sexta-feira, 7 de julho de 2017

[Aparecido rasga o verbo] O maior criadouro de jaburus está logo ali, às margens do Paranoá??!! Inacreditável!!

Aparecido Raimundo de Souza

Em Brasília, capital do país (ou melhor, o que restou dele) as quadrilhas continuam à solta. Isso só não é cômico por ser, na verdade, trágico. Vejamos os motivos. Os ladrões que compõem o berço das grandes picaretagens nacionais se multiplicam como larvas que, todavia, em contrário, não desovam respostas a problemas que a sociedade tanto procura. Como parasitas peçonhentas, esses salteadores dos nossos bolsos, quando a coisa é para eles, ou para benefícios de meia dúzia, os cafajestes se movimentam numa rapidez indescritível. Lembra o The Flash.

Furtivamente, quando ninguém está de olho, esses mesmos canalhas se deslocam de um lado para outro, sem que força oculta alguma os impeça. Não param, não ficam estáticos. Mesmo lado, as matilhas de cães ferozes perseguem por terrenos palacianos invasores marginais que tentam se aproximar do deus ditatorial. 

Vigiando essas quadrilhas, de prontidão, dia e noite, faça chuva ou sol, os audaciosos pitbulls estão prontos para atacar ao menor sinal do Superior Hierárquico, o outro nome do uniformizado e impermeável deus ditatorial. Os leitores perguntarão: quem é esse Superior Hierárquico ou deus ditatorial que precisa de toda essa logística a seu lado?

A resposta, meus caros, é simples. O Superior Hierárquico é antes de tudo, um merda. Uma bosta fedorenta. Cocô de rodoviária. Já viram cocô de rodoviária? Dito de outra forma mais branda, uma desgraça infame. Ou a infame desgraça em figura de gente. Em resumo, o vagabundo famigerado que comanda o poder. Que tripula a nação para os confins do nada.

Na verdade, esse patife tripudiador acariciado pelas blindagens de uma faixa presidencial, não gera, ou não guia coisa alguma. Simplesmente envergonha, afronta e manobra. Ao mesmo tempo em que denigre e acanha, leva para o buraco negro da destruição uma nação inteira embalada pelas fedentinas de um Jaburu (tipo “Clube dos irmãos Batistas”), onde só ingressa quem sem se curva aos seus desejos e aspirações.

É por essa razão (entre outras) que o país vive um caos tremendo. Uma balbúrdia medonha, embaralhada, escangalhada, sem volta. A boa terra das “palmeiras e sabiás gorjeando” cantada por Gonçalves Dias está caótica, capenga, inconsistente, literalmente frágil e anarquizada. Possivelmente os sabiás de Gonçalves foram, “a Dias”, para o raio que os parta.

Seus filhos, ou os rebentos da terra, mesmo lado da moeda, se esborram carentes, órfãos de pai. Sem saída, sem eira nem beira, avançam às escuras, sem noção, assombrados, atônitos, confundidos, atrapalhados, como se vivessem o Apocalipse de forma açodada.

E vivem. Os agrupamentos dos fracos e oprimidos, dos humildes de coração aberto, o esteio firme e sólido que sustenta toda essa patifaria, virou uma grande farsa, uma infindável fileira de bestas humanas, como narrado magistralmente por Émile Zola nos idos de 1890 ou mais precisamente, 127 anos atrás.

Somos, pois, sem tirar nem pôr, uma irmandade de jumentos e éguas vegetando num pasto falido. O habitat dos pobres e alanceados se esfacelou num marginalismo desenfreado, diante de tantas conspirações asquerosas e falta de patriotismo e respeito. Resumindo, o povinho é a escória afastada ao refugo. O subproduto despojado como um zero à esquerda.  E o que é um zero à esquerda? Porra nenhuma!

No mesmo buzu superlotado da Viação Planalto, em direção às cidades satélites em derredor do epicentro, a transparência, o brilho, a pureza, a limpidez foi agredida pelo inevitável do medonho, do negro, do pavoroso, do sinistro, como o Rio Doce pela lama da Samarco descida de Bento Rodrigues, colada a histórica Mariana (os senhores e as senhoras se lembram da lama de Mariana??).

