sábado, 3 de outubro de 2015

Cinelândia


José Manuel
Por Quem os Sinos Dobram? 
Faz tempo que dobram, porque cada vez que morre um de nós do Aerus, morremos todos, pois somos parte desse grupoFaz muito tempo que dobram, doze anos, no mínimo, e só não quebraram ainda de tanto dobrar porque o material de que são feitos é quase que milenar, é divino. Eles dobram ou choram muito, como queiram, anunciando uma espécie de Réquiem para um Sonho onde deveríamos aprender com os nossos erros do passado e do presente e não ignorá-los jamais. Pelo visto não aprendemos nada!

Continuamos ignorando-os, diria até, quase que apostando em Palavras ao Vento, teses ultrapassadas, conchavos e politicalhas de terceira. E neste momento de um Eclipse total em nossos parâmetros, um curto-circuito intelectual  pelo que passamos, nos tornamos Reféns de Aliens que se locupletaram no poder, nos levando a acreditar que estamos em uma Guerra dos Mundos, tal o estado Sem Lei onde a justiça é simplesmente ignorada pelos que nos dirigem e, pior, agora, daqui para a frente, tendo que engolir um Poderoso Chefão, saído de um limbo mais do que desejado.

Os Bastardos Inglórios  culpados por Uma Tragédia Anunciada como o Aerus, ao longo destes anos de exílio com a perda do eu, a perda da alma, transformaram a nossa vida em um Êxodo permanente. Fugimos da nossa saúde, fugimos da nossa dignidade, fugimos das nossas idades, fugimos de nós mesmos.

O Império do Mal estabelecido por estas bandas, onde a paz, o respeito, a prosperidade eram sintomas visíveis de uma modernidade a ser alcançada, conseguiu catapultar para trás uma das mais nobres leis da física Newtoniana. Eles conseguem tudo, com a malignidade do qual são senhores absolutos.

Porém, não nos esqueçamos que a qualquer momento A Regra do Jogo pode mudar, os Rastros de Ódio deste Sindicato de Ladrões tendem a desaparecer porque A Felicidade não se Compra com dinheiro sujo, extorquido da mais vil das maneiras à custa da quase perda de importantes empresas que pertencem a nós, o povo.

Quando isso acontecer não seremos mais Um Estranho no Ninho, nunca mais, porque o Sol é Para Todos, porque sempre Assim Caminha a Humanidade e o Amargo pesadelo, destes anos todos perdidos o Vento Levou, finalmente. 

Estaremos A um Passo da Eternidade e um longo Sonho de Liberdade nos colocará novamente nas Asas do Desejo.

Aí, quando tudo passar, Depois do Vendaval, muito depois do Salário do Medo, será Tempo de Viver e quando menos esperarmos nos encontraremos na rua, todos, Cantando na Chuva.
Título e Texto: José Manuel, Muito além do Jardim, 3-10-2015

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Um comentário:

  1. Este texto, ainda que possa parecer simplório na sua construção, tenta ser leve na revolta e quer dar apenas uma mensagem aos nossos colegas.
    A mensagem de que é possível participar, de que é possível lutar, ainda que os bancos escolares não tenham sido pródigos em diplomas ou em capelos.
    Eu não sou formado em nada, minto, sou formado em vida, tenho curso superior em tudo que realizei ao longo da minha existência e aproveito todas as minúcias que se apresentam à minha volta, fazendo com elas instrumentos de luta.
    Todos podem escrever sobre o nosso assunto, pois ele merece ser compartilhado não apenas lido. Todos tem uma história para contar e uma luta a realizar.
    Nós da Varig, não sei bem porquê isso foi acontecer, temos uma missão na vida.
    Essa missão só vai poder se concretizar com o engajamento de todos, sintam ou não vontade. É a lei de Deus e nada podemos contra ela. Querer saber porque ocorreu é bobagem, pura perda de tempo. A hora do resgate já passou e não percebemos o quanto fomos omissos.
    Cada vez que escrevemos sobre a nossa saga, levamos mais longe a nossa mensagem, até que ela chegue a quem é endereçada. Escreva, é fácil basta que você se doe um pouco, basta que você se condoe muito.
    Todos vão agradecer pela sua ajuda, pelo seu desprendimento. Procure há sua volta e certamente irá encontrar um tema do que escrever sobre o que você foi ou o que você quer ainda nesta vida.
    Eu quero encontrar o que é meu, o que me foi subtraído, a minha vida de volta.
    Por isso eu não paro de escrever, gostem ou não daquilo que escrevo.
    José Manuel

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