quarta-feira, 29 de julho de 2020

Redes sociais censuram vídeo em favor da hidroxicloroquina que viralizou

Até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, compartilhou a peça, que chegou a ser vista por mais de 14 milhões de pessoas

Roberta Ramos

Um vídeo do site Breitbart que defende o uso da cloroquina contra o coronavírus foi censurado por Facebook, Twitter e YouTube após viralizar.


Até mesmo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o filho dele Donald Trump Jr. compartilharam a publicação, que chegou a ser vista por mais de 14 milhões de pessoas apenas no YouTube antes de ser tirada do ar.

Nas imagens, um grupo de médicos afirma que a hidroxicloroquina é a cura para a covid-19 e que não é necessário usar máscara contra o vírus chinês.

As imagens foram feitas em uma coletiva convocada pelos especialistas para desmistificar fatos sobre a pandemia e gravadas pela página de direita.

Confira um trecho traduzido postado por um usuário brasileiro.


Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 28-7-2020, 13h53

Link para o trecho de vídeo traduzido:
https://www.sugarsync.com/pf/D4717058_179_6464944286

Resposta à CNBB

Augusto Césare

Circulou hoje pela Internet uma carta, convenientemente vazada de maneira apócrifa, atribuída aos Bispos da CNBB. Indignado pelo teor desrespeitoso, não apenas com o Presidente da República, mas com cada cristão católico que votou em Bolsonaro, sinto-me no direito de efetuar minha resposta.


Senhores Bispos, somos apenas uma parcela da população católica desse lindo país. Em boa parte de nós, católicos um pouco mais antigos, está presente de forma vívida a eleição de Karol Wojtilla, após o curto período de João Paulo I. Não tínhamos ideia do que representaria a eleição de um Bispo Polonês para o Trono de São Pedro, mas era possível prever que nada ficaria como antes. João Paulo II mudou a história do mundo. Seu papel na queda do Império Soviético, na libertação, não só da Polônia, mas de todos os países do Pacto de Varsóvia, foi o maior milagre que uma geração inteira presenciou.

Um Padre, que viveu as agruras do Nazismo e do Socialismo, teve a paciência e a coragem de enfrentar o Sistema, colocando em risco a própria vida em troca de um ideal. João Paulo II devotou todo seu honroso papado a libertar povos inteiros do regime totalitário do Socialismo, ao mesmo tempo em que confortou seus fiéis, pacificou a Igreja Católica e divulgou a mensagem cristã de paz, solidariedade e justiça. A Igreja Católica sobreviveu ao Nazismo tendo a inteligência e resiliência de Eugenio Pacelli, nosso Papa Pio XII, que fez do Vaticano uma ilha silenciosa de resistência em pleno território nazifascista. A história está cheia de exemplos de virtude da Igreja Católica, assim como temos nossos exemplos perversos de tempos sombrios como a Inquisição. Mas a Igreja sempre se manteve firme no seu plano de evangelizar.

Sim, realmente o Brasil atravessa um difícil período. Atribuir como causa principal dessa “tempestade perfeita” as ações do Presidente da República não é justo! Em que pese toda crise de saúde e econômica, o Governo Federal tem demonstrado extremo zelo e competência até onde foi permitida a abrangência de suas ações. Bilhões de reais distribuídos na maior ajuda econômica da história, bilhões de reais disponibilizados para governadores e prefeitos como auxílio, tanto para o combate do coronavírus, como para manutenção da máquina administrativa. Permanecendo, ao mesmo tempo, com a conclusão de obras públicas, fornecimento de insumos médicos e quase dois anos sem denúncias de corrupção no Governo Federal. Suas ações não puderam ser maiores por conta de empecilho jurídico que alocou as medidas restritivas aos governos estaduais e municipais. Mas vocês sabem de tudo isso!

