segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Passos Coelho e família no shopping

João Alarcão
Há um bocado, eram cerca das 10 e meia da noite, (domingo, 1 de novembro) depois de umas salutares horas passadas nas Feiras de Livros antigos e de Velharias, do Chiado e do Príncipe Real, entrei num Centro Comercial para tomar um café. Quando me preparava para o saborear apercebi-me de que várias pessoas olhavam para três novos clientes que estavam no pré pagamento a fazer os seus pedidos, comentando em surdina "É ele, é". Virei-me para ver quem eram e vi Passos Coelho, a mulher e uma pequena que penso ser filha.

Ténis, camisolas e blusões. Sózinhos, sem rambos de óculos escuros a afastarem quem os abordou, ou chauffeurs a carregarem embrulhos (ou, muito menos, malas com dinheiro).

Enquanto esperavam pelos pedidos responderam com amabilidade às boas noites e a algumas palavras de incentivo que lhe foram dirigidas. Não vi nem ouvi ao redor expressões fechadas ou carrancudas, olhares revoltados, ou palavras agressivas.

Passos Coelho, com a filha pela mão acompanhou-a depois a uma outra loja. Não pude deixar de comparar estes momentos com os ares arrogantes dos que vivem em andares de luxo em Paris, que gastam milhões e milhões de euros de origens mais do que duvidosas, que nos querem convencer que só pensam nos desfavorecidos, e que se desdobram em tentativas de ganhar na secretaria o que os portugueses lhes recusaram nas urnas. 
Imagem e Texto: João Alarcão, Facebook, 1-11-2015

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