terça-feira, 24 de setembro de 2019

[O cão tabagista conversou com...] William: “Uma conjunção de fatos, ações e motivações fizeram com que a Varig acabasse como acabou.”

Nome completo: Walter William Cox Junior

Nome de Guerra: William 

Onde e quando nasceu?
Recife, Pernambuco, em 27 de setembro de 1943

Onde estudou?
Colégio Cocio Barcellos (primário); 
Colégio Juruena (ginásio e científico); 
Faculdade Estácio de Sá.

Que curso universitário?
Gestão de Aviação Civil
Pós-Graduação em Administração de Empresa Aérea e Logística de Carga

Onde passou a infância e juventude?
Até aos 7 anos morei em Recife. No Rio, morei em Copacabana, Leblon e Ipanema.

Qual (ou quais) acontecimento marcou a sua infância e juventude?
Minha infância foi boa, muita bolinha de gude, futebol e como não podíamos jogar futebol na praia em Copacabana, somente à tarde, minha geração inventou o futevôlei, que era jogar futebol na rede de vôlei, aí podia!

Quando começou a trabalhar?
Com 18 anos, em 1962, fui trabalhar no Despacho do Aeroporto da Panair do Brasil e fui aprender a voar no Aeroclube de Nova Iguaçu.

Em 1964 fui voar táxi aéreo no Maranhão.  E em 1966 entrei para a Varig.
Inicialmente, baseado em São Paulo, fazendo o ground school e depois em Goiânia, Belo Horizonte, Recife, São Paulo e, finalmente, Rio de Janeiro.

No Maranhão, voei tudo que era monomotor da época e também bimotor.

Na Varig, comecei voando DC3, depois Avro, onde fui promovido a comandante, Electra, B727, B707, DC10 e finalmente os B747, 200,300 e o maior de todos o B747-400.

Aposentei em 1990 e fui trabalhar com o DAC, Departamento de Aviação Civil. e depois por concurso público fui para a ANAC, Agência de Aviação Civil, de onde sai aposentado em 2013.

Perfeito! Por que procurou a Varig em 1966??
Porque alguns colegas do aeroclube do Rio entraram em janeiro de 1966 e viajavam para o Maranhão onde eu voava e me chamaram.

Então, numa vinda minha ao Rio, entreguei uma proposta e logo depois me chamaram para iniciar o curso de DC-3 em São Paulo em junho de 1966.

O curso começou com apenas dois alunos, o Ruhl e eu.
Mas depois vieram outros se agregarem ao curso.

Lembra do seu primeiro voo?
Claro, lembro do primeiro voo solo, quando você é liberado pelo instrutor e efetua seu primeiro voo sozinho.

E depois vem o banho de óleo, que é uma tradição.

O instrutor disse:
Você agora vai voar só e o avião vai ficar mais leve, aí eu falei, vai ficar mais leve ainda porque eu não vou e dei uma risada!!

Decolei e passei sobre os colegas na pista, gritava de muita alegria, é uma fase que você, jovem, ainda sente uma alegria incrível, pois venceu uma etapa em sua vida profissional.

Quando da promoção a comando no Avro, claro que foi uma alegria muito grande, mas o primeiro voo solo foi mais marcante.

Voltemos para a Varig... aí comandante do B 727... quer logo chegar à Apolo XI... como foi a promoção ao B 707?
Fiquei no Electra mais tempo, pois era instrutor e checador. Assim, quando fui para o B727 já estava na vez do B707, porém, quis voar o B727, pois tinha uma grande admiração pela máquina, e realmente, é o mais aerodinâmico.

E foi muito boa, na época voava só para o exterior e trabalhávamos poucos dias no mês.

Morei em Recife, e em muitos meses cheguei a ficar 18 dias em casa.

Os voos eram longos e completávamos a cota em 10/12 dias.

Fiquei no B707 de 1975 a 1986 quando fui para o DC10.
Boa máquina também, mas não se compara ao B747-400, esse sim, a melhor máquina que tive a satisfação de voar.

PP-VNA, o primeiro jumbo da Varig
Na sua carreira de aviador passou por situações de emergência?
Passei por situações que se poderia dizer de emergência, porém, o treinamento da Varig era excelente e estávamos sempre preparados.
Assim, quando acontecia algum problema executávamos os procedimentos, a emergência era vencida e o voo continuava.

