contrário. A decisão acerca de Brown - se vai ser julgado como menor ou maior de idade - poderá demorar semanas ou meses.

Juan José Rendón: marqueteiro, campeão da Rumorologia

Cesar Maia
Venceu 23 campanhas na América Latina. Perdeu 3. Recentemente venceu a campanha presidencial da Colômbia com a virada de Santos.               
Trechos da entrevista a El Comercio, 22-01-2011 (o original está a seguir a este artigo) :
1. Na Colômbia, o candidato Juan Manuel Santos estava quinze pontos abaixo, a 30 dias do primeiro turno, e terminou vencendo por  47% a 22%. Muita gente disse que as pesquisas se equivocaram. Não!  As pesquisas não se equivocaram. As pessoas mudam.               
2. Numa campanha, tudo tem seu momento. Há momentos para falar e momentos para trabalhar. Eu creio que na campanha o que cabe é comunicar. As obras falam por si mesmas, mas muitas vezes as propostas de campanha, não. Temos uma coisa triste na política latino-americana que é a judicialização das campanhas. Agora está na moda que quando começa uma campanha, todo mundo se põe a mostrar casos, na maioria sem sustentação. Depois acaba a campanha e se nota que nada era certo ou ficou esquecido.               
3. Dizem que sou expert em rumorologia. Temos que desmistificar esse termo. Sou um expert em estratégias, em planificação estratégica de campanhas eleitorais, de comunicação de governo e manejo de crises. Dentro da área de comunicação, o principal é que as pessoas falem. O que qualquer estratégia que queira fazer bem seu trabalho deveria pretender é que as pessoas falem positivamente da agenda de seu candidato e que ressaltem os temas menos positivos e as contradições dos outros.

"Ó gente da minha terra, agora é que eu percebi esta tristeza que trago..."



Olá, Jim, tudo bem?
(...) Não vejo a hora de ir a Lisboa, perder-me nas casas de fados e achar-me nas ruas por onde caminharam Fernando Pessoa e Sá Carneiro. Ah! se eu tivesse a sorte de ver Mariza cantando "Ó gente da minha terra, agora é que eu percebi, esta tristeza que trago, foi de vós que recebi."
Ever Botelho


Le télèphone pleure - Claude François



Gente por esse mundo afora... (6)

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aos assaltados aposentados pelo Aerus

Este soneto abaixo é homenagem a nós, aposentados do AERUS. É possível que a palavra "assaltado" seja forte demais, entretanto, não consigo outra no momento. Um abração do
Ever Botelho

Aos assaltados aposentados pelo AERUS













Visão atual

Já é noite e alto soa o campanário!
Na escuridão, apenas as falenas
Brincando em revoadas, às dezenas.
Há mãos angelicais sobre o sudário.

Ouço passos vorazes das hienas,
À luz de um sol ausente, involuntário:
É noite, e simplesmente o argentário,
Guarda réstias de pratas, obscenas.

Na penumbra, resguardo-me em couraça
dos espetros noturnos, embuçados,
A todos conduzindo para a cruz.

É noite! dobram sinos à ameaça,
Só restando cantar os nossos fados
Nas ânsias de uma lâmina de luz. 

Ever Botelho

Aerus – cinco anos de tergiversações

José Carlos Bolognese

Nos debates do segundo turno da eleição passada, uma das advertências mais repetidas pela candidata eleita ao seu oponente era:Sem tergiversações.....por favor, sem tergiversações!(Esse por favor é uma concessão minha. Não sei se de fato houve.)
Tergiversação:   s.f. Ato ou efeito de tergiversar; hesitação, vacilação; dubiedade, evasiva.

Ilustração: Scabini. Folha de  São Paulo, 10710/2010
Pois é, a palavra tem tantas sílabas e caracteres e foi repetida tantas vezes, que se por mágica, transformada no dinheiro que pagamos ao Aerus, talvez resolvesse o problema dos ex- trabalhadores e aposentados da Varig. Mas infelizmente, o que não foi criado para expressar o bem não tem como corrigir o erro. É apenas usado para admoestar, quando é o próprio acusador fazendo um uso inadvertido da expressão. Os quatro significados referidos no dicionário para tergiversação, com forte ênfase para os dois últimos, "dubiedade, evasiva", estiveram e ainda estão presentes na forma como o caso Aerus é tratado pelos que têm poder & o dever de resolvê-lo.
Enquanto contida num debate ou artigo de opinião, qualquer expressão maligna não passa de palavra falada ou escrita. Mas quando é materialmente transformada em atos pelos que, até contra nossa vontade, atuam sobre nossas vidas, os danos podem ser irreparáveis. O que é que não foi hesitação e vacilação e depois, mais intensamente, dubiedade e evasivas quando o assunto Aerus foi tratado pelas autoridades executivas e judiciárias? Quando foi que alguém entre os que decidem, se deu conta dos danos causados a milhares de trabalhadores honestos ao se deixar prevalecer livremente o significado de tergiversação sobre os interesses dessas pessoas.