quinta-feira, 4 de outubro de 2012

[O cão tabagista conversou com...] José Jordão: "É pesaroso ver a aflição em que nos encontramos"

Nome: José Gomes Jordão
Nome de guerra: José Jordão
Entrei na aviação (Varig) em 20 de setembro de 1968.
Trabalhei na Diretoria do Serviço de Bordo, da Varig, como Comissário de Voo.
Comecei como Auxiliar, Supervisor de Cabine até chegar a ser Chefe de Equipe nos voos internacionais, como também fui Chefe de Equipe nos voos nacionais.
Me aposentei em 01 de março de 1999.
Quando me aposentei tinha 55 anos, data limite para os comissários de voo voarem. Por mim, voaria mais, mas tive que parar por exigência do estatuto do Aerus.

Foram trinta e um anos de aviação, certo?
Qual a cidade que mais gostava de pernoitar?
Foram trinta anos e alguns meses contando os meses do cursinho. Trinta anos de amor e dedicação à Varig. Custa a crer que ela não exista mais. Mais difícil ainda é entender o ocorrido. Existem os culpados que estão espalhados por todos os lados. Se fosse na China o palco do nosso drama, acredito que não estariam mais vivos no momento…
Gostava de ir para todos os lados, todas as cidades de destino tinham o seu encanto e então aproveitava esse encanto para usufruir. Em Roma, Lisboa, Paris eu caminhava o dia todo. Às vezes me pegava parado na calçada olhando em êxtase algo que havia me encantado. Em uma praça de Roma, não a do Vaticano, há um obelisco egípcio enorme, fiquei olhando esse obelisco e acho que entrei em transe, pois quando começei a olhá-lo ainda havia uma réstia de dia e, quando dei por mim, já havia anoitecido.

Praça do Quirinal, Roma
Gostava dos opostos, tanto que as cidades que mais gostava de estar eram Fortaleza e, em especial, Nova Iorque. Sinto muitas saudades dessas duas cidades.
Me custa a crer que não exista mais (a Varig) porque ela me parecia ser inatingível, se bem que nos últimos anos em que voei já se percebia um horizonte menos digno. A falta de material a bordo para se trabalhar, materiais fixos do avião inoperantes como: cadeiras, banheiros, luzes, fornos, galleys etc etc. Isso nos transmitia um grande desconforto. E olhe que lá se vão anos. 1996, 1997, 1998 e 1999 quando me aposentei.

Outubro de 2002, foto: JP
Jordão, também sinto saudades, em especial, de três cidades: Paris, Roma e Nova Iorque...
Quando dizes "Custa a crer que ela não exista mais. Mais difícil ainda é entender o ocorrido." o que queres significar?
O ocorrido foi aproveitar a fraqueza do pássaro sem ter que lhe dar um tiro. Cambaleante, jogaram-lhe pricípício abaixo. Se os últimos donos do pássaro o tivessem cercado de carinho e proteção, nenhum estranho lhe teria botado a mão.

Quem jogou a empresa “precipício abaixo”? Diretores, funcionários…?
Já me foi dito mais de uma vez que todos somos culpados pelo ocorrido com a Varig. Não concordo plenamente no que toca aos funcionários, aos empregados. Acredito que todos cumpriam suas tarefas de uma maneira quase que exemplar porque caso contrário a Varig nunca teria chegado ao patamar que chegou: SER UMA DAS MELHORES EMPRESAS AÉREAS DO MUNDO.
E isso dito também pelos usuários. Exigentes, sabiam que tinham um retorno de eficiência garantido ao procurarem a Varig para viajar. Infelizmente, nos últimos dez anos de vida, já não era isso que se observava. O declínio era visível sob quase todos os aspectos.
Aí entra a parte no que se refere aos diretores da Empresa. Eram tantos os diretores, diretorias que fica difícil acreditar que não viam a decadência da empresa. Austeras e drásticas. Era preferível reduzir a Varig pela metade do que acabar com ela de vez.
Com o nome forte que tinha no mercado, aos poucos iria se reestruturando e com certeza chegaria ao patamar dos anos anteriores. Eu penso assim.
Se você está em dificuldades a primeira coisa que se faz é cortar os gastos em todos os seguimentos.
Era muito difícil para nós, tripulantes de cabine, assistir in loco o abandono em que se encontravam os aviões e falta de material para realizar o serviço de bordo. Isso tudo vinha sendo registrado por anos seguidos nos relatórios de voo.
Hoje a Varig não existe mais, infelizmente, e está na consciência de cada funcionário e diretor se realmente realizaram suas obrigações com o amor que a Pioneira merecia.