Tive uma luz de trem de pouso que não acendeu, dando a entender que o trem de pouso não estava embaixo. Após os procedimentos, ainda em dúvida, pousamos na Costa Rica, e o trem estava embaixo, era, portanto, apenas uma lâmpada queimada.

De outra feita, pousamos em Brasília com três motores em marcha lenta pois não aceleravam. Era um problema no combustível, efetuamos os procedimentos e pousamos sem problemas em Brasília.

Ambos os problemas aconteceram no B707.

Nós, comissários, também gostávamos muito de trabalhar no jumbo...
Você se aposentou muito antes do fechamento da empresa. Como o sentiu?
Kkkkkkk essa é uma boa pergunta. Em maio de 1999, eu era chefe de equipamento do Jumbo e fui chamado, juntamente com o Diretor de Operações, o comandante Binder para uma reunião com o presidente Fernando Pinto. Ele falou claramente:

"Vamos enxugar o quadro de comandantes.

Quem está acima de 55 anos e tem condições para o Aerus a empresa vai oferecer toda a indenização, e para quem era estável, (lembra?) daremos em dobro os dez anos deixados, pagando em doze vezes e será oferecido apenas por trinta dias, terão que sair até o fim de junho!"

Resumindo, havia 167 pilotos nessas condições, e no Jumbo, 87.

Partimos então para passar ao grupo, eu não precisaria, pois era do Colégio Deliberante. Mas resolvi, por uma questão até de ética, acompanhar o grupo. Achei que não seria correto convencer os colegas a fazerem acordo e eu continuar.

Todos aceitaram com apenas duas exceções
Enfim, aposentei e fui para o DAC.

Quando veio a crise, fiz uma faculdade e depois uma pós-graduação e fui trabalhar na ANAC. (Agência Nacional de Aviação Civil).
Uma boa escolha, pois me deu uma pequena aposentadoria que, somada ao INSS, dá para sobreviver.

Tenho a certeza que o caso AERUS será resolvido a contento, teremos sempre alguns sobressaltos até à suspensão definitiva da Liquidação Extrajudicial.

“suspensão definitiva da Liquidação Extrajudicial”, o que quer dizer?
O regime especial de Liquidação Extrajudicial é um instrumento jurídico que tem por intenção proporcionar o equilíbrio das finanças daqueles organismos financeiros que, por qualquer razão, se encontram próximos da falência.

Trocando em miúdos, como se fala na terrinha, é uma medida à qual tem direito a organização em situação degradada, a fim de que não seja decretada sua falência, garantindo uma melhoria e, talvez, a sua saída da situação financeira insolúvel.

Na prática, são impostas medidas financeiras e de ordem técnica saneadoras para reerguer a empresa ou organismo social e fazendo voltar ao mercado ou ambiente social onde se encontra.

Na teoria é tudo maravilhoso, entretanto, na prática, as barreiras do corporativismo funcional ou empresarial, dificultam sobremaneira a operação.

Para que possamos evitar as dificuldades e impor um regime de disciplina, o governo através de seus organismos financeiros, nomeia um Interventor ou também chamado Administrador. Cuja função é cumprir e fazer cumprir os ditames da lei. No nosso querido Patropi, aí está o problema maior.

A prática mostra que este indivíduo tem levado as empresas que têm solicitado a dita Liquidação Extrajudicial a situações de Insolvência total, consumindo os recursos ainda existentes.

Veja o que aconteceu ao AERUS. Que eu prefiro não comentar.
Acho que respondi à sua pergunta.

Na sua avaliação, o que pode ter contribuído para o fechamento da RG?
Não existe uma resposta única, de um único fator, ou um único culpado.
Uma conjunção de fatos, ações e motivações fizeram com que a Varig acabasse como acabou.

Como disse, não é uma resposta direta de um do culpado.

O Marcelo Lins escreveu um ótimo livro sobre o assunto.

Inúmeros fatos ocorreram levando a empresa a necessitar urgente de aportes de capital que lhe foram negados. Esse é um fato comprovado e que nos leva a outra indagação: Por que a necessidade dos aportes?

Por que a empresa se encontrava na situação de precisar de aportes?

Aqui podemos apenas sugerir alguns fatos.

Os repetidos planos econômicos dos governos foram prejudiciais às empresas e, em particular, às aéreas, pois o congelamento de preços das tarifas, sem a devida compensação do congelamento dos insumos criou o desequilíbrio financeiro reconhecido hoje pela justiça na ação da dita Diferença Tarifária.