“Debate”

Brasil terá mais de 100 leilões de ativos até final do mandato

Portfólio atraente põe o país na mira de investidores, disse ministro

Pedro Peduzzi

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas [foto], disse hoje (28) que a superação de gargalos que envolviam direitos dos trabalhadores, obtida com a reforma trabalhista, já foi percebida pelos investidores estrangeiros e, com o portfólio de ativos atraentes para leilões no país; a trajetória de recuperação fiscal; e a queda da taxa básica de juros (Selic), representa um conjunto de fatores que colocam o Brasil na mira dos investidores.
 
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Freitas disse que toda essa conjuntura permitirá que, até o final do mandato, mais de 100 leilões de ativos sejam implementados pela pasta e destacou os projetos de concessão das rodovias BR-116/101 (a Nova Dutra, entre Rio de Janeiro e São Paulo) e a BR-163, no Pará, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, além da sexta rodada de concessão de 22 aeroportos.

“Se colocarmos em um gráfico países de dimensão continental, acima de 5 milhões de quilômetros quadrados (km²), com uma população gigantesca, acima de 200 milhões de habitantes, portanto, com grande mercado consumidor, e PIB [Produto Interno Bruto] acima de US$ 1 trilhão, veremos que, na intersecção desse diagrama, teremos apenas três países: Brasil, China e Estados Unidos”, disse Freitas, ao participar do webinar Invest Brasil Infraestructure 2020, promovido pela Apex-Brasil. “Isso, por si só, já chama a atenção dos investidores estrangeiros."

terça-feira, 28 de julho de 2020

Toffoli sofisma

“ ‘Nós temos no Brasil mais de 200 mil pessoas presas provisoriamente sem sentença de 1º grau. Nós não temos 200 mil redes sociais paradas. Choca mais as redes sociais paradas, meia dúzia de redes sociais paradas, do que 200 mil pessoas presas sem sentença? São reflexões que nós temos que fazer, não estou aqui fazendo juízo de valor, estou dando fatos’, disse Toffoli nesta terça-feira, ao ser questionado sobre o assunto.”
Agência Brasil, 28-7-2020

Ora, porra! O que o cu tem a ver com as calças?? Isso SÓ MOSTRA A INCOMPETÊNCIA, A LERDEZA E A PERFÍDIA DA justiça BRASILEIRA, além da ideologia político-partidária na qual ela chafurda!

Se esses caras (e junto a OAB) se se preocupassem com a JUSTIÇA, e não com a política, eles poderiam reduzir drasticamente o número de… pessoas presas provisoriamente!! Ao invés de se servirem delas para fazer proselitismo político!

É phoda!!

[Versos de través] REPENtenTRIX (R10) Esportes

Nidia Vargas e Haroldo P. Barboza

Herói onipresente
prelúdio de amor exaltado
jornada de sedução.

Sedução criada pela bola 
de qualquer tamanho
jamais é perdida.

Perdida acrobacia
trama desorganizada
drible polêmico.

Polêmico Gol anulado
pode ocasionar 
tumulto descontrolado.


Descontrolado regozijo
limites rompidos
apito enfeitiçado

Enfeitiçado pela galera
A bola repousa no canto
caiu no pranto.

Pranto sequioso
gemido de redenção
pés memoráveis.

Memoráveis disputas
que arquivarei
no último filme da vida.

Filme da vida, um jogo,
de falas sonoras
nos gritos de gol...

Gol me vem à cuca
quando encaçapo bola
no jogo de Sinuca.

Título e Texto: Nidia Vargas e Haroldo P. Barboza, 28-7-2020

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A ciência comprova: a fé é um aliado importante para a saúde do corpo e da mente


A ciência comprova: a fé é um aliado importante para a saúde do corpo e da mente. Mas, na pandemia, decretos municipais e estaduais proibiram a abertura de templos e também de igrejas. No Paraná, um culto foi denunciado mesmo respeitando normas e evitando aglomerações.