“Hoje a Varig não existe mais, infelizmente, e está na consciência de cada funcionário e diretor se realmente realizaram suas obrigações com o amor que a Pioneira merecia…”
Grande frase, grande porque toca no âmago da história, é a minha opinião.
Pois é, por falta desse “amor” que, com a sua permissão, eu trocarei por “profissionalismo”, ela se acabou!
Depois que você se aposentou foi fazer algo de especial, de diferente?
Até que gostaria muito de ter feito algo especial ou de diferente após ter me aposentado.
Algo que me trouxesse algum alento após ter trabalhado por 42 (quarenta e dois) anos ininterruptamente.
Mas não foi isso que aconteceu. Nem imaginava o que estava por vir. Minha vida vida entrou em uma espécie de buraco negro, onde você não divisa o fim.
Me aposentei pelo Aerus dia 1º de março de 1999 e no dia 1º de novembro do mesmo ano me deitava em uma mesa cirúrgica para extrair um câncer que ameaçava corroer minhas entranhas.
Nesse pequeno espaço de tempo passei por agruras indescritíveis. Só o fato de saber que você está com um câncer dentro de si é por demais causticante. Nem me lembro mais por quantos médicos passei e quantos exames realizei. Fora o futuro que se apresentava uma incógnita. Estava recentemente aposentado.
Minha Fé me ajudou muito nessa passagem. Senti uma força e uma certeza interior que me ajudaram em muitas dúvidas. Já fazem alguns anos isso e me sinto curado em relação a esse assunto. Nem precisei fazer quimioterapia nem tomar remédios.
TIVE MUITA SORTE PORQUE O AERUS AINDA ESTAVA PAGANDO O QUE ME POSSIBILITAVA TER UM PLANO DE SAÚDE DECENTE.
É a nossa luta hoje entre tantas outras reivindicações. Não possuo mais aquele saudoso plano.
Embora tenha corrido tudo bem nessa fase da minha vida, isso deixou marcas. Não me livrei dos exames de rotina para confirmar o êxito da operação.
Dois anos mais tarde outro câncer se apresentou. Em outro lugar do meu corpo. Felizmente ainda possuia o plano de saúde e se não estava atento este poderia ter causado efeitos devastadores. Foi bem perto de um osso e se o atingisse certamente estaria com um sério problema. Felizmente também este foi extraído e não mais se apresentou.
Nos três primeiros anos de aposentadoria meus passeios foram em hospitais, consultórios, laboratórios e farmácias.
Logo após este episódio minha mãe entra em um processo físico que no ano em que faleceu em espaços entrecortados foram 76 (setenta e seis dias) de internação hospitalar. Eu ali do lado dela.
Enfim, foi uma romaria hospitalar.
Hoje, faço meus controles, tenho um plano de saúde muito em conta, só para idosos, que me permite fazer exames periódicos. E os terei que fazer até partir para a grande viagem pois novidades apareceram.
Mesmo que quisesse, após ter me aposentado não poderia ter tido outras atividades.
Até o final de 2005 não tinha sido apresentado à internet…

Emocionante… Mas, que bom que você está bem e forte com a sua Fé!
Como começou na internet?
Então, no final de 2005 fui apresentado à Internet através de um curso promovido pela Prefeitura de Santos que se chama VOVÔ INTERNAUTA.
Ali aprendi a ler notícias nos sites dos jornais, abrir, ler e enviar e-mails e só. Estou assim até hoje.
Mas, hoje, recebi o boleto do meu plano de saúde simplezinho e se o Aerus deixar de pagar mesmo a merreca que pagam aos do plano l, perderei mais um plano de saúde. E fazer os controles de saúde que sou obrigado a fazer vai ficar muito complicado. Enfim é o drama de todos nós.
Ao aprender o extremamente básico da Internet nunca poderia imaginar que após abril de 2006 iria fazer tanto uso dela.
Ainda bem que não sabemos o futuro pois com certeza perderíamos a vontade de viver.
Nos primeiros meses de 2006 já sentíamos uma forte apreensão sobre o destino que estaria reservado à Varig. Contrastando com um boletim que o Aerus nos enviava, acho que semestralmente. No fim de 2005, por época do Natal, tal boletim apresentou um gráfico em que os números referentes ao Aerus nos davam a certeza que tudo estava bem.
Após o fatídico 12 de abril de 2006, dia difícil de ser esquecido, tal e qual um 11 de setembro de 2001, começo a minha saga na frente do computador enviando e-mails e mais e-mails para centenas de pessoas. Sem ter prática alguma sobre isso.
Antes dessa data lia uns sete a oito livros por ano. Após, até hoje, li apenas um. Consegui ler apenas um.
Meu primeiro e-mail…