A ação hoje reconhece valores astronômicos de indenização à empresa, valores esses que já foram pagos a outras empresas aéreas da época.

Podemos citar o desejo da cúpula do governo em prestigiar outra empresa aérea.

Desejo esse motivado por fatores de interesse financeiro tanto pelo fato de a Varig não ter contribuído para o candidato vencedor à presidência da República, como pelo fato de elemento da alta cúpula do governo ter interesses financeiros na outra empresa que, com o fechamento da Varig, passou a receber o público outrora cliente da empresa.

O que mais me entristece é o fato que o dinheiro que poderia ter sido utilizado pela Varig para sua sobrevivência, hoje sabemos que foi utilizado, para a venda da moral de pessoas dos altos escalões do governo da época.

Pode-se dizer sem sombra de dúvida que o que iria salvar a Varig, ou pelo menos tentar seu salvamento, serviu para enriquecer muita gente ligada aos administradores de nosso querido Brasil.

Fala-se muito em má administração da Varig, sinceramente, eu, admitido em 1966, sempre ouvia esse tipo de comentário por parte de pessoas que não tinham conhecimento de administração de uma empresa aérea e gostavam de criticar.

Sempre vi a RG apresentar lucro em seus balancetes, nunca recebi meu salário atrasado.

Então, por que somente após o congelamento apareceram os problemas?

Você pediu uma resposta que, como falei, não pode ser um único motivo.

Se o BNDES tivesse concedido o capital talvez tivéssemos sobrevivido, mas outros estariam pobres hoje.

Enfim...

Certo! Depois da sua aposentadoria da Anac abraçou alguma atividade?
Sim, a vida ociosa de aposentado.

Estou morando em Angra dos Reis e também em Fort Lauderdale, na Flórida.

No ano que vem vou fazer um curso sério de inglês por um ano, e depois talvez aceite um convite para dar instrução num Centro de Treinamento para pilotos da Boeing. Mas ainda não sei se farei assim.

Primeiro ainda vou ao Brasil agora até novembro, depois devo começar o curso em janeiro de 2020 até 2021. Acabando o curso verei como as coisas irão funcionar.

Minha filha que reside em Curitiba está morando aqui e além dela o outro mora em Orlando e o mais velho na Califórnia.

Além desses tem um em Londres e ainda outra filha no Brasil. Mas que sonha em morar no Canadá!

Será que ainda terei tempo para trabalhar?? 😊

Mas enfim...

Eita-ferro! família cosmopolita! Isso é muito bom.
E o Brasil, vai bem?
O Brasil, caro amigo, vai devagar.
Muito devagar, mas acho que caminhando na direção certa, uma mudança como a que queremos e a que o governo deseja muito rápida e não temos educação para ajudar.

O povo, de uma maneira geral, continua arraigado às práticas do passado, apenas com pequenos avanços no aspecto educação.

Veja, na grande maioria dos países uma troca de rumo como a que se pretende em nosso país, demanda ações rápidas e de grande impacto.

Nosso legislativo, se podemos chamar assim o covil de bandidos que se esconde em Brasília, não deseja e não permite que se mexa em nada que lhes tire alguma coisa.

Muito pelo contrário, deseja cada vez mais assaltar os cofres públicos e enriquecer mais rápido.

Ora, caro amigo, o país está em crise econômica financeira e temos um grupo de pessoas com imenso poder de mando, que somente pensa em si próprio. Você há de convir que fica difícil alguma ação pelas vias democráticas.

Aliado a isso temos um judiciário, se é que se pode chamar assim aquela quadrilha que age com a caneta, onde como que por raiva desfaz todas as ações das camadas inferiores de sua organização.

Trocando em miúdos, a meu ver, ou um tempo longo para desalojar todos os bandidos que ora comandam, ou uma ação rápida das Forças Armadas para limpar a sujeira.

O que certamente transformará o Brasil numa ditadura de efeitos nefastos.

Caso contrário, andando pelo caminho do diálogo e da democracia (a mudança) será demorada. Calculo, grosso modo, umas duas a três gerações para que se dê a mudança.

Assim vejo nosso querido e idolatrado Brasil.

É... parece pessimismo. Mas, nem sempre a realidade é otimista...
Não, não sou pessimista, sou realista.
Tivemos um governo que se transformou numa organização criminosa. Veja o número de pessoas que se encontram presas ou sendo investigadas, e atente para a reação dos bandidos.