Título, Texto e Vídeo: Jornal da Record, 28-7-2020

Uma análise parcial dos signatários da Carta comunista que rachou a CNBB

FratresInUnum.com

Um entusiasta da tal carta escrita pela ala podre da CNBB publicou em seu perfil do facebook uma lista com os supostos nomes dos firmatários. A principal incongruência da lista é que a mesma anuncia 152 nomes, tal como noticiado pela Folha, mas, na contagem nome por nome, aparecem apenas 126. O que aconteceu com os demais? Por que não fizeram uma publicação oficial com a lista completa dos firmatários? Continuarão eles escondidos covardemente? Precisamos saber quem são para que o povo tenha um mapa exato do esquerdismo do episcopado brasileiro.

CNBB na última assembleia em Aparecida-SP, no ano de 2019, foto: Divulgação 
Alguns detalhes, porém, chamam a atenção.

Primeiramente, o número de assinaturas: 152 num total de 479 bispos (32%), sendo que a maioria visível deles é composta por bispos eméritos, ou seja, aposentados. O quadro é bastante interessante e sugere que a “Teologia da Libertação”, apesar de toda a pressão de Francisco, perdeu força no episcopado que está na ativa.

Outra surpresa muito interessante foi o comparecimento de Dom Alberto Taveira entre os apoiadores da carta contra o governo. 

Ele sempre se apresentou como bispo conservador, chegou até a celebrar a Missa na forma extraordinária do rito romano, sempre foi o queridinho da Renovação Carismática Católica e da Canção Nova, mas, agora, literalmente, “a máscara caiu”. Já há alguns anos, no Encontro Nacional de Formação da RCC em Aparecida, Dom Taveira deu um chilique em relação a muitos carismáticos que usavam correntes de consagração a Nossa Senhora, véu, saia, enfim, que adotavam usos tradicionais. 

Hoje, começou a se espalhar um áudio em que Dom Taveira tenta explicar o inexplicável: “foi elaborada uma carta por alguns bispos. Pediram que nós assinássemos. Nós, os bispos de Belém, dissemos ‘vamos, pelo menos, ficar unidos aos outros bispos’… Só que essa carta deveria passar por uma revisão do Conselho Permanente da CNBB. Infelizmente alguém vazou essa Carta. Agora, então, é sofrimento e correr atrás do prejuízo”. 

Em outras palavras, ele tentou se enturmar e acabou exposto, como não gostaria que acontecesse.

Em outras mensagens, alguns bispos disseram que a CNBB teria emitido alguma nota não pública em que afirmou: “que o documento nada tem a ver com a Conferência e é de responsabilidade dos signatários”, tomando distância daqueles que assinaram, o que, aliás, é muito razoável, pois, se os signatários não publicam o seu nome é porque sabem que fizeram algo errado.

The Four Quadrants of Conformism


Paul Graham

One of the most revealing ways to classify people is by the degree and aggressiveness of their conformism. Imagine a Cartesian coordinate system whose horizontal axis runs from conventional-minded on the left to independent-minded on the right, and whose vertical axis runs from passive at the bottom to aggressive at the top. The resulting four quadrants define four types of people. Starting in the upper left and going counter-clockwise: aggressively conventional-minded, passively conventional-minded, passively independent-minded, and aggressively independent-minded.

I think that you'll find all four types in most societies, and that which quadrant people fall into depends more on their own personality than the beliefs prevalent in their society. [1]

Young children offer some of the best evidence for both points. Anyone who's been to primary school has seen the four types, and the fact that school rules are so arbitrary is strong evidence that the quadrant people fall into depends more on them than the rules.

The kids in the upper left quadrant, the aggressively conventional-minded ones, are the tattletales. They believe not only that rules must be obeyed, but that those who disobey them must be punished.

The kids in the lower left quadrant, the passively conventional-minded, are the sheep. They're careful to obey the rules, but when other kids break them, their impulse is to worry that those kids will be punished, not to ensure that they will.

The kids in the lower right quadrant, the passively independent-minded, are the dreamy ones. They don't care much about rules and probably aren't 100% sure what the rules even are.

And the kids in the upper right quadrant, the aggressively independent-minded, are the naughty ones. When they see a rule, their first impulse is to question it. Merely being told what to do makes them inclined to do the opposite.