… Foi para quem?
Meu primeiro e-mail "oficial" foi endereçado para a então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o objetivo de ajudar a Varig. Depois foram com o objetivo de ajudar o Aerus. Cheguei até a receber telefonema do gabinete dela em que disseram que PROVIDÊNCIAS ESTAVAM SENDO TOMADAS para ajudar o Aerus. Isso foi lá pelos idos de 2007/2008. Estamos em 2012 e continuamos à espera de tais providências. Depois foi uma parafernália de e-mails. Muitas vezes ia almoçar lá pela meia-noite e minhas refeições durante o dia eram cigarro e café.
Nos devaneios em tentar ajudar de alguma maneira até pedido fiz para o amigo particular do ex-presidente Lula, o Sr. Delúbio Soares. O médico particular do Lula, o Dr. Roberto Kalil Filho. Para esse foi escrita carta que foi entregue em sua casa. Para o Papa Bento XVl, antes e durante a sua visita ao Brasil, foram mais de dez e-mails assim como para o prefeito do Vaticano à época, D. Claudio Humes, outro amigo do Lula. Foram três e-mails para o Sr. Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians, também amigo pessoal do Lula. Para todos os ministros do ex-presidente, com ênfase para os que estavam ligados à área financeira. Para o Pelé (a carta foi entregue em sua casa no Guarujá). Para todos os senadores da república, assim como para mais de 240 deputados federais.
Quatro cartas entregues no Forte dos Andradas, no Guarujá, quando o Lula para lá ia passar férias. Para lá chegar tinha que pegar barca, uma casca de nós que balança adoidado quando tem marola.
Fora muitas outras que não lembro mais. As idas ao Forte não vou esquecer jamais. Teve cenas cômicas e outras preocupantes. Em uma das vezes passei mal e tive que me jogar na calçada embaixo de uma árvore. Verão forte. O bar mais próximo estava a duas quadras e precisava urgente beber uma coca-cola. Com muito sacrifício, quase que me arrastando, cheguei lá e após beber voltei ao normal.
Diante de tantos pedidos, inclusive para pessoas íntimas do ex-presidente, é impossível o mesmo dizer que não sabe do que está acontecendo com os aposentados e pensionistas do Aerus e demitidos da Varig.
Fora os e-mails para os ministros do STF. Certa vez, eu não sabia, o Ministro Joaquim Barbosa do STF, estava realizando uma palestra na OAB de Santos. Eu estava na cozinha de casa com o rádio ligado quando ouvi a notícia. Não tive dúvida. Parei tudo o que estava fazendo, vesti uma calça, escrevi um bilhete às pressas e rumei para a OAB, de ônibus. Esperei a palestra acabar, o recinto cheio de advogados, alguns bem conhecidos. Todos de terno e gravata e eu de jeans. Simploriamente vestido. Quando consegui chegar até o ministro e entregar o bilhete para ele não disse nada e estiquei a mão com o bilhete e ele entendeu na hora que era um pedido. Esticou a mão me olhando nos olhos, colocou o bilhete no bolso do paletó e aí novamente esticou a mão para me cumprimentar. Notou minha emoção e meus olhos molhados. Me despedi fazendo uma inclinação com a cabeça fazendo ele o mesmo. O recado ficou no bolso dele.
Outra carta que entreguei em mãos solicitando que entrasse em contato com o ex-presidente foi para o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, hoje ministro da Defesa. Muitas passeatas, algumas memoráveis, vigílias, idas a Brasília (três) e outros movimentos.


