“Quem fala muito dá bom dia a cavalo”, diz o ditado. Lula fala muito. E, cada vez mais, quando fala, é uma metralhadora de bobagens.
Marcelo
Guterman
Ontem,
poderia ter falado algo na linha “enquanto homem tem medo de toque, a mulher
está acostumada a fazer exame ginecológico desde pequena”. Passaria batido. Mas
o presidente, no meio do entusiasmo, usou a palavra “toque” para meninas
também, o que é uma óbvia impropriedade.
A imprensa amiga veio em socorro. A manchete do Estadão, por exemplo, usa o termo “insinuação” para a interpretação de que Lula havia se referido a abuso sexual. Os advogados do PT usam o termo “descontextualização”. A frase completa está aí, sem cortes. Não há “insinuação” ou “descontextualização”, mas apenas uma interpretação plenamente possível.
Sinceramente,
não acho que Lula estivesse se referindo a abuso sexual, e que as mulheres
supostamente estão acostumadas a isso “desde pequenas”. Mas o uso do termo
“toque”, de resto estranho a procedimentos ginecológicos femininos, foi, no
mínimo, infeliz, e dá, sim, margem a outras interpretações. E não é preciso um
vídeo do Nikolas para chamar a atenção para isso.
Mas queria
chamar a atenção para outro ponto.
Lula parece
aquele ex-jogador de futebol em atividade. Simplesmente dá pena de vê-lo em
campo, considerando o quanto jogou em seu auge. Seu discurso ontem me chamou
mais a atenção pelo todo do que pela frase polêmica. É o mesmo nhe-nhe-nhem de
20 anos atrás, as mesmas promessas, o mesmo estilo “sou povo como vocês”. Há 20
anos funcionava, hoje é o jogador que tenta os mesmos dribles do passado e só o
que consegue é despertar alguma nostalgia de um tempo que já passou.
Até
entendi, na época, sua vontade de disputar as eleições de 2022, dando a volta
por cima depois de ser preso. Mas, se fosse realmente inteligente, teria
preparado um seu sucessor para esta eleição. Preferiu a disputa pela reeleição,
representando a figura de um político cansado e antiquado, a quem só importa
manter-se no poder, como um típico caudilho latino-americano. Patético.
PS.: Em um
outro comício ontem, Lula lembrou os “boatos” sobre a Padroeria. Ou seja, algo
que Lula efetivamente disse não pode ser usado contra ele pois se trataria de
“insinuação” ou “descontextualização”, mas o candidato pode usar algo que o
adversário não disse, e tudo certo. Flávio nem sequer falou sobre o assunto,
ele não está sendo vítima de “insinuação” ou “descontextualização”. A coisa é
mentira pura e simples.
Imagem e Texto: Marcelo Guterman,
Facebook,
30-9-2026, 10h31
🚨Urgente: quem pediu ao Instagram para censurar minha reportagem no Brasil?
29-9-2026: Oeste sem filtro – Fux derruba decisão de Dino e proíbe notícias falsas sobre a Padroeira + Nunes Marques critica interferência do STF no TSE
28-9-2026: Oeste sem filtro – Dino atua, desbragadamente, como cabo eleitoral + Gilmar tenta paralisar investigações sobre o Master
Do 7 de outubro à Padroeira, com escala na adega



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ResponderExcluirRepresentantes do setor de bet, casas de apostas e de jogos no Brasil e em outros países – como Estados Unidos e os da Europa – estão estupefatos com a decisão do presidente Lula da Silva (PT) em proibir os sites no País. Até no exterior a medida é vista como puramente eleitoreira e desesperada para vencer a eleição, e que deixa o Brasil malvisto como terra de insegurança jurídica.
Reportes entre os empresários apontam o desastre da decisão de Lula: a Medida Provisória retirou do ar cerca de 240 marcas de 85 empresas que pagaram concessão de R$ 30 milhões ao Ministério da Fazenda.
De três dias para cá fomentou o mercado ilegal: até este fim de semana, na conta destes empresários, serão 3 mil sites ilegais em operação e captando apostas dos mesmos brasileiros. Enquanto as empresas legalizadas tinham ferramentas para combater lavagem de dinheiro e a ludopatia, além de já terem pagado à União, de janeiro a agosto, R$ 9 bilhões em impostos. Ou seja, a canetada de Lula derrubou o controle fiscalizatório, fomentou a ilegalidade e fez o Tesouro perder dinheiro.