When measuring conformism, of course, you have to say with respect to what, and this changes as kids get older. For younger kids it's the rules set by adults. But as kids get older, the source of rules becomes their peers. So a pack of teenagers who all flout school rules in the same way are not independent-minded; rather the opposite.

In adulthood we can recognize the four types by their distinctive calls, much as you could recognize four species of birds. The call of the aggressively conventional-minded is "Crush !" (It's rather alarming to see an exclamation point after a variable, but that's the whole problem with the aggressively conventional-minded.) The call of the passively conventional-minded is "What will the neighbors think?" The call of the passively independent-minded is "To each his own." And the call of the aggressively independent-minded is "Eppur si muove."

Graças a Toffoli, ‘impeachment’ de Witzel está suspenso

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro terá de formar um novo colegiado, o que dará mais tempo para o governador apresentar sua defesa

Cristyan Costa

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli [foto], atendeu a um pedido da defesa de Wilson Witzel (PSC-RJ), na noite da segunda-feira 27. Dessa forma, foi dissolvida a comissão especial que analisa o processo de impeachment do governador do Estado.

Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Suspeito de envolvimento no Covidão, Witzel queixava-se da falta de defesa e da presença de aliados no comitê que decidiu pela abertura de seu processo de impedimento. Toffoli considerou válido o argumento da defesa de que não houve proporcionalidade na formação da comissão.

Agora, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terão de formar uma nova comissão. Em síntese, o governador ganha mais tempo para tentar se livrar da forca.

“Defiro a medida liminar, desconstituindo-se assim a comissão especial formada”, escreveu Toffoli na decisão.

Conforme noticiou Oeste, acionar o STF era um dos planos de Witzel para salvar seu mandato.

Além disso, ele reconduziu à Casa Civil, na semana passada, o ex-secretário André Moura, que tem bom trânsito na Alerj. A ideia é articular-se com os parlamentares e anular o impeachment.

Título e Texto: Cristyan Costa, revista Oeste, 28-7-2020, 6h30

OMS diz que viagens terão que recomeçar e faz apelo a países

Organização pede às nações que se esforcem mais para combater covid-19

Michael Shields e Stephanie Nebehay

As proibições de viagens internacionais não podem vigorar por tempo indeterminado, e os países terão que se esforçar mais para diminuir a disseminação do novo coronavírus dentro de suas fronteiras, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa segunda-feira (27).


Um aumento do número de infecções levou diversos países a readotarem algumas restrições de viagens nos últimos dias, e o Reino Unido causou transtornos à reativação da indústria turística da Europa ao impor uma quarentena a viajantes que voltam da Espanha.

Somente por meio da obediência rígida às medidas de saúde, que vão do uso de máscaras à distância de aglomerações, o mundo conseguirá derrotar a pandemia de covid-19, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista virtual em Genebra.

"Onde essas medidas são seguidas, os casos diminuem. Onde não são, os casos aumentam", disse ele, elogiando o Canadá, a China, Alemanha e Coreia do Sul por controlarem seus surtos.

O chefe do Programa de Emergências da OMS, Mike Ryan, afirmou que é impossível os países manterem as fronteiras fechadas no futuro próximo. "Será quase impossível para países manter suas fronteiras fechadas em um futuro previsível. As economias têm que se abrir, as pessoas têm que trabalhar, o comércio tem que recomeçar", disse. "O que está claro é que a pressão sobre o vírus empurra os números para baixo. Reduzam essa pressão e os casos voltam a subir."

Ryan afirmou ainda que a situação atual da Espanha não é nem de longe tão ruim quanto foi no pico do surto local, e que acredita que os focos serão controlados, mas que levará dias ou semanas para se discernir o padrão futuro da doença.