Enumero aqui estes feitos não para angariar louros. Longe, muito longe disso. Tem colegas que fizeram e fazem muito mais. Se tinha condições de fazê-lo não fiz mais que minha obrigação. Afinal, estamos ainda no meio de uma batalha e o inimigo tem arsenal muitíssimo poderoso. Não somos nada frente a eles.
Entrou o governo Dilma e os ânimos já não eram mais tão combativos.
Muitas vezes o desalento bate forte em nossa porta e temos que estar sempre atentos para que o desânimo não nos vença e nos faça pôr as armas ao chão.
Muitas vezes me perguntava o porquê de tanta luta, me culpava por ser materialista. Mas a razão sobrepunha tais pensamentos e me fazia lembrar que tudo era feito por sede de justiça, a finalidade era apenas reconquistar o que nos havia sido tirado de uma forma vergonhosa.
Se você não tem algum no bolso você simplesmente é tratado como lixo. E tínhamos algum no bolso, algum esse conquistado a duras penas.
Não mais enviei e-mails e nem andei à caça de pessoas ligadas à atual presidente. Em 2011 nos meses de abril e junho levei dois tombos na calçada devido a buracos que pensei nunca mais andar devido ao estrago causado em ambas as pernas. Foi quase 2011 todo girando em função da recuperação de ambas. Restaram sequelas. Coloquei a boca no trombone, denunciei prefeito e veradores que resultou em ampla reportagem no jornal local. Não tava a fim de reportagem e sim do conserto das calçadas.
Estamos, após meados do ano de 2012, sem vislumbrar um final feliz para a nossa situação.
É pesaroso ver a aflição em que nos encontramos. Não é cabível que um governo não acate uma ordem judicial.
Tem horas que fico muito confiante por um resultado digno para nós, tem outras que a incerteza prevalece.
Ao conhecer a internet, reencontrei amigos e amigas, os quais volta e meia me lembrava. Pessoas que aprendi a respeitar e amar após anos de convívio.
Nesse convívio algumas sequelas ficaram, é natural num mundo de pessoas. Aproveito para reparar erros e se os cometi foi por imprudência ou imaturidade assim como esqueci os sapos que engoli.
A vida pulsa e é constante até o fim. Agradeço a profissão que tive. Não faria melhor em outra.
A Varig sempre estará em meu coração. Ainda hoje custo a acreditar que aquela empresa maravilhosa e seu manto protetor não existam mais. Foi muito cruel o seu fim e os meios que o causaram. Mesmo que tudo se resolva de uma maneira satisfatória, nos sentiremos sempre órfãos.
A idade avançada chegou e hoje apesar de tantos caminhos tortuosos acho que devemos estar sempre no encalço de obter um vislumbre do porquê da nossa existência e tentar fazer dela até o fim uma esteira que nos leve ao conhecimento imortal…
Fim.

São Paulo, 25-9-2012
Edição: JP, 04 de outubro de 2012

Presidenta Dilma, AJUDE os ex-trabalhadores da Varig!

3 comentários:

  1. Jordão sempre foi um grande guerreiro nessa luta Aerus/Varig.
    Apesar de sua saúde debilitada,doenças na familia,não poupou esforços e se expôs muito para entregar suas mensagens aos assessores e se possivel, às próprias autoridades que poderiam ajudar e resolver esse grave problema.
    Jordão, muito obrigada por tudo, sou tua fã nº 1.Bacione.

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  2. Jordão
    Grande colega, amigo e companheiro,
    voce é um gladiador, que luta e clama apenas por justiça, mas infelizmente, moramos num país sem seriedade e respeito a vida humana, onde dignidade e ladroagem são sinonimos, sendo a segunda mais importante para nossas "toridades", autoridades por terem cidos eleitos, porém com cabeças de touro. Jordão, da justiça divina eles não escaparão.
    Obrigado meu grande chefe, vc está acima de Castgna Maia, acima de Senadores, acima de todos, porque vc vôo pelos ares mais altos deste planeta, e sua luta lhe deu esta condecoração, quandom um dia para o outro lado for, podes ter certeza, em seu peito portarás esta medalha de honra e de mérito, porque além de tudo és um dos aposentados do AERUS.

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  3. AGU - Advocacia Geral da União
    AGUDOC - Sistema de Protocolo / Controle de Documentos e Processos
    Usuário: VISITA Emisssão: 08/10/2012 20:10:12
    ESPELHO DO DOCUMENTO - 00410.024329/2012-86
    Dados Gerais
    NUP . . . . . . . . . . . : 00410.024329/2012-86 Tipo P/D . . . . . . . . . . . . : DOCUMENTO
    Tipo . . . . . . . . . . . . . . . .: OFICIO Status . . . . . . . . . .: PRINCIPAL
    Nº do Documento : 107/2012/AGU/PRU1/GAB Natureza . . . . . . . . . . . . : EXPEDIDO em 02/10/2012
    Data do Documento . . : 01/10/2012 Espécie . . . . . . . . . . . . . : ADMINISTRATIVO
    Procedência. . . . . . . . . : PRUDF:SBPRU | SUBPROCURADOR REGIONAL DA UNIAO
    Interessado. . . . . . . . . .: SINDICATO NACIONAL DOS AERONAUTAS
    Assunto . . . . . . . . . . . . : ENCAMINHA. PARA CIÊNCIA E CUMPRIMENTO DA DECISÃO PROFERIDA ÀS FLS. 239/242 NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA
    43947-07.2012.4.01.3400.
    Observação . . . . . . . . .:
    Trâmite
    Origem Destino Despacho Data Hora
    1. PRUDF:GAB | GABINETE CONSULTORIA JURÍDICA DO
    MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO,
    ORÇAMENTO E GESTÃO -
    CONJUR/MPOG
    ENCAMINHA. PARA CIÊNCIA E
    CUMPRIMENTO DA DECISÃO PROFERIDA ÀS
    FLS. 239/242 NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA
    43947-07.2012.4.01.3400.
    02/10/2012 10

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