sábado, 31 de março de 2018

É amarga a derradeira colheita do trabalhador


Almir Papalardo

O trabalhador brasileiro ao término da sua adolescência e já tendo definido sua formação educacional, ingressa no mercado de trabalho com mil sonhos na cabeça, ambicionando garantir logo o seu futuro. Está feliz e realizado por já estar empregado, visando sempre o seu crescimento na profissão, que é a garantia do sucesso que lhe permitirá uma excelente, sustentável e prazerosa qualidade de vida.

Então já estabilizado economicamente escolhe uma companheira para juntos constituírem uma família. É um período admirável da vida, onde casal e filhos gozando de boa saúde, ficam tranquilos quanto à segurança e ao bem-estar da família nova, cuidadosamente planejada, um sonho que todo ser humano minimamente previdente e com os pés no chão, almeja e persegue.  

Nem desconfia o iludido trabalhador que essa fase prodigiosa da vida que o Pai Supremo nos concede, será corrompido e destruído por débeis governantes indignos e acomodados, que, erradamente, direcionam os destinos sempre incertos e duvidosos do nosso querido Brasil. Temos Quantidade exagerada de políticos que ao invés de  nos ser benéfico, é contraproducente, porque, comprometendo seriamente a robustez da nossa economia pelos seus ganhos astronômicos, falta-lhes o essencial, que é a Qualidade, uma dádiva que só é conseguida com um número bem reduzido de parlamentares com visão privilegiada, cuidadosamente escolhidos, sem mordomias, sem privilégios, sem imunidade parlamentar, sem foro privilegiado, sujeitos também aos rigores da lei, condições estas indispensáveis para a efetivação de uma boa, justa e honesta governabilidade.  

Fica então reservado para este cidadão outrora feliz, um final de vida desastroso, porque não é mais protegido e somente é visto como um ex-trabalhador que não dá mais lucro ao governo, obrigado a sustentá-lo sem mais nada receber em troca. A fase dos descontos mensais deste trabalhador para o INSS, tão cobiçado pelas débeis equipes econômicas, acabou! Por isso, ele está definitivamente descartado e alijado do direito de desfrutar uma digna e merecida cidadania!

Começa aí para o trabalhador na transição de ativo para inativo, um perverso preconceito e injuriosa discriminação, contra os velhos de cabelos brancos. Tudo o que ele construiu na vida laboriosa será desmantelado. Afinal, não mais contribui para os cofres do governo, um peso morto mesmo, merecendo ser descartado para não ter os mesmos direitos e benefícios dos trabalhadores ativos. Também porque os aposentados e pensionistas não são para os politiqueiros de plantão uma ameaça no resultado das eleições, já que a maioria dos segurados, devido ao avanço da idade e cansados pela ausência de políticas honestas e transparentes, não mais comparecem às urnas.

Nesta colheita final do aposentado brasileiro quando outrora só plantava sementes boas e lucrativas para o governo, recebe agora para a sua subsistência como trabalhador inativo, frutos de péssima qualidade, murchos e degradados, colhidos do chão, não condizendo mais com o seu esplêndido plantio do passado. A semeadura foi muito boa, a colheita no final, entretanto, ao contrário do que se esperava lhe será funesta! A atividade profissional lhe foi favorável, a inatividade ao contrário, só lhe trará prejuízos, insegurança e tortura mental. Será um eterno perseguido! Assim, o governo federal e sua tropa de choque tornaram-se os principais carrascos dos aposentados e pensionistas da iniciativa privada, cuja sórdida e perversa intenção é nivelar todas as aposentadorias do RGPS em apenas 01 (um) salário mínimo.

Se hoje já não estamos recebendo apenas o piso da Previdência, devemos agradecer unicamente a salvadora intervenção da nossa fada madrinha, a Juíza Salete Maccaloz (in-memoriam), que peitando o governo federal nos concedeu também o mesmo percentual de aumento dado ao salário mínimo, ou seja 147%, quando a massacrante equipe econômica do governo teimava em nos dar apenas o irrisório índice de 54%! Foi uma grande batalha travada nos tribunais! Que Deus lhe dê a glória eterna no Reino dos Céus.

Fica assim fácil constatar que a má vontade política contra aposentados, pensionistas e aposentáveis, já vem de longa data. Acertadamente, podemos acusar os últimos quatro presidentes da república como os maiores algozes e principais inimigos dos indefesos segurados do INSS. Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, degolaram nossos benefícios, cuja degradação total somada pela má boa vontade política dos quatro, já cortou mais da metade do valor em números de salários mínimos que recebíamos no início da tão desencantada e frustrante aposentadoria, que de um agradável sonho, transformou-se em terrível pesadelo!

Que em 2018 tiremos do coldre a nossa única arma/voto, colocando-a para nos defender efetivamente, mostrando que poderemos sim fazer a diferença, ao contrário do que aconteceu em 2014 quando ela (a arma) permaneceu silenciosa, inerte e inofensiva. Unidos, os aposentados tornar-se-ão invencíveis, não precisando da ajuda de ninguém para nos defender, tornando a nossa derradeira colheita de um prêmio amargo, para um prêmio, que como seria mais condizente e coerente, de sabor adocicado... 
Título e Texto: Almir Papalardo, 30-3-2018

Relacionados:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-