"Quanto mais entendemos a doença, quando mais colocamos um microscópio no vírus, mais precisos conseguimos ser na remoção cirúrgica dele das comunidades", acrescentou.
Texto: Michael Shields e Stephanie Nebehay, Reuters, via Agência Brasil, 28-7-2020, 5h45

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[Aparecido rasga o verbo] Carne crua

Aparecido Raimundo de Souza

O JOÃO DA ONÇA, de oitenta e seis anos, inventou de se juntar com uma moça jovem, de pouco mais de vinte e cinco. Elaine Cristina, a beldade que ele levara para debaixo do mesmo teto, era extremamente linda e delicada. Possuia os cabelos escuros caindo suavemente sobre os ombros. Seu rosto de boneca lembrava uma princesa de contos de fadas, além de  ostentar  um sorriso franco e uma personalidade marcante. Sua voz tinha um toque macio de sedução que emprestava uma pureza bucólica às  palavras, quando abria a boca. Todavia, foi a sua meiguice complacente, como uma flecha viva de juventude, que ferira, numa só pontaria, o coração solitário de João da Onça. 

Entretanto, apesar de toda a magia emanada do corpo  escultural daquela raridade em figura de gente, o João da Onça andava meio inseguro e cismado. Cabreiro, para ser mais exato. Resolveu, por via das dúvidas, se aconselhar com o Lucas, um médico ginecologista que fazia parte das suas amizades antigas, um velho companheiro do tempo em que trabalhavam na mesma fábrica e dividiam marmita e pão sem manteiga e café requentado. Lucas, se formou em medicina e João da Onça em contabilidade. 

Devido aos giros e descaminhos da vida, cada um tomou seu próprio rumo, todavia, nunca deixaram de se falar, e, claro, de alimentar a amizade que vinha praticamente desde a infância. Assim, num final de semana bateu à porta do amigo e lhe expôs os seus temores:
- Lucas, te procurei porque confesso ando com medo que as coisas não saiam  como espero.
- Qual seu medo exatamente?

- Como você sabe, juntei os cacarecos com uma menina  jovem. Por ter feito essa loucura, estou inseguro. E por estar inseguro e vacilante,  tenho medo que ela não me respeite, ou arranje outro homem... Você sabe como é. Tenho oitenta e seis,  prestes e às portas de festejar oitenta e sete e ela, a Elaine Cristina, dança, fogosa, na maviosidade dos vinte e cinco.
- Fiquei sabendo pela turma do nosso antigo bairro que a criatura foi um achado. E dai, seu bobo. Bola pra frente. Curta a sua ninfeta e esqueça o resto.


- É o que você faria?
- Com toda certeza. A quanto tempo está com ela?
- Estamos beirando quase um ano.
- Notou alguma irregularidade em seu comportamento?
- Não.
- Acaso acha que ela tem alguem?
- Não é isso, Lucas.
- O que, então?

Canal do Negão: O chororô de Moro

A estreia de Alexandre Garcia na CNN Brasil

Em sua estreia no quadro "Liberdade de Opinião", do CNN Novo Dia, nesta segunda-feira (27), Alexandre Garcia comentou sobre a harmonia – preconizada pela Constituição Federal – entre os Poderes no país. Liberdade de Opinião é um quadro do programa Novo Dia, apresentado por Rafael Colombo e Elisa Veeck.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

STF/AGU e a mídia mais preocupada em atacar Bolsonaro do que em defender a liberdade

Rodrigo Constantino


“Ação protocolada pela AGU contra derrubada de perfis bolsonaristas causa estranheza no STF".

Assim é a chamada do Globo hoje sobre a decisão da AGU de entrar com Adin contra a censura promovida pelo STF a contas de empresários e influenciadores que defendem o governo.

O jornal foi buscar "especialistas" que corroboram com a narrativa, como diz o subtítulo: "Para ministros da Corte e juristas, recurso em defesa de contas de apoiadores nas redes sociais não é papel do governo". O tom da reportagem já está claro na largada: Bolsonaro usou a AGU para "defender amigos", o que extrapola a função do governo. Só tem um problema: isso é falso!