Engano se achar que a esquerda no Brasil morreu. Estão vivos e tentando de todas as formas anular a ação de limpeza da corrupção. Em todos os setores ainda existem elementos ligados à organização criminosa chefiada pelo Lula.

O fato dele estar preso e em condições completamente em exceção ao regulamento prisional revelam claramente o tipo de prisão em que está retido.

Acho que a melhor demonstração de que estamos indo num caminho de melhorias democráticas e honestidade seria a prisão do ex-presidente num presídio comum sem as regalias hoje existentes. Sem isso acho difícil convencer o povo de que os tempos mudaram!


Votou nas últimas eleições presidenciais brasileiras?
Não votei nas últimas eleições, mas teria votado no Bolsonaro.

Falando em eleições, você também vota nos EUA?
Não voto aqui nos Estados Unidos. Só votarei quando for cidadão americano, se um dia ocorrer.

Como avalia a presidência de Donald Trump?
Como morador do país e aspirante à residência, acho um excelente presidente, mas sendo destemperado tal como o nosso, é combatido pela esquerda de ambos os países.

Ele quer uma América para os americanos, apenas regula a entrada.
Você já imaginou 250 mil pessoas entrarem aqui sem documentos, sem nada, e viver às custas do governo? Foi o que quase aconteceu!

Saíram dos “maravilhosos” socialistas da América Central para o inferno capitalista, fugindo do paraíso?

Enfim, já me estendi muito, como você pode ver sou de direita, aliás, segundo PT, de Extrema-Direita!!

Não acredito em nenhuma notícia, vou sempre confirmar e hoje com o Google é facílimo.

A esquerda em qualquer lugar, é sempre a “dona” da verdade, ou outros não prestam, os puros são os de esquerda!!

Veja o exemplo do Brasil, quantos presos?

Mas, todo o dia alguma notícia vinculada aparece, tentando mostrar que a Justiça está errada em prender os corruptos ditos inocentes!
É o mimimi de sempre!

Lembra do ocorrido num voo que fizemos para Joanesburgo?
Não lembro, afinal com 7.6 não temos mais memória, apenas uma vaga lembrança!! Kkkk
Dá umas dicas!

Então eu conto:
O ano devia ser 1998. O voo voltava de Joanesburgo para o Rio. Voo diurno. Na Primeira Classe (upgradado, com certeza) viajava um deputado federal pelo PTB- Partido Trabalhista Brasileiro, creio que também presidente desse partido: Gastone Righi [foto].


Este locutor que vos escreve estava descansando lá atrás – na última fileira de assentos – quando o colega que estava de plantão na Primeira Classe veio informar que esse passageiro, visivelmente animado alcoolicamente estava criando problema com outros passageiros que haviam reclamado da abertura da cortina da janela...

Disse ao colega que não mais lhe servisse bebida alcoólica.

O meu colega voltou tempo depois informando que o referido passageiro pedira para falar com o chefe.

Me levantei, me arrumei no banheiro, e lá fui eu.
Me apresentei ao senhor Righi, justifiquei as razões da decisão. O senhor Righi compreendeu e acatou as razões.

Entrementes, tinha ido ao cockpit e relatado ao comandante – este entrevistado – o que se passou e a resolução tomada.

Aí, tudo ‘devidamente resolvido’, estava eu na galley com os dois colegas de plantão quando, numa coincidência de arrepiar, eis que a cortina separadora da galley e da cabine de passageiros se abre, exatamente no mesmo momento que a porta do cockpit.

O passageiro bate na bancada da galley e pergunta “quem deu autorização para não mais me servir bebida?” A pergunta pode não ter sido exatamente esta, mas a resposta, lembro bem!: “Eu.” Respondeu o comandante William.

Nunca mais esqueci. E até hoje conto este episódio aos netos e a quem, de quando em vez, aguenta ouvir algumas das minhas ‘estórias’, como exemplos de confiança intergerencial.

Ah, e se mal me lembro, quando aterrissamos no Galeão a Polícia Federal, alertada pelo comandante, esperava este deputado.

Ahhh, amigo, agora lembrei, e quando pousamos no GIG a PF aguardava ansiosa o deputado. Então, mais calmo e sem a turbina alcoólica, se desculpou e foi embora com os policiais.

Não sei o que a aconteceu depois, mas certamente foi liberado.

Acho que fiz o correto, a disciplina a bordo tem que ser mantida senão vira bagunça.

