sábado, 2 de março de 2019

A crônica de Joana Bento Rodrigues e os feminazis

Cristina Miranda

Ainda estou em estado de choque com as reações a uma  crónica de opinião  de uma médica sobre as Mulheres. Gente que escreve em publicações e que se julga com superioridade moral e intelectual dispararam violentamente não poupando sequer insultos por ela ter dito o que pensava sobre o tema. Seria cómico se não fosse trágico, o facto de terem simplesmente distorcido o sentido às palavras tão cristalinas da autora. É que não encontrei nada no texto de que acusam Joana Bento Rodrigues: fascismo, inimiga das mulheres, machista de saias.

O problema do texto em causa é que contém verdades inegáveis e por isso provocam a ira dos feminazis (feministas nazistas/fascistas masculinos e femininos) que não suportam quem os contrarie nas suas “verdades alternativas” contrárias à natureza humana. Mas peca por generalizar uma vez que a natureza das mulheres, numa escala minoritária, foge a esta regra geral. Só isso.

Quando a autora diz que a mulher é “naturalmente feminina, gosta de se arranjar e sentir-se bonita, ter a casa cheirosa e bem arrumada e decorada, gosta de cuidar e receber, e chama a si muitas tarefas domésticas”, onde está a mentira nisto? Quem tem a coragem de contrariar que a maioria das mulheres gostam de ser femininas, e em casa são quem tomam os comandos daquele espaço (o lar) onde são elas que predominantemente decidem sobre tudo e onde o companheiro apenas complementa essa ajuda? Só eu é que tropeço aos pontapés em mulheres assim?



Quando a autora  refere que a mulher “procura no matrimônio amparo e necessidade de segurança, que gosta de se sentir útil dentro da relação, de ser a retaguarda para a estabilidade familiar, para que marido possa ser bem sucedido porque esse sucesso também é seu e que não se incomoda se tem rendimentos inferiores (não se refere a salários diferentes para mesma função)  ao marido pois orgulha-se que ele seja bem sucedido porque lhe transmite segurança” e status, isto é mentira? Quem tem coragem de contrariar quando é sabido que toda a mulher que opta por ter uma relação séria e duradoura procura que seja com alguém bem-sucedido e estabilizado na vida? Só eu é que esbarro nelas?

Quando ela diz que as mulheres “que têm a carreira condicionada por terem optado por assumir o papel de esposa e mãe contam com o suporte e apoio do marido, para que nada falte e que  o casal, enquanto um só e atuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objetivos comuns e focados no Amor”, que a maternidade é um apelo biológico e que a vida é feita de opções,  está a mentir? Não, não está.

A natureza é perfeita e criou nos mamíferos instintos que de forma inconsciente levam-nos a ter comportamentos que privilegiam a família na proteção da espécie. Nós como animais que somos, embora racionais, não fugimos a isto: por instinto o homem é protetor e defende sua família; a mulher cuida dela (podem arrancar cabelos com esta afirmação que nada altera a verdade).

Por isso e na sua maioria, as Mulheres, numa relação de amor com um homem (de forma inconsciente) chamam a si o papel de cuidadoras. Optam sem pestanejar para serem elas a gerir as necessidades do lar.  E sem qualquer hesitação também, sacrificam ou adiam projetos pessoais para ter tempo de usufruir em plenitude sua maternidade. Isto é inegável.

Claro que este texto não é para qualquer um. Só as pessoas bem resolvidas com a vida o entendem sem o distorcer. A autora esqueceu-se que hoje há mulheres que já não sabem o que é ser mulher porque cresceram numa sociedade estúpida que insiste que não há sexos (somos todos neutros) e que não há diferenças entre homens e mulheres, negando as evidências biológicas que nos distinguem quer fisicamente quer psicologicamente. São mulheres que tão pouco sabem que estas uniões de entreajuda existem e nada sabem sobre o verdadeiro amor. Umas agem apenas por desconhecimento, outras por ressabiamento.  

Os feminazis não suportam a diferença. Querem nivelar tudo sem respeito pelas opções de cada uma.  Querem IMPOR uma igualdade à revelia da natureza feminina que sente outros apelos, desrespeitando as livres opções de cada uma. Há muitas mulheres que têm medo de o dizer pela ditadura feminazi que impõe que uma mulher que não ambiciona uma carreira é porque está a ser oprimida. Quando na verdade elas se realizam optando pela família de forma voluntária.

Quando conheci meu marido, era eu a que estava profissionalmente bem posicionada e ganhava muito mais do que ele. Durante anos senti-me frustrada por vê-lo batalhar sem resultados de emprego precário em emprego precário. Por ter mais tempo, era ele o doméstico que cuidava da casa e filhos. Do outro lado, estava eu a ganhar para sustentar a família e sem horários de chegada a casa.  Essa situação nunca me agradou. Até que um dia, depois de muitos anos de luta juntos, ele conseguiu finalmente vencer. Hoje tem um bom emprego com excelentes condições de trabalho, já foi promovido e ganha muito, mas muito acima de mim. Ainda não me cansei de lhe dizer o quanto me sinto orgulhosa dele, o quanto o admiro. E ele, pelo seu lado, não se cansa de repetir: “no passado ajudaste-me, hoje sou eu que faço questão em te apoiar nos teus novos projetos”. Isto é união. Isto é amor. Isto é o que as feminazis não entendem.

O que as Mulheres precisam é de liberdade de escolha que as feminazis lhes negam. E se dúvidas houvesse sobre de que lado está a maioria das Mulheres, basta olhar para as mais de 25 000 partilhas do texto. Aí está a resposta.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 2-3-2019

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