A matéria continua: "Para o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, a medida representa 'desvirtuamento total' do Estado Democrático de Direito". A citação é longa:

— Não adianta tentar tresmudar, disfarçar que é para defender a liberdade de expressão, liberdade de comunicação, Estado Democrático de Direito. Isso é politicagem pura para defender esses disseminadores de notícias falsas e odiosas, incentivadoras da ruptura institucional — declarou o jurista, para quem a ação é uma "anomalia jurídica" que não deve sequer ser aceita pelo Supremo, por se tratar de "uma distorção de princípios constitucionais para favorecer um fato concreto".

"Politicagem pura para defender esses disseminadores de notícias falsas e odiosas", diz o especialista. Isso sim, tem todo cheiro e cara de politicagem. Qual crime eles cometeram? Isso ninguém diz. Nem mesmo no inquérito ilegal aberto por Toffoli e relatado por Alexandre de Moraes no "dedaço" consta qualquer condenação. Como, então, julgar dessa forma e ainda por cima aplaudir censura prévia?

O editorial da Gazeta do Povo, sobressaindo-se como um jornal sério em meio a muita politicagem, tocou no cerne da questão ao rotular de censura o ato do STF:"

De fato, o bloqueio das contas não só parece ter pegado muita gente de surpresa, como atenta frontalmente contra princípios básicos de nosso sistema jurídico.

Liberdade de expressão é direito fundamental. É no seu aspecto individual, no sentido de ser condição mesma para o florescimento da personalidade humana, mas também no seu aspecto sistêmico, enquanto garantia da possibilidade de existência da democracia. Requer amplo gradiente de legalidade, que se traduz em grande tolerância ao que se diz e a como se diz também. Isso inclui muitas expressões que podem ser sumamente desagradáveis.

[...] No presente caso, independente do conteúdo dos discursos das pessoas afetadas, é importante ter em mente que nenhuma delas foi condenada pelo STF, mesmo no inquérito em questão, em que o tribunal ocupa a descabida posição de vítima, acusador e juiz. De certo modo, a própria decisão do relator já denuncia disposição pela condenação das pessoas em questão, assumindo a forma de uma punição prévia e sem chance de defesa.

Os editoriais da Gazeta têm sido um oásis num deserto de valores, pois seus concorrentes, infelizmente, abandonaram qualquer princípio jornalístico para fazer campanha contra o governo que detestam. Essa mídia torcedora está cada vez mais desesperada, a ponto de tentar alçar um sujeito como Felipe Neto ao patamar de debatedor sério de política. Alan Ghani resumiu bem:


Chama-se desespero. Querem tirar casquinha dos milhões de seguidores da foca de cabelo colorido pois ela bate no presidente. Nada mais importa pra essa patota patética. E por isso chegamos no "debate" com Barroso, que suscita verdadeiro "dilema iluminista": manter a pose de Supremo Pavão Ativista enquanto “debate” a sério com um animador de festa infantil. Eis o nível do rapaz que a imprensa tenta levar a sério só para atacar o presidente:

Dividida: a banda podre da CNBB racha com o resto da Conferência e abre fogo contra Bolsonaro

FratresInUnum.com

Foi uma semana tensa para a ansiedade da velha guarda da CNBB, aqueles petistas de sacristia que alçaram voos para o episcopado com o pacto firme de promover a ascensão do partido mais corrupto da história, mas que, no final, fracassaram e estão terminando a vida frustrados. Frustrados! Fracassados! Diga-se em alto e bom tom! Frustrados, porque o povo pobre preferiu seguir as seitas pentecostais e renegar a politicagem mofada desses fanáticos comuno-lulistas. Fracassados, porque, salvo eles mesmos, ninguém leva a sério as notinhas que eles pretensiosamente pensam ser “profecia”.


A conivência com a qual esses mesmos senhores sempre trataram os crimes do PT é vergonhosa. Eles sempre usaram a Igreja como máquina de propaganda do partido, sempre a mantiveram calada quando foi para proteger a sua cria, e, agora, querem usá-la mais uma vez para uma afronta que só beneficiaria o PT.