Nossos representantes enternados em linhos de grifes famosas, mosqueando como insetos pelas paredes sujas do Congresso e Câmara (em outras palavras, os tijucos podres travestidos de “ilustres parlamentares”), viraram garotos de programas. Se venderam e se entregam a quem der mais e pagar o motel mais chamativo.

Vendendo seus rabos sujos, se quedaram prostitutos engravatados em perversão do dinheiro fácil, sujo, contaminado, propinado a gana do Poder. Esses amaldiçoados barganham a mãe na zona, pelo Comando e, em nome dele, livre-arbitriam ad aeternum.

Enquanto isso, por baixo dos panos, nos subterrâneos da residência oficial jaburuense, à força total, as agulhas das maquinas a serviço do Superior Hierárquico (lembrando o deus ditatorial), começam a trabalhar. Costuram, cosem para cima e para baixo, cerzem para lá e para cá. Os jeitinhos brasileiros entram em ação, se propagam, se difundem e, igualmente, se harmonizam se amarram se unem e se estreitam.

Num só objetivo, os maquiavélicos se revezam, se pervertem e se entrelaçam num imenso amplexo. É a putaria entrando em cena, como tiro certeiro. Dito de outra forma, as balas perdidas, em sua melhor forma de assombração. Viva a suruba. Viva Brasília, a eterna e bela vagabunda das pernas tortas!

No castelo da Dinamarca (outro nome bonitinho do Jaburu) os barulhos ensurdecedores, as confabulações, as discussões, as conspirações, as maquinações e os conchavos seguem a todo vapor. Criam vida. Desabrocham formas obtusas, escusas, imorais, dúbias, desonestas, escabrosas e duvidosas. Somente a mente iluminada do detetive Sherlock Holmes desvendaria tantos mistérios numa única cacetada e traria toda a podridão à tona. Porém, Sherlock segundo anunciou seu agente, Arthur Conan Doyle, Holmes está em gozo de férias. Enquanto isso, o Brasil que se foda (e se fode) no seu verde amarelo sem verde e sem amarelo. 

Nessa briga de foice, com medo de perder a vez, as poucas vergonhas dos outros ladros e delinquentes, se juntam e se imutam às sacanagens expostas. “Que País É Este?” - continua gritando, a plenos pulmões, desde 1990 o Affonso Romano de Sant’Anna. Todavia, ninguém até agora respondeu. Nem Sant’Anna sua santinha preferida teve coragem de sair de seu altar e vir correndo em auxilio. 

Os larápios estão no poder. Lembrem todos, os larápios estão no poder. Cada dia chega mais. Grudados, mamando nas tetas. Tetas gordas, cheias do bom leite. Bebida consistente. Em face disso, esses putasquelhos não saem não desarredam, não desapegam e, muito menos, descolam. Talvez devêssemos agradecer toda essa manipulação irrefreada a Maurice Leblanc que trouxe dos cafundós de Marcos Valério e Pimenta da Veiga o pior ladrão conhecido na face da terra, Arsène Lupin. Nossos espoliadores têm Lupin como um marco para seus roubos e afanos.  Até agora vem dando certo as suas patacoadas.  

Em idêntico fluxo, de mãos dadas, uma leva tríplice de cúmplices e apaniguados advindos de outros Poderes se materializam e se aproximam. A farra não para. Vem a jato numa operação lava tudo. Quem estiver na frente, que se dane. Seu Moro, o Brasil em pedaços lhe pede Socorrooooooo!

Longe da praça do “Três Fuderes”, da beleza impar do “Lago Paranãochorá”, nas Gamas e Sobradinhos, Ceilândias  e  Núcleos Bandeirantes e outras localidades satélites do imenso boeing pousado, enquanto a raia miúda morre lentamente no inverno gelado do desnorteamento da pior das estações do ano, enquanto Bebetinho está como presidente, e enquanto, ainda, o nosso atual   passeia as nossas custas, na Alemanha, novos tumores satanizados e nocivos se mostram unidos, coesos e fortes.

