quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

[Daqui e Dali] Para não se cair em heresias

Humberto Pinho da Silva

Na missa solene de abertura do Conclave, que elegeu o Papa Francisco, Joseph Ratzinger [foto], na homília, disse: “Ter uma fé, segundo o Credo da Igreja, é hoje, com frequência, etiquetado como fundamentalismo. O relativismo, ou seja o deixar levar-se daqui para ali, por qualquer vento de doutrina, parece como a única atitude dos tempos modernos.”


Atualmente, seguir os ensinamentos de Jesus, reunidos no Novo Testamento, é, para muita boa gente: excentricidade.

Na nossa época, muitos cristãos humanizaram Deus e criaram doutrina a seu gosto.

Certo sacerdote (não católico,) com quem convivi durante anos, disse-me que há passagens e até Epístolas, que melhor era esquecê-las (!), porque não se enquadram no contexto bíblico, ou são antiquadas!!

Concordo que há conselhos – não de Deus, mas dos homens – que podem e devem ser interpretados como modas ou costumes, que nada têm de doutrinário. Por exemplo, o uso de cobrir a cabeça durante o culto; mas o Decálogo e as sentenças de Cristo, são imutáveis.

Se as alterarmos ou as adaptarmos ao nosso modo de ver, continuamos a ser religiosos, mas não cristãos.

Uma coisa é ser religioso, outra, é ser cristão, e seguir – sem duvidar, os ensinamentos de Jesus e de Seu Pai.

Há quem frequente o templo – uns, por convívio; outros, por ser bom ou parecer bem, – acredite, mas adapta, os Mandamentos, de harmonia com sua conduta.

Alterar as indicações que Cristo ensinou em Israel, e registradas pelos Apóstolos, é cair em heresia.

Essa tentação, esse desejo, verifica-se desde o primórdio do cristianismo, dando origem a seitas.

Infelizmente, a maioria das Igrejas – Católica e Evangélicas, – são escrupulosas em seguir o Decálogo e a doutrina ensinada por Jesus.

Certo é que existem divergências, mas no essencial, encontram-se de acordo.

Recomenda-se, aos fiéis confrontar o ensino da sua Confissão com a Bíblia. Mas, a Bíblia, se não é católica, seja editada pelas Sociedades Bíblicas, para não se correr o risco de traduções ou pontuações, que alterem o pensamento de quem A escreveu, inspirado por Deus.

Não basta ser religioso; quase todos os homens são; é preciso aceitar Cristo. Aceitar Cristo, não é só rezar a Deus Pai, mas seguir – o melhor possível – a doutrina do Homem de Nazaré.

Digo o melhor possível, porque todos somos imperfeitos. Tentemos, pelo menos, não ser “duplos”: crentes no templo, agnósticos na vida. Porque, o crente, tanto o é no templo, como na vida familiar, na empresa, na política e no desporto…; é-o em todos os atos e atitudes.
Nunca esqueça: Quem nos salva é Cristo, não a Igreja.
Título e Texto: Humberto Pinho da Silva

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Um comentário:

  1. Prezado Senhor Humberto
    Daremos então as Boas Vindas ao BLOG do JIM PEREIRA.
    Esta LUZ é sempre bem vinda...
    Virei fã dos seus textos.
    Obrigada.

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