Por isso, a agitação panfletária da semana passada foi tão febril. Mesmo não conseguindo senão uma adesão minoritária, os bispos da esquerda não conseguiram se conter e soltaram para ninguém menos que a Folha de São Paulo o seu odioso panfleto.

Programada para ser publicada no dia 22, festa de Santa Maria Madalena, graças ao protesto de muitos bispos que não se quiseram acumpliciar, a tal “Carta ao Povo de Deus” foi adiada, adiada, até que… vazou!  Assim, ingenuamente, aproveitando a impossibilidade de que os bispos se reúnam fisicamente, já que a epidemia de coronavírus obteve o cancelamento da assembleia geral deste ano.

É interessante como, para as manifestações tradicionais, a CNBB precise manter a comunhão e os bispos devam conservar o consenso na mordaça, mas, para as manifestações de esquerda, os minoritários reivindiquem o direito de autonomia para se manifestar e publicar o seu protesto ideológico.

Nos bastidores, conjectura-se que o autor da carta tenha sido Dom Joaquim Mól, o qual aparece na matéria da Folha como um dos signatários. Se isso for verdade, como os bispos podem permanecer calados?

Eles votaram em quem para ser o Secretário Geral, em Dom Joel Portella ou em Dom Joaquim Mól?

Mól, de campanha vigorosa nas últimas duas eleições da CNBB, foi rejeitado em ambas pelo episcopado, graças também aos apelos feitos por este blog.

Fugindo do óbvio

Péricles Capanema

O ministro José Luís Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tocou em ponto delicado, silenciado e óbvio: “Temos preocupação que a facultatividade [do voto] possa produzir a deslegitimação dos eleitos na possibilidade de um elevadíssimo índice de abstenção”. Depois, aludiu a questão circunstancial: “Embora ache que deva se considerar, sim, uma eventual anistia de multa, ou considerar uma justificação dos que não compareceram por fundado temor de contração do vírus por se sentir grupo de risco.” Em resumo, seria bom deixar de multar quem não apertar os botões na urna em 15 e 29 de novembro próximos.


Vou tratar do óbvio silenciado, levantado para surpresa minha por José Luís Barroso: o temor de o voto facultativo deslegitimar no Brasil as eleições e os eleitos. De outro modo, que o povo, soberano reverenciado na mitologia revolucionária, dê as costas para o processo eleitoral, desvalorizando o mandato dos escolhidos. “Tô nem aí”, diria um jovem. Repetindo o ministro para fazer de clareza solar a afirmação dele — existe generalizado temor de que o voto facultativo possa deslegitimar os eleitos pela possibilidade de elevadíssimo índice de abstenção.

Qual seria o índice de abstenção no Brasil com o fim do voto obrigatório? Ninguém sabe. Meu palpite, 70-75% de abstenção em média, considerando todas as eleições. Um pouco menor nas votações para presidente e governadores, quem sabe prefeitos de grandes cidades, subiria a abstenção nas legislativas.

Já tratei do assunto em vários artigos: não acho que o voto facultativo deslegitime a eleição e desvalorize os eleitos entre nós — todo mundo está cansado de saber que o voto vale pouco. À vera, expulsaria a fraude política silenciada e puxaria para o proscênio a realidade, mesmo desagradável, e a transparência. O voto obrigatório perpetua o embuste que cobre a representação, faz aparentar interesse onde não há, tange para a urna sob pena de punição ou distribuição de pequenos prêmios, multidões desinteressadas; todo mundo fica obrigado a votar debaixo de vara; se não o fizer, multa, proibição de praticar atos normais da vida civil. O soberano (o povo) é quase tratado como marginal perigoso, que precisa de vigilância minuciosa.

Veja o que acontece ao desvalido eleitor se deixar de votar, exercício de um direito, transmutado em dever penoso, e não justificar (alguns exemplos, não é tudo): não pode se inscrever em concurso público; não receberá vencimentos, remuneração em emprego público, autárquico ou de paraestatal, de empresa ligada ao Estado; proibição de participar em concorrências públicas; proibição de tirar passaporte, carteira de identidade, renovar matrícula em instituição fiscalizada pelo Estado; proibição de empréstimo na Caixa Econômica Federal; proibição de participar em ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou do imposto de renda. Em suma, amolação e atraso de vida para o pobre cidadão desamparado. Retrocesso.

