terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Zero dark thirty

Otacílio Guimarães
 
Fui assistir a este filme que conta, em forma de documentário, a longa caçada ao terrorista Osama Bin Laden. Trata-se de um trabalho magistral da diretora Kathryn Bigelow e do roteirista Mark Boal, que antes fora correspondente de guerra tendo coberto as guerras do Afeganistão e do Iraque. Mark também foi o roteirista de Guerra ao Terror, sob a direção da mesma Kathryn, um filme feito de nervos de aço e um suspense paralisante. Este filme deu à diretora o primeiro Oscar concedido a uma mulher na história da academia de Hoolyood.  Gostei de ambos por se aterem à verdade dos fatos. Zero dark thirty, entretanto, me deixou mais impactado por contar de uma forma muito próxima à realidade e, magistralmente compactada, um episódio que durou quase dez anos. Kathryn consegue resumir tudo em duas horas e meia em um filme empolgante que não deixa de lado os fatos mais importantes da caçada a Bin Laden. Vai fundo, inclusive revelando a existência da agente da CIA que possibilitou a descoberta do esconderijo do terrorista. Maya, cujo nome verdadeiro é mantido em segredo por motivos óbvios, é a figura central do filme.  
Depois fui ler as críticas dos especialistas, principalmente dos humanistas, principalmente os brasileiros, e me deparei com críticas severas aos métodos de tortura empregados pela CIA para conseguir descobrir onde Bin Laden se encontrava. O filme, aliás, começa com uma cena de tortura de um terrorista preso em Guantanamo. Levado ao paroxismo do sofrimento, o terrorista apela para Maya:
- Por favor, converse com seu amigo, ele não é humano! Me ajude!
Maya responde:
- Só você pode se ajudar contando o que sabe.  
Não deu outra. O agente torturador do terrorista tinha lhe avisado:
- Mais cedo ou mais tarde, você vai ceder e contar tudo.  
E o cara contou quem era o correio de Bin Laden. E assim os norte-americanos conseguiram pegar Bin Laden e o mandar para o céu onde as sete virgens o estariam esperando para trepar com ele. Só que sem pau ninguém trepa!
Eu só pergunto uma coisa: um sujeito que fez o que Bin Laden fez, da forma que fez, para ser descoberto seu paradeiro deveria ser convidado para um chá? Seus asseclas para uma cerveja?
- Olha aqui, Ben Harmed, vamos tomar uma cerveja e me conte onde está Bin Laden!
Vá ser ingênuo assim na puta que o pariu.  
Gostei do filme, da tortura ao terrorista e mais ainda do final empolgante, que é a morte do filho da puta do Bin  Laden. E fiquei feliz porque a última visão que aquele desgraçado teve em vida foi de um norte-americano apontando um fuzil para a sua cabeça. Depois, não viu mais nada, a não ser as sete virgens esperando por ele para dar sete trepadas. Vocês acreditam nisso?
Aqui o link para um excelente documentário sobre a caçada a Bin Laden  
Título e Texto: Otacílio Guimarães, 19-02-2103

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