Pode beber à vontade, mas manter a compostura e dormir para passar o voo rápido.
É isso ai, amigo!

Uma pergunta que não foi feita?
Rapaz, acho que não sobrou mais nenhuma pergunta.
Enfim, se ainda faltar alguma pode mandar! Kkkk

Ei-la!
Leio alguma coisa (não leio mais por falta de paciência) sobre a conferência da ONU (do socialista sabonete António Guterres) que “
Cimeira ONU. Guterres traça cenário catastrófico para obrigar a agir”. Você também acha que o mundo vai acabar em poucos meses se continuarmos a comer... picanha?
Em primeiro lugar, como todo sistema, está repleto de pessoas com ideias de esquerda, não seria a ONU uma exceção.

Vejamos bem, o nosso mundo já foi gelado, e também inundado, afinal são mais de 50 bilhões de anos.

Os incêndios na Amazônia, e aqui incluímos os países que formam a região, como Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, as Guianas, sempre tiveram incêndios.

O que me irrita sobremaneira é a vontade de um país como a França querer incluir a Amazônia em seu território.

Então, vou lhe responder apenas à sua pergunta sem mais comentários:

A Amazônia, na sua parte brasileira, que é nossa e nós s tomaremos conta dela. Se é o pulmão de mundo, vamos cobrar para que possam respirar.

Se as usinas atômicas da Europa precisam da Amazônia para poluírem menos a atmosfera, nós podemos cobrar menos.

Quem sabe?, vamos internacionalizar tudo, a nossa Amazônia, o petróleo americano, as reservas de ouro dos países ricos, e por ai vai!! Assim, teremos um mundo verdadeiramente globalizado!!

Na realidade, amigo, a “moça” sueca e outros querem não é a floresta, mas o que existe embaixo das arvores, o subsolo rico, muito rico da Amazônia.

Acontece que o nosso querido Brasil é feito de corrupção, o cara desmata, derruba e vende as madeiras, aparece o empresário agrário, compra a terra para criar gado, tem que queimar para plantar capim da pastagem.

Isso é feito assim há muitos anos.

Sem contar com os garimpos, legais e os ilegais, a desmatar e a poluir os rios.

Aí vem o PT e faz reservas indígenas em territórios ricos, como se fosse uma boa ação para os índios.
Coloca as ONGs, em sua maioria bandidos da pior espécie, e está feita a festa onde muita gente vai ganhar dinheiro na nossa terra, no nosso Brasil.

A derradeira mensagem:
Meus queridos colegas da VARIG, não poderia deixar de externar minhas saudades por ter participado da comunidade que foi a nossa querida Empresa. Foram 33 anos voando várias aeronaves, com colegas que realmente fizeram a diferença.

Sofremos uma sentença de morte no fechamento da Empresa. Foram muitos anos de alegria e que nenhum assassinato vai conseguir sucumbir nosso sentimento de alegria e fraternidade.

Nossa Empresa fez do transporte aéreo brasileiro uma indústria saudável, segura e participativa para seus colaboradores. Sim, pois assim era o que sentíamos quando voávamos transportando nossos clientes.

Em cada voo tínhamos objetivos, alguns apresentavam problemas de clima, quantos voos não fomos a Nova Iorque nevada, ou tempestades que assolavam a Amazônia, hoje tão em moda.

Problemas em voos ocorrem muito, passageiros inconvenientes, atraso por vários motivos, sejam técnicos, meteorológicos ou outros, eram devidamente resolvidos e sempre com tranquilidade e segurança.

Tínhamos uma Empresa que, antes de tudo, respeitava a solução empregada por seus funcionários pois sabia que era sem dúvida a mais correta para o momento.

Enfim, quero apenas comentar a tranquilidade que era voar naquela Empresa.

O grupo de voo, apesar de ser de humanos, e sempre temos diferentes personalidades, era composto de pessoas cujo primeiro mandato era transportar com segurança seus passageiros.

Engraçado, tem empresa de transporte aéreo cujo primeiro objetivo e que nada substitui é o lucro!
Não era o que tivemos durante nossa vida na VARIG, a Segurança sempre em primeiro lugar.

Mas aí veio a quadrilha com seus bandidos e como queriam dinheiro para a campanha, bateram na porta e nada levaram. Ganharam as eleições e se tornaram Gunverno.