Folha diz que governo “despiora” economia

Na ânsia de criticar o governo, jornalista usa termo bizarro até para os níveis da Folha

Oliver

Vinicius Torres Freire, um dos ilustres colunistas desconhecidos da Folha, resolveu escrever aquele artigo para jogar Bolsonaro no Hades e os “bolsonaristas” no Tártaro.


Ao tentar desqualificar um avanço do governo, Freire acabou por torturar Camões. A palavra existe, mas parece ter sido usada pela última vez no dia que as funções intestinais de Dom Pedro “despioraram” dias depois do grito do Ipiranga. A única coisa que não “despiora” mesmo é a sanha da imprensa em maquiar suas opiniões como se fossem fatos.

Título e Texto: Oliver, Senso Incomum, 27-7-2020

Vacina de US$ 1 bilhão da Moderna chega à última fase de testes

Serão selecionados 30 mil voluntários para receberem doses do imunizante que tem recebido investimentos do governo americano

Roberta Ramos

Moderna Therapeutics anunciou nesta segunda-feira, 27, que entrou na terceira fase de estudos experimentais para a vacina que desenvolve contra a covid-19.



Serão selecionados 30 mil voluntários. Metade receberá a vacina e a outra, um placebo.

O laboratório tem recebido investimentos do governo dos Estados Unidos. Até o momento, quase US$ 1 bilhão já foi colocado no projeto para acelerá-lo.

Em artigo publicado na última terça-feira, 14, no New England Journal of Medicine, a Moderna afirmou que o imunizante se mostrou seguro e eficaz em 45 voluntários. Nenhum deles teve efeito colateral grave e os que apresentaram algum tipo de queixa tomaram duas doses, com concentrações mais altas.

Esta é a quinta vacina a chegar na terceira e última fase de estudos, em que é preciso testar o medicamento em larga escala e fornecer comprovação de sua eficácia e segurança para conseguir aprovação sanitária para seu uso.

Três das vacinas que já chegaram nesse ponto de pesquisa estão sendo testadas no Brasil: a de Oxford, a Coronavac e a da Pfizer/BioNTech.

Após anunciar a terceira fase de estudos, as ações da Moderna chegaram a subir 11% na Bolsa de Valores de Nova Iorque e por volta de 11h30, ainda estavam com 5% de alta.

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 27-7-2020, 11h58

Bolsonaro: ‘Acabaram com o emprego no Brasil’

Presidente retoma atividades nesta segunda-feira, 27, após quarentena da covid-19 e disse ter de trabalhar muito para recuperar o país

Foto: Mateu Bonomi - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Roberta Ramos

Após três semanas de quarentena devido à covid-19, o presidente Jair Bolsonaro volta a despachar nesta segunda-feira do Palácio do Planalto.

Já na saída do Palácio da Alvorada, o presidente parou para conversar com apoiadores e pediu para que tentassem não tocá-lo, porque, apesar de imunizado, estava evitando contatos.

Quando questionado sobre sua agenda, Bolsonaro afirmou que terá um dia de reuniões.

“Hoje eu tenho um despacho com Paulo Guedes. Vou passar para ele esse negócio do Pronampe [Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Existe um limite, tantos bilhões para cada banco. Mas acaba rapidinho esse limite”.

Na despedida, o presidente lamentou a situação vivida hoje pelo Brasil: “Preciso voltar a trabalhar hoje. Muitos problemas para resolver que outros fizeram para botar no meu colo. Acabaram com o emprego no Brasil. Tem que trabalhar para recuperar”.

Pela manhã, o presidente também deve se reunir com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo.

Título e Texto: Roberta Ramos, revista Oeste, 27-7-2020, 11h26