São, na verdade, indestrutíveis. Mesma bota da era Vargas enterrada na merda fedida, a folia dos velhacos avança. Vagabundos, safados, vadios, todos reunidos num enorme saco de gatos, formam a eterna caixa preta que nos amedronta numa orgia apavorante. Essas figuras vindas dos rincões de lúcifer deveriam ser extirpadas indubitavelmente da face da terra. Deveriam, mas, infelizmente, a força do mal é maior. O PODER predomina. Criou raízes.  O “Jabucu” virou uma fortaleza indestrutível.

Assim como Brasília, senhoras e senhores a aeronave pousada no esterco da festança, necessita ser limpada imediatamente. Dedetizada, desinfestada. O veneno a ser usado, carece de ser forte, robusto, fortificado, reforçado. Ratos como o doleiro Lucio Funaro, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, Antonio Palocci, João Vaccari Neto, Eduardo Cunha, Aécio, Lula, Lores, Eliseu Padilha, o ET de Varginha, José Serra, Guido Margarina Mantega, JBS, e outros, outros, outros, e outros párias de caráter duvidosos, precisam ter fim. Fazem mal. Dão azia. A questão, entretanto, continua em estado de passividade. Como expurgar Brasília??!!

Enquanto ninguém tem peito para responder, devemos ter em mente que todos, sem desvio da regra, deveriam, ou melhor, devem ser enterrados vivos, ou jogados num tanque de ácido puro. Assim como o Superior Hierárquico, o deus ditatorial, esses camundongos punguistas e gatunos com fôlegos de sete vidas são ardilosos, velhacos e ladinos. Sobretudo velhacos e ladinos. Ácido neles, morte aos patifes.  Uma pena que a Coréia do Norte não direcione um de seus mísseis para fazer cócegas nos fundilhos do Planalto Central e, de roldão, leve para o infinito o Senado, a Câmara, enfim, tudo mais que não presta e, por azar nosso, abundam com todas as mazelas que desmantelam o Brasil.

O problema, meus caros, é que uma porrada de malas com quinhentos mil reais continua cobrindo os privilégios exponentes, as tramas e tramoias numa reiteração epicamente delitiva. Não para, não estanca. Não há Comissão de Justiça que dê jeito. Não há lei que enquadre, nem código penal que vislumbre uma pena justa. Sem contar que dona Justiça é cega dos três olhos, notadamente daquele que ninguém vê, ou melhor, só os carregadores das malas de plantão a serviço do Colegiado Maior.

Para terminar, vamos abrir um parêntese para trazer a público uma noticia de primeira mão.  Falamos tanto em Jaburu. Em Brasília não procriam, a céu aberto, só os ratos, as traças, as baratas, as lacraias, enfim, os cânceres insanáveis que corroem os corpos sofridos dos Zés Manés e das Marias Bananas espalhadas do Oiapoque ao Chuí e vice versa. 

O berço das grandes putrefações nacionais é o maior criadouro de Jabucus, perdão, Jaburus do universo. Para quem não sabe e desconhece, jaburu é uma ave de bico grosso, e afilado na ponta, além do pescoço preto e a parte do papo, dotada de elevada elasticidade. Sem tirar nem colocar, esse bicho (bicho ou ave??!!) se enquadra direitinho com seu atual ocupante, um tal de Michel Jackson Temer. Jaburu, ou tuim-de-papo vermelho, por corruptela, também lembra cão chupando manga, mulher feia, homem esquisito, bruxas, barangas, putas, etc. etc... 

Finalmente, do tupi-guarani, vem a versão ou a visão mais acertada ou ainda mais apropriada para a sua descrição. “Jaburu. Indivíduo de papo cheio”. Cá entre nós, amadas e amados, esses indivíduos de PAPOS CHEIOS, por coincidência coincidente ou ironia irônica do acaso acasante, onde estão?! Como??!! Falem alto. Parêntese fechado.
Título e texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Brasília Distrito Federal, 7-7-2017

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3 comentários:

  1. Parabéns pelo desabafo, é certeiro pena que poucos tem peito para dizer o que realmente pensa. Estamos atolados numa enorme fedentina com certeza, e cada dia que passa fica provado que nesse nosso país quem comanda são os engravatados. É o tal ditado a merda quanto mais mexe, mais fede. E nosso Brasil esta podre. Tiro o chapéu pra você e sua coragem Aparecido Raimundo, mais uma vez parabéns.

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