E foram à vingança, a agonizante Empresa necessitando de oxigênio para sobreviver foi ultrapassada pelas construtoras em países africanos e outras ditaduras de esquerda.
Impressionante como o dinheiro une os opostos!

E assim acabaram de assassinar a Empresa.

Mas nunca conseguiram matar nosso sonho, nosso sonho de ter tido a honra, alegria ou o que mais se quiser para definir o estado de espírito dos afortunados e felizes:


NÓS VOAMOS NA VARIG!!
Agora, ainda enfrentamos uma justiça lenta e que não leva em conta e exiguidade da vida, não somos eternos para esperar uma solução para nossa sobrevivência!

Obrigado, William!

Conversas anteriores:

6 comentários:

  1. Grande William! Saudades! “Dilarangue Meloquoke” Quantos momentos, quantas recordações. Fico feliz em saber que estas bem. Cara, meu primeiro voo de 727 , 1974 , foi contigo . Pousei no Cock Pit e Vc me pediu para rodar o Dreamer para ajudar no pouso, foi um barato, riram muito. Nossa viagem no Fretamento para Seychelles, Ásia, Indonésia , Tailândia , Hong Kong, etc. , será sempre inesquecível. Um grande Abração. Com orgulho Comissário Volkart.

    ResponderExcluir
  2. Meu amigo William ligue para o Fred tel. 21 98177.2213.quero falar com vc.


    ResponderExcluir
  3. Brasil acima de tudo e Deus acima de nós.Varig no coração. Fred.

    ResponderExcluir
  4. Lembre-se da nossa viagem ao Sudeste Asiático. Fred.

    ResponderExcluir
  5. Como avalia o discurso do presidente Bolsonaro na Assembleia da ONU?

    Quem sou eu para analisar o discurso verdadeiro e sincero de nosso Presidente.
    Perfeito em seu conteúdo, mostrou a que veio e qual a mentira que foi jogada pela mídia para o colo do Macron.

    Em se tornando o acusador das políticas do Brasil, aliado ao cacique Raoni, tentou jogar o mundo contra o Brasil, acusando nosso governo de devastar a Amazônia.

    Triste ideia, provado ficou que a Amazônia não está sendo devastada, o cacique é um indivíduo que vive longe, muito longe da sua região e, portanto, nada sabe do que se passa em suas reserva indígena.

    Vive na França com o beneplácito do governo francês.

    Evidentemente tornando possível a exploração do subsolo de suas terras por estrangeiros.

    Como já fiz referência, mas não custa repetir, a Amazônia pertence ao Brasil, e isso significa, sua terra, seu espaço aéreo e principalmente seu potencial econômico existente em seu subsolo.

    Você perguntou se gostei do discurso e como avaliei.

    Pois bem, avaliei positivamente pois trouxe muita história para a Organização demonstrando o aspecto do socialismo que esteve sendo implantado no Brasil e na América do Sul de uma maneira geral.

    Mostrou em belo discurso o que foi feito pelos governos anteriores para incutir no povo, especialmente nas crianças, a cultura socialista que, como sabemos. não deu certo em nenhum país do mundo que o adotou.

    Não houve na história da humanidade nenhum país ou região que tenha melhorado a vida de seus habitantes implantando tal sistema de governo. Pelo contrário, vejamos apenas Cuba e a Venezuela.

    Cuba nunca foi um país rico, mas era um lugar onde as pessoas viviam muito melhor que hoje.
    Pelo menos não fugiam para o “inferno” capitalista!!!

    E a Venezuela que já foi o país mais rico na América do Sul, hoje mergulhada numa situação de miséria total.

    Você deve se lembrar de Maiquetia onde pousávamos e existiam inúmeros hotéis à beira mar, um paraíso.

    Hoje abandonados, a miséria tomou conta, muitos invadidos, outros fechados pois não existe mais aquele fluxo de turistas.

    A estrada para Caracas, subindo a montanha está tomada por favelas.

    Enfim, rico mesmo só o Chávez, sua família, amigos e a turma do Maduro!

    É uma pena, já existem 4 milhões de Venezuelanos no Brasil!!
    Resumindo, gostei muito, aliás não esperava nada diferente.
    Era o que eu esperava, falou a verdade.

    Abs
    William

    ResponderExcluir
  6. Grande Cmte William muitos voos no 707. Saudades daquela epoca. Prazer em te ver por aqui. Grande abraco.

    ResponderExcluir

Não aceitamos comentários "anônimos".

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-